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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 04/03/15 5:12:28 PM

O líder do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), afirmou nesta quarta-feira que a continuidade da greve dos professores, decidida em assembleia da categoria, mostra que a partir de agora “a greve é política”. “Não há mais nenhuma questão de política pública pendente. Não ficou nenhuma pauta para negociar, esgotamos tudo”, disse.

Segundo ele, todos os pontos colocados na mesa pelos professores foram atendidos pelo governo do estado. “Podemos retomar a negociação, mas primeiro a APP-Sindicato precisa dizer qual é a pauta, porque aquilo que eles puseram na mesa de negociação está resolvido”, disse Romanelli.

O deputado disse que se sentiu “frustrado” pela decisão dos professores de continuar a greve. “Há um milhão de alunos fora de sala de aula. Fico imaginando até quando os pais desses alunos vão apoiar a paralisação”, disse.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 04/03/15 4:35:29 PM
Mauro Ricardo. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Mauro Ricardo. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

O relatório que o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, fez nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa, talvez tenha sido a primeira oportunidade em que um integrante do governo Beto Richa (PSDB) admitiu em público, e em um evento oficial, que a atual gestão tem culpa parcial sobre a situação financeira do estado.

Mauro Ricardo admitiu pelo menos três problemas importantes:

1- O governo transferiu beneficiários do fundo previdenciário para o fundo financeiro do ParanáPrevidência em 2012 sem levar junto o lastro (a reserva matemática). Consequências: foi preciso parcelar uma dívida de R$ 600 milhões e o déficit do fundo financeiro, que exige repasses mensais do governo, chegou a R$ 4 bilhões em 2014.

2- O governo deu reajustes para várias categorias (segundo a conta do governo de até 60%) e isso ajudou as despesas com pessoal a subirem 80% (em valores absolutos, não corrigidos) entre 2010 e 2014, indo de R$ 10 bilhões para R$ 18 bilhões.

3- O governo trabalhou  nos últimos anos com orçamentos superestimados.

A admissão de erros é sempre um avanço. Pior é quando os governantes se recusam a perceber que estão errando e insistem em fazer o mesmo indefinidamente.

Isso não exime o governo, no entanto, de ter de responder pelas consequências que esses erros estão causando hoje para o estado. O principal deles é o aumento do custo do estado para a população – e sem que haja maiores benefícios para os cidadãos em função disso.

“O problema não está na receita, está nas despesas”, admitiu o secretário. Segundo ele, o aumento da receita será necessário simplesmente para que a diferença entre receitas e despesas volte a aumentar. Isso, em bom português, quer dizer que o governo se programou mal, gastou demais e agora está socializando o prejuízo. Dividindo com você e comigo o preço do erro que cometeu sozinho.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 04/03/15 3:53:47 PM

fruet - AM

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) marcou uma reunião com sua  bancada de vereadores para a tarde desta quinta-feira. A ideia é anunciar um pacote de obras que vão ser entregues daqui até o aniversário da cidade, no próximo dia 29. Com isso, pretende inclusive reforçar os laços com a sua base, já que não tem nada de que vereador goste mais do que de participar de inaugurações em seu bairro.

No entanto, a festa pode ter um contratempo. Os vereadores “dissidentes”, que desde o ano passado romperam com a prefeitura e vêm fazendo uma espécie de oposição informal a Fruet, dizem que, apesar de não terem sido convidados, pretendem comparecer. Segundo eles, o prefeito não poderia deixar de recebê-los em uma reunião em prédio público, em horário de expediente a que outros vereadores estarão presentes.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 04/03/15 12:47:06 PM

 

O governo do estado sofreu mais um baque nesta quarta-feira com a decisão dos professores de continuar a greve da rede pública de ensino. As estratégias, agora, para enfrentar o momento de crise, são três:

1- O governo pretende mostrar que atendeu tudo o que os professores pediram, inclusive com a promessa de não reenviar à Assembleia os projetos polêmicos do pacote fiscal.

2- Pode-se retomar as negociações, mas a ideia do governo é a de primeiro perguntar a APP qual é a pauta, dando a entender que tudo que foi posto até agora estaria resolvido.

3- Voltar à Justiça para pedir a ilegalidade da greve.

Não se trata de problema trivial. O governo errou em sua articulação política e inflamou uma categoria gigante, que tem mais de 80 mil profissionais que já se mostraram mobilizados. Mais do que isso: a greve tem apoio de nove em cada dez paranaenses (enquanto o governo só é aprovado neste momento por 20% da população).

É evidente que a greve tem componente político (no sentido de ser uma greve “de oposição” ao atual governo). Mas para provar isso o governo tem de apostar na Justiça. E a judicialização da questão foi justamente um dos argumentos usados pela categoria para defender a continuidade da greve.

O governo está pagando caro por ter feito um projeto tão radical de aperto fiscal. Hoje, há um milhão de alunos fora de sala de aula. E isso significa pelo menos umas quinhentas mil famílias afetadas pela greve do ensino público.

Não há popularidade que resista a isso.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 04/03/15 10:52:29 AM

Primeiro, estabeleça-se um fato: o governador Beto Richa (PSDB) tem culpa na situação financeira do estado. Nenhuma dúvida sobre isso. O governo do estado, afinal, tomou várias medidas que ajudaram a deteriorar o caixa. Mas o ponto é que na vida quase nenhuma explicação é simples assim – foi o fulano e pronto. E no caso da tragédia financeira do governo paranaense existem vários outros culpados, e nem sempre são os que o governador aponta.

Richa não aponta alguns dos culpados porque não pode. Ou porque, politicamente, não deve. Mas sabe que o Judiciário, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas sangram sem dó e sem fim os cofres do estado. A conta é que desde 2010 os quatro levaram R$ 2,5 bilhões a mais do que deviam. Parte torram em auxílio-moradia para quem vive na capital. Parte guardam para construir prédio e sedes novas. Come-se caviar enquanto o Executivo passa a pão e água.

A história começou em 2010, quando a Assembleia Legislativa, na hora de construir o orçamento, decidiu fazer uma bondade com o bolso alheio. Incluiu o dinheiro do Fundo de Participação dos Estados na conta do dinheiro que é repartido com os outros poderes. Desde lá, o governo até tentou reverter a situação e voltar à primeira forma. “Mas cada vez que se toca no assunto o Judiciário e os promotores têm um chilique, dizem que vão à Justiça”, diz um ex-secretário de Richa.

Sem conseguir se livrar do aperto, tendo de pendurar contas e se virar com greves de todo tipo, neste ano o governo conseguiu negociar pelo menos um alívio com os outros poderes. Ficou combinado o seguinte: a verba que entrará a mais por causa do aumento dos impostos fica só para o Executivo. A estimativa dos governistas é que isso represente R$ 1,5 bilhão limpos, livres da mordida de juízes, conselheiros, promotores e deputados.

Trata-se, porém, de um “acordo de cavalheiros”. Ou seja: não se mexe na regra principal, que seria o básico. Até porque o governo não quer cometer a maluquice de ficar mal com quem julga seus processos ou vota seus projetos. Mas em algum momento vai ser preciso fazer isso. Vai ser preciso que os senhores magistrados percebam que não podem ficar pedindo tudo para si enquanto o governo não consegue nem manter museus abertos. Que os conselheiros entendam que não podem ficar gritando por isonomia enquanto há escolas sem condições de funcionar.

Esse tipo de convencimento, porém, normalmente não se faz com argumentos apelando para a sensatez. Os deputados ainda são mais expostos à pressão popular, já que a cada quatro anos precisam do voto popular para continuar onde estão – eis o motivo de terem derrubado rapidinho a Comissão Geral, depois de ter abusado dela por anos, assim que viram o plenário ser ocupado por manifestantes em fúria. Mas juízes, promotores e conselheiros estão imuines a esse tipo de pressão.

O que se cria é uma sinuca de bico. O dinheiro existe, seria mais útil em outro lugar, mas ninguém tem coragem ou condições de fazer com que isso mude. Ficamos todos dependentes do altruísmo de funcionários públicos que frequentemente se veem no direito de determinar que suas necessidades são mais importantes do que as dos outros. Depender desse altruísmo não parece solução. Mas, como se diz, é o que temos para o momento.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/03/15 3:37:35 PM

alvaro_090814Durou pouco a aproximação entre o senador Alvaro Dias e o governador Beto Richa. Os dois principais nomes do PSDB no Paraná tinham passado quatro anos às turras, desde que disputaram a indicação para ser candidato ao governo em 2010.

Em 2014, depois de muita briga e de muitos desentendimentos, ambos se reconciliaram às vésperas de montar a chapa do partido. A dupla funcionou às maravilhas: Alvaro foi campeão de votos e Richa se reelegeu em segundo turno.

Agora, atingido o objetivo eleitoral, as coisas voltaram a esfriar. embora, dessa vez, sem rusgas.

Como está a sua relação com o governador?
Voltou à situação anterior. Ele aí, e eu aqui. Não tenho indicados no governo. Até porque eu não procurei o governador, nem ele me procurou.

O senhor tem conversado com o governador?
Não. Depois da eleição não temos mais mantido contato. Falo mais com o Sciarra para me informar da situação. Mas, claro, se precisarem da minha ajuda aqui no Senado, não me nego.

O que o sr. achou do pacote de ajuste fiscal do governador?
Não seria o caso de comentar. Até porque não estou totalmente a par dos detalhes das finanças do estado. Não caberia a mim jogar mais gasolina na situação.

Se o sr. elogiar não vai estar jogando gasolina.
Mas acho que isso também não caberia, até porque tenho criticado medidas semelhantes da presidente.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/03/15 12:19:57 PM

bernardiOs vereadores de Curitiba finalmente vão retomar o trabalho da CPI do transporte coletivo, que apontou diversos problemas na licitação dos ônibus da cidade e no cálculo da tarifa aplicada até hoje na cidade.

Desde que os trabalhos foram encerrados, em 2014, a ideia era criar uma comissão de acompanhamento da tarifa, para ver o que está sendo feito pela prefeitura e pelas demais autoridades em relação às denúncias apresentadas.

Sabe-se, aliás, que muito pouca coisa foi levada adiante. E a tarifa continua alta, e com risco de subir ainda mais.

Nesta semana, depois de a Gazeta do Povo ter revelado mais uma denúncia, de que os donos das empresas podem estar maquiando a contabilidade para desviar recursos para outras empresas de seus grupos, os vereadores decidiram apressar o processo.

Na Câmara, serão indicados cinco vereadores para formar a comissão. Jorge Bernardi, que comandou os trabalhos da CPI, diz que até hoje apenas o Tribunal de Contas “comprou a briga dos vereadores”. Ou seja: não poupa nem o correligionário, o prefeito Gustavo Fruet (PDT), com quem está brigado.

Bernardi diz que a suspeita de “drenagem” de lucros já apareceu na CPI, com uma das empresas tendo comprado aviões e helicópteros com dinheiro do transporte.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/03/15 4:05:48 PM

Onibus021127-624x415Deve-se ao repórter Raphael Marchiori a possibilidade de acompanhar um passeio por sedes de empresas da família Gulin que funcionam nos mais curiosos lugares. Em cima de concessionárias de carros. Em salas que não têm sequer placa informando quem ocupa o lugar. Ou dentro de garagens de ônibus.

Não seria nada demais, não fosse por dois pontos.

1- Essas empresas pertencem aos mesmos sócios que tocam o bilionário negócio dos ônibus de Curitiba.

2- Essas empresas receberam, de um jeito ou de outro, R$ 56 milhões das concessionárias que recebem quase R$ 1 bilhão ao ano de dinheiro do transporte público.

Marchiori percorreu os endereços com uma câmera escondida e o resultado é impressionante. Nos endereços onde deveriam estar as empresas (algumas com capital social de dezenas de milhões de reais) ninguém nem sabe de sua existência.

E, no entanto, essas sedes curiosíssimas de negócios receberam, por meio de empréstimos, aportes e outros métodos, dinheiro das concessionárias dos Gulin. Lembrando: trata-se da família que cuida da maior parte das empresas de ônibus da capital. São os donos de seis das onze empresas que formam os consórcios vencedores da licitação de 2010.

Claro, os Gulin dizem que não há qualquer irregularidade. Seria fundamental, porém, que as autoridades vissem o que está acontecendo. Até porque as empresas de ônibus dizem sempre que operam no limite, ou no prejuízo. E então como têm todo esse dinheiro para repassar a outras empresas da holding? E ainda mais empresas que nem parecem ter importância social.

Para que são feitos os repasses? O que fazem essas empresas? O lucro, afinal, é maior do que se imaginava?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/03/15 11:57:45 AM

richa - dcO governo do estado aumentou sua dívida de curto prazo para R$ 1,3 bilhão, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira no Diário Oficial do Executivo. O resultado consta do relatório sob a rubrica “Inscrição em restos a pagar processados”. É aí que aparecem, principalmente, os débitos do governo com fornecedores. Compras de produtos e serviços que ainda estão pendentes.

A primeira vez em que esse número chamou a atenção na gestão de Beto Richa (PSDB) foi no início de 2014, quando a então secretária de Fazenda, Jozélia Nogueira, afirmou que o estado devia R$ 1,1 bilhão a fornecedores.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/02/15 5:57:02 PM

greve090217O governo do estado entrou com um pedido de liminar judicial para que a greve dos professores da rede pública do Paraná seja decretada ilegal. A ideia do Executivo é conseguir a liminar durante o fim de semana e tentar forçar o início das aulas já na próxima segunda-feira.

Extraoficialmente, o governo do estado diz que acredita ter resolvido toda a pauta de reivindicações dos professores e imagina que não há motivo para que a greve prossiga. As negociações ocorreram durante toda a semana. Os professores agendaram a assembleia para discutir o fim da greve na quarta-feira.

Oficialmente, o governo não confirma que tenha entrado com o pedido de liminar. No entanto, duas pessoas ligadas ao Palácio Iguaçu confirmaram ao blog a existência da ação, sob a exigência de confidencialidade da fonte.

Até o momento, o Tribunal de Justiça não analisou o pedido de liminar. Mesmo que a decisão não saia nesta sexta-feira, ela poderá sair durante o fim de semana, já que o tribunal sempre mantém desembargadores trabalhando em regime de plantão.

A greve dos professores já dura três semanas e foi deflagrada depois que o governo do estado atrasou o terço de férias da categoria. O movimento se acirrou depois que chegou à Assembleia um pacote de medidas de ajuste fiscal.

De início, o pacote tinha medidas que retiravam direitos dos professores. Depois de manifestantes ocuparem o plenário da Assembleia e fazerem quatro dias de protesto em frente à Assembleia, o governo recuou e retirou os projetos de pauta.

Nos últimos dias, a categoria negociou uma extensa pauta com o governo, que incluía o retorno ao antigo número de alunos por sala e a reabertura de turmas fechadas pelo governo. Alguns pontos, no entanto, ainda continuariam desagradando aos professores, principalmente na parte da reforma previdenciária imaginada pelo governo.

Em off, o governo diz temer que o comando de greve tenha perdido o controle da situação e crê que por via de votação em assembleia pode ser difícil encerrar o movimento.

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