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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 6:07:45 PM

Sempre surgem teorias conspiratórias sobre governos e meios de comunicação fazerem o que se chama de propaganda subliminar: usar meios sutis de inculcar uma ideia na tua cabeça sem fazer isso abertamente.

Normalmente não vale a pena prestar atenção a coisas do gênero: um nome de novela que “lembra um 45″ no ano da eleição, por exemplo. Mas, às vezes, mesmo que seja sem querer, a coisa fica estranha.

Caso deste anúncio da Copel de redução de preço para produtos de eficiência energética. O desconto, na verdade, nem é de 45%. Mas o governo do PSDB preferiu fazer a propaganda com o número 45. E ainda sobre um fundo azul e amarelo. O número e as cores do partido.

Pode não ser proposital. Assim como a prefeitura negou ser proposital a pintura dos terminais de ônibus de azul e amarelo à beira de eleição de prefeito em 2012. Mas fica estranho. E, como não basta ser honesto, é preciso parecer honesto, tudo que fica estranho devia ser evitado pelo governo. Inclusive isso.

Atualização

A Copel afirmou, por meio de sua assessoria, disse que o anúncio foi feito pelas Lojas Colombo, que ganharam a licitação para vender os equipamentos com desconto subsidiado.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 4:34:44 PM

Paulino Viapiana foi escolhido como novo secretário de Estado da Comunicação Social. A pasta vinha sendo acumulada pelo chefe de Gabinete de Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, desde a saída de Marcelo Cattani do cargo em fevereiro.

Viapiana ainda não foi anunciado formalmente no cargo. Até porque ainda não se sabe quem ficará no seu lugar na Secretaria de Cultura.

Cattani ocupou a chefia da Comunicação de Richa na prefeitura e durante todo o primeiro mandato do governador. Saiu no começo deste ano, supostamente porque não teria concordado com o modo como o governo reagiu à prisão de Luiz Abi – tentando demonstrar que Richa não tinha proximidade com seu primo.

Na Comunicação, a principal tarefa de Viapiana deverá ser a de recuperar a imagem de Richa. Como mostrou a Gazeta do Povo nesta semana, após a repressão no Centro Cívico e a greve dos professores, dentre outras medidas impopulares, o governador tem 84% de reprovação hoje no estado.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 3:49:02 PM

Com colaboração de Euclides Lucas Garcia:

Uma lista que corre no plenário da Assembleia Legislativa mostra quem seriam os “padrinhos” de ambulâncias que estão sendo entregues pelo governo do estado a municípios.

Os deputados que ficaram ao lado do governo nas votações polêmicas da reforma da previdência, entre outras, tiveram a possibilidade de fazer fotos com o governador Beto Richa (PSDB) para dizer que têm participação na compra.

A lista, cuja legitimidade não é confirmada pelo governo, traz o nome dos 33 deputados e, ao lado, três municípios que estariam recebendo ambulâncias com seu apadrinhamento.

Nos últimos dias, a tensão subiu entre deputados governistas e “independentes”. Quem votou com o governo nas votações polêmicas tem achado ruim que os que preferiram passar para o outro lado nos momentos difíceis continuem “apadrinhando” inaugurações.

A maior polêmica veio quando Marcio Pauliki (PDT) inaugurou ao lado do governador cinco leitos de UTI me Ponta Grossa. O deputado Plauto Miró (DEM), também da cidade, reclamou. E como protesto contra esse tipo de atitude do governo alguns deputados teriam esvaziado o plenário.

Na terça-feira, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), chegou a admitir o critério político da entrega. “Vocês escolheram um lado e agora arquem com o ônus de ser oposição. Nesta Casa, quem tem capacidade de transformar políticas públicas é quem tem condições de dialogar com o governo.”

Nesta quarta-feira, Romanelli mudou o discurso e disse que o critério é meramente técnico. Mas foi contestado pelo próprio colega de PMDB, Requião Filho. “Se o massacre dos professores e a extinção do ParanáPrevidência custaram três ambulâncias, no próximo projeto polêmico o governador só vai precisar prometer dar uma volta de carro em torno da Assembleia segurando a mão do deputado”, disse. Romanelli acusou Requião de ter “dor de cotovelo”.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 2:45:53 PM

Os eventos do Provopar para entregar os cobertores da campanha Espalhe Calor quase sempre têm um ar de comício, com políticos discursando antes de o pessoal poder levar os cobertores para casa.

O blog separou algumas fotos disponíveis na rede para mostrar como funciona. Abaixo, você vê vários deputados, além de prefeitos e vereadores, aproveitando o momento para vender seu peixe para a população de baixa renda.

Luciano Ducci discursa em entrega de cobertores em Bocaiúva do Sul.

Romanelli e Tião Medeiros dividem os holofotes no norte do estado.

 

Tião Medeiros, do PTB, discursa para quem recebe os cobertores.

Entregas reúnem multidões de baixa renda em ginásios.

 

 

Cobra Repórter (PSC) discursa em vários eventos no norte do estado.

Cobra Repórter em novo evento.

Cobra Repórter em Rolândia.

Cobra Repórter em Vista Bela…

 

Pessoas esperam discursos de políticos para receber cobertores.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 9:19:18 AM

Cobra Repórter (PSC) entrega cobertores no interior.

 

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

Antes que alguém use o argumento óbvio contra o texto que se segue: não se trata de querer que o governo deixe de arrecadar cobertores para os mais pobres. O frio nessa época do ano é intenso, as pessoas precisam se proteger e é ótimo que as instituições ajudem no que podem. Mas mais uma vez a entrega dos cobertores arrecadados pelo Provopar estadual é feita em um esquema que mais parece comício do que assistência social.

A direção do Provopar, que arrecada cobertores e agasalhos, anda percorrendo o estado para dar dois cobertores a cada família cadastrada. A meta para esse ano é se aproximar de 200 mil doações. O problema é que antes de receberem qualquer coisa, os pobres precisam encarar o discurso dos políticos regionais. Só depois da falação as entregas são liberadas.

Basta entrar nas notícias divulgadas pelo próprio Provopar. Em cada município, além de Carlise Kwiatowski, presidente do Provopar e braço-direito da primeira-dama Fernanda Richa, há sempre prefeitos, vereadores e deputados, ou seus representantes. Em uma série de entregas no norte do estado, por exemplo, o deputado Cobra Repórter (PSC), de Rolândia, foi quem esteve ao lado de Carlise. Há fotos dele discursando e sorrindo em Rolândia, Tamarana, Cambé, Londrina.

No Norte Pioneiro, o líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB) dividiu o microfone com Tião Medeiros (PTB). Na região metropolitana de Curitiba, o deputado federal Luciano Ducci (PSB) discursou elogiando o trabalho do governo de Beto Richa (PSDB),seu padrinho político. Outros deputados não aparecem nas fotos, mas os textos do Provopar deixam claro que Marcio Nunes (PSC), Rubens Bueno (PPS) e Maria Victoria (PP), entre outros, mandam seus representantes e são mencionados nos eventos.

As fotos mais reveladoras sobre a intenção política, porém, são as que mostram a plateia. Em galpões, ginásios e escolas, centenas de pessoas esperam pacientemente enquanto ouvem a parolagem dos políticos. Só querem o cobertor. Só querem não passar frio. Mas a regra do jogo ordena que eles tenham de primeiro saber quem são seus benfeitores.

A entrega de cobertores já rendeu mais do que críticas a Fernanda Richa. Rendeu-lhe uma multa eleitoral em 2010, quando ela fez campanha antecipada para o marido, que disputava o governo do estado, em um comício no Parolin. Como a multa não é séria (R$ 5 mil) e ainda nem precisou ser paga, tudo continua como era.

Recentemente, outra denúncia mais grave apareceu: a de que fiscais da Receita estariam sendo pressionados a cumprir metas de arrecadação de cobertores. Uma gravação revelada pela Gazeta do Povo mostra que os auditores iam a empresas pedir doações, numa evidente deturpação de suas funções.

O ciclo começa torto, com empresários recebendo pedidos indevidos, e termina tortíssimo, com os pobres recebendo o produto em eventos em que a intenção eleitoral mal é disfarçada.

A primeira-dama disse em entrevista à Rádio Banda B que as denúncias sobre os auditores são falsas e que, ao saber que estavam dizendo aquilo de seu trabalho, quase desistiu de continuar. “Depois dessa denúncia, a minha vontade era não voltar mais pro trabalho, porque perdi a vontade de fazer o bem”, disse.

Repita-se. Ninguém quer que os cobertores deixem de ser repassados a quem precisa. O que precisa ser feito é, primeiro, que tudo seja feito dentro da lei. Segundo, poderia-se seguir aquele velho preceito de que, quando se trata de fazer o bem, nem a mão direita deve saber o que a esquerda faz. Senão, deixa de parecer assistência social. E passa a parecer mera campanha política.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/06/15 5:16:33 PM

ENTRADAS EDVINO - CURITIBA - 29/08/12 - BOM GOURMETA Assembleia Legislativa do Paraná caminha para imitar os passos da cidade de São Paulo e proibir o foie gras, extraído do fígado de ganso. O projeto de seria votado (e provavelmente aprovado) nesta terça-feira na Comissão de Agricultura.

O projeto é de autoria do deputado Rasca Rodrigues (PV). A preocupação, assim como em São Paulo, é com o bem-estar dos animais. A “engorda” do ganso, durante mais de duas semanas, para que o fígado do animal tenha o gosto exigido pelos gourmets, o que causa imenso sofrimento ao animal.

“As aves são submetidas a uma superalimentação, durante 17 dias , o fígado aumenta em até 12 vezes. Uma ação extremamente invasiva”, escreveu no Twitter o deputado Pedro Lupion (DEM), presidente da Comissão de Agricultura.

O relatório do deputado Fernando Scanavacca (PDT) foi favorável ao projeto. com os votos de Rasca e Lupion, é quase certo que o projeto passe. Mas Evandro Jr. (PSDB) pediu vistas, adiando a decisão para a semana que vem.

Depois de aprovado pelas comissões, o projeto segue para plenário. A tendência é que seja aprovado sem maiores problemas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/06/15 3:19:48 PM

Dilma BetoDilma Rousseff e Beto Richa fizeram por merecer os baixos índices de aprovação que receberam nesta nova rodada de pesquisa.

A presidente não só comanda uma economia de recessão com mão de ferro e um duro ajuste fiscal como ainda se viu envolvida em escândalos de corrupção.

O governador comanda um ajuste fiscal igualmente duro e viu o primo, auditores e funcionários serem presos por diversos escândalos. Como cereja do bolo, sua PM massacrou manifestantes em praça pública.

Com isso, é “natural” que tenham chegado a índices de rejeição de 87% e 84%. ninguém fica feliz com o tipo de governo que se desenha tanto em Brasília quanto aqui.

E, no entanto, se você perguntar tanto à presidente quanto ao governador, a resposta será a mesma, por mais que os dois estejam em campos opostos da política: a crise econômica veio de fora, o ajuste fiscal era necessário e o melhor está por vir.

Em nenhum caso será exatamente mentira. A presidente herdou a crise econômica de outros países – mas tudo indica que contribuiu para agravá-la. O governador herdou dívidas – mas tinha uma receita em crescimento e só se afundou em mais dívidas.

Nos dois casos, o ajuste fiscal é para evitar que o barco afunde. Para tentar segurar as coisas num limite razoável até que a economia (sempre cíclica) melhore. Ninguém imagina que com o que está sendo feito o país (ou o estado) passe a nadar em dinheiro. Seria mais do que ingenuidade.

O principal “botão” para que o eleitor decida se gosta ou não de um governo parece ser sempre o econômico. E nesse sentido a popularidade de um só melhorará junto com a do outro.

Por enquanto, todo mundo está mesmo é com raiva de políticos. Pelos motivos certos, e também pelos errados.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/06/15 2:03:39 PM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 29/06/15 6:55:11 PM

A Câmara de Curitiba comemorou nos últimos dias a economia que conseguiu com uma licitação de carros para os vereadores. Foram alugados 50 carros com valor total de R$ 1,086 milhão por ano – um contrato R$ 567 mil mais barato do que o anterior.

A alegria durou pouco. Uma das empresas derrotadas no processo licitatório foi à Justiça e conseguiu uma liminar para cancelar temporariamente o resultado. O problema, para os vereadores, é que assim que a Câmara for notificada, todos terão 48 horas para devolver os carros que receberam.

O presidente, Aílton Araújo (PSC), diz que tem certeza de que conseguirá derrubar a liminar rapidamente, já que, segundo ele, todo o processo foi feito corretamente. Mas, enquanto isso, os vereadores ficarão por alguns dias sem o benefício do carro oficial.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 29/06/15 5:11:49 PM

pedagio_4914O governador Beto Richa (PSDB) foi informado nesta segunda-feira do teor de um documento que cinco instituições do estado pretendem levar nesta semana ao ministro dos Transportes, em Brasília. O documento pede que as rodovias concedidas pelo governo federal ao Paraná continuem nas mãos do estado.

Por trás disso está uma outra discussão importante para o bolso de todo mundo: o preço do pedágio nas estradas que cortam o Paraná. Os 1,8 mil quilômetros que estão em jogo são exatamente aqueles que Jaime Lerner colocou no programa de concessões para fazer o Anel Rodoviário.

As cinco instituições que assinam o documento – Faep, Associação Comercial, Fecomércio, Fetranspar e Faciap – dizem que não teriam problemas com a discussão de uma extensão dos contratos de pedágio, desde que as empresas fizessem mais obras e reduzissem o valor cobrado hoje nas praças.

“O Paraná precisa com urgência que o Anel de Integração seja totalmente duplicado”, afirma o texto. Segundo Darci Piana, da ACP, o problema de não ampliar os prazos atuais seria a necessidade de esperar mais sete anos para fazer nova licitação e só aí ter obras novas. “Não dá para ficar esperando mais sete anos, até o fim das atuais concessões, para tomarmos uma posição”, disse.

Os contratos de pedágio feitos com as seis concessionárias que operam hoje no Paraná vão até 2023 – ou seja, dos 25 anos previstos originalmente, já se passaram 17. No entanto, o fim dos contratos ocorreria, pelo contrato atual, na próxima gestão, e não na de Beto Richa.

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