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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/01/17 6:07:30 PM

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) fez uma licitação para comprar 12 computadores Apple. O anúncio da compra chamou a atenção pelo preço pago em cada unidade: cada computador saiu por nada menos do que R$ 28 mil. A compra total ficou em R$ 339 mil.

Os modelos escolhidos são os melhores possíveis. São iMacs com tela Retina 5K, com processador Intel Core i7 quad-core de 4GHz, 32GB de RAM, placa gráfica AMD Radeon R9 M395X com 4GB e AppleCare Protection Plan.

O site MacMagazine, especializado em produtos da Apple, teve uma reação escandalizada quando a revista Época noticiou que a escolha era devido à boa performance da máquina em edição de altas resolução.

“Desde quando o STJ virou uma produtora multimídia profissional? Estão produzindo por lá documentários dignos de Oscar sobre as inúmeras maracutaias que acontecem em nosso país?…”

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/01/17 2:50:01 PM
Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Muita gente entendeu o relatório da Oxfam como um ataque ao capitalismo. Sabe qual? Aquele relatório que diz que oito pessoas têm tanta riqueza quanto metade da humanidade (a metade mais pobre, claro). Se a intenção da Oxfam era ou não atacar o capitalismo, sabe-se lá. O que dá para ter certeza é de que era um ataque à desigualdade imensa e crescente. Mas será que capitalismo e desigualdade são sinônimos eternos?

Há quem pense que atacar um é atacar o outro. E dos dois lados do debate. Quem acha que o capitalismo está na origem de todos os males, aproveitou o relatório como prova de que o sistema simplesmente não funciona. Já o pessoal da direita encucou com a metodologia (podem estar certos) e determinou que falar nesses termos só confunde o debate: o importante não seria a desigualdade em si e sim as “condições objetivas” dos mais pobres.

Ou seja: Se todo mundo tem o que comer, tanto faz ter miliardários que possam comprar o Central Park e usar como parquinho para os seus filhos. Quem não concorda com isso está só deixando de entender que o capitalismo dá chances para todos e que a desigualdade é um fato da vida.

Claro que, como em todo debate, todo mundo tem um pouco de razão. Mas sempre é bom desconfiar da nossa razão – e da dos outros. E há motivos para desconfiar que os dois lados também estão errados.

Os defensores do capitalismo têm certa razão quando dizem, por exemplo, que a desigualdade é parte do jogo. O único modo de acabar com toda desigualdade é forçar todo mundo a ser igual. O que é impossível. E mesmo que fosse viável, exigiria um tipo de opressão que ninguém estaria disposto a aceitar.

Um pouco de desigualdade faz parte. O problema é o tanto. Porque, embora seja verdade que o capitalismo surgiu como um modelo que abre mais vias de mobilidade social do que qualquer antecessor seu. Não há castas nem nenhum tipo de barreira formal ao desenvolvimento de alguém. O que foi, como qualquer um que conhece história vai admitir, algo revolucionário.

Mas, sim, apesar de ser um avanço o capitalismo tem problemas. E que podem ser minimizados. Portanto, constatar que a desigualdade é muito grande – e crescente – não deveria significar necessariamente pedir o fim do capitalismo nem nada parecido – e sim um aperfeiçoamento.

Há diversos países que conseguiram reduzir seu nível interno de desigualdade dentro do capitalismo. Os países nórdicos são o exemplo mais famoso – o Japão também consegue resultados parecidos, embora de outras maneiras. Há o Canadá. Todos países capitalistas e que têm os melhores índices de desenvolvimento humano do planeta – não por acaso.

A desigualdade em excesso, mostram estudos, não é boa nem mesmo se as pessoas mais pobres têm condições razoáveis de vida. E por vários motivos. O livro “O Nível”, publicado no Brasil pela Intrínseca, dá uma série de informações pertinentes sobre o assunto. Nos países mais desiguais, mesmo os mais ricos têm vida pior: há mais problemas de saúde, mais violência, mais casos de gravidez na adolescência, menos felicidade.

A desigualdade, quando excessiva, cria uma competitividade maluca; causa infelicidade aos que não conseguem mobilidade; traz insegurança aos que têm pouco; causa falta de segurança para os que têm mais. Aumenta níveis de estresse etc.

Mas o efeito mais perverso da desigualdade, evidente, é para os mais pobres, que começam com menos, especialmente quando a diferença é muito grande. Quem herda sai muito na frente de quem começa do zero, e se não houver mecanismos de diminuir essa diferença ao longo do percurso, a igualdade será apenas formal.

O livro de Thomas Piketty “O Capital no Século XXI” é uma aula sobre isso. Mostra como a desigualdade se manteve estável até o começo do século 20, quando algumas medidas que, veja bem, não destruíram o capitalismo, começaram a ser implantadas – tributação sobre herança, Imposto de Renda progressivo. Isso fez surgir u mundo um pouco mais igualitário. E pode ter salvado o capitalismo, na verdade.

Desde a invenção dos socialismos, o capitalismo se atenuou em vários momentos pelo risco de haver revoltas e perturbações sociais causadas por quem tinha menos – o risco da revolução foi iminente em quase todo país europeu em algum momento do século 20. O Estado de Bem –Estar Social e a social-democracia, em certo sentido, são frutos disso.

Mas há mais riscos. Principalmente políticos. Michael Sandel, o filósofo americano, lembra sempre que um dos grandes descontentamentos das democracias modernas se dá pela percepção de que não nos parece que o destino da nossa sociedade está de fato em nossas mãos. Está nas mãos de poderosos distantes de nós.

Não só os multibilionários como as grandes corporações põem um desafio à política. É evidente que essas pessoas e empresas têm um controle maior e um grau de influência infinitamente maior do que eu e você. Mesmo que “os de baixo” tenham o que comer, não estarão tendo uma cidadania decentemente igualitária.

Dizer que o capitalismo hoje precisa de reformas para evitar uma desigualdade muito grande, insuportável, não é a constatação de que o capitalismo jamais funcionará. É um alerta de que muita gente está enfrentando dificuldades. E que isso pode pôr em risco a nossa democracia.

Se esse não for um alerta importante, o que será?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/01/17 11:22:50 AM

Gustavo_Fruet

A gestão de Rafael Greca jura que não escondeu as informações relativas a Fruet no site da prefeitura de Curitiba. Diz que se trata apenas de colocar os dados em um banco à parte, para evitar que notícias da gestão passada apareçam por engano na mídia embarcada.

Ganha uma foto de Fruet e Greca abraçados, assinada pelos dois, quem conseguir encontrar as informações na busca rápida sem se bater. Os assessores do prefeito dizem que não é difícil, mas há de se convir que estão bem escondidinhas.

Quem busca a palavra Fruet, por exemplo, dá de cara com uma página informando que há 0 menções em todas as áreas do site, excluída uma única e mirrada notícia. Foi o que restou de quatro anos.

Se o sujeito não acreditar no “zero” e clicar mesmo assim na parte de notícias, vai encontrar um link em letras miúdas como as de contrato picareta: lá está escrito, por exemplo, “Arquivo de Notícias”, ainda sem nenhum aviso de que aquilo esconde algo.

Só o internauta de fé que resolver clicar naquele link esotérico descobrirá que por trás da cortina está o que ele procurava,

A prefeitura diz que essa foi a solução encontrada pelo ICI. E que não se trata de nenhuma vingança política. Apenas de decisão técnica.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/01/17 9:22:34 AM

Você se lembra da estudante Ana Júlia Ribeiro? Ela ficou famosa ao ir à Assembleia Legislativa do Paraná defender as ocupações que os alunos paranaenses estavam fazendo nas escolas para tentar impedir a reforma no ensino médio.

Já na época, ela recebeu telefonemas de muita gente, inclusive o ex-presidente Lula. Nesta semana, a aluna conheceu Lula pessoalmente. E ele fez questão de elogiá-la em público. Segundo Lula, jovens como ela têm obrigação de ter esperança quanto ao futuro.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/01/17 7:59:59 AM

Paraná: menos contratação de temporários em 2017. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O deputado estadual Professor Lemos (PT) afirma que a decisão do governo do Paraná de modificar a conta da hora-atividade para os professores da rede pública deve fazer com que haja 7 mil contratações de professores temporários neste ano.

A medida do governo, que reduz em cerca de duas horas por semana o tempo a que cada professor tem direito fora de aula por semana, vai fazer com que os concursados assumam mais aulas. Por isso, não haverá tanta necessidade de novas contratações.

Para o governo, essa é justamente a vantagem da medida. Segundo a secretária de Educação, isso permitirá que o governo invista mais em educação. A oposição, pelo contrário, diz que o governo está usando a área da educação para fazer cortes e gerar economia.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 7:48:01 PM
Onyx Lorenzoni. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Onyx Lorenzoni. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Da coluna Caixa Zero:

Quem vê o site do deputado Onyx Lorenzoni fica sabendo porque ele se considera um liberal. Governo forte, diz ele na seção “no que eu acredito”, é sinal de sociedade fraca. Para que a sociedade seja forte (e o Estado seja fraco) é preciso acabar com a “fome de impostos”. É o discurso que tende ao Estado mínimo: que Brasília custe menos para que o resto do país tenha mais dinheiro.

Em busca da divulgação desse ideal da política econômica, Onyx, do DEM gaúcho, não poupa o dinheiro do contribuinte. No ano passado, segundo o site da Câmara dos Deputados, torrou quase até o último centavo a verba que podia extrair do bolso dos brasileiros. Gastou R$ 484 mil da cota de exercício parlamentar (teria direito a R$ 491 mil, mas deixou os R$ 7 mil para você e para mim).

Investiu o dinheiro liberalmente. A maior fatia, de R$ 54 mil, foi para manter um escritório parlamentar no Rio Grande do Sul – compreende-se: o custo do gabinete em Brasília não era suficientemente grande para manter a batalha contra Leviatã. Outros R$ 54 mil foram gastos com “divulgação da atividade parlamentar”, provavelmente ressaltando os feitos no combate ao gasto público.

Onyx não é o único a defender o Estado mínimo da porta do gabinete para fora. Suplente pelo Paraná, Paulo Martins (PSDB) assumiu como deputado por oito meses em 2016. No segundo mês de mandato, em abril, ultrapassou em mais de 50% a cota destinada mensalmente a cada parlamentar: foram R$ 64,1 mil em um mês.

Desse total, R$ 46 mil foram gastos só com pesquisas. Dois levantamentos queriam saber quais as opiniões dos eleitores de Curitiba e de Colombo sobre assuntos em trâmite na Câmara. No combate ao inchaço de gastos petista, o deputado se informou às custas do erário.

Democrata como Onyx, o paranaense Osmar Bertoldi, que passou nove dos 12 meses de 2016 na cadeia, terminando o ano com uma condenação por agressão à ex-noiva, voltou à Câmara em novembro tendo dois meses de cota parlamentar pela frente. Integrante do partido símbolo da direita brasileira, gastou o dinheirinho da Viúva basicamente tentando melhorar sua imagem.

À Caravelas Consultoria e Comunicação entregou R$ 15 mil para, entre outras coisas, ser informado sobre “riscos de posicionamento para a imprensa nacional com base em farto material da vida política do parlamentar”. Também pagou para que se elaborasse “questionário de perguntas e respostas para confecção de mídia training”.

Já à Consultoria Mariello pagou R$ 7 mil para que faça posts que mantenham a interatividade do deputado com seu eleitor. Bertoldi também comeu muito bem (novamente) à custa do contribuinte. Em novembro e dezembro, as notas de alimentação do deputado co dinheiro público somaram R$ 1,3 mil.

No Império, dizia-se que nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder. Na atual política brasileira, não há nada mais parecido com um estatista do que um defensor do Estado mínimo que tem a chave do cofre na mão. Vendo os gastos, ninguém saberia diferenciar qual é qual. O que muda, é claro, é o discurso.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 6:24:47 PM
Restaurante Universitário. Foto: Diego Pisante/Gazeta do Povo.

Restaurante Universitário. Foto: Diego Pisante/Arquivo Gazeta do Povo.

Uma medida simples vem rendendo elogios à nova administração da UFPR. Desde a semana passada, a Pró-Reitoria de Administração voltou a publicar on-line o cardápio dos restaurantes universitários com antecedência – coisa que não era feita há anos.

Com isso, os estudantes podem saber se vale ou não a pena ir até o RU mais próximo. O pedido tinha sido feito por alunos na própria internet e o pró-reitor da área comemorou a retomada no dia 10 dizendo que o desejo dos alunos era uma ordem. O cardápio pode ser acessado aqui.

Eis o cardápio desta quarta, dia 18 de janeiro:

18/01 QUARTA-FEIRA

CAFÉ DA MANHÃ
café com leite / chá mate
pão hot dog com patê de frango (RU central)/
pão com margarina (RU politécnico)
mamão fatiado

ALMOÇO
iscas de carne (RU central)/ iscas ao sugo (RU politécnico)
macarrão alho e óleo (RU central) /
creme de ervilha (RU politécnico)
salada de escarola e beterraba
maçã
arroz/arroz integral/feijão cor

JANTAR
pernil grelhado com pimentões
sopa raízes
salada de alface americana e tomate
arroz/arroz integral/feijão cor

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 4:50:11 PM
Paulo MArtins. Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados.

Paulo MArtins. Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados.

O ex-deputado federal tucano Paulo Martins, que trabalha como comentarista da Rede Massa, defendeu que um dos meios de acabar com a crise carcerária é eliminar o direito à visita íntima dos presidiários. “Presídio não é motel pra criminoso”, disse.

Em seu comentário na tevê, Martins, que atualmente é o primeiro suplente de sua coligação na Câmara, disse que as mulheres dos presos servem como meio de comunicação deles com o mundo exterior. “Ninguém fala disse porque tem medo”, afirmou.

Segundo o tucano, quem criou o direito à visita íntima “acreditava em ressocialização” e achava que o certo era permitir que o preso mantivesse os laços familiares. Mas o deputado pensa diferente. “Quer manter o casamento, manter a família, mantenha-se livre”, afirmou.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 3:34:57 PM
Chico do Uberaba. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Chico do Uberaba. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Com informações de João Guilherme Frey:

O ex-vereador Chico do Uberaba (PMN) terá menos motivos para se queixar agora. Na época da Câmara, ele ficou famoso por dizer que “pagava para trabalhar”. Talvez tenha sido esse um dos motivos de ele não ter sido reeleito…

Mas como há males que vêm para o bem do bolso, Chico não ficou a ver navios. Ganhou um cargo na prefeitura de seu correligionário Rafael Greca. E com salário maior do que aquele que recebia na Câmara.

Até o fim de 2016, na época em que pagava para trabalhar, Chico recebia mensalmente R$ 15.156,70. Pode não ser um salário ruim. Mas é significativamente menor do que o de seu novo posto de assessor: R$ 17.767,62.

A diferença mensal é de R$ 2.610,92. Em 12 meses, serão R$ 31,3 mil a mais brutos no contracheque.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 2:47:52 PM
Romanelli. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Romanelli. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

O líder do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa, deputado Luís Claúdio Romanelli (PSB), diz que a redução do número de horas-atividade dos professores da rede pública vai trazer uma diminuição de custos para o governo.

A ideia é que os professores contratados possam assumir mais aulas – e com isso haverá menor necessidade de contratação de professores em regime provisório, o regime conhecido como PSS. O governo não divulgou estimativa do tamanho da economia que a medida trará.

Segundo Romanelli, a mudança ajustará o que se faz no Paraná ao que já é praticado em outros estados. “Estávamos pagando a hora-atividade pela hora-relógio (de 60 minutos)”, diz o deputado. “Mas os outros estados pagam pela hora de sala de aula, que é menor”, afirma.

Com isso, a expectativa do governo é de que um professor com contrato de 20 horas passe de sete horas-atividade para algo perto de cinco. Cada professor poderia dar duas aulas a mais por semana nesse esquema, reduzindo a pressão por contratações de temporários. O Paraná contrata cerca de 20 mil professores em caráter temporário por ano.

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