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Votação de Beto Richa para deputado federal é a grande aposta do PSDB do Paraná
Votação de Beto Richa para deputado federal é a grande aposta do PSDB do Paraná| Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Historicamente um dos maiores partidos do Paraná, sempre com grandes bancadas, mais de uma centena de prefeitos e com algumas das principais lideranças da política estadual e nacional, o PSDB chega às eleições deste ano em situação diferente, ao menos na comparação com as três últimas disputas no estado. Desde a derrota de Beto Richa na disputa para o Senado, em 2018, o partido vem encolhendo, perdendo seus principais nomes para outras legendas (como o PSD do governador Carlos Massa Ratinho Junior) e sendo isolado por antigos aliados. Nesta situação, a legenda tende a ir para as urnas, em outubro próximo, com chapa pura, com o recém-filiado César Silvestri Filho disputando o governo do Estado e o veterano Valdir Rossoni como candidato ao Senado, depois de ter anunciado que deixaria a vida pública após o encerramento de seu atual mandato como deputado federal.

E a grande aposta do partido para uma reconstrução é justamente Beto Richa. Pré-candidato a deputado federal, Richa carrega a esperança do partido de, com uma grande votação para a Câmara, conseguir contribuir para a construção de uma bancada federal maior para a legenda, uma vez que é o número de deputados federais que determina a cota de cada partido nos fundos partidário e eleitoral, bem como o tempo de TV na propaganda partidária.

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Enquanto Richa governou o Paraná (2011 a 2018), o PSDB era o maior partido do estado, com mais de 100 prefeitos, a presidência e uma das maiores bancadas da Assembleia Legislativa. Na eleição de 2018, o partido elegeu apenas três deputados estaduais e nenhum deputado federal (Rossoni foi eleito suplente e assumiu a vaga de José Schiavinato, após a morte do deputado eleito pelo PP). Em 2020, o partido elegeu apenas 17 prefeitos. No ranking de representatividade elaborado pela Gazeta do Povo, tornou-se apenas a 10ª força partidária do estado. Recentemente, o partido perdeu, para o PSD de Ratinho, nomes como o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, e seu então presidente estadual, Paulo Litro, além de alguns prefeitos e vereadores do interior.

O encolhimento do PSDB também é nacional. Depois de polarizar com o PT seis eleições presidenciais seguidas, o partido fracassou na campanha de 2018, com Geraldo Alckmin recebendo apenas 4.76% dos votos. A bancada de deputados federais do partido caiu de 54 na eleição de 2014 para 22, neste ano, número que determina o tempo de TV e o tamanho do fundo partidário e eleitoral da legenda. Assim, para se reerguer, o partido não contará com a estrutura e o orçamento que teve nas últimas eleições.

“O recurso para a campanha está assegurado pela direção nacional do partido. Estive com eles novamente em Brasília e me foi garantido condições mínimas para a campanha. Claro que não temos a expectativa de fazer uma campanha vultosa, mas teremos recursos suficientes para fazer uma campanha que dê condições para apresentar a candidatura de uma maneira adequada”, disse César Silvestri.

Uma solução para a limitação de estrutura do partido seria a repetição, no Paraná, da aliança que vem sendo costurada com o MDB no plano nacional, com o partido abrindo mão da candidatura de João Doria para apoiar Simone Tebet à presidência da República. O MDB possui 37 deputados federais, o que quase triplicaria o tempo de TV de Silvestri e garantiria mais recursos para a campanha. Mas o MDB do Paraná já tem aliança acordada com Ratinho Junior.

“É claro que (o acordo nacional) abre uma possibilidade de um entendimento nacional para uma união dos partidos aqui no Paraná, para que a gente faça palanque para a Simone Tebet. Mas não alimento expectativas porque não é da tradição do MDB nacionalizar suas decisões. Eles costumam respeitar muito os arranjos locais. Como sei que já existe um entendimento avançado do MDB do Paraná com o governo, acredito que é o que vai acontecer aqui. Mas também sei que existem quadros históricos do MDB que vão querer estar no palanque de quem estiver com sua candidata a presidente. E, para esses, estamos de portas totalmente abertas”, avaliou Silvestri.

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