A minhoca (também) é nossa
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Depois da campanha O petróleo é nosso, que desembocou na criação da Petrobras (lei 2004, de 3 de outubro de 1953), eis que temos pela frente, ou ainda por debaixo da terra, outra empreitada: A minhoca é nossa.

Explicando: matéria de Gabriel Silveira, na Agência Brasil, informa que, em Roraima, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) está incentivando a produção de minhocas como modelo sustentável de reciclagem.

– Um minhocário foi montado na vitrine tecnológica da sede, em Boa Vista, para que os interessados possam conhecer as principais técnicas de produção de minhocas e húmus em pequenas propriedades.

A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte.

Vermicompostagem (no popular, minhocultura)

No programa Nossa Terra, da Rádio Nacional da Amazônia, o agrônomo Sílvio Levy, da Embrapa Roraima, explicou que a confecção de um sistema de minhocultura é perfeitamente aplicável em pequenas propriedades, além gerar uma série de benefícios. A minhocultura, também chamada de vermicompostagem, é o processo de reciclagem de resíduos orgânicos por meio da criação de minhocas.

Uma excelente alternativa para diminuição do lixo orgânico nas cidades e no campo, o produto final se constitui num excelente fertilizante orgânico: o húmus. Além de fabricar este composto, que pode ser comercializado como adubo orgânico e utilizado na produção de mudas, as minhocas também podem ser utilizadas para alimentação animal e como isca para pesca.

– Pesca? Isso me interessa – interveio Beronha, companheiro de pescaria do Orlando Polaco Kissner.

A quem interessar possa

A Embrapa Agrobiologia, localizada em Seropédica, Rio de Janeiro, oferece em página da internet orientação aos interessados em plantar minhocas.

A minhoca, por supuesto, é importante para o solo por vários fatores. É detritívora, ou seja, alimenta-se de restos orgânicos de vegetais e animais. Por ter esse tipo de alimentação, ela elimina em suas fezes restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras. Essas bactérias, ao agirem sobre esses restos alimentares, produzem o material chamado de húmus.

O húmus contém nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes necessários para a planta se desenvolver.

Aí, parodiando Pero Vaz de Caminha, na carta em que anunciava a descoberta do Brasil (“Nesta terra, em se plantando, tudo dá”), professor Afronsius tascou:

– Nesta terra, em se cavando, tudo dá.

Mas, até por isso, é preciso ficar de olho no pré-sal.

ENQUANTO ISSO…

26 janeiro

 

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