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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 5:14:20 PM

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A greve dos ônibus de Curitiba não acabou. O que acabou com a reunião desta terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho foi a greve integral. Agora, a não ser que o sindicato dos motoristas e cobradores volte a descumprir a determinação legal, decidida por liminar, haverá pelo menos 80% da frota em qualquer momento do dia.

Nem de longe isso significa que a questão esteja resolvida. Nem o problema imediato está solucionado. A Comec simplesmente se propôs a pagar no momento R$ 5 milhões dos R$ 16,5 milhões que está devendo para a Urbs e, por consequência, para as empresas – que por sua vez estão devendo para os trabalhadores. Ainda resta a maior parte da dívida, a ser quitada em cinco vezes.

A crise, porém, é muito maior. Há um problema crônico no sistema. A tarifa não paga tudo que o sistema custa. Há um rombo que aumenta a cada vez que o passageiro passa pela catraca. Isso só vai ser resolvido, se for, com negociações posteriores. Primeiro, o governo e a prefeitura precisam se entender. Ou fazem um novo convênio, retomando o subsídio, e a prefeitura gere o sistema novamente. Ou se separam e cada um paga sua parte.

Depois disso, vem outro pepino. Em fevereiro, será preciso reajustar a tarifa novamente depois que o salário dos motoristas e cobradores sofrer reajuste (no mínimo, imagina-se, pela inflação). E há que se ver que se estado e município não conseguirem colocar mais subsídio no sistema, a passagem subirá ainda mais.

Por enquanto, só o que se conseguiu foi tirar o paciente da UTI. Agora, é preciso fazer um longo tratamento que há de ser dolorido para alguém. Aparentemente, quem sofrerá será o bolso do trabalhador. Mas isso não será nenhuma novidade.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 4:35:59 PM

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O governo do estado, por meio da Comec, se propôs a fazer o pagamento dos R$ 16,5 milhões que deve à Urbs nos seguintes termos.

Primeiro, pagar R$ 5 milhões até quinta-feira para quitar o vale dos trabalhadores. Assim, eles voltariam ao trabalho. Depois, os outros R$ 11,5 milhões em cinco vezes, a partir de fevereiro.

A proposta, feita nesta terça no TRT, em audiência sobre a greve, é ligeiramente diferente da feita ontem pela Comec, que pretendia pagar tudo em sete vezes iguais.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 3:40:08 PM

GREVE DE MOTORISTAS E COBRADORES EM CURITIBA - CURITIBA - 26/02/2014 - PARANÁ

O sindicato dos motoristas e cobradores de Curitiba (Sindimoc) acaba de fazer uma proposta para acabar com a greve. Ou, na verdade, para mitigá-la. Promete voltar com a frota mínima exigida pela Justiça do Trabalho. A liminar exigia 70% dos ônibus em horário de pico e 50% nos demais horários.

A ideia é que a frota mínima circulasse por dois dias, até que os empresários pagassem o vale que está atrasado. Os empresários tinham dito na reunião de segunda-feira que poderiam fazer isso até quarta. Depois disso, ou seja, depois de o vale ser pago, a frota voltaria a circular integralmente.

Para cumprir isso, o sindicato exige ainda o depósito do FGTS e o retorno da assistência médica, além de agendar uma audiência para começar a discutir o reajuste da categoria. Ou seja: o sindicato está fazendo exigências para cumprir a determinação legal de colocar a frota mínima na rua.

O Sindimoc afirma que não foi “por querer” que a liminar de colocar a frota mínima na rua foi descumprida nesta terça-feira. Segundo o sindicato, os trabalhadores foram instados a voltar ao trabalho mas não concordaram sem haver garantia de pagamento.

As empresas, porém, não estão aceitando discutir os demais pontos: só o pagamento do vale.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 2:44:23 PM

Great WallO governo do estado divulgou nesta terça-feira no Diário Oficial um balanço de atividades da Casa Civil em 2014. O pessoal do Livre.Jor, especializado em fuçar informações em diários oficiais e coisas do gênero, fuçou e descobriu alguns dados bem interessantes. Um deles tem a ver com investimentos que podem (ou não) vir para o Paraná.

Segundo o relatório, 264 empresas do Brasil e de fora procuraram o governo no ano passado para fazer protocolos de intenções e sondar a possibilidade de ganhar incentivos fiscais (leia-se: pagar menos impostos, ou pagá-los mais tarde) em troca da possível geração de empregos que viria para o estado. No total, os protocolos somam R$ 2,54 bilhões.

Entre os maiores investimentos estão a Mondelez, de alimentos, com R$ 200 milhões; a Tirol., de laticínios, com R$ 215 milhões; e a Bionovis, da área de fármacos, com R$ 500 milhões. O maior investimento possível, porém, seria o da montadora chinesa Great Wall (Grande Muralha), que informou que poderia colocar até R$ 1 bilhão no estado. Claro, não há nada definido.  Mas o relatório diz que a prospecção está “avançada”.

A Great Wall é a maior fabricante chinesa de SUVs e costuma e tem fábricas em vários países. Desde 2013, tenta se instalar no Brasil. Além de vir ao Paraná, os executivos da empresa já visitaram outras possíveis sedes da fábrica, como Guarulhos, Ribeirão Preto e Joinville.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 1:36:51 PM

beto_richa_08115A dívida do governo do estado com o sistema do transporte coletivo é de pouco mais de R$ 16 milhões. O Palácio Iguaçu, além de estar com a fatura pendurada há semanas, além de ter insinuado que pode não pagar, quer agora parcelar a conta em sete vezes.

Por outro lado, no mesmo dia, reportagem da Gazeta do Povo mostra que, ao contrário do que está acontecendo em outros estados, o governo do Paraná não vai segurar os aumentos do primeiro escalão. Cada um dos 17 secretários de estado passará a receber R$ 23,6 mil mensais. Sem contar os secretários especiais, os presidentes e dirigentes de estatais e de autarquias, todos com polpudos salários.

É claro que os salários dos secretários em si não seria suficiente para pagar a conta toda do governo com o transporte nem para resolver a situação financeira do estado. Mas é simbólico. No início do ano, por exemplo, o governo Richa acertou ao cancelar um edital de contratação de infraestrutura para a posse. O primeiro edital licitava equipamentos de quase R$ 200 mil. Depois de o fato ser revelado, fez-se uma licitação menor de R$ 62 mil. Se o estado está quebrado, é preciso dar o exemplo e economizar.

Mas, pensando bem, os gastos com os salários dos secretários não é assim tão simbólico. Eles custam, só pensando nos 20 secretários (incluindo os três especiais) R$ 472 mil por mês. Quase meio milhão de reais. Em um ano, são mais de R$ 6,1 milhões. Ou seja: perto de metade da dívida com a Urbs, que pretende-se parcelar em sete vezes.

Na verdade, R$ 16 milhões para o governo do estado nem deveria ser muita coisa. Na primeira gestão Richa, por exemplo, a Copel comprou um avião por mais do que isso – avião, aliás, que é usado pelo governador. Só em aluguel de carros blindados e não blindados para a Casa Civil (carros usados pela governador e pela vice, Cida Borghetti) gasta-se R$ 1,1 milhão ao ano. Tudo isso na área de “transportes”.

Os gastos podem ser necessários, sem dúvida. Mas o investimento no transporte de milhões de passageiros também é.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 11:30:03 AM

Dois ex-prefeitos de Curitiba aproveitaram a confusão dos últimos dias em Curitiba e região para fazer política via internet. Rafael Greca (PMDB) fez um vídeo para contestar o possível (segundo ele) fim da tarifa única e integrada na região. De acordo com o ex-prefeito, a tarifa é “social” no sentido de que os passageiros urbanos subsidiam as viagens mais longas dos passageiros metropolitanos.

Já o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) foi ao Facebook para dizer que espera que os governantes e os sindicatos se entendam logo. Não entrou em mais detalhes sobre a origem da greve – apenas disse que espera que isso não leve a um novo aumento de tarifas, num período que já teve alta da gasolina e de IPTU, entre outros impostos. Obviamente, não cita as altas de impostos como o IPVA, assinada pelo seu parceiro político Beto Richa (PSDB).

Ducci

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/01/15 10:54:50 AM

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Governos podem ficar sem dinheiro, sabe-se disso. Às vezes, nem é culpa deles. A economia vai mal, pagam-se menos impostos, a lei exige certas despesas etc. No entanto, há jeitos e jeitos de lidar com a falta de verbas. Dar calote é um deles. E parece estar sendo a solução encontrada pela atual administração estadual.

O governo do estado está devendo, como se sabe, mais de R$ 16 milhões que tinha de ter pago às empresas de transporte coletivo ainda no ano passado. Deve, não nega e paga quando puder? Não é bem assim. O certo seria: deve, não nega e admite que talvez nem venha a pagar. Paga apenas se sair um novo acordo com a Urbs. Ou seja: a dívida serve como instrumento de negociação. Isso também tem nome.

As declarações dadas por autoridades públicas ligadas ao governo nesta segunda-feira, como o diretor-presidente da Comec, Omar Akel, foram neste sentido. Os R$ 16 milhões não serão pagos de qualquer maneira. Mesmo havendo um papel assinado pelo governo do estado. Não é nem questão de cumprir com a palavra: é questão de cumprir com o acordo por escrito. Registrado em cartório, como gosta de afirmar o governador Beto Richa (PSDB).

O discurso de Akel na entrevista ao ParanáTV 1.ª Edição foi de que, sim, o governo não repassou os recursos devidos, mas que “outras coisas” também não foram feitas em relação ao transporte coletivo. Além disso, diz ele, o governo repassou mais de R$ 64 milhões para o sistema (obrigação contratual, novamente) e isentou o diesel. Nada disso está em discussão.

O que está em discussão é que um governo estadual não pode pendurar a conta. Nenhum governo democrático pode fazer isso. Como disse o governador Beto Richa, não se podem “terceirizar responsabilidades”. Jogar tudo nas costas dos outros é fácil. Sair sem pagar, também. Mas não é certo.

Depois, mais tarde, na audiência na Justiça do Trabalho, o governo se propôs a pagar tudo. Mas em sete vezes. É bem ruim. Mas pelos menos trata-se de um pagamento, e não mais de calote. Dos jeitos ruins de se lidar com a falta de dinheiro, esse ainda é o menos pior. Dever, não negar e pagar quando puder.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/01/15 5:03:13 PM

mauro ricardoO governo do estado está revisando o valor do primeiro edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), lançado no fim do ano passado. Inicialmente, o edital previa teto de R$ 30 milhões para os projetos que fossem habilitados pela Secretaria da Cultura. Ainda não há previsão de qual será o novo teto.

A revogação do valor foi publicada no Diário Oficial do Executivo no dia 19 de janeiro. A resolução de número 11/2015 da Secretaria da Fazenda revoga a resolução anterior (125/2014), que “fixa o limite dos recursos passível de destinação” ao Profice. A resolução está assinada pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo da Costa.

De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura, o edital para inscrições de interessados em participar do Profice ainda está aberto. Em teoria, as inscrições iriam até fevereiro, mas o governo pensa em ampliar o prazo até porque teriam surgido diversas dúvidas em relação às regras para participação. Um novo texto com esclarecimentos das regras deve ser publicado nos próximos dias.

O Profice é uma espécie de lei de incentivo à cultura do governo do estado. Foi criado pelo governo de Beto Richa (PSDB) no ano passado. No entanto, devido aos problemas financeiros da atual gestão, o valor total a ser destinado ao programa passa por reavaliação.

O dinheiro para os projetos virá de renúncia fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Cada projeto pode se habilitar a receber entre R$ 25 mil e R$ 750 mil.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/01/15 4:19:05 PM
Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) e o governador Beto Richa (PSDB) adotaram estratégias de comunicação diferentes nas redes sociais em relação à greve de ônibus. Fruet decidiu falar: comenta a cada passo o que está sendo feito.

Com isso, conseguiu bastante visibilidade (tem 99 mil seguidores só no Facebook), mas também apanhou muito. Há diversos comentários nos posts colocando a culpa no prefeito pela situação. Também há muitos apoiadores: gente colocando a culpa em Beto Richa, por exemplo.

Já Richa preferiu calar. Não fez nenhum comentário nem no Facebook nem no Twitter. Parece que a intenção é deixar claro que a coisa não é com ele.

Veja os posts do prefeito no Facebook:

Fruet Facebook

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/01/15 3:34:35 PM

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Nesta segunda-feira, o dia foi perdido para muita gente. Empregados que não conseguiram ir trabalhar. Comércio fechando. Escolas sem funcionar. Gente que não conseguiu exames ou consultas em unidades públicas de atendimento porque não havia funcionários. Órgãos inteiros deixando de funcionar.

Pior mesmo para trabalhadores autônomos que não têm INSS nem nada e que não conseguiram ir ao trabalho – empregados domésticos, por exemplo. Ficaram sem o dinheirinho do dia.

Agora, lembrando uma coisa curiosa sobre o ano passado. Como lembra o sempre inteligente colega Fernando Jasper, em 2014, o governo do estado e a Assembleia Legislativa trataram de enterrar às pressas um feriado no 19 de dezembro. Não havia mais necessidade de um novo feriado e temia-se pelo prejuízo do comércio, especialmente à beira do Natal.

Os argumentos foram semelhantes aos usados um ano antes, em 2013, quando a Câmara de Curitiba havia aprovado um feriado para a cidade no 20 de novembro, para celebrar o Dia da Consciência Negra. Liderada pela Associação Comercial do Paraná, a campanha contra o feriado dizia que um único dia de paralisação traria prejuízos milionários à cidade: não seria justo que os comerciantes saíssem perdendo.

No entanto, curiosamente, a mesma sociedade civil, o governo, a Assembleia – ninguém se levantou com o mesmo fervor no dia em que milhares, centenas de milhares de pessoas ficaram sem ter como ir trabalhar por ineficiência da máquina pública. Ineficiência da máquina do mesmo governo do estado que combateu o feriado de 19 de dezembro, diga-se de passagem.

Por que a diferença? Eis uma boa pergunta.

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