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PRE-323 DER
PR-323, uma das rodovias administradas pelo DER| Foto: Jorge Woll/DER

Se bem-sucedida a nova concessão de rodovias paranaenses, no modelo desenhado em conjunto com o Ministério da Infraestrutura para substituir os atuais contratos de pedágio do Paraná, que se encerram em novembro, o Governo do Paraná delegará à União 1163 quilômetros de rodovias estaduais, cuja responsabilidade pela conservação, ampliação e modernização é do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do estado. A inclusão de rodovias estaduais na concessão federal, no entanto, alivia em menos de 10% a demanda do DER na administração das rodovias paranaenses, uma vez que a malha de rodovias estaduais ultrapassa dos 12 mil quilômetros. A transferência de parte desta malha para a administração da iniciativa privada, no entanto, é vista como estratégica para o estado concentrar recursos em outras demandas de infraestrutura. Novas concessões, inclusive, são estudadas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura.

“Nosso plano para as rodovias que não serão concedidas já está sendo executado. Nós temos um banco de projetos. Temos banco de projetos para rodovias que precisam de pavimento, temos plano para rodovias que precisam de ampliação de capacidade (terceiras faixas) e para rodovias que estão sendo duplicadas. Estamos tocando esse banco de projetos”, diz o secretário de Infraestrutura, Sandro Alex, que citou como exemplo as intervenções no que chama de “Y Central do Estado”. “É um trecho que ficou fora da concessão, na região de Campo Mourão, ligação com Guarapuava, em que estamos tocando todos os projetos de ampliação de capacidade. Também estamos tocando projetos de ampliação de capacidade entre Palmeira e Ponta Grossa, nos Campos Gerais e na Oeste também”, disse, citando, ainda que novas ordens de serviço já estão sendo contratadas, com na PR-280 (pavimentação em concreto) e na PR-317, com a duplicação entre Maringá e Iguaraçu.

Sandro Alex revela que o Estado não descarta novas concessões “Por enquanto, estamos focados nesta concessão junto com o governo federal. A maior do país. As demais, estamos tocando obras de melhoria, ampliação de capacidade e duplicação. Aí, se houver, no futuro, a vontade de que elas vão para uma concessão de manutenção, é um estudo que vamos estar também defendendo”, cita. “E existe um estudo realizado com o governo federal de algumas rodovias federais que não estão neste lote e poderão entrar em um novo lote, como, por exemplo a BR- 476, que pode entrar em um novo lote, compondo com algumas rodovias estaduais”, acrescenta.

“A nossa ideia, com a inclusão das rodovias estaduais no programa de federal é que, com a concessão dessas rodovias a gente poder investir mais nas outras. Economizando nas rodovias concedidas para investir mais nas não concedidas. Estamos com um programa de R$2 bilhões em recuperação de estradas, do qual já executamos mais de R$ 1,6 bilhão”, conclui o secretário.

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