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Tudo é história e eu lá: a rejeição de Jorge Messias

JORGE MESSIAS HISTÓRIA
Às vezes a história me dá vertigem. Com você também é assm? (Foto: ChatGPT)

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Em 1980, o papa João Paulo II veio ao Brasil e lá estava eu na Marechal Floriano. Sem entender direito, mas estava. De alguma forma fazendo parte da história. Depois morreu Tancredo, Fafá cantou o Hino, assumiu Sarney, hiperinflação, planos econômicos, explosão da Challenger, Césio 137. Veio Collor, surgiu o Lula com seu jingle-chiclete. Vitórias e derrotas. Tudo era (e ainda é) histórico. Nem que fosse uma nota de rodapé. E eu lá, aqui, acolá.

Avançamos história adentro. Impeachment do Collor. Fusca volta a ser fabricado. Brasil ganhou a Copa. Ops, volta, volta, volta. Antes tivemos FHC e o Plano Real. Morreu o Senna. PC Farias assassinado. Não sei o que foi antes ou depois. Ronaldinho teve convulsão antes da final. Ah, claro, teve o colapso da URSS e a derrubada do Muro de Berlim. Como é que pude me esquecer dessa história, da História e de também ter feito parte dela?

Sinal de que estamos vivos

O século virou e a história seguiu seu passo quase sempre frenético e trágico, sem jamais deixar de ser surpreendente. Onze de setembro de 2001. Primeira eleição do Lula. Katrina. Mas é improvável que tudo tenha sido trágico na primeira década do XXI. Foi? Dilma, crise, impeachment, Lava Jato, Bolsonaro. E eu lá, aqui, acolá. Olhando e pensando e registrando o prazer e a dor de, um tanto quanto à minha revelia, fazer parte da história. Destas histórias e de tantas outras que aqui não cabem.

Ontem, com a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, algo que não acontecia há 132 anos, não foi diferente. Era a história e, no entanto, era mesmo? Ou será que o Fukuyama tinha razão? Talvez seja o caso de perguntar aos nossos filhos e netos. Os herdeiros da história, todos distraídos com as telas e, tenho a impressão, dando de ombros para isso que, a nós, mais velhos, fascina num dia, assusta no outro e infla os pulmões como sinal inequívoco de que estamos vivos: a história.

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