
Não é preciso ser uma superprodução para não ser visto em Curitiba. Produções mais simples também não chegam aqui. Portanto, não é só da Pedreira a culpa pelo não comparecimento de shows internacionais na cidade. Vejam mais um exemplo, o Bajofondo (agora sem o adendo Tango Club) fará shows no Brasil, mas não em Curitiba. Nossos produtores já não são mais os mesmos? Nosso público não comporta? Os preços aqui são mais caros que os de lá? Não temos espaço físico que suporte? Ou simplesmente não existimos?
(Não esqueçamos que tivemos o Burt na semana passada e teremos o
Depois da foto, o release do espetáculo:

Bajofondo, a banda que misturou o tango com o eletrônico e o hip hop se internacionaliza ainda mais e admite novos ritmos em seu novo trabalho
Um dos mais celebrados grupos contemporâneos da América do Sul, o Bajofondo lança seu novo CD “Mar Dulce” com shows em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre
Desde que foi criado em 2002, o grupo multinacional Bajofondo – formado por quatro argentinos e quatro uruguaios – percorreu uma trajetória impar. Lançou quatro álbuns (incluindo um de remixes), ganhou um Grammy e vários outros prêmios, revolucionou um gênero musical tido até então como intocável, vendeu milhares de cópias em todo o mundo, ganhou fama internacional, para muito além das fronteiras da língua original. No Brasil ficaram famosos quando a canção Pa´Bailar foi escolhida como tema de abertura da novela “A Favorita”.
De volta à estrada em uma turnê mundial para o lançamento de seu quarto CD, Mar Dulce, o Bajofondo retorna ao Brasil em maio para três apresentações: eles estarão em São Paulo no dia 7 de maio, no palco do Via Funchal, dia 8 de maio em Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro: Sala Villa Lobos, dia 9 de maio no Rio de Janeiro, no Vivo Rio e dia 10 de maio no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
Criado pelo produtor argentino Gustavo Santaolalla com o uruguaio Juan Campodónico, o Bajofondo lança seu CD “Mar Dulce” agora sem o adendo Tango Club no nome. Segundo o produtor a intenção é explícita: internacionalizar o som do grupo, que também pode ser chamado de coletivo, e aproximar seu contato com outros gêneros, que vão desde os ritmos tradicionais latino-americanos, até o pop e a música eletrônica. A crítica internacional tem sido toda elogios para o novo álbum e para o show, que está na estrada desde dezembro. E que os brasileiros vão poder agora conferir.
O Grupo
Embora pioneiro do que se conhece em todo mundo pelo nome de “tango eletrônico”, o Bajofondo não considera que essa definição seja apropriada para sua música. O projeto que recebeu o nome de Bajofondo Tango Club, inicialmente foi uma aliança de produtores, músicos e cantores que tomou forma no estúdio de gravação, processo que culminou com o lançamento de seu primeiro álbum. Com o passar do tempo e das múltiplas excursões, esse grupo de artistas, com destacadas trajetórias individuais, foi convertendo-se em uma autêntica banda cujas performances ao vivo causam sensação em todo mundo. E à medida que a música do Bajofondo cresce, evolui e se expande, a denominação “tango eletrônico” se torna cada vez mais insuficiente.
Gustavo Santaolalla tem uma explicação muito concreta para isso: “Nós não gostamos do rótulo ‘tango eletrônico’, porque não consideramos o que fazemos nem tango, nem eletrônica. Achamos que fazemos música do Rio da Prata, e que se querem fazer uma música que represente o som atual de lugares como Buenos Aires e Montevidéu – pelo menos pra nós -, obviamente gêneros como o tango, a murga (banda de músicos ambulantes), a milonga e o candombe vão estar presentes, porque fazem parte do mapa genético-musical desse lugar do mundo. Mas também fazem parte desse mapa e da história desse lugar, os 40 anos de rock argentino e uruguaio, o hip-hop e a eletrônica.”
Seu primeiro trabalho, Bajofondo Tango Club, foi também o primeiro lançamento da VIBRA, a divisão do selo SURCO dedicada a investigar no campo da eletrônica e suas intercessões com as diversas vertentes da música latino-americana. O álbum, lançado em Novembro de 2002, causou rapidamente um rebuliço na Argentina e em todo mundo pela originalidade de sua proposta, suas músicas que eram igualmente ouvidas em clubs e milongas.
O trabalho recebeu o Prêmio Gardel como “Melhor álbum de música eletrônica” na Argentina, onde alcançou a categoria platina triplo, e ganhou um Grammy Latino como “Melhor álbum instrumental pop”. O disco já vendeu mais de 300 mil unidades em todo mundo. Depois de lotar o Teatro Oriente (Chile), o Teatro Ateneo (Argentina) e a Sala Zitarrosa (Uruguai), o coletivo foi convidado a participar dos festivais Pirineos Sur (Espanha), Creamfields (Argentina) e Mostra Sesc (Brasil). Supervielle, o segundo disco, ganhou um novo Prêmio Gardel como “Melhor álbum de música eletrônica”. O inesquecível show no Teatro Solís de Montevidéu foi registrado e lançado em 2006 no DVD Bajofondo Tango Club presenta: Supervielle en el Solís.
Em 2005 foi lançado o Bajofondo Remixed, composto de remixes de músicas dos álbuns Bajofondo Tango Club e Supervielle, produzidos por DJs europeus, uruguaios e argentinos em Buenos Aires, Montevidéu, Córdoba, Paris e Nova York. O disco inclui remixes de Alexkid, Romina Cohn, Marcello Castelli, Capri, Lalann, Bad Boy Orange, Mercurio, OMAR, Boris Dlugosh, Twin, Calvi & Neil, Androoval, Nortec e Zuker, entre outros. Bajofondo Remixed ganhou um Prêmio Gardel como “Melhor álbum de música eletrônica”, que se somou aos recebidos anteriormente por Bajofondo Tango Club e Supervielle.
Durante os últimos cinco anos, o Bajofondo excursionou incessantemente por todo o mundo, participando dos principais festivais de world music e eletrônica como o Roskilde (Dinamarca), o Womad (Inglaterra), o Cactus Festival (Bélgica), o Pirineos Sur Festival (Espanha), o Pohoda (Eslováquia), bem como em aproximadamente 15 países da União Européia. A banda já fez duas turnês nos Estados Unidos, culminando a de 2006 no prestigioso Lincoln Center de Nova York. Durante o ano de 2007, o Bajofondo se apresentou em Londres (Barbican Center), Bruxelas, Amsterdã e Rio de Janeiro.
Com tantas excursões e o consequente entrosamento, o que no começo era uma combinação de programações e samplings com instrumentos acústicos e elétricos – com certa preponderância do primeiro – o Bajofondo converteu-se em uma banda onde praticamente tudo é interpretado ao vivo, com uma porcentagem mínima de sequências e programações. Atualmente, o grupo tem oito integrantes, sendo 7 músicos e uma VJ, que dispara imagens em tempo real junto com a música.
Consequentemente, com a expansão musical do grupo, que começou a integrar também elementos do folclore latino-americano em suas apresentações, ao lançar um novo álbum, eles decidiram prescindir do “Tango Club” e abreviar seu nome para Bajofondo simplesmente. A mudança na denominação, de impacto imediato, é o fiel reflexo do caminho seguido pela música do grupo.
Bajofondo é:
Gustavo Santaolalla: guitarra, percussão, voz, coros
Juan Campodónico: programação, beats, samples, guitarra
Luciano Supervielle: piano, teclados, scratch
Javier Casalla: violino
Martín Ferrés: bandoneom
Gabriel Casacuberta: contrabaixo, baixo elétrico
Adrián Sosa: bateria
Verónica Loza: VJ, voz







