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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 5:26:43 PM

A Secretaria de Estado da Cultura informa por meio de e-mail enviado ao blog que os valores de contrato divulgados em post anterior são de “shows colocados”. Ou seja, embutido neste valor está o pacote completo, e o artista precisa usar a verba inclusive para pagar passagem e hospedagem, entre outros gastos.

Além disso, a secretaria informa também que alguns shows que chegam a constar da lista por terem sido divulgados no Diário Oficial não ocorrerão por problemas de data dos contratados (casos de Pato Fu e Dudu Nobre). A lista oficial completa ainda será divulgada.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 2:41:01 PM

Haiti prefs

Por esses dias, fiz um post sobre os comentários indecentes (xenófobos, racistas) que o caso dos haitianos causou nas redes sociais em Curitiba. Curitibanos reclamando da presença deles, fazendo demonstrações explícitas de repúdio a estrangeiros e fazendo confusões de todo tipo.

Acompanhando os comentários sobre o tema, especialmente na postagem que a prefeitura de Curitiba fez sobre o tema, dando boas vindas aos haitianos, também foi possível ver mostras de solidariedade e de humanismo.

Mas um comentário, em especial, chamou a minha atenção. É de um angolano, que veio para o Brasil estudar. Achei curioso a ponto de reproduzir o trecho aqui abaixo.

O texto é de Maclaurence Milkmichuk Mutangara Lacyrandy:

“Eu não vou falar do Haiti, mais falarei de Angola que é meu País. O povo Brasileiro e principalmente o Curitibano sua maioria é xenófobo e racista. Mas isto parte das pessoas menos cultas ao pensarem que tudo quanto é estrangeiro e de raça negra está cá no Brasil porque fugiu guerra ou veio procurar melhores condições de vida enganam – quem conhece a realidade das coisas dá valor e não discrimina. Porque se parassem para pensar em que o estrangeiro ajuda estando no vosso país vocês já pensariam diferente.

Eu estou cá no Brasil a estudar faço duas faculdades e nem sofri de onde venho, nem pretendo passar o resto da minha vida aqui. Depois de minha formação, partiu Angola.

Também não vim a procura de melhores condições de vida, mas escolhi o Brasil porque é uma referência nos 20 países do mundo na minha área de formação e devido à facilidade do idioma, visto que minha terra natal fala português.

Eu ignoro o racismo sujo sobre minha cor porque conheço o valor que tenho e a ajuda que dou ao Brasil. Não faço nada aqui que envolva remuneração. Meus estudos são pagos pelos meus pais que, por mês, fazem o envio de 2.500 dólares equivalente a uns 6.000 reais para pagar minhas faculdades,meu apartamento, alimentação e suprir minhas necessidades.

Todo este dinheiro vem de Angola e fica cá no Brasil todos os meses. Agora eu pergunto para os tais: viram como eu ajudo? Talvez estes valores fossem investidos em outro local e tudo quanto é impostos e tudo mais a gente paga.

Então respeitem os haitianos. O mundo é uma caixa de surpresas. Não sabe que amanhã poderá acontecer com vocês também? Meu país já viveu uma guerra civil longa que terminou em 2002. E hoje todo Angolano quer viver em Angola e podemos falar que Deus olhou por nós. Somos uma das economias que mais cresce a nível mundial, e temos remunerações salariais bem eficientes e sei que Deus também vai abençoar o povo do Haiti. E o governo Brasileiro fez um ato de irmandade e afeto por ter recebido os haitianos aqui sendo eles vossos vizinhos. Tudo é América.”

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 1:37:40 PM

voce fiscal 2

No primeiro turno, quase mil paranaenses participaram do mutirão do Você Fiscal, um projeto liderado pelo professor Diego Aranha, da Unicamp, e que tem por objetivo ver a possibilidade de fraudes na urna eletrônica brasileira.

Agora, o segundo turno está aí. E quem quiser ainda pode participar. Basta baixar o aplicativo no site do programa e, no domingo, fazer foto do boletim de urna que estará na porta da sessão assim que a votação acabar. Os técnicos depois compararão os números e dirão se tudo correu normalmente.

Foram 19 mil boletins enviados no primeiro turno. Agora, na comunidade do Mutirão do Segundo Turno, já há mais de 2,5 mil pessoas dizendo que participarão.

 

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 11:57:46 AM

Eduardo Sciarra. Foto de Wenderson Araújo/Gazeta do Povo.

Eduardo Sciarra, campeão de gastos.Foto de Wenderson Araújo/Gazeta do Povo.

Os deputados federais brasileiros praticamente decretaram férias para si mesmos durante o período eleitoral. A não ser pelos “esforços concentrados” raros, puderam ficar em suas bases fazendo campanha. Para eles mesmos e seus aliados.

Isso não quer dizer, porém, que eles deixaram de gastar a verba de gabinete a que têm direito. Levantamento do blog mostra que, somados, os 30 deputados paranaenses gastaram R$ 1,1 milhão desde julho, quando começou oficialmente a campanha. Isso dá mais de R$ 38 mil por parlamentar. Ou quase R$ 10 mil em média ao mês.

Os gastos não são igualitários. Há quem tenha gastado R$ 73 mil e quem tenha gastado R$ 7 mil. Abaixo, segue a lista nominal.

Eduardo Sciarra (PSD) -  R$ 73.583,91
Edmar Arruda (PSC) - R$ 72.248,39
João Arruda (PMDB) - R$ 60.780,48
Nelson Meurer (PP) - R$ 56.161,36
Luiz Nishimori (PR) - R$ 55.726,90
Zeca Dirceu (PT) - R$ 55.016,48
Ratinho Jr. (PSC) - R$ 54.472,97
Leopoldo Meyer (PSB) - R$ 51.648,97
Assis do Couto (PT) - R$ 49.519,78
Nelson Padovani (PSC) -  R$ 47.943,87
André Zacharow (PMDB) - R$ 46.552,47
Reinhold Stephanes (PSD) -  R$ 46.109,85
Odilio Balbinotti (PMDB) - R$ 45.123,96
Abelardo Lupion (DEM) - R$ 44.991,01
Dr. Rosinha (PT) -  R$ 44.115,19
Osmar Serraglio (PMDB) - R$ 38.824,20
André Vargas (sem partido) - R$ 38.296,08
Dilceu Sperafico (PP) - R$ 33.105,26
Angelo Vanhoni (PT) -  R$ 32.308,11
Alex Canziani (PTB) - R$ 29.602,79
Alfredo Kaefer (PSDB) -  R$ 28.775,44
Hermes Parcianello (PMDB) - R$ 26.805,32
Giacobo (PR) -  R$ 23.360,53
Takayama (PSC) - R$ 22.985,48
Luiz Carlos Hauly (PSDB) - R$ 21.802,46
Rosane Ferreira (PV) - R$ 19.051,55
Sandro Alex (PPS) -  R$ 15.835,10
Rubens Bueno (PPS) -  R$ 14.609,31
Cida Borghetti (Pros) - R$ 8.078,45
Fernando Francischini (SD) - R$ 7.887,33
Total - R$ 1.165.323,00

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 9:28:42 AM

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A eleição que está em, jogo é para presidente, certo? Mas em política funciona assim. Uma eleição ajuda a definir a próxima. E dependendo do resultado deste domingo, a coisa pode ficar melhor ou pior para alguns dos pretendentes à prefeitura da capital, daqui a dois anos. Veja como está a corrida e a situação de cada um.

1-      Gustavo Fruet (PDT) – O atual prefeito, pelo menos por enquanto, tem uma situação que parece confortável. Se Dilma se reeleger, tem a chance de continuar ao lado do PT. Se ganhar Aécio, tem convite para ficar ao lado do PSDB. Em qualquer hipótese, poderá ser candidato à reeleição do “lado mais forte”. Se quiser, é claro.

2-      Ratinho Jr. (PSC) – O mais provável é que Ratinho, segundo colocado na disputa de 2012, esnobe a eleição municipal e prefira se resguardar para a eleição de 2018, quando provavelmente será candidato ao governo do estado. Se quiser ser candidato a prefeito, deve recusar a presidência da Assembleia.

3-      Luciano Ducci (PSB) – Apesar de não ter passado para o segundo turno em 2012, Ducci é visto como possível candidato do grupo de Beto Richa. A eleição para deputado federal não chegou propriamente a cacifá-lo, mas melhorou sua situação. Depende de Fruet não passar para o lado de Richa.

4-      Ney Leprevost (PSD) – É um dos integrantes fiéis do grupo de Richa que pretende ser candidato a prefeito. Diz que pretende conquistar o apoio de Ratinho Jr.

5-      Fernando Francischini (SD) – Outro que pretende ter apoio de Richa e de Ratinho, com quem fez parceria na eleição de 2012, como “consultor” de assuntos de segurança pública.

6-      Mauro Moraes (PSDB) – O deputado já foi candidato a prefeito em 2004 e tem eleitores cativos na região sul da cidade. Mas não parece disposto a entrar na disputa por enquanto.

7-      Rubens Bueno (PPS) – O presidente do PPS já chegou a fazer 20% dos votos para prefeito em 2004. Em 2012, foi vice de Ducci e, caso o prefeito se reelegesse, seria a escolha natural para a sucessão.

8-      Rafael Greca (PMDB) – O ex-prefeito parece ainda ser a melhor opção do partido para Curitiba, principalmente se Requião continuar dominando o diretório.

9-      Dr. Rosinha (PT) – Poderia ser o candidato do PT caso Fruet passe para o outro lado. Mas teria primeiro de convencer a ala “light” do partido, comandada por Gleisi Hoffmann.

10-   Maurício Requião (PMDB) – Seria uma possibilidade, dependendo do mandato dele como deputado estadual.

A décima primeira candidatura? É impossível por questões de legislação eleitoral. Mas Fernanda Richa, se não tivesse impedimento legal, quase certamente seria a candidata do PSDB. Quando o marido deixar o cargo de governador, ela parece ser a bola da vez.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/10/14 7:33:42 AM
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Comício das Diretas Já em Curitiba, em 1984. Para não esquecer o quanto eleição faz falta.

Ok: eleições podem ser um saco. Não as eleições em si, mas o período que as antecede. Quem aqui não está com a paciência esgotada de ficar lendo sobre teorias da conspiração nas redes sociais? Quem aqui não desejaria que seus amigos fossem menos radicais ao falar de suas escolhas? Quem aqui não desejou pelo menos por um instante mandar alguém próximo (às vezes um bom amigo) catar coquinho na descida?

Eu passei por tudo isso. Tédio de ver que “isso a Globo não mostra”. Irritação de ouvir que a Dilma criou o bolsa crack. Descrença da humanidade ao ver gente tentando ligar Aécio aos nazistas. Vergonha alheia de amigos queridos que ficam se expondo ao ridículo em nome de candidatos que pisariam no seu pescoço só para usar de degrau para o próximo mandato. Graças a Deus e à educação que me deram (valeu, mãe; valeu, pai), contei até 10, não mandei ninguém ver se eu estava na esquina e mantive meus amigos (acho).

E não terminou, não. Ainda tem o debate dessa sexta. As horripilantes interpretações que se darão a ele (“Só quem é idiota não vê que o candidato X ganhou!”) . A avacalhação que se seguirá à divulgação das pesquisas de intenção de voto “Só um mentecapto não vê que são compradas!”). A capa da Veja (ah, a Veja) com novas denúncias contra os “petralhas” e os petistas dizendo que a revista é isso e aquilo. Se der sorte, não entrarei no blog do Azevedo nem no Brasil 247. Pelo menos isso podemos evitar.

E depois da eleição, metade dos seus amigos estará insuportável. Muito pior que depois de derrota do time no campeonato. Rancorosos, amargos, descrentes, dirão que o mundo está por acabar. Terão certeza de que a eleição foi fraudada ou de que os eleitores que fizeram a burrada de votar em quem ganhou são mesmo uns ineptos. “Coxinhas, nazistas, preconceituosos”, dirão os petistas em caso de vitória de Aécio. “Bandidos, compradores de votos, coronéis”, gritarão os tucanos em caso de vitória petista.

Mas, sabe o que? Apesar disso tudo, a eleição será mais uma bela notícia para o país. Pela primeira vez em nossa história chegamos a sete eleições diretas, livres, universais e sem golpes. O velho chavão da “festa da democracia” gastou-se de tanto uso. Mas no fundo é isso mesmo. É esse o momento mais bacana da nossa vida democrática. Podermos ir lá e dizermos quem queremos que toque a carroça para frente.

Não dependemos de nenhum estrangeiro, de nenhum general, de nenhum oligarca, de ninguém, para dizer o que é melhor para nós. Se fizermos burrada, terá sido a nossa burrada. E, melhor ainda: daqui a exatos quatro anos, no primeiro domingo de outubro, já está marcado: estaremos lá, elegendo o sucessor de quem quer que ganhe neste domingo. Raivosos? Talvez. Arrependidos? Provavelmente. Mas livres para decidir de novo. Para acertar ou errar. E para fazer desse país, mais uma vez, nosso. Dos quase 200 milhões que somos. Dos mais de 140 milhões que votam, um a um, sem que qualquer voto valha mais que o outro.

Se tudo que você consegue ver são petralhas e coxinhas, pense de novo. Desembace os olhos. Você está diante da quarta maior democracia do mundo funcionando a pleno vapor.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/10/14 5:08:21 PM

Tapa buraco

Este blog faz periodicamente um acompanhamento dos pedidos de tapa-buraco feito pelos vereadores da cidade. É o buracômetro. Ele ajuda a medir algumas coisa. Por exemplo: a qualidade do asfalto, ou dos outros pavimentos; o quanto os vereadores dependem do prefeito para mostrar “obras” nos bairros; e também se as obras estão saindo ou não do papel.

Nesta medição, o “buracômetro” mostrou principalmente uma queda drástica dos pedidos de tapa-buracos em relação ao ano passado. Em média, em 2013, os vereadores faziam por essa época do ano mais de 300 pedidos por mês. Agora, o número não chega a 100.

Segundo os vereadores, há alguns motivos para isso. Por exemplo, o período eleitoral (eles estavam mais ocupados fazendo campanha do que preenchendo formulários de requerimento). Mas a principal explicação parece ser mesmo a de que eles estão deixando de fazer os requerimentos porque aprenderam que não funciona como eles desejam.

A prefeitura, em primeiro lugar, não tem verba para fazer tudo que é solicitado. Muito menos na velocidade com que se pede. Ou seja: no ano passado, os vereadores novos tomaram posse e encheram o protocolo com pedidos do gênero. Agora, vendo que isso em si não resolve, diminuíram o ritmo.

Um deles diz que ouviu do próprio prefeito que a prioridade no momento, com caixa apertado, não é asfalto: é saúde. Assim, pedir asfalto passou a ser contraproducente.

Os vereadores de curitiba

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/10/14 4:02:57 PM
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Dos 40 deputados estaduais paranaenses que votaram a favor da criação do auxílio-moradia para os juízes do estado, em fevereiro deste ano, 26 foram reeleitos para mais quatro anos de mandato. Isso significa uma taxa de reeleição de 65%. Dos 11 que não se reelegeram, três não foram candidatos.

Os deputados votaram o auxílio dando uma “carta branca” para o Tribunal de Justiça do Paraná decidir qual o valor que cada magistrado receberia (o TJ acabou decidindo por 15% do subsídio total, o que dá pelo menos R$ 3,2 mil para cada um).

Embora o auxílio tenha sido muito questionado posteriormente, parece que não foi nem de longe um critério para a escolha dos representantes neste ano. Veja a lista abaixo.

Votaram a favor e foram reeleitos
Ademar Traiano (PSDB)
Ademir Bier (PMDB)
Alexandre Curi (PMDB)
André Bueno (PDT)
Anibelli Neto (PMDB)
Artagão Jr. (PMDB)
Bernardo Ribas Carli (PSDB)
Douglas Fabrício (PPS)
Dr. Batista (PMN)
Elio Rusch (DEM)
Evandro Jr. (PSDB)
Fernando Scanavaca (PDT)
Francisco Bührer (PSDB)
Gilson de Souza (PSC)
Jonas Guimarães (PMDB)
Luiz Accorsi (PSDB)
Luiz Carlos Martins (PSD)
Mara Lima (PSDB)
Nelson Justus (DEM)
Nelson Luersen (PDT)
Nereu Moura (PMDB)
Ney Leprevost (PSD)
Paranhos (PSC)
Pedro Lupion (DEM)
Plauto Miró (DEM)
Rasca Rodrigues (PV)
Toninho Wandscheer (PT) – eleito deputado federal

Votaram a favor e não foram reeleitos (ou não se candidataram)
Alceu Maron (PSDB)
Caíto Quintana (PMDB)
Cleiton Kielse (PMDB)
Duílio Genari (PP)
Gilberto Martin (PMDB)
Marla Tureck (PSD)
Nelson Garcia (PSDB)
Osmar Bertoldi (DEM)
Roberto Aciolli (PV)
Rose Litro (PSDB)
Stephanes Jr. (PMDB)
Teruo Kato (PMDB)
Waldyr Pugliesi (PMDB)
Wilson Quinteiro (PSB)

Votaram contra e foram reeleitos
Péricles de Mello (PT)
Professor Lemos (PT)
Tadeu Veneri (PT)
Tercílio Turini (PPS)
Pastor Edson Praczyk (PRB)
Gilberto Ribeiro (PSB)

Votaram contra e não foram reeleitos
Elton Welter (PT)
Luciana Rafagnin (PT)

Não votaram e foram reeleitos
Adelino Ribeiro (PSL)
Enio Verri (PT)
Mauro Moraes (PSDB).

Não votou e não se candidatou
Hermas Jr. (PSB)

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/10/14 3:21:58 PM
Pedro Paulo. Foto de Jonathan Campos.

Pedro Paulo. Foto de Jonathan Campos.

O líder do prefeito Gustavo Fruet (PDT) na Câmara de Curitiba, Pedro Paulo (PT), diz encarar com naturalidade a insatisfação de parte de seus colegas com a atual gestão. O blog noticiou que está aumentando o número de reclamações (públicas e privadas) contra a administração da cidade na Câmara.

Segundo Pedro Paulo, a prefeitura realmente não tem como atender a todos os pedidos que os vereadores apresenta. “É natural. Não tem dinheiro para tudo. Não acho que ninguém precise passar para a oposição por não ter alguns pedidos atendidos, mas vejo como uma situação normal”, disse.

Hoje, Pedro Paulo diz que Fruet tem maioria confortável para aprovar projetos (apenas dois dos 38 vereadores são oficialmente de oposição). Mas garante que não há salto alto. Inclusive, afirma que a prefeitura está se esforçando para pagar as emendas dos vereadores ao orçamento.

As emendas são um dos pontos de atrito da Câmara com a prefeitura. Nesta semana, os vereadores quiseram saber se vão continuar com R$ 500 mil cada para o orçamento de 2015. A prefeitura diz que sim. O que representa R$ 19 milhões de dinheiro direcionado diretamente pelos parlamentares.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/10/14 1:28:41 PM

Haiti

A Casla, Casa Latino-Americana, que ajuda imigrantes que estão se estabelecendo em Curitiba, divulgou um texto importante sobre a imigração para o Brasil. Isso, claro, por causa dos atos de intolerância registrados em Curitiba com relação aos haitianos. Reproduzo o texto abaixo.

(O meme acima também foi criado pela Casla. E tem lá seu sentido.)

1. O Brasil NÃO é um país com fronteiras abertas a qualquer pessoa. O Brasil tem uma lei antiquada, do tempo da ditadura chamada Estatuto do Estrangeiro, que restringe bastante a vinda de imigrantes. Para qualquer estrangeiro vir trabalhar para o Brasil precisa de, no mínimo, ter um visto de trabalho que só é concedido mediante apresentação de um contrato de trabalho ou proposta oficial de contrato de trabalho por parte de empresa sediada no Brasil. Como devem imaginar, isso não é tão fácil de obter antes mesmo de chegar em solo brasileiro.

2. O Brasil NÃO recebe mais imigrantes do que pode. Hoje temos muitos haitianos no Brasil e em particular no Paraná por uma questão de solidariedade, por razões humanitárias. É concedido a cidadãos haitianos um visto humanitário por uma razão muito simples. Lembram do terremoto de 2011 no Haiti, em que morreram cerca de 300 mil pessoas e foram destruídos mais de 250 mil edifícios? Hoje, o Haiti ainda não está recuperado social e economicamente, sofrendo de níveis recorde de desemprego e fome. 

3. O Brasil é SOLIDÁRIO com todos os haitianos porque eles são seres humanos em necessidade. Tendo direito a visto humanitário, o haitiano no Brasil tem direito a trabalhar para se sustentar e contribuir para a sociedade brasileira com o pagamento de impostos, entre outras coisas. Hoje temos haitianos médicos, professores, químicos, assistentes sociais, fisioterapeutas, entre outros, trabalhando em empregos subqualificados. 

Estas pessoas são nossas amigas, nossos irmãos, nossos colegas. Eles não merecem sair de uma catástrofe natural tão dramática como a do terremoto de 2011 para no Brasil ser discriminado com a desculpa esfarrapada do ebola. É o que fazemos na Casa Latino-Americana: ajudar quem necessita.

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