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Além da troca por novos radares, Curitiba baixou de 60 km/h para 50 km/h, o limite de velocidade nos binários.
Além da troca por novos radares, Curitiba baixou de 60 km/h para 50 km/h, o limite de velocidade nos binários.| Foto: Luiz Costa/SMCS

A vereadora Flávia Francischini (União) apresentou, na última terça-feira (24) requerimento de abertura de uma CPI para “investigar a contratação das empresas de radar, critérios para instalação e a transparência na utilização dos recursos recebidos por meio do sistema de radares nas vias municipais”. A CPI dos Radares, como batizou a vereadora, seria necessária devido à falta de informações, por parte da Prefeitura Municipal de Curitiba acerca do aumento do número de radares na cidade e alteração das velocidades máximas permitidas nas vias em que os equipamentos estão sendo instalados. “Não é possível que o executivo lucre em cima da distração dos motoristas”, justifica a vereadora.

Francischini disse ter feito requerimento de pedidos de informação em março, mas não ter recebido nenhuma resposta da prefeitura e, por isso, propôs a CPI. “A sociedade merece entender o que acontece, como foi planejado e os critérios utilizados na distribuição de radares pela cidade. Existe uma indústria da multa na capital, precisamos de transparência sobre o quanto se arrecada e que destinação é dada a esse recurso”, afirmou.

Desde 2021, e com previsão para conclusão neste ano, a Prefeitura de Curitiba vem substituindo o sistema de fiscalização de trânsito por radares na cidade, resultado de uma nova licitação, realizada em 2020. Ao fim da instalação, serão 191 locais com equipamentos instalados, fiscalizando 804 faixas de trânsito e pontos estratégicos da cidade. Mais “inteligente”, o novo sistema consegue flagrar tipos de infração que antes passavam impunes e aplicar multas instantâneas. A Superintendência de Trânsito mantém uma página na internet com relatórios anuais sobre a receita e a destinação da arrecadação de multas de trânsito. A Prefeitura Municipal de Curitiba não quis comentar a proposição de CPI.

Para que uma CPI seja aberta na Câmara são necessárias as assinaturas de 13 vereadores (um terço do plenário). Flávia Francischini afirmou ter recebido quatro assinaturas em seu requerimento até a noite de terça-feira. Esse é o quarto pedido de CPI tramitando na Câmara sem conseguir as assinaturas necessárias para a abertura. Além da CPI dos radares, vereadores propuseram CPI do Transporte Público, da Linha Verde e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde.

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