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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/08/16 6:20:41 PM

O feminismo ganhou espaço no Brasil nos últimos anos. Em certo sentido, era de se esperar. Em um país onde o machismo é uma praga epidêmica que tira a vida de milhares de mulheres, uma hora as pessoas se cansam. E reclamam. E pedem direitos.

O feminismo, quase por definição, só brota quando há razões para ele: ou seja, quando as mulheres não conquistam direitos básicos e não conseguem ter liberdade para fazer de suas vidas aquilo que acham que devem.

Mas há quem se incomode com o movimento. Não com apenas uma de suas lutas, não apenas com um argumento. Mas com o movimento como um todo. E aí passam a surgir contramovimentos curiosos (na melhor das hipóteses). Em tempos de internet, alguns ganham milhares seguidores.

Direitos dos homens e dos meninos

Uma das páginas de Facebook que você pode encontrar questionando o feminismo. Com 1,7 mil membros, o grupo é fechado. só vê o que tem lá dentro quem for curioso o suficiente para pedir para ser sócio.

Um representante diz que se trata de um “movimento brasileiro em prol dos direitos dos homens e meninos, que dentre outras coisas luta contra os abusos e falácias do movimento feminista atual, que finge ser igualitário mas na verdade prega a supremacia da mulher sobre o homem, criminaliza o homem e a masculinidade”.

O texto colado na imagem acima é de um sujeito chamado Peter Wright que diz basicamente que o movimento pelos direitos masculinos está em uma segunda “onda” agora, em que, entre outras coisas, foi elaborada uma “História sócio-política mais aprofundada da misandria e do ginocentrismo”.

Não Sou Obrigada a Ser Feminista

Uma página que, pelo nome, já dá a entender que tem como público as próprias mulheres. Tem inacreditáveis 608 mil seguidores e seguidoras. E vive tendo problemas com o Facebook. A cada tempo, cria-se uma nova página porque a primeira foi denunciada.

Moça, Você é Vitimista

Uma das mais antigas e esfarrapadas críticas ao feminismo (que tenta garantir direitos às mulheres) é de que as feministas se fazem de vítima. São vitimistas. Alguns acham inclusive que são as mulheres que oprimem os homens… Para reclamar do vitimismo, essa página mostra supostos exageros do vitimismo feminista.

A Voice for Men

 

Uma beleza de página que, como se vê abaixo, compara feministas e “ideólogos de gênero” a neonazistas.

Resistência Antifeminismo Marxista

Um dos grandes mitos sobre o feminismo é que para ser feminista você precisa ser não apenas de esquerda como a favor de uma esquerda totalitária. Marxista, de preferência. Muito provavelmente, stalinista defensor de Gulags para os homens.

Por isso, a página Antifeminismo Marxista revela as perigosas ligações entre esquerda e feminismo.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/08/16 8:24:30 AM
Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

Rafael Greca conta que em 1996, prestes a deixar a prefeitura, tinha um favorito à sua sucessão. Era Augusto Canto Neto – e não Cassio Taniguchi. Chamou o escolhido de canto e disse que o apoiaria. Como se sabe, não deu certo. “Ele colocou o charuto na boca e ficou fazendo pose de prefeito.” Moral da história é: quem quer ser prefeito precisa trabalhar duro para isso.

Vinte anos depois, Greca está seguindo seu próprio conselho. Decidiu que quer ser prefeito e que para isso precisaria cumprir uma lista de tarefas. A primeira era sair do PMDB, onde Requião o engoliria. Saiu. A segunda era arranjar apoios. Conseguiu nada menos do que o governador do estado e o último prefeito da capital. Para isso, claro, fez o que em política sempre se faz: acordos. Nada de charutos – para ser prefeito, resolveu pôr a mão na massa.

Greca também tirou do armário as duas armas de que dispõe por conta própria. O passado e a oratória. A equação é dizer que no seu tempo a cidade era a glória, que no presente é uma lástima, mas que em breve os dias de bonança voltarão. Um discurso quase religioso, escatológico: o pecado nos levou às trevas, mas a salvação está a nosso alcance. O Ibope mostra que a conversa funciona às maravilhas.

Apostar no saudosismo (de algo real ou ilusório) é sempre uma opção fácil. O eleitor tem a tendência a acreditar numa era de ouro. Greca tem o dom de criar um passado brilhante, em que as fontes jorravam mel e o asfalto era liso como seda. Conta sempre o caso de quando um banqueiro internacional, guiado por Margarida, foi conhecer as obras sociais para os pobres. “Chega!”, teria dito. “Isso já não é uma cidade, é uma ópera!”

Há quem creia na frase. Há quem creia na cidade. E, segundo o Ibope, quem mais crê são justamente os eleitores mais velhos, os mais saudosos. Greca tem 22% da preferência entre os jovens de 25 a 34 anos. Mas entre os eleitores acima de 45, chega a 34%, seu melhor índice. Isso não é tudo.

Outro fenômeno curioso é a redução da rejeição à sua volta. Em 2012, no início de agosto, o Ibope perguntou quantos eleitores não votariam de jeito nenhum em Rafael Greca. O resultado dele foi o pior entre todos os candidatos: 32%. Agora, quatro anos depois, o número diminuiu para menos da metade: 15%. E não foi por mágica.

O que aconteceu nesses quatro anos foi a prefeitura de Fruet, um sujeito que passou sua gestão explicando que o mar não estava para peixe e que não seria mais possível a gastança dos antecessores. A bonança tinha acabado, em parte porque os seus antecessores tinham sido gastões – sem contar a maré pra lá de ruim da economia.

Essa eleição vai ser uma guerra dos dois discursos. De um lado, Greca diz que “se está difícil para Fruet”, ele assume e faz o que é preciso. Fruet afirma com todas as letras que o nome disso é demagogia: pelo menos por enquanto, a cidade não voltará a ser o que era. Pode até ser que Fruet tenha razão, o futuro dirá. Mas não há dúvida de que sua mensagem é a mais tediosa que um candidato jamais ousou pronunciar em frente às câmeras de tevê.

O saudosismo, por enquanto, leva a melhor. O curitibano está apostando que a fonte dos anjos, no fim da Sete de Setembro, passará a jorrar mel em 1º de janeiro.

A pesquisa contratada pela RPC ouviu 602 eleitores de 19 a 22 de agosto. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.  Registro no TRE nº PR-04300/2016.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/08/16 2:35:35 PM

A primeira parcial das contas dos candidatos em Curitiba já mostrou dois dos principais problemas do novo sistema de financiamento. Se por um lado a regra nova tirou as empresas (em tese) da equação, mas colocou outros elefantes na sala.

O primeiro é que os candidatos com mais dinheiro passaram a ter uma vantagem imensa sobre os demais. Antes, alguém sem grana podia recorrer a empresas para compensar seu caixa baixo. Agora, tem uma opção a menos.

Em Curitiba, isso fica evidente pela situação de Rafael Greca. O candidato pegou do próprio bolso R$ 600 mil já nos primeiros dias de campanha. Tirou um checão e mandou torrar tudo para elegê-lo. Tem todo o direito. Mas e quem não tem os R$ 600 mil?

O outro modo de financiamento favorito até aqui tem sido o dos fundos partidários. Mas todo mundo sabe que essa grana é controlada com mão de ferro pelos caciques de cada tribo. E nem todo mundo vai receber a mesma chance.

Exemplo: o PMDB está espalhado pelo estado inteiro. Mas quem é que acredita que todos os candidatos a prefeito terão a mesma colher de chá que Requião Filho, herdeiro do grande timoneiro da legenda?

Não é à toa que as duas maiores doações de partidos na capital foram para filhos de caciques. Maria Victoria, do PP, tem a chave do cofre por ser filha de Ricardo Barros e Cida Borghetti, capitães do partido.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/08/16 12:36:56 PM

O primeiro debate da Band foi um teste para ver como cada candidato se sai em público nesta curta campanha pela prefeitura. Veja um resumo do dia.

Gustavo Fruet

Apanhou como um professor diante da Assembleia Legislativa. A pancadaria foi comandada por Rafael Greca, mas vários candidatos aderiram.

Quando tinha a chance de se defender, usava seu minuto e meio de modo um tanto desesperado, tentando rebater tudo – e inclusive rebater alguns dados absurdos que outros tinham dito.

Para um candidato que tanto fala em serenidade, pareceu nervoso demais com as provocações.

Rafael Greca

Deixou de ser o clown de 2012 para se levar um pouco mais a sério. Talvez por acreditar que dessa vez a coisa vai.

Apelou o tempo todo para a emoção, mas de modo mais comedido, sem recitar poemas nem fazer gestos mais teatrais.

De resto, disse ter feito tudo o que os outros prometiam, pensavam ou cogitavam. É um mistério que a cidade não tenha todos os problemas resolvidos depois de uma gestão dessas.

Maria Victoria

Aos 24 anos, não é surpresa que a candidata se atrapalhe. Ficou em muitas generalidades e no discurso da boa vontade. Platitudes, muitas vezes.

Se deu especialmente mal quando Xênia Mello, militante feminista e negra, perguntou à candidata as propostas para as minorias, como gays, por exemplo.

Disse que tem amigos e parentes gays, , mas que preferia falar sobre as demandas da população de Curitiba. Ué? E isso não é uma demanda? Porque o wi-fi é mais relevante?

Ney Leprevost

Normalmente no papel de bom moço, arriscou um discurso mais agressivo, principalmente em defesa de seu grande cabo eleitoral, Ratinho Jr.

Tentaram lhe colar a imagem de apaniguado de Beto Richa e ele reagiu. Mas continua tendo o principal cabo eleitoral dentro do Palácio.

Teve um momento curioso quando Greca perguntou qual era o tamanho da conta de luz da prefeitura e ele disse que era uma “pegadinha”. Não respondeu.

Requião Filho

À maneira do pai, foi irônico e combativo. Mas ainda falta muito para ter a fama de bicho-papão que o ex-governador conquistou.

Como ele mesmo diz, é uma versão “Marlboro lights” do senador.  Se posicionou claramente à esquerda, fez até tabelinha com Tadeu Veneri. E citou o papa Francisco, obrigatório.

Fez uma proposta meio tirada do chapéu de municipalizar o Teatro Guaíra.

Tadeu Veneri

Participação discreta, com um ponto alto quando chamou Greca a se explicar sobre proposta, dizendo de onde tiraria dinheiro para tudo aquilo.

Coisa rara num debate em que só faltou prometerem que vão dar um passeio pela fantástica fábrica de chocolates a cada curitibano.

De resto, foi cobrado pela Lava Jato, como tinha de ocorrer. E fez um estranho ataque à prefeitura de Fruet – que tem como vice uma petista.

Xênia Mello

Foi a mais incisiva. Mas também a menos responsável. Acusou a tudo e a todos. Generalizou quando disse que era a única que não estava na Lava Jato e a única sem parentes na política.

O que conseguiu com isso foi dar direito de resposta a todo mundo, enquanto ela teve de permanecer quieta. Para quê?

Fez o papel de incluir algumas causas relevantes no debate.

Ademar Pereira

Empresário, não está acostumado ao ritmo maluco dos debates. Trinta segundos para isso, 40 para aquilo.

Se perdeu no tempo e dava impressão de que precisava de bem mais para poder se explicar. Um problema para quem vai ter tão pouco espaço na tevê.

Afonso Rangel

Apesar de ter experiência como gestor, pareceu um pouco ingênuo na solução para problemas complexos. Como se bastasse boa vontade, parecia.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/16 6:42:59 PM

A pesquisa Ibope marcada para ser divulgada nesta terça-feira na RPC está sendo contestada na Justiça. O candidato Ademar Pereira, do Pros, entrou com um pedido de liminar na Justiça Eleitoral para que os números não sejam divulgados.

A previsão é de que a pesquisa seja divulgada no Paraná TV 2ª Edição, às 19h10. é a primeira pesquisa realizada em Curitiba depois que as candidaturas foram confirmadas e registradas. Nove candidatos disputam a prefeitura.

Segundo os advogados de Ademar Pereira, a metodologia da pesquisa, registrada pelo Ibope na semana passada, não atende os requisitos legais, especialmente na definição da amostragem, que não seria representativa da população da cidade.

É o mesmo tipo de argumento que derrubou várias pesquisas de intenção de voto em 2010, na disputa entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT).

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/16 5:06:27 PM

A Band realiza nesta segunda o primeiro debate da eleição em Curitiba. Os nove candidatos terão preciosos minutos de tevê para mostrar a que vieram. O blog tenta antecipar um pouco do papel que cada um tentará fazer.

Ademar Pereira
O candidato provavelmente aproveitará uma das poucas chances que deve ter na campanha para falar que é um empresário de sucesso na área de educação.

Afonso Rangel
Dono de um tempo minúsculo no horário eleitoral gratuito, o diretor da Universidade Tuiuti terá de aproveitar ao máximo os segundos de atenção que terá para se apresentar. Como os candidatos mais “famosos” devem fazer perguntas entre eles, é provável que mesmo no debate os nanicos fiquem meio escanteados.

Gustavo Fruet
O atual prefeito deve basear seu discurso no “fizemos o que deu pra fazer”. A crise econômica bateu firme, o governo do estado não ajudou e o pacto federativo não ajuda. Esse é o tripé em que o prefeito anda colocando a culpa de quase tudo. Segundo ele, quem disser que vai fazer mais está sendo demagogo. Tendo chance, confrontará Greca pela aliança com Beto Richa.


Maria Victoria
A candidata deve bater de novo na tecla da educação bilíngue, que já foi sua principal proposta quando se candidatou a deputada estadual. Precisaria deixar claro se são só aulas de inglês em meio ao currículo (que já existem) ou se quer uma educação toda em duas línguas (e, nesse caso, de onde vai tirar o dinheiro para isso).

Ney Leprevost
O candidato costuma usar um tom mais morno em seus discursos. Não gosta de atacar ninguém e faz críticas mais ponderadas à atual administração. Nas entrevistas da RIC, errou vários números sobre transporte. Hoje terá de mostrar que os deslizes foram pontuais.

Rafael Greca
Conhecido pela oratória, o candidato deve centrar fogo nas críticas a Fruet. Greca já criou alguns bordões que talvez entrem no debate. Um deles é “Gustavo Fruet, se está difícil pra você, deixa que eu faço”.

Requião Filho
Filho de Requião, Requiãozinho é. O deputado deve usar a ironia do pai para atacar o prefeito pela suposta indecisão. Também falará quanto puder de empresas que exploram serviços para o município e de suas “caixas pretas”. Dúvida: baterá em Greca, seu correligionário até um ano atrás?


Tadeu Veneri
O petista deve servir mais como pedra do que como vidraça, posição rara para o partido nos últimos anos. Franco atirador, Veneri não deve ser alvo de ninguém, e provavelmente vai mirar nas empresas de transporte coletivo da cidade.

Xênia Melo
O PSol curitibano deverá continuar no papel que faz em toda eleição: ter o candidato mais agressivo, mais firme e que mais agita o debate – sem que necessariamente isso leve votos para o partido. Feminista e militante negra, Xênia certamente vai puxar o debate para esses dois temas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/16 3:02:47 PM
Betina Grupenmacher. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Betina Grupenmacher. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

A comissão de Direito Tributário da OAB paranaense criticou duramente o pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa. Em audiência pública nesta segunda-feira, representantes da instituição apontaram diversas ilegalidades no projeto. O governo negou que haja qualquer irregularidade

“Esse pacote é um festival de inconstitucionalidades”, afirma a professora Betina Grupenmacher, vice-presidente da comissão de direito Tributário. Segundo ela, a comissão se reuniu emergencialmente na semana passada depois de saber do envio do projeto ao Legislativo.

Veja o que o governo fala sobre o pacotaço

Boa parte das críticas da comissão tem a ver com a reforma do Conselho de Contribuintes, órgão ligado à Receita Estadual e que tem como atribuição julgar administrativamente recursos de cidadãos e empresas que creem estar sendo cobrados injustamente pelo governo.

“As reformas prejudicam a paridade entre governo e contribuintes, diminuem a possibilidade de recursos do contribuinte e, na minha interpretação, reduzem até o valor das provas apresentadas pelo contribuinte”, afirma a professora.

As reformas estão sendo promovidas pelo governo do estado depois de escândalos fiscais como os descobertos no Paraná, na Operação Publicano, e no governo federal, com a Zelotes. Segundo a OAB, as novas regras, ao dificultar as contestações dos contribuintes, podem incrementar as receitas do estado.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, afirmou que o projeto faz exatamente o contrário do que a OAB aponta. “O projeto garante a paridade em todas as votações. Só poderá haver votação com todos os membros das câmaras presentes, o que garante número igual de conselheiros”, disse.

Segundo ele, o que acontecerá caso o novo regramento seja aprovado é que o governo terá direito a menos recursos, mas não o cidadão.

Alguns pontos do pacote são elogiados pela OAB, como a eliminação do recurso hierárquico, que permitia ao secretário da Fazenda reverter qualquer decisão do Conselho de Contribuintes. “Mas temos que discutir esses outros pontos antes da aprovação”, diz a professora.

A pressa para a aprovação, aliás, é outro ponto questionado pela OAB. O governo do estado, na própria mensagem enviada à Assembleia, pede que a tramitação ocorra em regime de urgência. “Quem é o governador para pedir regime de urgência? Ele pode enviar o projeto, mas quem decide o ritmo da tramitação é a Assembleia”, afirma.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli (PSB), diz que a Constituição do Estado garante ao governador o direito de pedir urgência na tramitação. “Está no artigo 66 da Constituição Estadual. E o regimento da Assembleia também prevê isso”, diz. Romanelli diz que, apesar disso, está disposto a debater com a OAB e incluir propostas que melhorem o projeto.

O pacotaço, enviado na segunda passada (15) chegou a entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça já no dia seguinte (16). Mas acabou não sendo votado na ocasião. O governo pretende encerrar a votação até 30 de setembro para incluir as mudanças já no orçamento de 2017.

A OAB diz ainda que outros pontos do projeto têm erros legais. Exemplo é a criação de taxas para uso de recursos hídricos e de recursos minerais. Seguindo a comissão, as taxas estão “disfarçadas” de fiscalização mas se parecem mais com impostos. E, sendo impostos, não poderiam ser criadas dessa maneira.

“Taxas de polícia, como as que o governo parece dizer que está criando, servem para pagar serviços de fiscalização. Essas taxas cobram pelo uso da água e de recursos minerais. São impostos”, diz Betina.

Quanto à alienação de ações da Copel e da Sanepar, prevista no projeto, a professora diz que seria necessário já no projeto “carimbar” o dinheiro, já que depois da aprovação a venda poderá ocorrer sem que o processo tramite de novo pela Assembleia.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/16 2:09:38 PM

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Dois vereadores de Curitiba já pediram licença sem vencimentos da Câmara Municipal para poder se dedicar integralmente à eleição. O primeiro tinha sido Zé Maria, do Solidariedade. Agora foi a vez de Chico do Uberaba, do PMN.

Com isso, os dois deixam temporariamente de receber seus salários, mas também não precisam comparecer à Câmara, nem na sessão plenária nem nas comissões. Depois da eleição, voltam aos trabalhos normais.

Corre pela Câmara a informação de que mais dois vereadores podem fazer o mesmo nos próximos dias. Com isso, as licenças já chegariam a mais de 10% do plenário – e logo poderiam prejudicar até mesmo os projetos de votação.

Uma curiosidade: o vereador Chico do Uberaba ficou famoso no atual mandato por dizer que ele e seus pares estavam pagando para trabalhar. Mas aparentemente acredita que está valendo a pena: decidiu investir 45 dias sem salário para garantir mais um mandato.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/16 12:15:01 PM

Beto Richa. Foto: Antonio More/Gazeta do Povo.

O governador Beto Richa reassumiu nesta segunda o Palácio Iguaçu depois de dez dias fora do país. Richa saiu do posto no último dia 12, tendo pedido permissão para a Assembleia. Só se sabe que ele iria sair do Brasil sem custo para o estado.

A vice-governadora, Cida Borghetti, também viajou, para não deixar a filha, Maria Victoria, inelegível. E quem assumiu o governo no período foi Ademar Traiano.

A assessoria de Richa disse que a viagem era particular e que o governador tem direito a privacidade. Mesmo agora que ele voltou a resposta é de que não haverá informação pública sobre o destino do governador.

Não há ilegalidade nisso: nos seus períodos de férias, o governador não precisa prestar contas de suas viagens. Mas o sigilo é inusitado: não há registros da última viagem “secreta” de algum político com cargo no Executivo estadual.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 19/08/16 11:30:15 PM

Carli

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou seguimento a mais um recurso impetrado pela defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, acusado de duplo homicídio no trânsito. A decisão da ministra Laurita Vaz foi publicada nesta sexta-feira.

A defesa de Carli Filho levou o caso ao STJ para tentar anular a decisão tomada pela Justiça paranaense de levar o réu a júri popular. Os advogados do ex-deputado afirmam que ele não deveria ser julgado por crime com dolo eventual (quando o réu assumiu o risco de matar).

A defesa queria que o STJ anulasse a decisão e que considerasse o crime como culposo – ou seja, quando o crime foi cometido sem intenção, por imperícia, negligência ou imprudência. Nesse caso, o julgamento não é feito por júri popular e as penas podem ser menores.

Carli Filho se envolveu em uma colisão em maio de 2009 em Curitiba, matando dois jovens. Ele estava alcoolizado, com a carteira de habilitação cassada e estava acima do limite de velocidade permitido pela lei.

O caso se arrasta na Justiça há mais de sete anos. A mãe de uma das vítimas, a deputada federal Christiane Yared, comemorou a decisão do STJ e disse ver mais perto a realização do júri de Carli Filho, que chegou a ser marcado no primeiro semestre.

“Ainda dependemos de uma última decisão do Supremo Tribunal Federal, para que a 2ª Vara do Júri de Curitiba possa remarcar definitivamente o tão esperado julgamento. Mas é um alento ver que, aos poucos, as portas se fecham para a impunidade e para a vitória do crime”, escreveu a deputada no Facebook.

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