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A última tragada

Fumante desde os tempos em que fumava no fundo do quintal e, pior, supondo estar escondido dos pais, mesmo assim o professor Afronsius não recomenda o vício.

– Vício por vício, que tal ser viciado em jogo de xadrez e leitura de bons livros?

De qualquer modo (é o tal faça o que eu mando, não faça o que eu faço), está com a pulga atrás da orelha. Ele que até admite ter começado a pitar por obra e graça do cinema americano, principalmente quando em cena Humphrey Bogart, notadamente em Casablanca.

Na década de 1960, estávamos às voltas com a intimação “venha para o mundo de Marlboro”.

Come to where the flavor is. Come to Marlboro Country.

Para o público feminino, o recado era delicado: suave como maio.

Mild as may.

E assim foi indo, até chegar ao Galaxy. De repente, para ele, saiu do mercado. Testou outras marcas até atracar no Muratti – international brand – Rosso.

Quais boas notícias?

Recentemente, ao ir fumar lá fora (é proibido fumar dentro de bar, principalmente no Luzitano com Z), ao abrir a carteira, tipo box, professor Afronsius topou com uma cartela muito estranha:

Boas notícias estão chegando & a qualidade é a mesma de sempre.

Pensou que, finalmente, estivessem anunciando um cigarro que nenhum mal faz à saúde do cabôco. Que nada.

Do outro lado da cartela estava lá, o já célebre aviso/alerta:

– Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias.

Por conta dos “sabores” do mercado

Numa banquinha próxima, obteve a tradução da enigmática mensagem: o Muratti está com os dias contados. Vai sair de cena, dando lugar, pelo que consta, ao L&M, do mesmo fabricante. O que continua sendo vendido é o resto do estoque.

– Na dúvida, tratei de zerar a prateleira para curtir o meu Muratti por mais algumas semanas. Também para evitar até esse tipo de contratempo, eu endosso plenamente o alerta: deixe de fumar.

Por sua vez, Beronha, o nosso anti-herói de plantão, não vê problemas hoje e pela frente:

– Eu só fumo o famosíssimo Simidão. Que quase sempre está em falta no maço de cigarros do bolso dos outros…

ENQUANTO ISSO…

 

 

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