

A capa da última edição de Philosophy Now.
Mais um artigo que vale a pena ser lido, desta vez indicado por meu amigo Wagner Marchiori. A filósofa britânica Mary Midgley, que vocês conhecem daqui, publicou um texto na revista Philosophy Now chamado Purpose, Meaning and Darwinism, em que analisa várias afirmações do biólogo Richard Dawkins, ateu militante.
O que Midgley faz é uma espécie de “denúncia”: Dawkins tira várias conclusões que jamais passaram pela cabeça de Charles Darwin, mas ainda assim as considera derivadas do pensamento do autor de A Origem das Espécies. Como filósofa, Midgley examina os conceitos de “bem”, “mal”, “propósito” e “significado”, cuja existência Dawkins nega, e mostra (inclusive usando exemplos do mundo animal) que ele está tão enganado que o próprio Dawkins tem um propósito, o de eliminar a religião.
Então, Midgley, que já teve arranca-rabos anteriores com Dawkins e não parece nem um pouco simpática ao Cristianismo (para quem esteja pensando em insinuar que ela tenha motivações religiosas), diz, ainda no começo do artigo: “Isso é Dawkinsismo, não Darwinismo”. Genial! Assim, podemos dizer “a Darwin o que é de Darwin, a Dawkins o que é de Dawkins”. Espero que o termo pegue…







