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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/14 2:46:52 PM

Radar consilux

A ideia de fazer com que os radares meçam o tempo que um motorista levou entre duas medições para saber se ele ultrapassa o limite quando não está sendo fiscalizado é excelente. Sabe-se que muita gente enfia o pé no acelerador assim que passa pelo radar. Em 2008, reportagem da Gazeta mostrava que logo após a fiscalização a velocidade chegava a subir a 140 km/h.

É difícil, porém, que alguém seja multado por isso. Além de andar acima da velocidade permitida, terá de não pegar nenhum congestionamento no caminho, pegar dois radares em sequência numa mesma via e ainda não ter de parar em nenhum sinal vermelho entre uma coisa e outra (e os curitibanos bem sabem o quanto isso é difícil).

No entanto, a prefeitura mostra que pode adotar um bom caminho, que é o da tolerância zero com as infrações de trânsito. Até hoje, a opção tem sido a de facilitar a vida do infrator, sinalizando radares, por exemplo, mesmo depois de a legislação nacional ter decidido que isso não é necessário.

Para não ser acusada de manter uma “indústria das multas”, a prefeitura prefere ser conivente om quem anda acima da velocidade permitida, pondo a vida dos outros em risco. É preciso ser mais duro. Não adianta diminuir a velocidade só quando há radares, e ainda mais radares sinalizados. Seria o mesmo que não roubar só quando há um policial olhando.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/14 11:06:27 AM

FS-BERNARDO-PILOTTO-PSOL-9

Bernardo Pilotto tratou de um tema importante na sabatina da ÓTV exibida nesta segunda-feira. A violência das polícias no país. O candidato a governador pelo PSol falou que pretende adotar ações “desmilitarizantes” na polícia e criar um sistema de controle externo da PM.

São questões que vêm sendo cuidadosamente evitadas pelos candidatos dos maiores partidos nessas eleições. Beto Richa, atual governador, tem alguns itens de que se orgulhar na segurança, principalmente a redução de homicídios na capital. Roberto Requião festeja seu projeto de policiamento comunitário. Mas nenhum dos dois menciona como pretende resolver o problema da truculência da PM, que continuou durante seus governos. Gleisi Hoffmann segue na mesma balada.

Os três tratam do tema de segurança como algo que depende principalmente da contratação de policiais e do tipo de policiamento que se adotará: se haverá módulos, UPSs, se o policiamento será comunitário ou o que. São todas questões importantes. Mas nenhuma delas resolve um dos principais problemas do momento: a população não confia na polícia. Pelo contrário, tem medo dela.

Evidente que os candidatos que têm maiores chances de vitória não querem confusão com o funcionalismo, muito menos com uma das maiores categorias do estado (junto com professores e profissionais de saúde). Mas não é justo deixar que um tema desse naipe passe batido na eleição. Na periferia, os confrontos entre PM e cidadãos se tornam comuns, sem contar nos relatos de tortura e abuso de autoridade.

Hoje, uma parte importante das investigações fica a cargo da própria PM, que não tem exatamente se destacado por punir os seus membros. E embora o número de policiais violentos possa representar uma minoria da corporação, é suficiente para manchar a imagem da PM e deixar a população assustada.

Pilotto sabe que dificilmente terá qualquer chance de ganhar a eleição. Por isso mesmo, talvez, tenha mais liberdade para falar de temas espinhosos. Seus colegas de debate, porém, ainda não entenderam que poderiam ganhar algo tratando do tema. Milhares de mães e pais vivem assustados com a possibilidade de seus filhos serem alvo da polícia.

Requião tem dito que o policiamento comunitário é a saída para tudo. Tem razão em defendê-lo. Mas a utopia de PMs e famílias se abraçando que ele vende em seu discurso passou longe de existir em seus governos.

Richa prometeu Curitiba com policiamento exclusivamente comunitário até 2014. Não entregou o que prometeu e a polícia continua tão violenta quanto quatro anos antes, como mostra o caso do menino Ismael torturado no Uberaba – entre tantos outros.

Gleisi faz parte de um governo federal que não tomou nenhuma medida importante para desmilitarizar a polícia ou para punir os policiais que praticam violência contra a população.

Nesse tema, os três estão em dívida com a população das grandes cidades e, especialmente, com os habitantes da periferia.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/14 9:19:01 AM

 

Os três candidatos que hoje disputam o governo do Paraná estiveram todos do mesmo lado pelo menos em uma eleição importante. Foi em 1985, quando Roberto Requião era candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB.

O jovem deputado de 44 anos estava em sua primeira eleição majoritária e tinha apoio do então governador José Richa, também do PMDB. Na época, Beto Richa, seu filho, ainda não estava na política, mas segundo ele mesmo diz, acompahava o pai em sua trajetória. Não sei se há registros dele pedindo votos ou participando ativamente de campanha. Alguém sabe? Beto disputaria sua primeira eleição sete anos depois.

A “menina Gleisi”, como diz Requião, também participou, como mostra o vídeo acima. Ela estudava Eletrotécnica no Cefet e era presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Curitiba. Militante do PCdoB, chegou a gravar mensagem para defender a eleição de Requião. Ela, que à época tinha 19 anos, só disputaria cargos vinte e um anos depois, quando concorreu para o Senado.

De qualquer jeito, a parceria, Requião-Richa-Gleisi funcionou. Requião foi eleito. Mas na próxima campanha que fez, em 1990, já tinha Richa como adversária. E Gleisi já estava seguindo para o PT.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/14 7:08:48 AM

Richa Facebook

O governador Beto Richa (PSDB) tem “um exército” para entrar em campo daqui a alguns dias. A afirmação é de Valdir Rossoni, presidente estadual do partido de Richa. Segundo ele, é só agora, a partir do feriado de Sete de Setembro que as campanhas de rua começam para valer.

“Todos os deputados estão segurando um pouco. Eu mesmo mal comecei minha campanha de rua. Agora em setembro isso começa de verdade”, diz ele. A coligação de Richa tem mais de 600 candidatos a deputado estadual e federal.

O coordenador da campanha, Eduardo Sciarra (PSD), prefere dizer que a campanha será intensificada. Mas concorda que é agora que a coisa será para valer. Será?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/14 4:51:37 PM

rossoni

Agripino Maia (DEM) parece ter sido o primeiro a sinalizar, de dentro da campanha de Aécio Neves (PSDB), que a canoa está fazendo água. Disse que o grupo que hoje está com o senador mineiro pode muito bem ir com Marina Silva (PSB) no segundo turno. Tudo dosado com uma dose de diplomacia para não dar a entender que desde já desistiram de Aécio. Mas esse é o tipo de declaração que não surge por acaso. Se Aécio estivesse bem, nada disso estaria em pauta.

Pois bem. Aqui no Paraná o pensamento já é semelhante. Presidente do PSDB estadual, Valdir Rossoni diz que “é Aécio até 5 de outubro”. Ou seja, até a data do primeiro turno. E depois? “Somos anti-PT. Se o preço para nos livrarmos do PT for a Marina, pagaremos esse preço”, afirma o deputado.

Segundo Rossoni, Marina, nessa situação, poderia ser encarada pelos tucanos como um “mal menor”. Mas é claro que continuaremos trabalhando para levar o Aécio para o segundo turno. Com ele contra a Marina, não teríamos risco de o PT ganhar”, diz.

Eduardo Sciarra, coordenador da campanha de Beto Richa (PSDB), diz por outro lado que não há nada no horizonte que leve a pensar em uma “cristianização” de Aécio. (O termo vem da eleição de 1950, quando o PSD de Cristiano Machado abandonou o próprio candidato para ir de Getulio Vargas.)

“Estamos recebendo o Aécio em Cascavel nessa sexta. Tudo continua exatamente como antes”, diz. Segundo Sciarra, nenhuma campanha se decide antes de 10 de setembro.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/14 12:41:20 PM

Richa

Semana passada coloquei aqui uma série de reportagens que mostravam o governador Beto Richa (PSDB) “surpreso” com as coisas que aconteciam no estado. Era uma brincadeira, claro, já que cada político tem o seu jeito de lidar com as coisas ruins que acontecem durante seu mandato. (Lula diz que não sabe de nada, Requião xinga quem encontrou o problema, Gleisi no caso Gaievski diz que não tinha como adivinhar etc…)

O fato é que Gleisi decidiu usar isso no debate da Band contra o governador e chamou-o de Kinder Ovo, o governador que vem sempre com uma surpresa. A piada é meio infame, e dificilmente colará. A população teria de acompanhar todo o noticiário, perceber um padrão de resposta do governador e achar que isso mostra alguma coisa sobre ele. como diz um amigo, é uma piada de muitas perninhas, e o eleitor típico não tem tempo para isso.

No entanto, Beto decidiu colaborar com os opositores. E foi à Justiça para tentar impedir que o chamem de Kinder Ovo. Ora, como um observador atento já disse no Facebook, desde criança todo mundo sabe que se você quer que um apelido pegue, basta fazer uma coisa: reclamar. Não deu outra. Desde que Richa foi à Justiça, o apelido, que tinha sumido das redes sociais nos últimos dias, reapareceu.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/14 11:41:05 AM

cigarro

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, adiou o julgamento da ação que pretende aleijar a Anvisa. A decisão saiu na semana passada, e ainda não há prazo para que o processo entre novamente em pauta.

A ação é movida pela CNI, a Confederação Nacional da Indústria, e tem a ver com a decisão da Anvisa de proibir aditivos no tabaco, adotada no ano passado. A CNI e o Sinditabaco querem que o STF determine que a Anvisa não tenha mais poder para fazer isso.

Para tanto, pretende retirar da lei que regula o funcionamento da agência o trecho que permite a ela tomar decisões executivas como essa. Se isso for aceito pelo Supremo, não só os aditivos podem ser liberados (embora sejam cancerígenos), como a Anvisa não poderia adotar outras proibições do gênero.

O processo tramita há quase dois anos no STF. Em liminar, Rosa Weber deu decisão parcial favorável às fumageiras, suspendendo artigos da decisão da Anvisa.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/14 10:04:49 AM

Eleições sempre trazem surpresas. Tudo indica que dois sujeitos não podem nem mais se olhar na cara e, de repente, estão lá pedindo votos um para o outro, como se confiassem cegamente no Fulano. O blog separou umas fotinhos que saíram recentemente nas mídias sociais e que me que falam por si mesmas.

Caito

Ainda esses dias, Caíto Quintana era cotado para ser vice de Beto Richa e trabalhou para impedir a candidatura de Requião. Olha ele aí no fim de semana que passou.

Richa Ratinho 3

 

Richa, Ratinho e Ratão se pegaram feio na eleição municipal de 2012. Lembra? Um era cueca de seda, o outro era o Comandante Júnior, que não sabia fazer nem decolar o avião. Olha os três aí na semana passada. Ah, mas o negócio era com o Ducci…

Ducci Ratinho

 

Mas e então como explicar essa? Olha o Ducci e o Ratinho Jr. numa foto colocada no Facebook do ex-prefeito. Tem várias dessas por lá.

Beto Alvaro

 

Richa e Alvaro de mãos dadas…

Sociologo Gleisi

No caso de Gleisi, o PT praticamente não fechou parcerias (a não ser com o PCdoB e outros partidos ainda menores). Mas ela também tem apoios inusitados, como o deste “sociólogo” de bancos de imagens. (A brincadeira com essas imagens de Shutter nunca fica velha, né?)

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/14 7:31:40 AM

Foi anunciada a próxima pesquisa do Ibope para o Paraná. Sai na quarta-feira, no Paraná TV 2.ª Edição, à noite. A contratante é a RPC e serão ouvidos 1.008 eleitores.

O único fato relevante desde a última pesquisa de instituto grande no estado foi o debate na Band na semana passada, com suas devidas repercussões. Terá sido suficiente para mudar alguma coisa?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 29/08/14 3:11:22 PM

O senador Roberto Requião admite que não teve um bom desempenho no debate da Band. Era visível durante o programa que ele não estava em seus melhores momentos. Via Twitter, Requião disse que a culpa foi do cansaço.

Requiao cansado

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