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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/09/16 6:07:33 PM
Paulo Furiati. Foto: Katiê Muller/Arquivo Gazeta do Povo

Paulo Furiati. Foto: Katiê Muller/Arquivo Gazeta do Povo

Os eleitores da Lapa vivem uma situação surreal: podem eleger um prefeito que não tem permissão legal para entrar no prédio da prefeitura. Um dos candidatos deste ano, o ex-prefeito Paulo Furiati (PMDB) está impedido pela Justiça de entrar na prefeitura.

O ex-prefeito foi preso em 2013 pela Operação Quatro Negro, poucos dias depois do fim de seu mandato. A suspeita é de que ele tenha tido envolvimento com o esquema que supostamente desviou dinheiro de obras da educação pública no Paraná.

Desde então, Furiati conseguiu um habeas corpus para responder ao processo em liberdade. Mas em três anos, a ação penal não chegou ao fim. Como não é tecnicamente ficha suja, Furiati pode concorrer ao cargo.

Mas e se vencer? Pode assumir? Pode governar sem entrar na prefeitura? O caso virou tema de debate na cidade e só se saberá o resultado após as eleições, quando se souber se a população decidiu dar uma segunda chance ao ex-prefeito.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/09/16 4:37:03 PM

A Câmara de Curitiba decide nesta segunda-feira se abre processo de cassação contra o vereador Professor Galdino (PSDB). O vereador é acusado de agredir física e sexualmente a colega Carla Pimentel (PSC) dentro do prédio da Câmara. O caso também foi levado à Polícia Civil.

O presidente Aílton Araújo (PSC) decidiu que cabe ao plenário votar a abertura de comissão processante. Para que a abertura do processo seja aprovada, é preciso maioria simples dos votos. Os vereadores estão profundamente irritados com Galdino, e é quase certo que ele perca a votação.

Caso o processo seja aberto, Galdino pode ser cassado por quebra de decoro. Ele já respondeu a outras denúncias, inclusive por assédio sexual, mas nunca foi punido. Galdino não é candidato neste ano, e apoia a candidatura de Edu Galdino (PSDB), que apresenta como seu irmão.

Desde a semana passada, quando o caso veio à tona, Galdino tem evitado os colegas. Nesta sexta, em caminhada pela Rua XV, em campanha para o irmão, foi hostilizado pela população, chamado de “agressor” e “estuprador”.

O vereador, segundo a denúncia, estava na sala anexa ao plenário quando atacou a vereadora, acusando-a de roubar um santinho. Cinco vereadores testemunharam dizendo que ele passou a mão pelos seios e pelo corpo de Carla Pimentel antes de ser afastado à força por colegas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/09/16 3:53:59 PM

Colaborou Euclides Lucas Garcia:

Há 48 horas, debate-se em Curitiba o escândalo da Casa Klemtz. De um lado, é preciso saber se as obras que foram parar na chácara de Rafael Greca (PMN) são as mesmas que sumiram do patrimônio público na época em que ele foi prefeito.

De outro, é preciso saber se o prefeito Gustavo Fruet (PDT) ou alguém de sua campanha mandou que guardas municipais vigiassem a chácara de Greca – em Piraquara. Eles foram detidos perto do local e supõe-se que pudessem estar evitando que os objetos fossem retirados.

A questão dos guardas está sendo apurada pela polícia. A do suposto furto das obras é objeto de sindicância do município, dificultada porque Greca se recusa a abrir as portas da chácara para que se vejam ao vivo os objetos que começaram a aparecer em fotos de sua chácara no Facebook.

O blog coloca abaixo as fotos dos objetos no catálogo do patrimônio da Fundação Cultural. São três peças dadas como desaparecidas. Junto, estão as fotos da chácara com detalhes das obras. Fica a critério do leitor achar se são as mesmas ou não.

   

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/09/16 2:08:21 PM


O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) deu mais uma declaração altamente polêmica nesta quinta-feira. Em sabatina na PUC, o candidato disse que uma vez, quando ajudava num albergue, vomitou por sentir o cheiro de um pobre.

“Eu nunca cuidei dos pobres, eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez quer tentei carregar um pobre e pôr dentro do meu carro eu vomitei por causa do cheiro” diz ele. “Era um homem com picomã, muito sujo. Até quando eu cheguei no albergue a freira me disse lavo primeiro o doutor ou ele?”

A entrevista na íntegra pode ser vista no site do Bem Paraná, e o trecho está perto dos 29 minutos de vídeo.

A declaração vem na esteira de uma longa polêmica na cidade sobre a situação dos moradores de rua. Greca acusa Fruet e a esposa, Marcia, presidente da FAS, de terem desleixado do atendimento à população de rua.

Em eu Facebook, o candidato disse que a declaração foi tirada de “contexto”, mas pede desculpas.

“Mais uma vez, descontextualizam o que falo para tentar enganar as pessoas. Ontem, durante a Sabatina na PUC, ao exaltar o difícil trabalho dos educadores sociais e das irmãs de caridade, comentei sobre o quão difícil é o trabalho de resgate social.. Com sinceridade disse que não tenho a capacidade desses profissionais para o resgate, mas que acima de tudo, admiro, respeito, faço e farei o possível e impossível para mudar o quadro de abandono nas ruas. Agora, divulgam um pedaço do vídeo contra mim. Assista a verdade na íntegra e refute a mentira dos desesperados. Mesmo assim peço perdão pela minha falta de clareza ao relatar a minha primeira experiência com o resgate social.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/09/16 6:34:51 PM
Câmara de Curitiba: quem sentará nas 38 cadeiras em 2017? Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Câmara de Curitiba: quem sentará nas 38 cadeiras em 2017? Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Curitiba teve mais de 1,1 mil candidatos inscritos para disputar uma vaga de vereador neste ano. Mesmo depois das impugnações e dos registros indeferidos, ainda são mais de 1 mil nomes disputando seu voto e que – em teoria – poderiam chegar à Câmara no ano que vem.

Em tese, seria uma concorrência típica de curso de Medicina em universidade grande. Atualmente, 29 candidatos por vaga. Mas, assim como no vestibular, não quer dizer que todo mundo tenha as mesmas chances. Pelo contrário. Dos mil, é provável que menos de 100 tenham chances reais de conseguir votos e se eleger. Provavelmente, ainda menos.

Embora muita gente ache que tem chance na campanha simplesmente porque é popular, tem alguma influência na empresa, no condomínio ou porque defende boas propostas, não é assim que a coisa funciona.

Veja oito motivos para entender por que apenas algumas dezenas de candidatos realmente disputam a sério uma vaga na Câmara no ano que vem.

1- Campanha é cara
O grande escritor e marqueteiro Jamil Snege, acostumado a campanhas políticas, dizia que se alguém lhe procurava dizendo querer sair candidato a vereador, a primeira pergunta que ele fazia era: quanto dinheiro você tem? Se a pessoa respondia que tinha uma casa para vender, ou um apartamento, ele recomendava que ficasse com o imóvel e desistisse da campanha desde cedo. Dinheiro, claro, não é o único critério para se eleger, mas é um dos fundamentais.

2- Os “donos dos cargos”
A cada campanha, pelo menos metade dos vereadores que estão no mandato continuam firmes lá. A taxa de renovação é de, no máximo, 50%. Se você descontar os que não se candidatam por algum motivo, a quantidade dos que realmente não se reelegem é de cerca de 30%. Ou seja: só três em cada dez vagas podem estar realmente em disputa.

3- Jogo pesado
Além dos 38 vereadores que estão no cargo (dos quais 32 são candidatos à reeleição neste ano), há muitos ex-vereadores, ex-deputados, gente que já disputou até a prefeitura e que está na tentativa de uma vaga na Câmara. Na lista atual, há um ex-deputado federal e um presidente da Câmara. Claro que esses saem na frente.

4- Os filhos e filhas do poder
Além de quem está no cargo e dos que já estiveram lá, há os que nunca estiveram pessoalmente – mas sim por procuração. São os filhos de políticos, que frequentemente usam o cargo como trampolim para seguir os passos dos pais e mães famosos. Sobrinhos, netos e outros parentes também entram na lista.

5- Ninguém se elege sozinho
Há muita gente que acredita que defender boas ideias é o melhor caminho para a eleição. Que se você for uma pessoa séria e bem intencionada, mais ou menos conhecida, terá chances de conseguir votos. Pura ilusão. Como se diz na política, ninguém é candidato de si mesmo. Quem tem chance normalmente é quem representa um grupo. Pode ser um grupo geográfico (bairro), uma categoria profissional (um sindicato, por exemplo), ou um grupo de pressão.

6- Candidaturas pró-forma
Tem muita gente que se candidata sabendo que não tem chance, só por algum motivo pessoal. Por exemplo, para conseguir três meses de folga no serviço público. O nome está lá, mas o sujeito nem faz campanha.

7- Candidatos laranjas
Para preencher cotas femininas, por exemplo,muitos partidos fazem gambiarras, registrando como candidatas pessoas que estão lá só para completar a lista, mas que jamais pensam sequer em fazer campanha.

8- Candidaturas ilusórias
Apesar de ano após anos as eleições mostrarem que entrar na Câmara não é coisa para amador, muita gente continua achando que os resultados são “imprevisíveis” e torrando seu pouco dinheiro em uma campanha que obviamente não tem chance alguma. Fazer dois ou três mil votos, o mínimo para entrar na disputa em Curitiba, é coisa que exige um esforço colossal, fora do alcance para a maior parte das pessoas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/09/16 5:38:02 PM

O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) foi ao Facebook dizer que as acusações de que ele teria se apropriado de obras de arte da Fundação Cultural são falsas, obra de “medíocres e ressentidos”. Além de negar ter obras do acervo público, Greca diz que tem “motivos de sobra para não nutrir mais nenhum respeito” por Fruet.

No texto que acompanha seu vídeo, Greca diz mais. “Tática da velha política, da política quadrilheira, forjar matérias na imprensa, fazer tocaia na porta das casas e distribuir materiais difamatórios nos semáforos.

Leia mais: Greca se recusa a abrir chácara para imprensa ver objetos sob suspeita

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/09/16 5:24:07 PM
Busto derrubado de Suplicy de Lacerda. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Busto derrubado de Suplicy de Lacerda. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

O Conselho Universitário da UFPR não conseguiu decidir na reunião desta quinta-feira (22) o que fazer com o busto do ex-reitor Flávio Suplicy de Lacerda. O busto foi restaurado depois de estudantes o arrancarem do lugar em 2014, durante os protestos contra o golpe de 1964.

Suplicy de Lacerda foi ministro da Educação no governo de Castelo Branco, o primeiro da ditadura militar. Em 1968, na esteira dos protestos que os estudantes de Paris fizeram, alunos invadiram o jardim da Reitoria e derrubaram a estátua. Em 1964, no cinquentenário do golpe, o gesto foi repetido.

O busto foi restaurado e a UFPR pensa em recolocá-lo no local. No entanto, um parecer de professores da universidade recomende que o busto não seja reposto. Segundo eles, o pedestal sem o busto é que hoje se tornou um monumento, lembrando as lutas estudantis contra a ditadura militar.

Na reunião desta quinta, em que o caso foi debatido, o conselho não conseguiu encerrar o caso. Uma nova reunião deve ser agendada para a primeira quinzena de outubro, depois da eleição do novo reitor, para decidir sobre o tema.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/09/16 3:31:19 PM
Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

O candidato Rafael Greca (PMN) não irá abrir a sua chácara em Piraquara para que a imprensa possa ver os objetos que a atual gestão suspeita que tenham sido desviados do patrimônio público.

Questionada pelo blog sobre se abriria a chácara São Rafael das Laranjeiras para que a Gazeta do Povo conhecesse os objetos colocados sob suspeita, a assessoria da campanha disse simplesmente que “não”. Segundo a assessoria, a recusa se deve ao fato de se tratar de uma propriedade privada.

A assessoria diz que os objetos identificados pela prefeitura continuam na chácara e que não serão removidos. Não haveria motivo para que fossem removidos, segundo os assessores, já que não há irregularidades e os objetos são de Greca e de sua família.

Os objetos – dois lavatórios e uma cristaleira – seriam idênticos a peças que desapareceram do acervo da Casa Klemtz depois que a prefeitura comprou o imóvel, na gestão de Greca, nos anos 1990. A prefeitura diz que abriu uma sindicância sobre o caso.

Depois da revelação das suspeitas, dois guardas municipais foram presos em frente à chácara. A campanha de Greca acusa Fruet de tentar usar a guarda para prejudicá-lo na campanha. Fruet nega a acusação.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/09/16 2:49:03 PM

O ex-deputado federal Osmar Bertoldi (DEM), publicou na internet uma carta aberta à população  comemorando sua  absolvição em um processo e criticando sua ex-noiva, que afirma ter sido agredida por ele.

Bertoldi, apesar da absolvição, segue preso. É que ele ainda responde a acusações de estupro contra Tatiane. Por enquanto, foi absolvido da acusação de desrespeitar a medida judicial que o impedia de ficar perto da ex-noiva.

“Sinto-me aliviado. Aliviado por conseguir enxergar que podemos confiar em um Judiciário justo, que batalha contra a violência doméstica e a violência contra a mulher. Uma luta que não pode ser manchada por um plano triste de enriquecimento que usa a paixão e a emoção de alguém”, disse.

Bertoldi, preso há oito meses, é acusado de agredir fisicamente a noiva e de estuprá-la. Ele nega e diz que inclusive não poderia compactuar com isso, já que viu sua irmã grávida ser morta pelo marido. “A vida dela e da minha sobrinha, ou sobrinho, se foram, como a água que passa por nossas mãos”, diz.

Segundo Bertoldi, embora estivesse proibido de se aproximar de Tatiane, ele o fez várias vezes, mas autorizado por ela. “Descumpri uma medida judicial, sim, mas com a permissão da Tatiane. Foram várias vezes”, diz.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/09/16 5:54:16 PM
Busto derrubado de Suplicy de Lacerda. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Busto derrubado de Suplicy de Lacerda. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

O Conselho Universitário da UFPR decide nesta quinta-feira se vai ou não recolocar no pátio da Reitoria o busto de Flávio Suplicy de Lacerda. Retirado duas vezes do local por manifestações estudantis, o busto foi restaurado. Mas há quem diga que não deve ser recolocado no local de origem.

Suplicy de Lacerda foi reitor da UFPR e também ministro da Educação na ditadura militar, durante o governo Castelo Branco. Sua gestão ficou marcada por um acordo entre o MEC e o Usaid, norte-americano, numa parceria que foi acusada de transformar o ensino brasileiro em algo tecnocrático.

Em 1968, a estátua foi arrancada da Reitoria por estudantes universitários rebelados contra a ditadura militar, no embalo dos protestos que marcaram a França e boa parte do Ocidente naquele ano. Mais tarde, o busto foi reposto.

Em 2014, durante o cinquentenário do golpe de 1964, o busto foi novamente retirado do local por estudantes. O gesto foi visto como uma homenagem à luta contra a ditadura militar dos alunos de 1968. Desde então, o local está vazio.

Em parecer encomendado pelo Conselho Universitário, três professores da área de Ciências Humanas da UFPR recomendam que o busto não seja recolocado no local e que seja posto num depósito. Na Reitoria, segundo eles, deveria ficar apenas o pedestal, com uma inscrição explicando a retirada da peça nas duas ocasiões e seu contexto.

O parecer afirma que a ausência do busto é, em si, uma espécie de monumento que deve ser preservada, assim como escombros de igrejas bombardeadas são também algo a ser preservado, por exemplo.

“Esta Comissão entende que escombros – como se encontra hoje o pedestal que testemunha a retirada à força do busto pelo movimento estudantil em duas ocasiões – também são parte incontornável da história desta Universidade e da história política do Brasil”, diz o texto, assinado pela historiadora Renata Garraffoni, pelo cientista político Adriano Codato e pelo sociólogo Pedro Bodê.

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