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Detalhe de "A Estrela de Belém", de Edward Burne-Jones.
Na versão de Edward Burne-Jones da adoração dos magos, um anjo segura a Estrela de Belém.| Foto: Wikimedia Commons/Domínio público

Conheço poucos líderes católicos com tanta capacidade de utilizar as mídias sociais e outras ferramentas tecnológicas para comunicar a fé com clareza, ortodoxia e profundidade quanto Robert Barron, bispo auxiliar de Los Angeles. No último domingo, quando se celebrou a Epifania do Senhor em muitos países – embora a data exata da solenidade seja hoje, dia 6 –, Barron publicou sua homilia semanal no YouTube e aproveitou a ocasião para falar do mito do conflito entre ciência e fé.

Barron lembra que os magos vindos do oriente para adorar o rei dos judeus recém-nascido eram a elite intelectual de seu tempo e que, para eles, a ideia de um conflito entre ciência e religião seria algo inimaginável, como aliás também o era para muitas das grandes mentes que levaram adiante a Revolução Científica – até mesmo Galileu, usado por tantos como o exemplo acabado desse suposto conflito. E vejam como Barron transita tão bem entre a história dos magos e o pensamento de Bento XVI e João Paulo II, recordando que todo cientista, no fundo, busca o Logos por meio do seu trabalho e que a Igreja Católica sempre rejeitou fideísmos que faziam pouco da inquietação intelectual, da filosofia e, depois, da ciência.

Neste restinho de 6 de janeiro, vamos saborear as palavras do bispo Barron e esperar que elas atinjam especialmente os jovens a que ele se refere no começo de sua homilia, aqueles que foram enganados pela narrativa tão popular e sedutora quanto falsa do conflito entre ciência e fé.

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