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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 6:56:10 PM

richa - dcO governador Beto Richa (PSDB) deveria mudar o rumo do discurso. Nesta quinta-feira, via Facebook, voltou a acusar APP-Sindicato e PT de jogarem juntos contra ele. Diz que a greve é política e que há intransigência porque, aos petistas, interessa continuar a paralisação.

Meia verdade. Claro que a APP e o PT são próximos. E claro que toda greve tem um componente político. Mas a intransigência, no mínimo, vem dos dois lados. O governo do estado e a APP nem sequer admitem retomar as negociações. E o próprio governo disse em alta voz que encerrou as negociações.

Além de também agir com intransigência, o governo tem que saber que é seu dever, apesar do jogo duro dos servidores (muitas vezes também intransigentes), apesar dos problemas da economia, apesar de não gostar de enfrentar adversários políticos (como os deputados do PT) é seu dever conceder o reajuste da inflação.

Os professores estão jogando duro? Sim. Os deputados da oposição às vezes são críticos demais às propostas? Pode ser. Mas a obrigação de conceder o reajuste continua sendo do governo que, para usar uma expressão cara ao governador, não fez o “dever de casa” e não consegue repor o que a inflação comeu do salário de cada um.

Richa está acuado. É normal que tente reagir atirando contra os adversários. Mas isso não ajuda em nada a resolver o problema. E o que realmente melhoraria a imagem dele não é deixar o PT por baixo – é botar os professores de novo em sala de aula e conceder o reajuste conforma a inflação.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 4:19:01 PM

Plenário da Câmara: quantas mulheres há na foto?

Texto da repórter Amanda Audi:

Um dos tópicos do pacotão da reforma política, a Câmara Federal deve votar nesta quinta-feira a possibilidade de reserva de no mínimo 30% das vagas do Legislativo para mulheres.

Não há consenso, mas a tendência maior é que o item seja derrubado. Ele é defendido principalmente pela bancada feminina, que representa apenas 10% do Congresso. Nem de longe passa perto do número de votos necessários para a aprovação (308).

À primeira vista, pode parecer um benefício sem justificativa para mulheres, uma espécie de “bônus” para largar na frente na política. Mas antes de chegar a essa conclusão, temos que responder a seguinte pergunta: por que é importante que as mulheres estejam na política?

A resposta mais óbvia é representatividade. Se o público feminino corresponde a 52% do eleitorado, é no mínimo estranho ter 10% de representação no Congresso, 12% nas prefeituras e 3,7% entre os governos estaduais. Ter uma mulher como presidente do país parece, nesse contexto, um “acidente de percurso”.

Em segundo lugar, todos os partidos têm dificuldades em preencher a cota de 30% das candidaturas em época de eleições. Muitos, inclusive os de esquerda, se valem de “laranjas” para cumprir a obrigação. A justificativa quase sempre é que as mulheres não se interessam muito por política.

Mas política é algo de primeira necessidade na vida de qualquer pessoa. Decisões políticas pautam a nossa vida, desde os investimentos em itens essenciais, como saúde e educação, até a arte de negociar para resolver problemas do bairro. Então por que diabos mulheres não se interessariam por política?

Eleanor Roosevelt, ex-primeira-dama dos EUA, já disse que mulher na política “tem que ter pele grossa como a de um rinoceronte”. Ou pelo menos fingir que tem a couraça. Se não, deixa de ser respeitada, não faz valer seus pontos de vista, é diminuída pelos homens – estes, sim, seriam acostumados à dureza da vida pública. À mulher, o senso comum diz que cabe o lar, a família, os assuntos leves, nada que aflore os nervos, nada que promova embates.

Desse jeito, ficamos (me incluo) sem representantes de pautas verdadeiramente importantes às mulheres. Políticas públicas que nos permitam andar na rua sem medo de sofrer uma violência, por exemplo. Garantias para estudar, trabalhar e ter oportunidades. Enfim, coisas que parecem básicas, mas que não podemos esperar que um homem pense por nós. Não que eles não possam fazer isso. Mas simplesmente porque nós podemos fazer.

Ter mais mulheres na política não significa, necessariamente, que teremos pautas feministas (ou seja, que ajudem a emancipar a mulher). É só vermos as mulheres que já temos na vida pública, que não costumam focar nestas questões. Mas já seria um começo.

Podemos discutir se a cota de 30% do Congresso para mulheres é a melhor saída para melhorar a representatividade. De qualquer maneira, o assunto tem que ser discutido. Não pode morrer hoje, se a proposta for barrada.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 2:39:52 PM

traiano101209Que o governo do estado não sabe mais como conduzir as negociações para um possível entendimento com os grevistas não é novidade. Desde que admitiu, em público e oficialmente, que as negociações estavam encerradas, há duas semanas, não se sabe nem mesmo quem negocia pelo governo.

Quem fez o papel de negociador, informalmente, foi o líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), quase que à revelia da Casa Civil, do Planejamento e da Fazenda. Mas deputados não podem decidir nada, e a conversa só fluiu porque Romanelli teve mais jeito e se esforçou mais do que os secretários de Beto Richa (PSB) para estabelecer diálogo.

Mesmo assim, a demora para tentar qualquer coisa foi impressionante: uma nova proposta só veio nesta semana, um mês depois da retomada da greve, e mesmo assim em condições estranhas: mais uma vez o governo se atropelou e enviou o projeto para a Assembleia sem saber qual seria o resultado.

A chance de dar errado existia. Ainda mais quando se descobre, como está ficando claro agora, que a oposição está tão perdida nas negociações quanto o próprio governo. Quem revelou isso, na sessão desta quarta-feira, de propósito, foi o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB).

A discussão entre Traiano e os oposicionistas veio depois de vários petistas e peemedebistas, entre outros, terem detonado a nova proposta do governo (3,45% parcelados em 2015 e zeramento da inflação em 2016). A ideia foi cahamada de “indecorosa”, disseram que era uma “armadilha” etc.

Já na primeira fala da oposição, Traiano ficou incomodado. Falou com Romanelli e disse que estava se sentindo traído. No segundo comentário, disse ao líder do governo que iria contar a história da negociação. “Conta”, disse Romanelli.

No microfone da presidência, Traiano disse que teria atendido nos últimos dias a um pedido dos oposicionistas para ir ao governo e tentar adiantar as negociações. Conseguiu emplacar a velha ideia, que já estava sendo aventada havia algum tempo, de mudar a database e zerar a inflação em 2016. Professor Lemos (PT) teria pedido um índice maior em 2015. Traiano conseguiu os 3,45% (antes eram 2,5%, aparentemente).

O ponto é que os oposicionistas não só teriam dito que a coisa estava no caminho certo como teriam dado a entender que defenderiam a ideia. Mas quando chegou a proposta no plenário, a coisa desandou. Ao que tudo indica, os deputados (além de terem exacerbado a parte ruim da proposta, como faz parte do jogo de oposição versus situação) tinham no meio tempo ouvido os sindicalistas e descoberto que não tinham base para apoiar uma tentativa de acordo.

O resumo é que o governo não sabe mais o que fazer, a oposição não sabe se consegue negociar sem ter o aval dos sindicatos, e os dois lados parecem perdidos frente aos grevistas, que não parecem dispostos a ceder – ao contrário do que imaginava o governo, que pensava conseguir um acordo assim que propusesse algo que zerasse a inflação.

Nesse cenário, a oposição se reúne nesta sexta com os sindicalistas. Mas o que resultará disso? Ninguém sabe. E se eles disserem que não aceitam em definitivo a nova ideia, o que o governo fará. Ninguém sabe, muito menos o governo.

Se você cansou da greve, pode se preparar. É provável que, enquanto tivermos esses atores no comando, a coisa vá longe.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 12:41:34 PM

Veja como votaram os deputados federais paranaenses na proposta de fim da reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Quase toda a bancada aprovou a medida. As duas únicas exceções vieram do campo governista: Zeca Dirceu, do PT, e Alex Canziani, do PTB.

A proposta ainda precisa ir ao Senado. Perceba que não mexe  nada com os mandatos de Legislativo, só afetando os deputados à medida que eles queiram concorrer a uma prefeitura, por exemplo.

Não
Zeca Dirceu (PT)
Alex Canziani (PTB)

Sim
Christiane Yared (PTN)
Aliel Machado (PCdoB)
Diego Garcia (PHS)
Hermes Frangão Parcianello (PMDB)
Osmar Serraglio (PMDB)
João Arruda (PMDB)
Sérgio Souza (PMDB)
Dilceu Sperafico (PMDB)
Nelson Meurer (PMDB)
Ricardo Barros (PMDB)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PPS)
Luiz Nishimori (PSDB)
Luciano Ducci (PSB)
Leopoldo Meyer (PSB)
Edmar Arruda (PSC)
Evandro Roman (PSD)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Marcelo Belinati (PSDB)
Valdir Rossoni (PSDB)
Enio verri (PT)
Assis do Couto (PT)
Toninho Wandscheer (PT)
Fernando Francischini (SD)

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 12:26:15 PM

Veja como votaram os deputados paranaenses na decisão sobre o financiamento de campanhas eleitorais por empresa.

Na maioria dos casos, os deputados seguiram a orientação do partido. Exceção importante para Marcelo Belinati, do PSDB, que votou junto com os petistas, contra o financiamento.

Não
Aliel Machado (PCdoB)
Marcelo Belinati (PSDB)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PPS)
Leopoldo Meyer (PSB)
Enio Verri (PT)
Assis do Couto (PT)
Zeca Dirceu (PT)
Toninho Wandscheer (PT)
Christiane Yared (PTN)
Leandre (PV)

Sim
João Arruda (PMDB)
Hermes Frangão Parcianello (PMDB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Sérgio Souza (PMDB)
Dilceu Sperafico (PMDB)
Nelson Meurer (PMDB)
Ricardo Barros (PMDB)
Luiz Nishimori (PSDB)
Giacobo (PR)
Luciano Ducci (PSB)
Edmar Arruda (PSC)
Evandro Roman (PSD)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Valdir Rossoni (PSDB)
Alex Canziani (PTB)
Fernando Francischini (SD)
Diego Garcia (PHS)

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/05/15 10:59:36 AM
Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/05/15 5:33:41 PM

Gleisi2A senadora Gleisi Hoffmann (PT) apresentou um requerimento para que o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, compareça ao Senado para apresentar os resultados de uma auditoria sobre o pedágio no Paraná.

A auditoria foi solicitada pela própria Gleisi em 2011, no primeiro ano de seu mandato como senadora. A ideia era ver os contratos de concessão das rodovias do Anel de Integração e auditar o famoso equilíbrio econômico-financeiro – que é sempre usado pelas empresas para que a tarifa não baixe dos níveis atuais, e para que suba sempre que possível.

Em 2012, o TCU enviou um acórdão ao Senado dizendo que havia desequilíbrio no contrato e dizendo que o governo tinha um ano para resolver o assunto. “Ocorre que decorridos quase dois anos daquela decisão (portanto quase três anos após o pedido inicial), o Senado Federal foi comunicado pelo TCU que, por meio do Acórdão nº 266/TCU, foram suspensos os efeitos do item 9.1 do Acórdão 346/2012, justamente aquele que dava prazo de um ano para que o DER tomasse providências”, diz a justificativa do requerimento.

Desde lá, o Senado pediu informações sobre o que o TCU já havia feito sobre o tema. Na época, só uma concessionária tinha feito acordo para revisão dos valores. “Esta demora excessiva compromete a eficácia da decisão de mérito, trazendo grave prejuízo para todos os paranaenses e para os demais brasileiros que se utilizam das rodovias federais no Paraná”, diz o texto do pedido para que o ministro do TCU se explique.

Caso ele seja convidado e aceite o convite, falará na Comissão de Assuntos Econômicos.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/05/15 4:58:23 PM

A oposição ao governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa mostra bem qual é o clima depois da nova proposta de reajuste enviada aos deputados. Um depois do outro, os parlamentares foram à tribuna para criticar a ideia de mudança de database.

O deputado Nelson Luersen, do PDT, chamou a proposta de “indecorosa”. Detalhe: Luersen nem era integrante da oposição antes de toda a confusão relativa ao Paranaprevidência. O líder da opsição, Tadeu Veneri (PT), disse que a antecipação da database da categoria para janeiro tira poder de mobilização do funcionalismo.

Os deputados governistas reagiram. O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), autor da proposta escolhida pelo governo, defendeu a ideia e disse que foi uma vitória retomar as negociações.

Mais: o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), disse que nessa hora é preciso agir com a “razão”, “fazer contas” e tentar resolver o problema sem agir com a emoção. Os professores nas galerias reagiram e ele disse que não é mais possível deixar que os filhos dos paranaenses, que sofrem com a greve, continuem pagando a conta.

Com esse clima, não é impossível imaginar que a votação do projeto, caso ocorra, venha novamente a se transformar em um longo conflito entre funcionalismo e governo.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/05/15 4:19:51 PM

O Pastor Edson Praczyk (PRB) usou a tribuna do plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira para fazer uma longa defesa contra as acusações de que teriam ocorrido irregularidades em seu gabinete parlamentar. As denúncias são de que ele teria contratado funcionários fantasmas. Uma funcionária seria responsável por gerir as contas bancárias e fazer pagamentos dessas pessoas.

De acordo com as denúncias, os “fantasmas” seriam pessoas ligadas a igrejas evangélicas – pastores, mulheres de pastores e obreiros. Praczyk é pastor da Igreja universal do Reino de Deus. As supostas irregularidades, investigadas pelo Ministério Público e divulgadas pela RPC, são referentes ao período entre 2001 e 2003, quando o deputado estava no primeiro de seus cinco mandatos.

Da tribuna, Praczyk disse que a servidora que teria dado procuração para que outra pessoa gerisse a conta era recepcionista em seu gabinete. “Apaixonou-se por um pastor, casou-se com ele”, disse Praczyk. Depois disso, teria se mudado para outra cidade, mas continuou ligada ao gabinete, como agente política no interior.

O deputado disse também que fez questão de chamar pessoas de sua confiança para os cargos em comissão. “São cargos em confiança, por isso chamei pessoas da minha mais extrema confiança, pessoas da minha igreja”, disse ele. Praczyk negou que tenha havido qualquer funcionário fantasma em seu gabinete.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/05/15 2:59:45 PM

richa_061214O governo do Paraná mandou nesta quarta-feira a proposta escolhida para tentar acabar com a greve dos professores para a Assembleia Legislativa. O projeto, que prevê a mudança de database do funcionalismo, já foi lido em plenário e, com isso, pode ir para a a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Comissão de Finanças.

Depois de ter se decidido pela proposta, que prevê 3,45% de reajuste neste ano, parcelados, e a inflação total de 2015 a partir de janeiro do ano que vem, o governo parece decidido a aprovar o projeto rapidamente. Mas não se sabe, no momento, se isso será suficiente para acabar com o movimento dos grevistas.

O blog conversou com a professora Marlei Fernandes, da APP-Sindicato, que representa os professores. Segundo ela, a avaliação da categoria, até o momento, é de que a proposta “é muito ruim”. Com isso, não se sabe nem mesmo se os professores chamarão assembleia para decidir sobre o possível fim da greve.

Nesta quinta-feira, o comando de greve se reúne e decide sobre a possibilidade da assembleia. “Mas mesmo que se chame a assembleia, não quer dizer que vamos acabar com a greve. Podemos decidir fortalecer o movimento”, disse.

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