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Do congelador ao esgoto

Contratempo e frustração. Principalmente quando o calor ajuda a lotar o Bar VIP da Vila Piroquinha. O “pouca prática”, auxiliar do Rosbife, o nem sempre feliz proprietário da bodega, saca uma cerveja do freezer e ela empedra.
“Aprenda o que fazer para a cerveja não congelar”. O título da matéria, publicada na edição de setembro da Revista Pesquisa, da Fapesp, fisgou o professor Afronsius, Natureza e o Beronha. Foram direto ao texto, na seção Pergunte aos Pesquisadores. A Física Explica.
O físico Luís Carlos de Menezes, da USP, justifica cientificamente o conhecido ritual (desenvolvido empiricamente por nós, os leigos) para impedir que a cerveja se solidifique diante dos olhos: o consumidor pega a garrafa pela ponta ou a coloca debaixo de água corrente e, depois disso, dá uma chacoalhada.

Estáticas no congelador

“No congelador, a cerveja esfriará aos poucos e, se a geladeira não vibrar, pode atingir uma temperatura mais baixa que a de congelamento, o sobrerresfriamento. Estáticas no congelador, as moléculas não têm orientação para passar ao estado sólido. É como se fosse um batalhão, que para saber como se perfilar precisa estar de frente para o chefe”, compara o físico.
“O que indica o alinhamento para as moléculas é o movimento brusco de retirada do congelador, agravado pelo susto de ter esquecido a cerveja tempo demais. O gesto, ou o calor da mão, dá essa direção. Com isso, o líquido expande, já que o estado sólido ocupa mais espaço do que o líquido, e muitas vezes a garrafa (ou lata) explode”.
Assim, “para beber uma cerveja bem gelada e líquida, o melhor é retirá-la do congelador evitando qualquer sacudidela ou toque de mão aberta e deixá-la numa superfície estável até que chegue à temperatura acima da de congelamento”, ensina.
Aplausos. Seguidos de entusiásticos vivas à Física.

Subterrâneos da cidade

A força dos boatos. Em São Paulo, um boato sobre dinheiro no esgoto provocou uma caça ao tesouro às avessas. Segundo a briosa, brava e indormida imprensa, ladrões teriam deixado R$ 700 mil para trás na fuga após assalto a uma empresa que presta serviços de segurança (sic).
A grana (R$ 14 milhões), segundo o professor Afronsius, teria ficado em algum ponto dos bueiros de Santo Amaro, zona sul.
O grande golpe
Parecia coisa de cinema. No domingo, 15 ladrões estacionaram um ônibus (com fundo falso) sobre um bueiro. Chegaram à galeria de esgoto. Usando botes e abrindo um túnel, penetraram na empresa. Seguranças chamaram a polícia. Na fuga, três ladrões morreram e outro foi preso.
Natureza Morta, pedindo perdão pelo uso do velho ditado, quis saber o que aconteceria se alguém metesse a mão na bufunfa dos assaltantes, já que “ladrão que rouba ladrão”…
Depois da caverna do Ali Babá, o esgoto. Fica mais perto.

ENQUANTO ISSO…


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