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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/04/14 7:06:41 AM

Curitiba oficializou, com a abertura do viaduto estaiado, nos últimos dias, uma nova era na história das obras desnecessariamente caras. Pontes estaiadas, até dez vezes mais caras que as comuns, são construídas em locais onde não há condições de colocar pilares como base. Como aqui não havia necessidade de uma, a prefeitura resolveu fazer um viaduto na Avenida das Torres. Custou mais de R$ 80 milhões. A desculpa para o desperdício era de que a obra se tornaria um cartão postal. Nem isso: ficou feio.

Já que o dinheiro está sobrando e a ideia é fazer coisas desnecessárias, desde que isso nos deixa com cartões-postais semelhantes ao de outras cidades e países, o blog resolveu fazer uma lista de sugestões para os próximos prefeitos. Se bem que talvez fosse melhor deixar quieto. Vai que alguém leva a sério…

Nagyman/Wikimedia Commons

  1. Muralha para nos proteger dos mongóis. Não temos fronteira com a Mongólia. Em todo caso, talvez algum prefeito, vendo a Muralha da China, se inspire a fazer um cartão-postal do gênero para Curitiba. Poderia ser construída na divisa com algum município da região metropolitana, por exemplo.Buckingham
  2. Palácio real. Não sendo uma monarquia, Curitiba não tem família real. Mas quem não precisa de rio para fazer ponte estaiada talvez não precise de monarca para construir um castelo. Fica a dica.Pisa
  3. Torre torta. Se a torre de Pisa, na Itália, fosse reta, seria muito menos conhecida. Não seria um dos cartões-postais mais famosos do mundo. Já que a ideia é fazer cartões-postais, não custa encomendar obras de engenheiros capazes de fazer torres tortas no futuro próximo.eurotunel
  4. Túnel ligando Curitiba à Inglaterra. Se os ingleses precisam de uma ligação subaquática com a França, por que não nós?Ponte Rio-Niteroi
  5. Ponte Curitiba-Superagui. Algo no estilo Rio-Niterói, sabe?piramides
  6. Pirâmides. Assim como no Egito, poderíamos passar a sepultar nossos líderes políticos em grandes monumentos, junto com toda a sua família. Talvez ficasse bem no Caximba.Paranagua
  7. Porto do Rio Belém. Com terminais de carga e, claro, também de passageiros, para receber turistas.shinkansen
  8. Trem-bala Santa Cândida-Capão Raso. Seria ligeiramente mais caro do que o atual expresso, mas daria belas fotos.Stonehenge
  9. Stonehenge. Que tal uma cópia? Ninguém sabe para que serve o original mesmo. Nesse caso, pelo menos, o nosso seria tão útil quanto o deles.Lincoln_with_Inscription
  10. Memorial de Lincoln. Talvez no Tanguá, com uma estátua gigante de algum figurão local. Lá, o prefeito faria a sessão anual de anúncio de novas obras desnecessárias.
Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/04/14 2:28:44 PM

1964

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

Lidar com os brios do Exército é sempre complicado. Ainda na ditadura, Ernesto Geisel queria enquadrar os milicos e mostrar que ele era quem mandava. Para fazer a abertura “lenta, gradual e segura” teve de aguentar a pressão da linha dura, que queria fechar cada vez mais o regime. Terminou tendo de demitir o ministro do Exército, Sylvio Frota. Na época, segundo depoimento de José Sarney colhido por Elio Gaspari, estava claro que um dos dois tinha de sair. Frota caiu, tentou um golpe, mas Geisel venceu.

Neste ano em que se completam 50 anos do golpe de 1964, viu-se que os defensores da ditadura, embora escanteados, continuam por aí. Isso entre os civis. Imagine-se entre os militares, que por questão de hierarquia não podem falar do assunto. Para se ter uma ideia da batalha ideológica ainda em curso, basta olhar o site oficial do Exército. Desde 2010, quando O Estado de S. Paulo noticiou que a página sobre a história da instituição classificava o golpe como “opção pela democracia”, o texto sumiu. Seria normal vê-lo substituído por outro, mas há quatro anos quem entra lá vê apenas a informação de que o conteúdo está “em manutenção”.

Quanto tempo será necessário para que o Exército chegue a uma versão sobre os fatos de meio século atrás? Parece que ainda não estamos lá. Na semana passada, depois dos pedidos do ex-presidente Fernando Henrique para que o Exército apresentasse desculpas ao país pelos erros cometidos, um general da reforma deu o tom. Rômulo Bini escreveu que quem o fizesse seria classificado de traidor, “à semelhança de Calabar”. Em miúdos, nada feito. O Exército pode aceitar que não lhe deixem falar em “opção pela democracia”, mas não aceitará que fez a opção pela ditadura.

Por isso tudo, não deixa de ser boa notícia um pronunciamento que por enquanto passou despercebido. Atual comandante do Exército, o general Enzo Peri, gravou vídeo de Ordem do Dia em comemoração ao aniversário do Exército, celebrado dia 19. É o pronunciamento da autoridade militar mais perto aos 50 anos da derrubada de João Goulart. E dá um recado indireto para os comandados – de generais a soldados. A mensagem é: chega de olhar para trás.

“Sabe-se que apenas deleitar-se com as conquistas do passado é o caminho mais curto para o desastre futuro”, diz o general. “A arrogância é o rastilho da queda.” E mais: “Preservando o imutável[...], seguimos evoluindo, mudando. Não perdemos tempo e energia decantando glórias do passado. Quando as recordações superam os sonhos, o fim está próximo”. Para não deixar dúvidas. “Sabe-se que as organizações que vivem a olhar sobre seus próprios ombros não se dão conta do trem que vem em sentido contrário.”
Numa estratégia à maneira de Golbery, o general dá uma no cravo e outra na ferradura. Fala em “conquistas e glórias”, mas diz que o melhor é deixar isso para lá e pensar na missão futura, que segundo ele é a era da tecnologia. Nenhuma relação, portanto, com política e com governos.

Mas talvez o principal recado venha mesmo em uma omissão. Ao listar os feitos do Exército em seus mais de três séculos, ele lembra de batalhas internas, de envio de tropas ao exterior, a proteção de vítimas de desastres naturais e a pacificação de áreas conturbadas. E 1964? Nada. Nem mesmo uma palavra. Não está na lista das glórias. Não poderá ser chamado de Calabar por seus comandados. Mas não podia ser mais claro. Ou precisa desenhar?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 14/04/14 7:15:54 AM

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, participa de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara para falar sobre o plano de negócios da empresa

E se a CPI da Petrobras não for só da Petrobras? Qual o grande dano? Dora Kramer deu uma bela resposta a essa pergunta na semana passada. Isso pode ser um passo importante para acabar com a possibilidade de a oposição fiscalizar o governo. Qualquer governo. Pode ser inclusive um tiro no pé do próprio PT.

A regra atual (e faz tempo que é assim), é de que para começar uma CPI você precisa de um terço das assinaturas do Legislativo. A ideia é que você não precise ter maioria para formar uma CPI. Porque o governo (quase) sempre tem maioria. E a oposição, se dependesse de 50%, não sairia do lugar. Como é salutar que alguém possa fazer apurações do gênero, garante-se o direito da minoria.

Mas se a maioria tiver o direito de ficar enfiando assuntos na CPI criada pela minoria, nunca ocorrerá a investigação. Cria-se a CPI da Petrobras mas ela vai investigar qualquer outra coisa, menos a Petrobras. Investigará até resultado possivelmente fraudado de torneio de bolinha de gude, se isso aliviar a barra do governo, mas não o que realmente interessa.

Aqui é preciso pôr um parêntese. As denúncias que o governo quer incluir na CPI, sobre o metrô de São Paulo, por exemplo, são sérias. E poderia ser investigadas em outra CPI. E se o governo de São Paulo não agisse com métodos tão truculentos quanto o equivalente federal, poderia ter sido tudo investigado na Assembleia de São Paulo.

E esse é o tiro no pé do PT. A valer a regra nova, onde e quando o partido for oposição, não conseguirá investigar nada. Estará fadado a ver suas CPIs virarem apuração de concurso de Princesa da Festa do Ovo e do Pêssego. E nem poderá reclamar.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 11/04/14 8:28:09 AM
Antes...

Antes…

... e depois.

… e depois.

Estávamos vendo a TV Senado na redação do jornal (uma das agruras de quem cobre política), quando apareceu Renan Calheiros (PMDB-AL), empoleirado mais uma vez em seu posto da presidência, comandando a sessão. O ângulo da câmera, posta no alto, mostrava não só o rosto do senador (que não moveu mil navios, mas foi suficiente para conquistar a Monica Veloso), mas também algo mais. Mostrava sua nova cabeleira.

Quem segue política se lembra. Se no primeiro mandato como presidente do Senado Calheiros foi descoberto recebendo dinheiro de quem não devia (para pagar a uma amante e sua filha), depois da volta por cima foi pego em estripulia bem menos picante. Descobriu-se que ele usou avião da FAB para ir a Recife e realizar um implante de cabelos.

Pois há quem diga que a TV Senado não tem atrativos? Veja só: neste caso, foi lá que se pôde perceber aquilo que talvez seja o mais eficiente uso de recursos públicos da carreira de Renan. A cabeleira, antes rala, agora se vê basta, espalhada por toda a cabeça. O penteado ainda é baixo, decerto para que os fios novos se equiparem aos antigos. Mas está tudo lá.

Pela conta já feita pelo colunista Elio Gaspari, dividindo os R$ 27 mil da passagem da FAB pelos 10 mil fios implantados, cada fio saiu ao contribuinte por R$ 2,7. Será que alguém logo estará apontando essa como uma obra de sucesso? Fizemos o registro no jornal impresso desta sexta, mas queria abrir a discussão com vocês também.

Ah, sempre lembrando: Renan disse que devolveria os R$ 27 mil. Claro.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 10/04/14 3:54:36 PM

praca espanha

A prefeitura de Curitiba e os vereadores não param de anunciar coisas boas para o Batel. Este blog já mostrou que a Câmara apresenta mais propostas para a praça do que para o Osternack inteiro. A prefeitura de Luciano Ducci e Beto Richa chegou a prever calçadas de granito na região. Depois da grita (não antes), Gustavo Fruet mandou baratear tudo.

As obras na Praça Espanha, previstas para os próximos meses, foram previstas por causa da Copa. A praça não fica perto do estádio da Arena, não tem nenhuma relação com coisa alguma. Mas será beneficiada para a Copa. A atual gestão, que herdou o pacote e, admita-se, pagará a conta, pode dizer que não tem nada com o pato. Está apenas aproveitando convênios que herdou, cujo dinheiro não poderia ser remanejado.

Ok. Mas nesse caso, seria preciso jogar claro na divulgação das obras. Algo do gênero “isso se deve à administração anterior”. Ou então assumir que concorda com a proposta. E que o Batel anda mesmo precisando de uma mão, ao contrário dos bairros mais afastados.

Segundo o texto do site oficial, a praça terá “reforma no piso, mudança no calçamento, aumento do palco, além de melhorias na Casa da Leitura Miguel de Cervantes e dos outros equipamentos do local”.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 09/04/14 10:40:54 AM
Carloes Soates/SECS

Eloy Biezus, da Helisul.

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo.

Beto Richa autorizou na semana passada um aditivo do contrato com a Helisul, e a empresa poderá continuar alugando aeronaves para o governo do estado por mais um ano. Há um avião e um helicóptero no pacote. Os dois ficam à disposição de Richa – o governo entra com a tripulação. A locação do helicóptero sairá por até R$ 438 mil (o valor é um teto, paga-se quando há uso). Valor modesto, quando comparado ao teto de mais um ano de jatinho alugado: R$ 4,1 milhões. Para um estado que anda tendo dificuldade para pôr combustível em viatura da polícia, nada desprezível.

Ninguém nega que o governador precise se deslocar com rapidez. Sem transporte específico, corre-se o risco de passar o vexame que Richa passou no início de seu governo. O governador foi descoberto em aeronave alheia, em voo escondido que só veio à tona porque o helicóptero teve problemas em São Paulo. Se a comunicação do Palácio Iguaçu não relatasse o susto do governador, não se saberia que Richa andava voando de favor em aeronaves particulares.

Usar jatinhos alheios pode acabar em custo bem maior, como mostram exemplos recentes. Demóstenes Torres e André Vargas que o digam. Na comparação, o aluguel por meio de licitação é, pelo menos, lícito. No entanto, e principalmente em um governo que prometeu fazer “mais com menos” e “fechar as torneiras do desperdício”, é o caso de analisar se a decisão foi a melhor possível do ponto de vista financeiro.

Para isso, o melhor caminho é voltar-se ao ano de 2011. Em seu início de mandato, Richa decidiu rifar duas aeronaves do patrimônio público. As duas foram dadas por inservíveis. Uma era um King Air – turbo-hélice de 1968 que acabou passado nos cobres por R$ 449 mil. Havia sido declarada como inservível por Eloy Biezus. “O risco à integridade do governador é muito grande”, disse em entrevista a Sandro Moser publicada nesta Gazeta. Não é surpresa que o próprio Biezus tenha comprado o avião inservível para uso pessoal?

O outro avião vendido pela gestão Richa era Citation II. Pegou R$ 1,3 milhão em venda para a Lym Participações. Ao contrário do King Air, é um jato. Também é mais novo: sua fabricação é de 1984.

Outra surpresa? As duas aeronaves que não prestavam para nada e que por isso deveriam ser vendidas continuam em circulação. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro, mantido pela Agência Nacional de Aviação Civil, ambas estão em condições normais de uso e com certificados para voar até 2019, pelo menos. Mesmo que Richa se reeleja, poderia continuar voando com os dois até o fim do segundo mandato sem nem precisar de novos certificados. Quem quiser pode consultar a situação dos dois aviões no site da Anac, em www.anac.gov.br. Basta digitar seus prefixos (PP-EIF para o King Air e PP-EUE para o Citation da Cessna).

Na ponta do lápis, Eloy Biezus, o dono da Helisul, está recebendo no caixa de sua empresa até R$ 12 mil por dia do governo do estado pelo contrato. Em 37 dias, isso seria suficiente para quitar o avião que comprou do governo do estado e que agora usa para fins particulares. O governo, além do desembolso, ficou sem o patrimônio que tinha no hangar.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/04/14 2:25:23 PM

microonibus

A Comissão de Economia da Câmara de Curitiba adiou nesta terça a discussão de um projeto que acaba com a dupla função de motorista de ônibus na cidade. Dois vereadores pediram vistas à proposta. Um é Paulo Rink (PPS). A má notícia para o andamento do projeto é que o outro é Pedro Paulo (PT), líder do prefeito na Câmara. Ou seja: a prefeitura não parece interessada no andamento da proposta.

Os vereadores alegam que o projeto, de autoria de Rogério Campos (PSC), pode ser ilegal por criar custos financeiros e por não ter avaliação de impacto financeiro. Na verdade, além disso, há uma má vontade em relação à ideia, que melhoraria a vida de motoristas e passageiros, mas criaria custos para as empresas do transporte coletivo. E poderia encarecer em R$ 0,05 a tarifa técnica.

Uma lei do mesmo gênero foi aprovada ainda na gestão de Luciano Ducci (PSB), e passou pelo crivo do Jurídico da prefeitura. Na época, não se viu ilegalidade nenhuma na ideia. No entanto, a Urbs e as empresas de ônibus vêm usando uma brecha legal para permitir que os micro-ônibus continuem circulando sem cobrador. E os motoristas, que supostamente deveriam cobrar só parados, põem o carro em movimento para cumprir a tabela. Dirigem olhando para trás.

A depender dos sinais emitidos pela Câmara e pela prefeitura, tudo continuará como antes, à espera de uma bilhetagem eletrônica que substitua todas as passagens. Num futuro, pelo jeito, muito distante.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/04/14 1:48:32 PM

O blog Caixa Zero errou ao noticiar anteriormente, em fevereiro de 2012, que Rafael Antonio Pellizetti havia tido um habeas corpus indeferido pelo Supremo Tribunal Federal. A nota publicada no blog confundiu seu nome. O réu da ação se chamava Antonio Pellizzetti, e Rafael Antonio Pellizzetti era à época seu advogado, responsável unicamente por impetrar o habeas corpus.

A ação dizia respeito a um processo iniciado anos antes, para apurar os possíveis culpados pelo incêndio da PIC, a antiga Promotoria de Investigações Criminais, em 2000.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/04/14 11:01:22 AM

Gleisi2

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) tem um problema em mãos. André Vargas, seu correligionário, foi pego em situação para lá de embaraçosa, com um doleiro preso falando em lhe garantir “independência financeira”. Vargas, vice-presidente da Câmara, parece estar à beira da renúncia ou da cassação. Se escapar, certamente não será mais candidato ao Senado na chapa de Gleisi. Como Osmar Dias (PDT) também não será candidato, a chapa de Gleisi acaba de ficar manca.

Veja entrevista ao blog.

A sra. está procurando um novo candidato ao Senado?
Isso tudo só vai se definir em junho, na convenção. Estamos conversando com todos os partidos da base aliada da presidenta. Mas não estamos pensando em resolver isso agora. Temos tempo.

Mas certamente não será tudo deixado para a última hora. Há possíveis nomes para a vaga deixada por Osmar Dias e André Vargas?
Não. Nem seria o caso de falarmos em nome por enquanto, porque depois pode não se concretizar.

O que a sra. tem a dizer dos fatos envolvendo André Vargas?
Cabe a ele se explicar, falar sobre o que está sendo divulgado.

Isso afeta a sua campanha?
Não. Tudo isso diz respeito ao André Vargas. E a campanha ainda está longe, temos a Copa do Mundo no meio. A maior parte das pessoas não está nem pensando em eleições ainda, só quem lida profissionalmente com política.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 07/04/14 1:50:53 PM

Alvaro

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) evita comemorar, mas duas notícias dos últimos dias deixaram a reeleição dele mais fácil do que se previa. De um lado, seu irmão, Osmar, anunciou que não disputa o Senado. Ficará como vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil. De outro, André Vargas, que poderia ser o substituto de Osmar na chapa, caiu em desgraça devido a suas associações suspeitas com o doleiro Alberto Youssef.

Sua eleição ficou mais fácil com as notícias dos últimos dias?
Olha, eu não torcia para isso [o escândalo de André Vargas]. Nessas denúncias todas que fazemos aqui em Brasília, fico até meio constrangido quando se trata do Paraná. Não torço por essas coisas.

E a decisão do seu irmão de não disputar as eleições?
Essa era uma postura que eu já esperava dele. Teve a grandeza de fazer o gesto que fez. Eu dizia aqui em Brasília que tinha certeza de que essa seria a decisão dele, e não só porque eu conheço o Osmar, mas porque eu conheço os pais dele [risos].

Mas o sr. acredita que ele deixou a disputa para não bater chapa entre irmãos?
É evidente que ele queria disputar o Senado. Talvez pudesse disputar outras funções. Mas teve a grandeza de ter esse gesto. Ele fica onde está, até porque está bem no cargo em que está.

O sr. conversou com o Osmar sobre isso nos últimos dias?
Temos sempre conversado bastante e na semana passada, antes dessa decisão, falei duas vezes com ele.

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