
De volta à história iniciada ontem. Em busca de “uma nova existência”, Johann August Sutter parte para “fazer a América”. Novamente Natureza Morta recorre ao requintado texto de Stefan Zweig, em “O Momento Supremo”, Editora Delta, 1953. Mantendo a grafia da época, inclusive o aportuguesamento do nome do aventureiro:
“1834 – Um vapor americano zarpa do Havre rumo a Nova York. Entre as centenas de desesperados que leva a bordo, encontra-se um chamado João Augusto Sutter (Johann August Sutter), natural de Runenberg, perto da Basiléia, de trinta anos de idade. (…) Tem o maior interêsse em interpor o vasto oceano entre a sua pessoa e os tribunais europeus de justiça. Acusado de quebra fraudulenta, de roubo, falsificação, abandonara a sua mulher e os três filhos menores. Servindo-se de documentos falsos, arranjou em Paris algum dinheiro para pagar a passagem”.
No início, tudo bem
Em 1838, ele chega “a uma região abandonada conhecida sob o nome de San Francisco, não na cidade dos nossos dias, que renasce depois do terrível terremoto (18 de abril de 1906) e que conta com milhões de almas. É um miserável povoado de pescadores que deve o seu nome à missão dos franciscanos que lá se estabeleceram. Nem é sequer a capital daquela província mexicana”.
Não seria a sua morada, mas o seu reino. Depois, vai a Monte Rey, capital da província, onde se apresenta ao governador Alvaredo e lhe expõe “seus planos agrícolas com respeito àquele país”. Nova Helvétia é o nome que ele dará à nova colônia. Porque, explica, é suíço e republicano.
Nesse ponto, apesar do inesperado interesse de Beronha, talvez porque o assunto é fortuna, ouro, Natureza Morta pede um tempo.
– Amanhã tem mais. O epílogo – anuncia o solitário da Vila Piroquinha, enquanto nosso herói de plantão sai de fininho, rumo ao Bar VIP, aquele mesmo.
– Lá também é uma aventura.
ENQUANTO ISSO…








