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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/11/14 5:02:27 PM

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O sindicato das empresas de ônibus de Curitiba diz que a dívida da prefeitura fez com que algumas empresas repassassem um adiantamento menor do que o normal a seus funcionários neste mês. Como regra, as empresas pagam 40% do salário no dia 20 do mês. Desta vez, segundo o Setransp, algumas empresas pagarão menos.

“Ressalte-se, novamente, que a Convenção Coletiva estabelece que o valor tem de ser de até 40% do salário, não necessariamente 40%, embora as empresas se esforcem para pagá-lo integralmente”, diz nota do sindicato enviada ao blog.

A dívida da prefeitura com as empresas que fazem parte dos consórcios está atualmente em cerca de R$ 9,6 milhões. E os empresários nesta semana afirmaram que, se não tiverem recursos para pagar o décimo terceiro, haverá risco de paralisação.

A Justiça determinou que a Urbs faça o repasse até o início da semana que vem. A prefeitura afirma, no entanto, que já repassou R$ 16 milhões para pagamento do décimo terceiro, e que a primeira parcela, a ser paga no dia 30, custa cerca de R$ 10 milhões.

As empresas dizem que estão tentando fazer empréstimos para garantir o pagamento. “As empresas estão se empenhando ao máximo para obter recursos junto a entidades financeiras a fim de pagar os 40%. Aquelas que conseguirem vão pagar o valor cheio; aquelas que não conseguirem vão pagar o que for possível – algumas pontualmente se encontram nessa segunda situação”, diz a nota.

A Urbs afirma que está recorrendo da decisão e que, se a liminar não for derrubada até segunda-feira, cumprirá a ordem judicial e pagará a dívida.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/11/14 4:06:13 PM

feliciano_8O deputado paranaense Artagão Júnior (PMDB) aparentemente está fazendo escola. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) acaba de apresentar um projeto de lei igual ao do paranaense no Congresso Nacional, prevendo a inclusão de “conteúdos sobre criacionismo” nas redes privada e pública de ensino.

Artagão apresentou projeto do gênero em fevereiro deste ano e, atualmente, a proposta está parada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Os deputados esperam uma resposta da Secretaria de Estado da Educação Pública antes de levar o tema para votação.

O projeto de Feliciano foi apresentado na semana passada, no dia 13, depois de a polêmica sobre o projeto de Artagão vir à tona. E não só a redação do projeto como a justificativa são literalmente idênticos, repetindo palavra a palavra o projeto do deputado paranaense.

A ideia é que as crianças estão ficando “confusas” ao aprender ciência na escola e outra coisa em casa e nas igrejas. E que o ensino do criacionismo é um jeito de garantir a liberdade de crença das crianças.

Veja aqui a opinião do blog sobre por que isso não faz sentido.

E veja aqui o projeto apresentado por Feliciano.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/11/14 12:35:27 PM
Trabalhador haitiano vítima de violência em Curitiba. Foto: Bruno Covello/Gazeta do Povo.

Trabalhador haitiano vítima de violência em Curitiba. Foto: Bruno Covello/Gazeta do Povo.

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, muitas cidades brasileiras fazem feriado para celebrar a memória dos negros. Curitiba não é uma delas. A Associação Comercial do Paraná e o Sinduscon foram à Justiça contra o feriado, aprovado pela Câmara em 2013.

O tema do racismo sempre foi jogado para baixo do tapete na cidade. Mas há vários motivos para acreditar que ele continua presente em nosso cotidiano. O blog lista dez temas recentes que têm a ver com o assunto. Veja:

1- A cidade rejeitou o feriado da Consciência Negra
Os argumentos usados pela Associação Comercial e pelo Sinduscon foram meramente em torno de questões legais (a impossibilidade de a Câmara criar mais um feriado) e econômicas (o prejuízo para o comércio). Mas isso não significa que o tema do feriado, em si, não possa ter tido peso na decisão das instituições de questionar o feriado. Há uma crença forte na cidade de que não é necessário agir para trazer o tema do racismo à tona. Como se ele não existisse ou não fosse realmente tão prejudicial quanto se pensa.

2- Os casos de agressões aos haitianos
Reportagem da Gazeta do Povo mostrou no ano passado que os haitianos que aportaram na cidade (todos negros) sofrem cotidianamente com agressões verbais e físicas. Eles relatam exclusão, preconceito e até mesmo violência contra os imigrantes.

3- A repercussão dos casos de agressões aos haitianos
A brutalidade do ocorrido não evitou que muita gente nas redes sociais fizesse comentários ainda mais preconceituosos, afirmando que os haitianos não são bem-vindos e até confundindo a geografia, dizendo que eles estariam trazendo o ebola da África (!?) para o Brasil.

4- A polêmica em torno das cotas
Muito se fez para desqualificar a ideia de que as cotas raciais poderiam reduzir a dívida histórica com pessoas que, geração após geração, têm tido menos oportunidades do que as outras em função de preconceitos.

5- Nenhum deputado eleito neste ano
O Paraná não elegeu nenhum deputado federal ou estadual “preto” (para usar a terminologia do IBGE). Há alguns poucos que se consideram “pardos”, o que para o IBGE é equivalente a negro. E só. O estado tem 30% de sua população de negros.

6- Nenhum governante negro na história da cidade
Nunca houve, até agora, um negro prefeito em Curitiba.

7- A ausência de monumentos em homenagem aos negros
Há praças da Ucrânica, da Espanha, do Japão, da França nas região central da cidade. A praça que tem a homenagem aos negros só ganhou um monumento há pouco tempo e fica longe das vistas de turistas e de boa parte dos curitibanos, no Pinheirinho.

8- A fantasia da cidade europeia
Durante muito tempo persistiu o mito de que éramos um “Brasil diferente”, sem muito uso de escravos e com poucos negros. A historiografia e a sociologia vêm desmentindo isso pouco a pouco.

9- Os ataques de skinheads e neonazistas
A cidade registra ocasionalmente ataques racistas, inclusive com mortes, e teve recentemente um surto de grupos neonazistas descoberto.

10- A ausência dos negros em cargos de alto escalão
É o que se chama de “invisibilidade”. Você não vê muitos negros nem mesmo atendendo em lojas de shopping, o que dizer de ocupando postos altos na administração pública, por exemplo.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/11/14 8:36:52 AM

Sabe quem pode ser decisivo na definição da presidência da Câmara de Curitiba? Luciano Ducci. O PSB tem três vereadores atualmente, o que pode ser fundamental para favorecer qualquer dos lados no momento. E a bancada diz que está esperando o ex-prefeito voltar de viagem à Itália para ver o que ele tem a dizer sobre o assunto.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/11/14 7:56:03 AM

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Os próximos dias deverão ser de guerra fria entre a prefeitura de Curitiba e a Comec. Os dois lados tentarão provar, com ou sem dados, que estão fazendo a sua parte e que o furo nas contas depende da outra parte. O que está em jogo é um sistema de R$ 1,1 bilhão por ano.

A escalada do conflito começou nesta semana quando a Comec divulgou a informação de que sua pesquisa de origem-destino mostra que a região metropolitana, cujos custos devem ser cobertos pelo estado, é superavitária. Ao contrário de tudo que havia sido dito até então.

A Comec não apresentou dados, alegando que eles são “complexos demais”. Nós não entenderíamos, dizem eles. Mas juram de pés juntos que 31% dos passageiros que pagam passagem na Rede Integrada são metropolitanas, e que isso equilibra as contas da RMC. A prefeitura diz que o número certo é 21%.

Segundo a Comec, com isso a tarifa técnica da região metropolitana é de R$ 2,85, o que seria perfeitamente coberto pelas passagens. O furo, fica implícito, é da parte da prefeitura – e o subsídio pode ser diminuído, ou extinto.

A prefeitura diz que a tarifa técnica da metropolitana é de R$ 4,07 e que ainda não recebeu um estudo decente da Comec que diga o contrário. Roberto Gregório, da Urbs, diz que recebeu apenas planilhas soltas e sem nem explicação da metodologia usada.

Os dois lados pressionarão para dizer que estão falando a verdade porque ambos estão sem caixa. E preferem usar o dinheiro para outras coisas, deixando o subsídio para lá. Mas o fato é que as contas de alguém estão erradas, e o sistema pode parar.

As empresas, que de bobas não têm nada, não abrem mão da atual tarifa técnica (que atualmente é de R$ 3,18) só porque os dois lados dizem que ela devia ser mais barata. E a Urbs não faz nada com as investigações que dizem que a licitação que entregou o sistema aos três consórcios teve problemas.

Quem paga a conta, no fim? A resposta é evidente. É o passageiro, que anda em ônibus mais cheios e mais escassos do que devia. E paga caro por isso.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/11/14 6:03:20 PM

Negros- Curitiba

A Câmara de Curitiba acaba de publicar, nesta quarta-feira, um texto sensacional da jornalista Fernanda Foggiato sobre os negros escravos que viveram na cidade. A reportagem, com base em documentos históricos, mostra como eram tratados os escravos que fugiam de seus donos, e o que se pensava sobre os negros nos século 18. O site da Câmara informa que a jornalista Michelle Stival da Rocha colaborou na pesquisa.

Vale reproduzir aqui o trecho inicial do texto.

A Câmara Municipal de Curitiba recebeu, em 1746, a ordem real para fabricar um carimbo com a letra “F” que marcaria com ferro em brasas os escravos fugidos e  seria guardado na arca da Casa. O alvará em forma de lei de D. João V foi uma resposta aos “insultos” cometidos no Brasil pelos chamados calhambolas, que se refugiavam nos quilombos.

“Preciso acudir com remédios que evitem esta desordem: hei por bem que a todos os negros que forem achados em Quilombos, estando nelles voluntariamente, se lhes ponha com fogo hua marca em hua espádua (região posterior do ombro) com a letra ‘F’”, diz o documento, registrado nos livros da Câmara de Curitiba no dia 7 de novembro de 1746. Se o escravo já tivesse a marca, a determinação antes de levá-lo para a cadeia era para que lhe cortassem uma orelha “por simples mandado do juiz de fora ou ordinário da terra ou do ouvidor da Comarca, sem processo algum e só pella notoriedade do facto”.

Além da fabricação e armazenamento do carimbo, a Câmara recebeu a incumbência de nomear capitães-do-mato para a caça aos calhambolas (definidos como “aquillombados e vadios”), com a ajuda de negros, carijós ou bastardos. Se o escravo resistisse, a ordem real era clara: atirar e matar, sem o mínimo receio. Ao transcrever o registro do alvará em forma de lei à Câmara, o então diretor do Arquivo Municipal de Curitiba, Francisco Negrão, registrou, em 1924: “O negro não pertencia a especie humana: era animal”.

Quem quiser ler mais, favor prestigiar o belo trabalho aqui.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/11/14 4:52:37 PM
Divulgação/PMDB.

Bancada do PMDB com Traiano: Foto: Divulgação/PMDB.

O repórter Euclides Lucas Garcia informa:

O PMDB fechou questão e vai com Ademar Traiano (PSDB) para a disputa da presidência da Assembleia Legislativ,a em fevereiro. A decisão foi tomada na tarde desta quarta, depois da reunião da bancada eleita para 2015.

A dúvida era se o partido iria com Traiano ou com Ratinho Jr. (PSC), que até o momento parecem ser os candidatos mais fortes para a presidência da Casa. Na votação desta quarta, Traiano teve sete votos da bancada. Só Artagão Júnior se absteve.

O PMDB negociou para ter o mesmo espaço que tem hoje, na gestão de Valdir Rossoni (PSDB), embora a bancada tenha diminuído. Terá a primeira vice-presidência para Jonas Guimarães e a segunda secretaria para Ademir Bier. Nereu Moura segue como líder do partido.

Segundo Nereu, o partido informou a decisão a Ratinho Jr., mas ele afirma que manterá a candidatura até o fim. Ratinho tem a maior bancada da Assembleia: o PSC elegeu 12 deputados.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/11/14 3:35:12 PM

O sindicato das empresas de ônibus de Curitiba enviou nota ao blog negando que haja dívidas de ISS em aberto, como informou post anterior. Veja a nota:

“As Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana informam que é improcedente a acusação da secretária municipal de Finanças, Eleonora Fruet, de que as concessionárias sonegaram valores do Imposto Sobre Serviços (ISS). Quem calcula e recolhe o ISS das empresas é a Urbanização de Curitiba (Urbs). O órgão calcula o imposto, retém os valores na fonte, deduzidos do pagamento às concessionárias, e realiza o recolhimento ao Município de Curitiba. Não há nenhum ato das empresas nesse âmbito.

“Cabe esclarecer ainda que a fiscalização da Prefeitura equivocou-se na definição da base de cálculo do ISS, utilizando de referência distinta da que é adotada pela Urbs, conforme contrato de concessão e legislação vigente. Não houve qualquer benefício às empresas, que recebem da Urbs diretamente o valor líquido da remuneração, embora a secretária tente tachar as empresas como sonegadoras.”

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/11/14 2:27:33 PM

ColpaniO vereador Edmar Colpani (PSB), responsável pelo projeto que prevê a divulgação dos direitos das gestantes nas maternidades, para prevenir casos de violência obstétrica, diz que está apresentando emendas para garantir a produção de materiais de campanha sobre o assunto.

Segundo o vereador, as emendas preveem R$ 50 mil para a produção de cartilhas sobre o tema e R$ 20 mil para a impressão de cartazes. Colpani diz que isso ajuda a garantir que o projeto saia do papel. Pela lei, caso o vereador crie custos para o município e não preveja uma fonte financeira para cobrir essas despesas, o prefeito tem de vetar a proposta.

O projeto de Colpani prevê, basicamente, a divulgação da política nacional de prevenção à violência obstétrica. Isso inclui casos de cesáreas desnecessárias, episiotomia quando não é necessária e a garantia da presença de um acompanhante.

“Resolvi fazer esse projeto depois de ouvir várias reclamações aqui na rádio”, diz Colpani, que é apresentador da rádio Banda B. “Tem histórias de maridos barrados, quando a lei garante acompanhante desde 2005″, diz ele.

O projeto foi aprovado em primeiro turno nesta terça-feira e volta para plenário na semana que vem.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/11/14 12:22:07 PM
Salamuni1

Paulo Salamuni: sem candidatura à reeleição.

A Câmara Municipal de Curitiba decidiu a data da eleição do novo presidente. Será no dia 16 de dezembro, às 14 horas. Pelo regimento, a eleição precisa ocorrer antes de 20 de dezembro. O vereador Paulo Salamuni PV), atual presidente, se reuniu com os líderes e decidiu a data.

Até o momento, há três candidatos ao cargo, já que Salamuni decidiu não disputar a reeleição. O candidato do grupo do prefeito Gustavo Fruet (PDT) é o vereador Pedro Paulo (PT), atual líder do prefeito. O vereador Valdemir Soares (PRB) também se candidatou, assim como Aílton Araújo (PSC).

Os candidatos têm lutado para forçar um posicionamento do prefeito Gustavo Fruet na eleição. Até o momento, a informação dada aos vereadores é de que o prefeito se manterá isento na disputa, sem se envolver diretamente na eleição.

Caso isso se mantenha, isso pode favorecer Valdemir Soares, que atualmente diz ter apoio da maioria dos vereadores.

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