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31 de fevereiro

Netflix lança documentário sobre Heley de Abreu. Ainda temos salvação!

HELEY DE ABREU
Cartaz fictício do infelizmente fictício documentário "Heley, uma heroína", a ser lançado pela Netflix no dia 31 de fevereiro. (Foto: ChatGPT)

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A Netflix anunciou o lançamento de um documentário sobre a professora Heley de Abreu. Para quem não se lembra (como se fosse possível esquecer), em 2017 Heley de Abreu morreu ao salvar 25 crianças depois que um maluco ateou fogo a si mesmo e aos alunos da creche Gente Inocente, em Janaúba, Minas Gerais. O filme deve estar na plataforma no dia 31 de fevereiro.

Com o título provisório de “Heley, Uma Heroína”, essa não é a primeira obra a retratar o martírio da professora. Heley de Abreu já foi tema de diversas biografias que entraram para a lista dos mais vendidos, bem como de séries de sucesso, como “Janaúba”, produzida pela Amazon Prime. Aparentemente, o brasileiro não se cansa de lembrar e evocar o ato de heroísmo da professora que deu a vida para salvar seus pupilos.

Cadê a Suzane von Richthofen?

ONGs de defesa dos Direitos dos Vilões, porém, andam reclamando disso que chamam de “superexposição de pessoas boas”. O especialista em PN Andercleydson da Silva, da Associação de Defesa dos Psicopatas, por exemplo, é um dos mais histéricos. “Ninguém aguenta mais ver esse santinhos aí. Isso é tóxico! A gente quer ver o mal. Quando é que vão fazer um documentário sobre a Suzane von Richthofen? Hein?”.

Ele afirma que histórias como a de Heley de Abreu fazem apologia do sacrifício e propagam a ideia absurda de que há nobreza nessa coisa de dar a vida por nossos semelhantes. “O homem é mau, tá ligado? E é isso o que eu quero ver nas telas. Mostrar que existe gente boa no mundo é coisa de fascista”, disse ele. Que provavelmente vai ficar uma fera quando descobrir que a Netflix pagou 5 milhões de reais pela história de Heley de Abreu. E o pior: o dinheiro foi todo doado para obras de filantropia ligadas à Pastoral da Família. Sim, da Igreja Católica.

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