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Maus e maus exemplos

Não é para menos. Consta até do dicionário do Aurélio: “Carteirada – ação de valer-se de um cargo, uma posição social, etc, como meio de obter vantagem ou privilégio”.
A carteirada – ou carteiraço – foi o assunto que o professor Afronsius levou para o dedo de prosa com Natureza Morta e Beronha, junto à cerca (viva) da mansão da Vila Piroquinha.
– Pela falta de civilidade e urbanidade, chegamos onde chegamos.

Virando fera na avenida

O professor Afronsius leu na briosa, brava e indormida imprensa que, em São Paulo, uma desembargadora e a filha foram parar na polícia. Motivo: tremendo sururu, ou barraco, como se diria hoje, com policiais militares encarregados do trânsito. O carro foi parado numa blitz, na Avenida Paulista, como muitos outros. A filha da desembargadora dirigia um Chery vermelho. Convidada por uma policial a fazer o teste do bafômetro, virou uma onça.
Na versão dos PMs, a motorista reagiu, indignada, chutando o balde, como diria Beronha:
– Isso é uma palhaçada. Mãe, mostra para ele quem nós somos!
A magistrada desceu do carro, arrancou o documento de identificação da PM e jogou contra a policial.
– Tal negócio, geralmente quem deveria dar exemplo… – lamentou o professor Afronsius.

Quando até o santo desconfia

Ainda sobre a falta de exemplos, que também nos remete a molecagens de todos os tipos e calibres, o solitário da Vila Piroquinha recorreu a um caso contado por Stanislaw Ponte Preta. Em matéria de trambiques, no elenco de personagens da Igreja o coroinha sempre faz o papel do tipo ingênuo, enquanto ao sacristão é reservado o de personagem sacana.
Vai daí que um dia, uma velha devota chega ao templo sobraçando um embrulho (na época não se usava as sacolas plásticas). E explica: preparou com todo o capricho um franguinho assado para o santo padroeiro.
O sacristão pega a oferenda, que cheirava gostoso, de maneira tentadora, olha para os lados para ver se não estava sendo observado, agradece sorridente e garante:
– Pro santo? Pode deixar que eu entrego…
Pois é, a falta de urbanidade e civilidade é um problema. Mas, como aconteceu com a previsão do tempo, demorou, mas um dia a gente passou a acreditar nela.

ENQUANTO ISSO…


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