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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/09/15 6:10:20 PM

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Os números apresentados pelo governo do estado nesta quinta-feira mostra que todas as possíveis “bondades” que possam ser anunciadas e feitas, pelo menos por enquanto, saem do caixa da previdência do funcionalismo.

De acordo com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, depois de todo o ajuste fiscal feito por ele, com o patrocínio de Beto Richa (PSDB), as receitas do estado ultrapassam as despesas mensais em cerca de R$ 2 bilhões. Ou R$ 160 milhões ao mês. Isso antes de pagar dívidas que tinham ficado para trás com fornecedores, por exemplo.

Na ponta do lápis, isso significa que todos os outros ajustes – como o aumento de impostos e a contribuição dos inativos para a previdência, que passou a ser cobrada – seriam somente suficientes para “empatar” as contas do estado. São os R$ 125 milhões que o estado tira por mês da “poupança” dos servidores que representam a maior fatia do superávit mensal.

Sendo assim, não se trata de real superávit, já que essas receitas são finitas e não podem ser vistas como “arrecadação” do Executivo – são na verdade um empréstimo que terá de ser pago ao longo do tempo, com a construção de um novo montante para pagar as aposentadorias dos servidores que hoje estão na ativa.

Os números mostram que o governo tinha razão quando afirmou que as reformas de dezembro (aumento de ICMS e IPVA) e abril (reforma da previdência) eram necessárias para que o estado não fosse à bancarrota. Na coletiva, Beto Richa e Mauro Ricardo deram a entender que, não fosse por isso, o Paraná poderia estar na mesma situação que o Rio Grande do Sul. Pode ser.

O que pode ser posto em dúvida é se a origem dos problemas que levaram a essa necessidade tem a ver unicamente com fatores externos, como quer fazer crer o governo. A crise mundial, a recessão brasileira, a diminuição de repasses – tudo isso conta, claro. Mas parece fácil demonstrar que a receita do Paraná já vinha crescendo antes e que, mais do que problemas fora de controle do governo, houve um descontrole de gastos que poderia ter sido estancado antes, diminuindo o problema e tornando a solução menos dolorosa.

Agora, o estado depende do dinheiro da previdência para ter caixa e fazer investimentos, obras, e até mesmo para pagar dívidas passadas. É uma solução. Mas também tem seu preço.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/09/15 2:08:19 PM

Os deputados contrários ao parecer do paranaense Diego Garcia (PHS) sobre o Estatuto da Família começam a se mobilizar para derrubar a definição de família defendida por ele. No parecer do paranaense, apenas a família “tradicional”, formada por um casal heterossexual, é considerada válida.

O Estatuto da Família está sendo discutido em uma comissão especial. Para evitar a derrota, os parlamentares que são contra a visão de Diego Garcia pensam em tentar levar o caso a plenário. Para isso, precisam de 51 assinaturas, dos 513 deputados. A carioca Erica Kokay (PT) já cogita fazer isso.

De acordo com a deputada, o parecer de Diego Garcia é homofóbica e faz “comparações absurdas” para dizer que o afeto não pode ser o fator determinante para decidir o que é e o que não é família.

O parecer afirma que a questão afetiva não é decisiva porque há casos em que o afeto validaria relações espúrias – e cita como exemplo o incesto, a zoofilia e a pedofilia. “Pedófilos  nutrem  afeto  pela  prática  sexual  com  crianças; zoófilos pela atividade sexual com animais. Nem uma e nem outra situação são protegidas pela lei, apesar de decorrerem de movimentos da sensibilidade que satisfazem  a  alguém”, diz o parecer.

“Na ânsia de negar o afeto como elemento importante para a construção das relações familiares, o relator chega a comparar a expressão da afetividade com crimes”, disse Erica Kokay à Agência Câmara.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/09/15 12:30:30 PM
Beto Richa. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.

Beto Richa. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.

O “pacote de bondades” de Beto Richa (PSDB) nem foi anunciado e já causa polêmica na Assembleia Legislativa. Alguns deputados estão insatisfeitos com a notícia de que o imposto sobre heranças terá novo teto.

Hoje, o máximo que se cobra é a alíquota de 4%. O governo prevê cobrar 8% a partir de agora em transferências de patrimônio acima de R$ 700 mil. Isso significa que alguém que receber uma herança de R$ 1 milhão, por exemplo, deixará R$ 80 mil para o estado.

Segundo alguns deputados, há parlamentares que representam a classe média e a classe média alta e que terão problemas para votar a favor da proposta. “Está certo que R$ 700 mil é um bom dinheiro. Mas não estamos falando de dinheiro vivo. Se o sujeito deixa dois imóveis, por exemplo, já passa desse valor”, diz um deles.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/09/15 11:35:30 AM

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Os assessores do governo dizem que as novas medidas a ser anunciadas pelo governo, vistas como “bondades”, não são uma tentativa de reverter os danos causados à imagem de Beto Richa (PSDB) com o pacote de “maldades” do primeiro semestre.

Depois do pacotaço que incluiu a reforma da previdência e o aumento de tributos, a popularidade de Richa despencou. Pesquisa publicada em junho mostrou que 85% dos paranaenses desaprovavam a atual gestão.

“O pacote não é por causa de preocupação com imagem. O governo foi eleito para isso”, diz um deputado. Mas é claro que, embora não se admita, as medidas têm sim um caráter político. Até para tentar convencer que o ajuste fiscal não foi em vão.

Um dos principais problemas de relacionamento é com o funcionalismo, que viu seu reajuste parcelado, fez greve e teve de abrir mão da “poupança” previdenciária para que ela fosse usada no mês a mês pelo governo. Ninguém sabe ainda qual é a “bondade” prometia pelo governo. Se for mesmo só a antecipação do reajuste em um mês, como se cogita, dificilmente mudará os ânimos do funcionalismo.

Com a população em geral, a ideia de um fundo de combate à pobreza, se realmente gerar benefícios para a camada mais pobre, poderá ajudar a reverter a imagem de um governo que ficou marcado, até agora, por muita austeridade e poucas ações eficazes para a população.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 5:28:44 PM

O deputado Diego Garcia (PHS), responsável pelo parecer do Estatuto da Família que mantém a definição “tradicional” de família, que restringe o conceito apenas a casais heterossexuais, sugere que os homossexuais tenham uma outra definição para sua união: a “parceria vital”.

Em entrevista por telefone para o blog, o deputado diz que sua posição no relatório não tem base religiosa, apesar de ele ser conhecido por sua atuação na Renovação Carismática e de ter criado um grupo de orações no Legislativo.

Diego Garcia também afirma que o STF errou em sua decisão sobre uniões homoafetivas, mas diz que a nova lei não afetará a liberação dos casamentos civis entre homossexuais. Veja a entrevista abaixo:

O sr. diz em seu parecer que a decisão do STF de permitir a união homoafetiva foi um erro. Por quê?
O Supremo usurpou o seu papel, ultrapassou um limite. Legislar sobre casamento é papel do Legislativo.

Vários ministros disseram que o espírito da Constituição brasileira exige essa igualdade de direitos. O sr. discorda?
Por outro lado, no julgamento do STF praticamente ficou de lado aquilo que também está na Constituição, e que está de uma forma muito clara, no artigo 226, definindo o que é a família.

O sr. imagina que uma possível aprovação do Estatuto da Família poderia levar a uma revisão da decisão do STF sofre união homoafetiva?
Eu particularmente não acredito nisso. No Estatuto não está previsto esse tipo de exclusão. Os casamentos vão continuar acontecendo normalmente. A ideia é tratar dos direitos da família, numa lei infraconstitucional.

No seu parecer o sr. sugere que ao invés de denominar uniões homossexuais de casamento poderia se criar um outro instituto, a “parceria vital”, que daria direitos semelhantes ao de um casamento, inclusive de herança, mas sem o mesmo nome. O sr. pretende fazer um projeto de lei criando essa instituição?
Eu particularmente espero que se transforme em um projeto de lei. Diante dos estudos que fizemos, percebemos o que acontece em outros países, não só no Brasil. e acho que isso seria uma inovação. A ideia da “parceria vital” é que ela não ficaria restrita a homossexuais. Poderia ser aplicada a irmãos, a outras pessoas que vivem juntas, sem precisar depender para sua definição de uma relação sexual. Penso em propor, mas pode ser que, estando no parecer, outro deputado também proponha antes. Não importa. Acho que valeria a discussão.

Se os direitos são basicamente os mesmos de um casamento, no caso dos homossexuais isso não serviria apenas para evitar o nome, a palavra “casamento”?
Não, a ideia não é evitar o nome. Se você ler o voto vai perceber que é muito mais amplo. Dois irmãos, por exemplo, que moram juntos, poderiam ser beneficiados. A ideia traz outros agrupamentos, que não só o grupo LGBT. Não é só uma mudança de nome, é para abranger mais situações.

O sr. diz que seu parecer não tem viés religioso. No entanto, o seu nome na Câmara está muito associado à religião, até em função do grupo de oração criado recentemente. O sr. acha que vai conseguir descolar as duas coisas?
Só se fizerem isso de má fé. Em nenhum momento do meu voto trago essa discussão para questões e posicionamentos religiosos. Não cito a doutrina da Igreja, nem a palavra de Deus. Eu cito sim a Constituição.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 3:32:35 PM

O deputado federal paranaense Diego Garcia (PHS-PR) foi responsável por dar parecer no Estatuto da Família definindo que o conceito básico da família deve continuar como “a união de um homem e de uma mulher, por meio de casamento ou de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”.

O parecer de Diego Garcia, segundo informações da Agência Câmara, foi divulgado nesta quarta-feira na comissão especial que analisa o tema. O projeto define os direitos da família e políticas públicas voltadas para valorização e apoio à “entidade familiar”. O parecer, portanto, é contrário a uma abertura para que lares formados por casais homossexuais, por exemplo, possam ser considerados como famílias.

A tramitação do estatuto causou polêmica desde o início. Uma enquete no site da Câmara dos Deputados perguntando se as pessoas concordavam ou não com a proposta levou mais de dez milhões de pessoas a se manifestarem (com uma vitória apertada a favor de um conceito de família mais amplo).

No país, o Legislativo e o judiciário têm tido interpretações diferentes sobre o tema. O Legislativo não modificou em nada a legislação sobre casamentos e relações estáveis. No entanto, o Judiciário alega que o espírito da Constituição exige uma interpretação mais flexível e garantiu o direito à “união homoafetiva” – o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inclusive proibiu cartórios de se negar a realizar casamentos de homossexuais.
Para rebater as críticas, Diego Garcia tentou se antecipar e anotou quatro razões pelas quais diz que seu parecer é correto. Segundo ele, é preciso rebater quatro pontos, que ele coloca entre aspas, como frases que ouviu nas audiências públicas de discussão do projeto.

1. “Quem não advoga pelo casamento de pessoas do mesmo sexo é homofóbico.”
A resposta do deputado passa pela definição de homofobia, que seria uma aversão aos homossexuais. “Defender  e  respeitar  a pessoa  que  tem  orientação  sexual  diversa  da  minha  é um  dever.  Não  há,  todavia, dever  de  acatar  interesses  ou  de  engajamento  na promoção da ideologia homossexual. Não é correto taxar de homofóbico quem não se alia a essa bandeira. Simplesmente exerce sua liberdade e seu direito. O homofóbico atua contra a pessoa homossexual.

2. “Quem defende a família ‘tradicional’ é fundamentalista.”
Segundo o deputado, “quem  acusa  outrem  de ‘fundamentalista religioso’ deve  provar  que  se  trata  de  uma  pessoa  violenta  e  que  está constrangendo outra a aderir a seu ponto de vista religioso.

3 “O Estatuto da Família quer excluir várias modalidades familiares.”
Segundo o parecer, “nada  impede  que  os  cidadãos,  mediante  seus  representantes políticos,  advoguem  pela  inclusão  de  novos  benefícios  a outras categorias  de relacionamento,  mediante  argumentos  que  possam  harmonizar-se  à  razão pública. Portanto, o Estatuto, uma vez que não proíbe nada ao Congresso, de modo algum pode ser alcunhado de impeditivo para o que seja”.

4 “Não se pode aprovar um Estatuto que não contemple todos os modelos de vida da atualidade.”
Para Diego Garcia, “ampliar o rol de pretensões é um modo de prejudicar  o  atingimento  da  finalidade  principal  do  Estatuto”.

Diego Garcia afirma ainda que elaborou seu parecer a partir das contribuições das audiências públicas e “alinhado aos preceitos constitucionais e valores morais e éticos de nossa sociedade, com o fim de garantir direitos e o desenvolvimento de políticas públicas para a valorização da família”. O estatuto também cria os Conselhos da Família, órgãos permanentes e autônomos encarregados de tratar das políticas públicas e dos direitos da família.O parecer foi imediatamente contestado na comissão especial. “O parecer é uma construção de profunda homofobia, de falta de sensibilidade. É uma tentativa desesperada do segmento fundamentalista de construir uma peça para se contrapor ao Supremo Tribunal Federal”, disse a deputada Erica Kokay (PT-RJ).

Depois da leitura do projeto foi aberto o prazo regimental para a apresentação de emendas, já que o relator apresentou um substitutivo ao texto original.

 

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 2:20:37 PM
Foto: Rodolfo Bührer/Arquivo/Gazeta do Povo.

Foto: Rodolfo Bührer/Arquivo/Gazeta do Povo.

Os vereadores de Curitiba que propuseram a liberação da cerveja nos estádios de futebol já admitem que não terão como aprovar o projeto. A votação em segundo turno deve ocorrer na próxima semana. Na primeira votação, o projeto foi aprovado por 19 votos a 11, mas muitos parlamentares teriam mudado de lado desde então.

“Não tem a menor chance de prosperar mais”, lamenta o vereador Pier Petruzzielo (PTB), um dos autores do projeto. Ele diz que a intenção é manter a votação, apesar de saber que os votos contrários serão maioria. Chegou-se a cogitar que o projeto fosse retirado, mas isso não ocorreu.

O projeto liberava a venda de bebidas de baixo teor alcoólico antes do jogo, no intervalo e até 15 minutos antes do final da partida. Os autores da proposta afirmam que já há leis proibitivas demais no país e que seria um erro criminalizar todos os torcedores em função das brigas e vandalismo de alguns.

No entanto, houve bastante pressão para que os vereadores recuassem. Em primeiro lugar, parece ter pesado a opinião das igrejas – tanto pastores evangélicos quanto padres católicos se posicionaram contra a aprovação. Além disso, Ministério Público e polícias também foram contra.

No caso da polícia, houve particularmente uma declaração especialmente forte. Um major disse que, se o projeto fosse aprovado, ele iria lembrar o placar da votação a cada vez que os vereadores pedissem mais policiamento. O comando da PM pediu desculpas, mas o efeito estava criado.

Com a situação atual, o mais provável é que a bebida continue proibida nos estádios. Para os defensores do projeto, isso não resolve porque alguns torcedores continuarão bebendo fora, antes de entrar.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 11:59:39 AM

O prefeito vem insistindo ao longo de seus três anos de mandato em uma mesma tecla: trânsito. Ou, para ser mais preciso: tentativas de resolver os problemas de trânsito por meio de incentivo a outros modos de se locomover pela cidade. O discurso é excelente – os resultados ainda são poucos.

Dessa vez, a novidade é a substituição de uma vaga de EstaR na Cândido de Abreu, pertinho da sede da prefeitura, por um “parklet”. Uma espécie de local para descanso público, com bancos para quem quiser ler ou simplesmente dar um tempo no meio da correria. Tem também lugar para prender bicicletas. Por enquanto, é uma vaga só. Serve como símbolo, talvez. E também para discussão.

A prefeitura chamou o projeto de “vaga viva”. Em seu perfil no Facebook, Fruet postou a foto acima do “parklet” e perguntou o que os dignos internautas achavam. Claro que esse tipo de enquete em rede social não é nada confiável: começando pela seleção de quem vê (precisa ter acesso a computador, internet, seguir o perfil do prefeito…) e chegando ao fato de que é possível pedir para pessoas escreverem ou bloquear quem for contra. Mas, em resumo, houve elogios.

O aspecto simbólico parece ser o que conta mais: dizer que Curitiba, assim como várias outras cidades do mundo, estaria caminhando para deixar o carro para trás e se dedicando a encontrar alternativas mais ecológicas e que diminuam os engarrafamentos. A lista de outras medidas que vão no mesmo sentido inclui:

– A Via Calma na Sete de Setembro.

– As faixas exclusivas para ônibus no centro.

– Ciclofaixas.

– Agora também se diz que a prefeitura, novamente seguindo os passos de São Paulo, vai reduzir a velocidade máxima dos carros no anel central.

As medidas são positivas, não há dúvida. Há muito tempo se sabe que os carros, por mais práticos que sejam são um problema para as cidades. E a solução mais comum, de cada vez abrir mais espaço para o automóvel, é uma faca de dois gumes. Os urbanistas sabem que quanto mais espaço se dá para o carro, mais gente passa a preferir usá-lo. Jaime Lener costumava dizer que carro é como certos parentes: você não pode dar espaço demais, senão toma conta.

No entanto, todas as medidas são tímidas. Ainda há poucas ciclofaixas, por exemplo. A Via Calma só existe em um local. As faixas exclusivas existem na Rua XV, na Westphalen e na Marechal Deodoro. A prefeitura comemorou que o tempo dentro de ônibus na XV reduziu 45% depois da inovação. Mas é muito pouco: outras vias importantes, com muitos ônibus, como Alferes Poli, Getulio Vargas e Iguaçu já poderiam ter sido beneficiadas, por exemplo.

Claro, tudo é recente e falta dinheiro. Mas em um ano de gestão, por exemplo, Fernando Haddad (PT), fez mais em São Paulo, de faixas exclusivas, do que Curitiba fez em dois anos e meio.

Recentemente, a prefeitura também comemorou os resultados da integração temporal na linha Interbairros I. Excelente iniciativa – permite que os passageiros desçam da linha e peguem outro ônibus sem pagar. Mas, de novo, em outras cidades isso existe em todas as linhas. Aqui, em uma. Um amigo brincou que a prefeitura estaria comemorando a menor integração temporal do mundo. Pode ser.

Os caminhos adotados pela gestão, no fim das contas, parecem interessantes. Não são uma solução para os problemas de mobilidade, mas pelo menos algo está sendo discutido. A demora na discussão e na implantação das soluções, porém, faz com que o otimismo seja, no mínimo, diminuído.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 11:00:27 AM

Maurício Requião, irmão do senador Roberto Requião (PMDB), entrou com uma reclamação formal no Tribunal de Justiça pedindo que um processo seu seja julgado. Trata-se da ação que pede sua volta ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.

O relatório feito pelos advogados de Maurício mostra que a ação está tramitando no TJ desde 2011. E que está pronta para julgamento, na mão do atual relator, o desembargador Antônio Loyola Vieira, há quase 11 meses.

Segundo a conta de Maurício, são 325 dias com o relator. Além de estar acima do prazo legal, o texto enviado ao presidente do TJ, desembargador Paulo Roberto Vasconcellos, diz que o julgamento está demorando muito mais do que a média para casos do gênero.

Neste ano, o caso já foi incluído na pauta do Órgão Especial do Tribunal de Justiça várias vezes, mas sempre foi retirado. Na última vez, em junho, foi retirado, segundo Maurício Requião, sem qualquer explicação.

Maurício Requião teve sua nomeação contestada por ser irmão do governador da época em que chegou ao cargo, o que configuraria nepotismo. O governador Beto Richa (PSDB) nomeou o próximo conselheiro escolhido pela Assembleia Legislativa, Ivan Bonilha – que foi advogado e secretário de Richa. Bonilha é o atual presidente do TC.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 10:31:32 AM

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

Por que alguém decide virar homem-bomba, cometer um ataque suicida. Muita gente diria que só um impulso religioso (com a promessa de virgens no Paraíso, por exemplo) permitiria uma barbaridade dessas. A historiadora britânica Karen Armstrong (e não só ela) acha que não é bem assim. As pessoas tomam atitudes atrozes e desesperadas, entre outras coisas, porque acham que estão sendo alvo de uma campanha que pretende exterminá-las.

O caos no Oriente Médio, nessa explicação, teria muito a ver com a invasão que os europeus, e mais tarde os americanos, promoveram na região nos últimos duzentos anos, desde Napoleão. O Ocidente tentou impor seu secularismo, ainda que na marra. A cada investida para “ocidentalizar” a região, mais se gerava gente renitente, desconfiada e disposta a enfrentar o que fosse para não permitir que sua cultura, sua religião e seu povo fossem aniquilados. E a cada reação, aumentava a sensação no Ocidente que se tratava de bárbaros que precisavam ser civilizados.

Mas o que isso tem a ver com a política nacional? Muito pouco, claro. Afinal, não há por aqui gente se explodindo para mostrar que o PT é isso ou aquilo, ou jogando caminhões-bomba contra a sede da Polícia Federal. Mas talvez a psicologia que os especialistas tentam encontrar na crise do Oriente Médio ajude a pensar sobre o momento delicado da vida por esses cantos. Talvez não seja absurdo pensar que os dois lados envolvidos atuem sob a impressão de estarem sendo vítimas de uma campanha de aniquilação.

Não é segredo para ninguém que uma parcela da população brasileira sempre teve medo do PT. O medo dos vermelhos vinha desde bem antes. Com o fim da ditadura, a primeira campanha de Lula foi marcada por boatos de que os petistas fariam um governo socialista, tirariam carros e quartos das casas das pessoas para dar aos pobres etc. Só com a guinada para o centro de 2002, Lula conseguiu chegar ao poder.

De início, a convivência entre governo petista e inimigos do PT foi amenizada por dois fatores. Primeiro, porque ninguém imaginava que seriam quatro governos consecutivos. Segundo, porque a economia ia bem e isso sempre ajuda. Depois, somando a longevidade no cargo com as denúncias de corrupção, voltou a rivalidade. E o discurso de muitos antipetistas assumiu o caráter da guerra de aniquilação. O PT quer acabar com o país. Quer acabar com a cultura tradicional, com a religião, com a família. É preciso acabar com eles antes que eles acabem com a gente.

A reação do PT, e da esquerda em geral, foi de ver nesse discurso a campanha pela própria aniquilação. O discurso que surgiu disso foi o de que uma elite que sempre esteve acostumada a governar sozinha – e em nome dos próprios interesses – não aceitava as regras do jogo democrático e a decisão da maior parte da população. As elites, dizem os petistas, querem acabar com a esquerda, aniquilar o PT e subjugar a vontade do povo.

A cada gesto de um lado para conter a ameaça que se vê vindo do outro lado, vem uma reação. Os discursos sobem de tom e o medo da aniquilação, da campanha de destruição, no “ou nós ou eles” deixa de parecer paranoia e fica cada vez mais convincente. Se for isso mesmo, há duas alternativas. Ou paramos para tentar entender o que realmente está acontecendo (entender aqui como oposto de agir com base em impulso); ou arriscamos chegar a graus cada vez mais malucos de paranoia. Correndo o risco de virarmos um país de homens-bomba.

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