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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/02/17 6:00:05 PM
Chico do Uberaba. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Chico do Uberaba. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Com colaboração de João Frey:

O filho do ex-vereador Chico do Uberaba (PMN), Francisco Stryk Costa, assim como o pai, também foi nomeado para ocupar um cargo na atual administração da prefeitura de Curitiba.

Francisco, o filho, é assessor da diretoria executiva da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba, a Curitiba S.A. Nomeado em um cargo CC-3, de acordo com informações da Companhia, o salário de Francisco é de R$ 5,4 mil.

Leia mais: Greca dá cargo comissionado a mais um vereador derrotado

Questionado sobre a nomeação, Chico do Uberaba afirmou que preferia não comentar o assunto, mas garantiu que isso é mérito do filho, que conhece Rafael Greca desde criança.

A Curitiba S.A. é uma sociedade de economia mista que integra a Administração Indireta do município e desenvolve o Programa de Regularização Fundiária da Capital do Paraná.

Chico do Uberaba, um dos mais ativos opositores de Gustavo Fruet, é presidente do PMN, o partido que acolheu Greca para a campanha. Ficou célebre na cidade por uma declaração na Câmara de que estava “pagando para trabalhar”.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/02/17 3:57:05 PM

Rafael Greca e Gustavo Fruet estão lavando roupa suja em público nesta sexta-feira de carnaval. Fruet tirou sarro da gestão do sucessor no Facebook e Greca, rapidinho, respondeu na mesma moeda.

O motivo da discussão foi um vídeo que apareceu nas redes sociais em que passageiros são obrigados a descer de um ônibus para empurrá-lo. O vídeo foi parar na Tribuna do Paraná.

Fruet não perdeu a chance de criticar o desafeto. “Em Curitiba, a tarifa de ônibus mais cara do país dá direito aos passageiros fazerem “exercício”, disse no Facebook, com direito a link para a matéria da Tribuna.

O post teve quase mil compartilhamentos e mais de três mil curtidas. E, claro, causou a fúria do novo prefeito. Rafael Greca respondeu no mesmo tom, igualmente via Facebook.

Com a hashtag “macaco não olha para o rabo”, o prefeito diz que a culpa de a frota estar nas condições atuais é de Freuet. Que ele, Greca, está fazendo o possível para a renovação dos ônibus, mas que isso demora.

“Quem sucateou a frota, agora reclama. Eu vou refazer a frota! Já estamos recompondo o equilíbrio financeiro do sistema para logo comprar ônibus novos”, disse.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/02/17 2:52:41 PM

Desde o início do governo de Donald Trump os Estados Unidos vêm debatendo duas questões loucamente: violência urbana e violência cometida por terroristas. Nicholas Kristof, colunista do New York Times, fez um paralelo entre os riscos de alguém ser vítima de um desses dois tipos de crime.

A conclusão é de que armas nas mãos de americanos são muito mais letais (inclusive contra muçulmanos) do que muçulmanos vindos de fora do país. Claro que um governo que é contra a imprensa e que gosta de “fatos alternativos” não irá levar isso em conta na hora de determinar suas políticas.

Mas os dados podem ser úteis para discutir a questão da liberação de armas para mais pessoas também no Brasil – de uns tempo para cá tem crescido cada vez mais a pressão para que se revogue o Estatuto do Desarmamento, o que facilitaria a muito mais gente ter armas em casa.

E Kristof toca num ponto essencial que muitas vezes passa despercebido quando se fala em armamento ou desarmamento: a violência doméstica. Quando se fala em dar ao cidadão “de bem” o direito de se defender, muitas vezes se esquece que boa parte dos crimes acontecem dentro de casa, envolvendo homens e mulheres.

Envolvem principalmente o feminicídio. Em 2015, segundo o Mapa da Violência, 48,% das mortes de mulheres no Brasil foram causadas pro armas de fogo. Deixar mais armas nas mãos de maridos violentos só tende a ampliar esse número.

O artigo de Kristof, vencedor de dois prêmios Pulitzer, é genial. Segue um trecho abaixo. Por questão de direitos autorais, não se reproduz aqui a íntegra.

“Pense em duas questões importantes: refugiados e armas. Trump está enlouquecido com o primeiro tema mas quer flexibilizar as regras do segundo. Então vamos analisar os riscos relativos.

Nas quatro décadas entre 1975 e 2015, terroristas nascidos nos sete países envolvidos na proibição de viagens de Trump mataram zero pessoas nos Estados Unidos, de acordo com o Cato Institute. Zero.

No mesmo período, as armas tiraram 1,34 milhão de vidas nos Estados Unidos, incluídos assassinatos, suicídios e acidentes. Isso é mais ou menos o número de pessoas que moram em Boston e Seattle juntas.

Também é mais ou menos o mesmo número de pessoas que morreram em todas as guerras na história americana desde a Revolução Americana, dependendo das estimativas usadas para as mortes da Guerra Civil.

É verdade que muçulmanos americanos – tanto nascidos nos Estados Unidos quanto imigrantes de países que não estão sujeitos às restrições de Trump – foram responsáveis por terrorismo mortal nos Estados Unidos. Houve 123 assassinatos desde os ataques de 11 de setembro – e 230 mil outros homicídios.

No ano passado a probabilidade de um americano ser morto por um muçulmano foi menor do que a de morrer por ser muçulmano, de acordo com Charles Kuzman, da Universidade da Carolina do Norte.No primeiro caso o risco é de aproximadamente um em seis milhões. no segundo, de um em um milhão.

Em resumo é que na maioria dos anos nos Estados Unidos, escadas portáteis matam bem mais americanos do que terroristas muçulmanos. O mesmo vale para banheiras. E para escadas fixas. E relâmpagos.

Acima de tudo, devemos temer esposos: maridos são incomparavelmente mais mortais nos Estados Unidos do que terroristas jihadistas.

E maridos são tão mortais em parte porque nos Estados Unidos eles têm acesso fácil a armas de fogo, mesmo quando têm histórico de violência. Em outros países, maridos violentos pões suas esposas em hospitais; nos Estados Unidos, as põem no túmulo.”

Para quem quiser ler o texto todo, em inglês, basta clicar aqui.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/02/17 12:04:41 PM

A prefeitura de Curitiba defende o uso de um símbolo com uma caveira atravessada por uma faca em algumas viaturas da Guarda Municipal. A informação é do site Livre.Jor, projeto especializado em revelação de informações públicas.

Segundo a prefeitura, em resposta aos jornalistas, a “faca na caveira” marca as viaturas do grupo de Operações Especiais. Nas demais viaturas, há a inscrição “Salvaguardando a Vida, Nosso Maior Patrimônio”.

Para ler mais sobre a história e conhecer o belíssimo projeto do Livre.Jor, clique aqui.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/02/17 11:26:13 AM
Narguilé. Foto: Antonio Costa/Arquivo Gazeta do Povo.

Narguilé. Foto: Antonio Costa/Arquivo Gazeta do Povo.

Um dos novos vereadores de Curitiba, Dr. Wolmir (PSC) apresentou um projeto de lei para tornar ilegal o uso de narguilé em qualquer espaço público de Curitiba, seja aberto ou fechado.

Hoje, já há proibição para fumo em lugares fechados,c omo bares e restaurantes. O projeto prevê que o narguilé também não possa ser usado ao ar livre. Poderia ser fumado apenas em casa ou em tabacarias.

Segundo o vereador, o narguilé deve ser banido por ser mais prejudicial à saúde do que o próprio cigarro e por ser atraente para os mais jovens, que acabam se viciando mais facilmente.

O projeto também passa a exigir comprovação de que o comprador de equipamentos para uso do narguilé tenha pelo menos 18 anos de idade.

Recentemente, o secretário de Defesa Social da gestão Rafael Greca (PMN), Algacir Mikalovski, também defendeu a proibição do narguilé na cidade, o que pode indicar que a gestão apoiará a proposta.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/02/17 3:16:00 PM
Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Este é certamente o pior ano para a música clássica em Curitiba e no Paraná desde que o país voltou a ser uma democracia. Por ação e omissão dos gestores públicos que se sentam no 29 de Março e no Iguaçu, o ano começou com o cancelamento da Oficina de Música. Chega a fevereiro (e estamos apenas no segundo mês do ano) com o cancelamento das atividades da Orquestra Sinfônica e do Balé Guaíra.

O caso da Oficina de Música foi uma facada nas costas aplicada pelo novo prefeito, Rafael Greca. Dado a demonstrações (muitas vezes frívolas, muitas vezes falsas) de cultura, Greca agiu contra a oficina antes mesmo de se sentar no gabinete de prefeito. Disse que a prioridade era a saúde e que enquanto houvesse “dor em espaço público” de Curitiba, não haveria música na cidade. Disse que “essa cultura perversa” que tira dinheiro da saúde não era bem-vinda.

Tem todo o direito de pensar assim. Evidente que a saúde pública tem prioridade, e assim deve ser. Mas a tentativa de macular a oficina (“cultura perversa”) não tem nada a ver com o discurso de campanha, em que o prefeito dizia que sua função seria “educar” a cidade. Começou deseducando, dando a entender que cultura é algo ruim, que apenas consome recursos. Começou desmentindo a si mesmo.

Do outro lado da Praça Nossa Senhora de Salete o governante nunca fez o menor esforço para disfarçar sua falta de apreço pela cultura. Em duas sabatinas para a Gazeta do Povo – com quatro anos entre elas – deu o mesmo livro como seu favorito. Trata-se de “Os Quatro Compromissos”, uma bobagem que se autointitula “filosofia tolteca”, trazida à tona por um suposto xamã-médium mexicano. Autoajuda do pior tipo, com conselhos que nem mesmo uma revista de fofocas decente publicaria.

Não é de espantar que em seis anos Richa não tenha achado uma solução para o impasse da orquestra e do balé. Impasse criado pelo antecessor, Roberto Requião, que inventou cargos comissionados para funções que não poderiam ser pagas desse modo. A cultura foi tratada ao longo de vários governos como algo que pode ser driblado – na base da gambiarra. E agora a gambiarra termina – como toda solução mambembe deve terminar – com tudo dando errado.

Para Richa tanto faz. Só o que lhe interessa são votos, e não há votos na cultura. Para alguém que centra sua vida numa carreira eleitoral, uma orquestra é um peso morto. A única música que interessa é o jingle. Um corpo de baile passa a ser visto como uma inutilidade. De que interessa um balé para alguém que nunca foi visto em um teatro, nunca foi visto com um livro, que só se interessa por autódromos e viagens a Miami?

Evidente que o Estado bancar cultura não significa por si só que uma geração mais inteligente e melhor se seguirá. É um investimento que se faz em nome de tudo o que a música, as artes e a palavra podem trazer de bom para uma comunidade – em nome do desenvolvimento das pessoas como cidadãos e como seres humanos. Mas que não tem retorno certo. Nem numa comunidade, nem numa família.

José Richa foi o governador que criou a Orquestra Sinfônica do Paraná. Seu filho se tornou incapaz de compreender a grandeza desse gesto, e sob seu governo morre a orquestra, assim como morre o principal corpo de baile da cidade. Uma vergonha que ele jamais conseguirá entender em toda a sua dimensão.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/02/17 2:21:49 PM

Com a ida de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça, o deputado mais próximo de Michel Temer ganha de novo uma vaga na Câmara. Rodrigo Rocha Loures é primeiro suplente do PMDB paranaense.

Assessor de Temer durante a vice-presidência, Rocha Loures é um dos principais articuladores políticos do presidente. Na Câmara, poderá ter papel de destaque, embora ainda não se tenha anunciado nenhum posto oficialmente.

Filho do ex-presidente da Fiep, Rocha Loures foi deputado federal entre 2007 e 2010. Em 20110, foi vice na chapa de Osmar Dias para o governo do estado. Na eleição de 2014, fez 54 mil votos e ficou em quinto lugar no partido.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/02/17 12:38:04 PM

O prefeito Rafael Greca anunciou a entrega de 517 novos coletes à Guarda Municipal de Curitiba. “Agora, todo o efetivo de 1.356 guardas está com esses equipamentos dentro do prazo de validade, o que é básico numa gestão séria”, disse.

A alfinetada pode ter sido direcionada ao desafeto Gustavo Fruet. Mas pega em cheio o principal padrinho político de Greca, Beto Richa. Em tempos recentes, a Polícia Civil do Paraná ameaçou greve porque estava trabalhando com coletes vencidos.

Na avaliação de Greca, o governo de Richa não seria sério?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/02/17 11:52:25 AM

O Congresso Nacional tem mais um projeto tentando facilitar a aquisição e o porte de armas pelos brasileiros. Desta vez é o Projeto de Lei 7.002 de 2017, do deputado Cabo Sabino (PR/CE).

Ao contrário do projeto 3722, que revoga o Estatuto do Desarmamento (e que já passou pela primeira comissão na Câmara) este apenas muda trechos da lei atual, mas acaba tendo resultados bem parecidos.

Leia mais: Fuzil e bisturi à mão? Vem aí o fim do Estado

A mudança acontece no artigo 4.º. Basicamente retira-se o trecho que diz que o cidadão precisa comprovar a necessidade de arma. Fora isso, é necessário cumprir todos os outros pré-requisitos exigidos hoje.

Segundo o deputado, “a dinâmica social brasileira tem dado provas incontestes de que a aludida Lei não se revela em compasso com os anseios da população, muito menos se mostra eficaz para a redução da criminalidade no país, a impingir sua revogação e a adoção de um novo sistema legislativo”.

Sabino afirma que o Estatuto fracassou em reduzir a violência no país – o que está longe de ser um consenso, já que várias instituições veem uma desaceleração no número de crimes violentos desde 2003.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/02/17 4:57:31 PM

Desde antes da eleição, Rafael Greca vinha dizendo que a Lei de Responsabilidade Fiscal não era um problema – para prefeitos sem dinheiro em caixa, era uma solução. Principalmente na hora de negar reajustes e aumentos para o funcionalismo.

Segundo ele, se não fosse a LRF, a cada vez que ele negasse um pedido dos servidores, iriam dizer que era porque ele não queria dar. Com a lei, fica fácil dizer que ele simplesmente não tem como dar.

Para o funcionalismo, é evidente que isso fez acender a luz amarela. Agora, o secretário de Finanças Vítor Puppi mudou a cor do sinal para um laranja escuro, quase vermelho. Mandou avisar que a forma de contar o dinheiro da prefeitura vai mudar.

Até hoje, o dinheiro do ônibus sempre fez parte da contabilidade municipal. O time de Greca quer mudar isso. Do ponto de vista contábil é totalmente racional: se o dinheiro serve apenas para o ônibus, nem entra no caixa e já sai, não pode ser contado junto com as receitas que estão no caixa único.

Como ajuste fiscal, uma beleza. Como notícia para o funcionalismo, dificilmente poderia ser pior. É que, como explica o excelente repórter João Frey, sem essa dinheiro o valor total de receitas da prefs cai muito. Coisa de R$ 800 milhões. E é a partir desse valor que se calcula quanto o município pode gastar com folha de pessoal.

Ou seja: sem o dinheiro do busão, fica muito mais fácil a folha chegar nos limites estabelecidos pela lei. E aí, como Greca antecipou, é só dizer que a lei não permite dar p aumento.

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