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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 09/12/16 3:53:16 PM
Marcelo Caetano. Foto: Antonio Cruz/ABr.

Marcelo Caetano. Foto: Antonio Cruz/ABr.

Com colaboração de João Guilherme Frey:

Desde que assumiu a Secretaria da Previdência, em maio passado, Marcelo Caetano teve 37 agendas oficiais em seu gabinete, recebendo pessoas ligadas a vários setores da sociedade. No entanto, curiosamente, o responsável pela reforma da previdência teve menos encontros com representantes de trabalhadores do que de bancos.

Em seu gabinete, se forem incluídas todas as agendas que tenham alguma relação com trabalhadores, chega-se a seis encontros. No entanto, desses, um foi com a Previ (um fundo de pensão, com recursos para investimento), outro com o Ministério Público e um terceiro com policiais (que ficaram de fora da reforma).

Dos outros três, um evento foi um debate com as centrais sindicais, grandes interessadas nas reformas. Mas isso aconteceu apenas um dia antes do envio do texto da reforma para o Congresso Nacional – o que faz supor que as sugestões dificilmente tenham sido produtivas para a construção do texto.

Sobram uma reunião com representantes de economiários (funcionários da Caixa Econômica) e uma associação de funcionários do Branco do Brasil. Ou seja, em ambos os casos, bancários.

As reuniões com representantes dos bancos foram 11. JP Morgan, Bradesco e Santander tiveram direito a três reuniões com Marcelo Caetano. Ou seja: cada um teve o equivalente a três vezes o acesso ao secretário que CUT e Força Sindical tiveram.

Veja a lista de reuniões oficiais de Marcelo Caetano abaixo.

1- Omar de la Torre de la Mora, secretário-geral da Conferência Interamericana de Seguridade Social
2- Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil
3- JP Morgan
4- Gap Asset Management
5- Banco BBM
6- Ministério da Defesa
7- Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil
8- Confederações patronais
9- Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg)
10- Secretaria de Orçamento Federal
11- Santander
12- Confederação Nacional da Indústria (CNI)
13- Confederação Nacional dos Municípios
14- Fundação dos Economiários Federais
15- Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais
16- Gueitiro Matsuo Genso, presidente da Previ
17- Bradesco
18- Associação do Ministério Público do DF e Territórios – AMPDFT
19- Instituto Brasileiro de Atuária (IBA)
20- JP Morgan
21- Fitch Ratings
22- Santander
23- Fundo Monetário Internacional (FMI)
24- Fórum das Empresas Transnacionais (FET)
25- Bradesco e Wellington Management
26- Investidores da PIMCO
27- MBL
28- Fiesp
29- Bradesco BBI
30- Standard & Poor’s
31- Santander
32- Josi Nunes (PMDB/TO), deputada federal
33- Jackson Barreto de Lima, governador de Sergipe
34- Edinho Araújo (PMDB/SP), deputado federal
35- Banco Itaú e investidores
36- XP Investimentos
37- JP Morgan
38- Debate sobre Reforma da Previdência com representantes das Centrais Sindicais

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 09/12/16 2:52:04 PM

Muitas vezes governos fazem propaganda simplesmente para melhorar a imagem do governante – o que, óbvio, deve ser repreendido. Às vezes a ideia é fazer as coisas parecerem o que não são. Ou até, descaradamente, mentir.

Mas propaganda estatal também pode ser boa. E um mérito inegável do governo do Paraná na atual gestão de Beto Richa, tem sido de fazer algumas boas campanhas de conscientização sobre assuntos relevantes.

Recentemente, este blog já falou da campanha que mostra discretamente a adoção por um casal homossexual e ressalta a importância das novas formas de família.

Mas os bons filmes são vários, começando pela campanha do Detran que colocou partes de carros batidos como balde para servir bebidas em bares e chegando à mais recente campanha falando sobre racismo institucional.

Abaixo você encontra seis bons exemplos de filmes interessantes que a e-Paraná passou ou vem passando sobre causas mais do que justas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 09/12/16 12:33:26 PM
Oficina de Música: 1,8 mil alunos por ano. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

Oficina de Música: 1,8 mil alunos por ano. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.

A transição da prefeitura de Curitiba põe em risco a realização da Oficina de Música da cidade, um evento que acontece anualmente, sem interrupção, desde 1983. O prefeito eleito, Rafael Greca, diz que não há dinheiro provisionado e que a prioridade é investir em saúde.

O evento, marcado para 7 a 29 de janeiro, é o mais tradicional da cidade e um dos maiores do gênero no país. Marino Galvão Jr., presidente do ICAC, órgão responsável pela Oficina, conta qual é a situação atual do evento.

Qual é a situação financeira da Oficina para 2017?

A Oficina tem orçamento previsto de R$ 1,7 milhão. Isso deveria ser pago pela Fundação Cultural para o ICAC em duas parcelas de R$ 892 mil. Mas a primeira parcela, que vencia em outubro, não foi honrada. Isso aconteceu depois de uma redução significativa dos custos. Originalmente, a Oficina estava com custo previsto de R$ 2 milhões.

Qual é a proposta para evitar o cancelamento do evento?

Propusemos a semana passada que a atual gestão pague R$ 480 mil e deixe R$ 820 mil pára a futura gestão. O restante nós conseguiríamos com receita própria do evento, com Lei Rouanet etc. É uma solução parecida com a de 2013, quando o Fruet assumiu a prefeitura como sucessor do Ducci.

Há uma ideia de transferir o evento para o fim do ano. Isso é possível?

Seria muito complicado. Como a PUC reservaria os prédios durante 25 dias durante época de aulas? Como os professores de fora viriam quando não estão de recesso? Tem a questão das passagens aéreas, que já foram pagas. É muito complicado mudar tudo a essa altura do campeonato. E tem que pensar nos 1,8 mil alunos. Porque não é um festival de música, apenas. A essência do evento é a parte pedagógica.

Como está a situação financeira do ICAC?

Até agosto, recebíamos R$ 684 mil por mês. Desde setembro, o repasse foi reduzido para R$ 420 mil mensais. Isso é para manter a Camerata Antiqua, a Capela Santa Maria, o Conservatório de MPB e o projeto Curitiba Lê, que tem 35 funcionários. Mas não há salários atrasados.

Leia mais: O cancelamento da Oficina de Música de Curitiba, artigo do maestro Osvaldo Colarusso

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 09/12/16 11:42:43 AM
Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Com colaboração de João Guilherme Frey:

Gustavo Fruet perdeu a parada e vai ter de pagar o terço de férias dos professores ainda neste ano. A ideia do atual prefeito era deixar a despesa para o sucessor (embora jure que fosse deixar o dinheiro em caixa).

Os vereadores, porém, a essa altura já obedecem mais a Rafael Greca do que a Fruet – a perspectiva de poder é sempre mais interessante do que o poder que vai se extinguindo. E preferiram não votar o projeto de adiamento.

A cada dia, os vereadores inventam mais um motivo para protelar a votação. O último artifício foi pedir que mais uma comissão, a de Economia, faça a análise da proposta. Tudo para dezembro acabar sem a mudança de regra.

Com isso, os funcionários da rede municipal devem receber tudo como sempre foi, junto com o salário no fim deste mês.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 6:23:51 PM

Os jornais da Inglaterra estão discutindo o direito de a primeira-ministra Theresa May usar roupas caras. Ela fez uma sessão de fotos com uma calça de couro brilhante que cista mais ou menos R$ 4 mil.

Segundo os jornais, isso poderia ser um sinal de que a primeira-ministra não tem contato com a realidade da maior parte das pessoas, com o britânico comum. Ela também estava com um par de tênis de R$ 600.

Motivo de burburinho nacional. Uma deputada do Partido Conservador, escandalizada, disse que a única vez em que gastou tanto com uma roupa foi com seu vestido de noiva. Mas também houve outro tipo de discussão, sobre machismo.

Disseram que ninguém se importava com o fato de David Cameron usar ternos de R$ 12 mil. E que Theresa May só chama atenção por ser mulher.

Pode ser exagero. Mas, enquanto isso, a esposa de Sergio Cabral usou joias de R$ 600 mil por anos no Brasil sem que ninguém tivesse tido a ideia de lhe perguntar de onde haviam saído.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 5:22:16 PM

FHC

Anda correndo por aí a ideia de que, se Michel Temer tiver o mesmo destino de Dilma Rousseff, a primeira opção para substituí-lo, numa eleição indireta, seria o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fernando Henrique, de 85 anos, assumiria como uma espécie de “grande nome” capaz de trazer estabilidade num momento de crise. Teria a vantagem de não ser um empecilho para os futuros candidatos em 2018, já que dificilmente pensaria em disputar novo cargo aos 87.

A ideia parece fazer sentido, pelo menos do ponto de vista do PSDB. Livre do petismo, o partido está a um passo de chegar novamente à Presidência. No poder, já está. Faltaria botar um rosto seu na parede de novo.

Temer depende, e muito, do apoio do PSDB para ficar onde está. Por isso deu espaço aos tucanos. Mas é preciso lembrar que a ação que corre no TSE e que pode custar o mandato a Temer foi impetrada justamente pelo PSDB.

No PSDB, a ideia ainda não parece prosperar. “O Michel não cai. Não tem nada disso. O Parlamento está ao lado dele. E o Supremo não parece agir nessa direção”, diz um deputado tucano. “Deixa o Fernando Henrique em casa.”

Mas mesmo sem o Parlamento – ou seja, sem o PSDB virar o cocho em público – resta a questão das contas de campanha. Tanto quem doou quanto quem recebeu o dinheiro já admitiu as irregularidades. E o processo contra o presidente caminha devagar, mas caminha.

Segundo a coluna de Josias de Souza, Lula dá por certo que FHC volta. E Sarney, questionado, diz que o tucano “não pensa em outra coisa”. Tudo a ser decidido mais adiante. Mas o primeiro passo continua sendo o mesmo: Temer se aguenta onde está?

Numa célebre declaração dada seis meses antes da queda de Dilma, Temer falava que seria difícil para ela se manter no cargo por mais três anos com índices de popularidade tão baixos. Pois é: os dele são tão ruins quanto. E ainda faltam 24 meses para o fim do mandato.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 4:02:39 PM

Um grupo de deputados federais foi almoçar nesta quinta na Embaixada americana. Foi uma despedida da embaixadora Liliana Ayalde, que deixa o país em breve. Obviamente, a crise brasileira foi o assunto do momento.

Os brasileiros trataram de dizer que a solução encontrada pelo Supremo para o caso de Renan ajudou a acalmar as coisas. E que o pior da crise brasileira já passou.

Do outro lado, os brasileiros bombardearam a diplomacia para saber o que esperar do governo Trump. Saíram com a impressão de que a coisa por lá anda mais imprevisível do que aqui.

Entre os deputados no almoço estavam os paranaenses Hauly e Serraglio, além de Heráclito Fortes, José Carlos Aleluia e Benito Gama.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 3:33:38 PM

Clóvis Costa: primeiro ouvidor. Será o último?

Colaborou João Guilherme Frey:

Há um grupo de vereadores de Curitiba tentando acabar com a Ouvidoria. Por isso houve nesta quinta a movimentação para impedir a eleição do novo titular do cargo. Tem quem ache que o ouvidor mais atrapalha do que ajuda os vereadores.

Há a impressão de que a ouvidoria divide espaço com a Câmara – “roubando” eleitores que podiam precisar recorrer aos vereadores e que agora têm um caminho institucional para isso. E o ouvir também é mais um que pode investigar vereadores…

A ideia do grupo é deixar tudo para o ano que vem e convencer o prefeito Rafael Greca a extinguir a ouvidoria. O discurso poderia ser de que é um custo desnecessário em época de vacas magras.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 12:10:03 PM

Marcello Richa. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.

 

Marcello Richa deverá ficar apenas um ano e três meses no cargo que Rafael Greca acaba de lhe dar. O cargo de secretário de Esporta e Turismo servirá apenas de trampolim para sua primeira candidatura, em 2018.

Marcello será candidato a deputado estadual pelo PSDB. Seu tio, Pepe Richa, sairá a deputado federal. E, claro, Beto, o pai, tentará o Senado. A única dúvida é se Fernanda, a mãe, sai ou não para a prefeitura de Curitiba em 2020.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/16 11:41:08 AM

A reforma da previdência prevista pelo governo Temer é para quem não tem lobby. Não mexe com as aposentadorias especiais de políticos, porque eles têm lobby. Militares ficaram de fora porque têm lobby. Você e eu não ficamos de fora.

Renan Calheiros é réu. Mas pode ficar como presidente do Senado, mesmo n~]ao podendo assumir a Presidência da República interinamente – uma das atribuições do presidente do Senado.

Renan Calheiros desrespeitou uma ordem judicial na cara dura. A lei diz que quem desrespeita ordens judiciais no Brasil pode ser preso. Renan não foi preso. O Judiciário preferiu mudar a ordem judicial que ele desrespeitou. Assim a ordem judicial não mais desrespeitava Renan.

Desrespeite você uma ordem judicial do STF para ver o que te acontece. Veja qual é a chance de eu desrespeitar o Supremo e o Supremo decidir mudar sua ordem judicial para ela se conformar à minha desobediência. Mas Renan Calheiros tem lobby.

Renan pôde usar um avião da FAB para fazer transplante de cabelo. Era uma questão de segurança nacional. A lei e a ordem dependiam disso. Não é possível ter um presidente do Senado careca, disseram as autoridades. Não é possível ter um presidente do Senado que não fosse Renan. Logo, ele não podia ser careca.

Têm lobby também os 513 deputados federais e os 81 senadores. Têm lobby os 11 ministros do Supremo e os ministros escolhidos pelo presidente da República. Por isso, eles só são julgados pelos STF, seus colegas de lobby.

Políticos com mandato não foram presos na Lava Jato Eles têm lobby. Os que foram presos foram os que perderam o mandato e perderam o direito de ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal, composto de 11 ministros com direito a prerrogativa de foro.

O Brasil tem no início de sua Constituição um artigo dizendo que todos são iguais perante a lei. Mas no Brasil, quem tem a responsabilidade de interpretar a Constituição são 11 ministros do Supremo Tribunal Federal – que não podem ser julgados por mais ninguém. Só pelos colegas de STF, que em tese são iguais a todos os brasileiros perante a lei.

Lula disse uma vez que Sarney não podia ser tratado como um cidadão comum. Renan também não. Nem os militares. Nem qualquer um que tenha lobby.

O engraçado de tudo isso é que no Brasil o lobby não é legalizado. Pelo menos no papel. Ele não existe na lei. Porque se existisse na lei todos teriam que ser iguais perante o lobby. E isso, segundo quem tem lobby, não pode ser.

Seria a anarquia. E as instituições estão aí para impedir a anarquia. E manter cada um no seu lugar, oras.

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