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Te odeio. Seu, seu, seu, seu. E não venha me perguntar por quê. Você sabe bem. Sim, por tudo aquilo que você não disse. E principalmente pelo que disse. Pelo que você fez e não fez. Por aquilo que você continua fazendo como se não fosse nada de mais. Por dar de ombros para o meu sofrimento. Sofrimento esse que você mesmo causou. Seu, seu, seu, seu. Te odeio.
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Quero que você morra estrebuchado na beira da estrada. Não, não. Não quero que você morra. Quero que você sofra. Mas não pode ser um sofrimentozinho à toa. Uma ralaçãozinha no joelho da alma. Quero que você sofra o dobro, o triplo, dez vezes mais do que eu. Que você sinta as entranhas borbulhando de ódio – como estou sentindo agora. Quero que.
Perdão
Então me lembro. Odiar é errado. Desejar o mal dos inimigos é errado. Te odeio um pouco menos agora, mas odeio. Me desculpa, meu Deus, por odiá-lo tanto assim. Aquele canalha! Por eu ter me deixado levar pelas palavras do coxo, me desculpa. Se ainda odeio? Sim, resta um pouco. Bem pouquinho. Te odeio, mas vai passar. Sempre passa, mas te odeio. Quase nada agora. Me perdoa, meu Deus! E me impeça de odiar de novo.
Me perdoa e perdoa meu inimigo. Ele que, pensando bem, não conheço direito. Que talvez tenha feito o que fez com a melhor das intenções. Talvez tenha dito sem pensar. Perdoa meu inimigo pelo sofrimento que ele me causou e me perdoa pelo sofrimento que eu, em odiando, causei ao meu redor. Ele que não é pior, que está buscando o mesmo que eu e que não tem culpa de ser quem é, do jeito que é. Te odiava. Agora? Agora chega.








