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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/14 3:28:21 PM

onibus

A Câmara de Curitiba começa a votar na segunda-feira projeto que obriga a Urbs a colocar em todos os pontos de ônibus o horário das linhas. Seria uma das melhores notícias para o sistema de transporte coletivo da cidade.

Hoje o usuário só sabe do horário se olhar na internet. Apesar de a prefeitura insistir em criar cada vez mais coisas pensando só em quem tem acesso a smartphones, a maior parte da população não tem internet ao andar na rua. Tem de ver o horário em casa, se tiver computador.

No ponto, fica sem saber quanto terá de esperar (caso a linha não esteja com atraso). Poderia ir para o ponto de outra linha próxima, se soubesse que vai demorar, mas não sabe. Caso consiga um smartphone, pode até acompanhar em tempo real onde o ônibus está. Mas esse sistema só privilegia os privilegiados.

A Urbs sempre resistiu a informar o horário do busão. Seria difícil que as pessoas não arrancassem? Ora, a propaganda da Clear Channel fica lá, bem protegidinha. Por que o serviço público não ficaria. Questão de boa vontade.

Tomara que os vereadores prestem esse serviço à cidade. Torçamos.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/14 11:24:50 AM

richa_gleisi_requiao_2712doze

Uma das mágicas feitas pelos candidatos durante o processo eleitoral é dar uma ligeira modificada na verdade para satisfazer a suas necessidades. Às vezes, nem chega a ser uma mentira: trata-se de contar uma verdade parcial, escondendo aquilo que não interessa. No Brasil, isso ficou conhecido como Máxima de Ricupero, graças à ingenuidade do ex-ministro Rubens Ricupero que se deixou gravar dizendo que “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

Nesta quinta-feira, a Gazeta do Povo publicou um relatório extenso e complexo sobre o governo de Beto Richa. Foi feito com 137 compromissos assumidos por Richa em 2010. Na época, o levantamento das promessas foi feito pela brilhante colega Rosana Félix. A mim, coube agora ver (em mais de um mês de trabalho) o que tinha acontecido em cada área.

O resultado é claro. 47% (houve uma única correção) foram cumpridas. E 24% foram descumpridas. Os outros 29% caem num meio termo: é o caso de uma obra que foi licitada mas não está pronta, de uma meta numérica que andou mas não foi atingida, de uma melhoria que ocorreu apenas em parte. Demos a isso o selo de “Parcialmente cumprido”.

No mesmo dia, os três principais candidatos deram sua versão para a matéria. E, como era de se esperar, nenhum dos três foi fiel à realidade.

Richa enviou um e-mail para a imprensa dizendo que 76% das metas foram cumpridas. Somou para isso as cumpridas e as parcialmente cumpridas. Ora, uma meta parcialmente cumprida não foi totalmente cumprida, por óbvio, e não devia estar na soma.

Requião pôs no Facebook que Richa descumpriu 50% das promessas. Um arredondamento que exige que você considere as metas parcialmente cumpridas como descumpridas, o que representa um exagero para o outro lado, já que naqueles casos pelo menos algo foi feito.

Gleisi foi na mesma balada de Requião, e disse por exemplo que na área de segurança Richa descumpriu 17 dos 25 compromissos. Na verdade, pelo balanço divulgado, descumpriu 12 e cumpriu 5 parcialmente.

Claro que todos, para dar credibilidade a seus números mágicos, dão crédito à Gazeta do Povo. Repetindo: nenhum dos três pode dizer que esses números são da matéria da Gazeta. Estão todos errados. Mas quem disse que eles se importam em respeitar os fatos, não é mesmo?

Dos nove principais temas apresentados em 2010, um deles dispara na lista do que Beto não fez. Das 25 promessas para melhorar a Segurança, o atual governador não cumpriu 17.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/08/14 7:22:18 AM

Caito

No final de julho, quando saíram as declarações de bens dos candidatos às eleições deste ano, os repórteres Paulo Galvez da Silva e Joana Neitsch mostraram que os políticos do estado diziam ter pelo menos R$ 5,8 milhões debaixo do colchão. O dinheiro aparecia na declaração sob as rubricas “dinheiro em espécie” e “dinheiro em domicílio”. Ambas significam que a grana não está no banco.

A matéria tinha uma declaração, digamos, polêmica de Caíto Quintana, deputado estadual do PMDB, ensinando que esse dinheiro pode servir para substituir doações de empresas que não aparecem na declaração de receitas levada mais tarde ao TRE. Disse o deputado, falando dos R$ 500 mil que declarou ter em casa:

“Por que eu pus? Para que tenha dinheiro para justificar despesa de campanha. Acontece que eu não tenho R$ 500 mil. E se vierem me questionar de onde veio esse dinheiro, não veio, porque não existe’.”

Agora, que saiu a primeira parcial da prestação de contas, é possível ver quais daqueles candidatos investiram dinheiro próprio na campanha. Não necessariamente é o dinheiro que diziam ter em casa. Mas vale ver quanto eles gastaram.

Uma curiosidade: Caíto Quintana aparece com a declaração zerada até 28 de julho. Nenhuma doação registrada.

No total, já são R$ 589 mil autoinvestidos. Ou 10% do total declarado lá atrás. Eis a lista:

Deputado estadual
Elio Rusch  R$      65.000,00  R$     20.000,00
Marcio Pauliki  R$     200.000,00  R$     30.000,00
Nelson Luersen  R$        1.200,00  R$     51.950,00
Marcio Costa  R$      20.000,00  R$       5.200,00
Jura  R$      12.500,00  R$     14.850,00
Bernardo Ribas Carli  R$     254.000,00  R$     25.866,65
Paulo Litro  R$      57.500,00  R$     10.000,00
Luiz Renato Hauly  R$        7.400,00  R$       1.266,67
Arilson Chiorato  R$      60.000,00  R$       3.000,00
Rodolfo Jaruga  R$      50.000,00  R$       4.000,00
Rosemari Kaluf  R$           150,00  R$          150,00
Deputado federal
Takayama  R$      90.000,00  R$          100,00
Osni Menezes  R$     340.000,00  R$       2.250,00
Ênio Verri  R$     100.000,00  R$     31.000,00
Valdir Rossoni  R$     100.000,00  R$   300.000,00
Osmar Bertoldi  R$     700.000,00  R$     70.000,00
Leopoldo Meyer  R$      45.000,00  R$     20.000,00
Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/08/14 7:22:43 PM

Funcionária pública que trabalha no Centro Cívico ficou irritada nesta quinta de manhã. Deixou o carro no estacionamento do Museu Oscar Niemeyer para ir trabalhar. quando voltou, viu que havia jornalzinho de candidatos no parabrisa. Tudo bem, pensou. Mas logo depois descobriu que o pessoal tinha também, colado adesivo dos mesmos candidatos (um a presidente, outro a governador) no vidro de todos os carros do estacionamento. Tudo isso bem pertinho do Palácio Iguaçu.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/08/14 5:31:20 PM

Requiao Gleisi

Gleisi e Requião baterem boca no Twitter é notícia não só pelo confronto de dois candidatos ao governo. Também merece atenção por mostrar que os dois não conseguiram respeitar sequer até o fim de agosto a tática anunciada de restringir os ataques a Beto Richa.

Requião havia sido o primeiro a dizer que deixaria para debater com Gleisi “no segundo turno”. Depois, Gleisi, em entrevista, disse que devolveria a gentileza e concordaria em debater com Requião só no caso de irem para o segundo turno.

Agora, Requião aproveitou a primeira oportunidade para provocar a petista. E ela decidiu entrar no jogo. Tudo certo se fosse uma discussão sobre assuntos de importância e em certo nível de educação. Mas logo no primeiro embate já surgiram acusações sobre “negociata contra o erário” e “maracutaia”.

Richa deve estar achando tudo ótimo.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/08/14 4:52:18 PM

Richa Facebook 2

Há internautas reclamando de um artifício usado pela página de campanha do governador Beto Rica (PSDB). Ao entrar no site, na página “Interatividade”, você se depara com um mural de fotos ao lado da expressão “O Paraná que acredita”. Embaixo das fotos, os dizeres “Eu acredito”.

O que causou a reclamação foi o modo de seleção das fotos. São imagens de identificação de internautas tiradas do Facebook. E são pessoas que curtiram a página de Beto Richa na rede social. Se o sujeito entra lá e curtiu a página de Richa, aparecerá lá, junto com seus amigos que fizeram o mesmo.

“Curtir”, em linguagem do Facebook, significa o mesmo que “assinar” uma publicação em papel. Você a partir daquele momento passará a receber informações relativas àquela página. receberá os posts para ler. Mas não necessariamente significa que você vote no candidato.

Jornalistas e pessoas da área política, entre outros, normalmente “curtem” as páginas de todos os candidatos, para ficar bem informados. Isso gerou algumas situações curiosas. Assessores do PT, por exemplo, podem ser vistos na página de Richa.

O jornalista Ediney Giordani reclamou do sistema no próprio Facebook. “E o fato de eu ter curtido a página, sim eu curti, não quer dizer que eu vá votar ou deixar de votar, quer dizer que eu estou analisando as propostas”, disse.

Colaborou Laura Beal Bordin.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/08/14 3:16:10 PM

A próxima pesquisa importante para o governo do Paraná e o Senado deve sair na segunda-feira. É do Ibope e foi encomendada pela RPC-TV. Deve ser divulgada no telejornal da noite. Serão ouvidos 1008 eleitores entre hoje e segunda. A margem de erro é de três pontos porcentuais.

Até agora, dos grandes institutos nacionais, só o Datafolha havia apresentado números para o estado. E a do Ibope será a primeira pesquisa a pegar os primeiros efeitos do programa eleitoral gratuito na tevê e no rádio.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/08/14 2:48:23 PM
Foto de Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Foto de Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

As estatísticas divulgadas nesta quinta-feira pela Gazeta do Povo sobre os resultados do governo Richa mostram que a atual gestão foi bem em algumas áreas e patinou em outras. Pelo menos quando confrontada com as promessas feitas pelo candidato em 2010, a administração do estado tem o copo meio cheio – ou meio vazio, dependendo da cor partidária de quem vê os números.

Interessante notar que a área em que o governo se saiu melhor (sem nenhuma promessa totalmente descumprida) foi a educação. E, no entanto, o secretário da pasta, Flávio Arns, não conseguiu manter a vice de Richa para 2014. Foi rifado em troca do tempo de tevê que podia ser fornecido pela família Barros.

E os piores números vêm da segurança. Nesse caso, parece sintomática a troca constante de secretários. Foram três em pouco mais de três anos. O primeiro, Reinaldo de Almeida César, caiu depois de dizer que não tinha dinheiro para trabalhar. Os dois seguintes não reclamaram, mas também não tiveram moleza.

A área da segurança é decisiva em qualquer eleição estadual, assim como a educação. O atual governo pode dizer que tomou outras atitudes que não constavam do plano inicial. Mas, mesmo assim, pega mal ter descumprido 12 das 25 metas anunciadas durante a campanha.

Quem quiser ver o balanço inteiro clica aqui.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/08/14 5:20:17 PM

lerner

O ex-governador Jaime Lerner conseguiu reverter uma decisão judicial e ganhou direito a uma indenização de R$ 30 mil por uma declaração feita por Roberto Requião em 2010. Essa é a primeira ação movida diretamente por Lerner contra Requião. Há mais uma esperando julgamento.

Lerner acusa Requião de danos morais. Em fevereiro de 2010, quando ainda era governador, Requião disse à imprensa que imaginava que Lerner estava preso. Disse que o ex-governador tinha sido condenado a nove anos e que só por ter sabido que ele havia publicado um artigo na imprensa percebeu que ele “ainda estava solto”.

Lerner foi à Justiça e conseguiu uma sentença favorável em primeiro grau. Requião recorreu dizendo que Lerner realmente tinha uma sentença contra ele condenando-o a 3 anos de cadeia, mas que havia prescrito. Requião venceu por dois votos a um. Como a decisão não foi unânime, Lerner pôde pedir recurso por embargos infringentes.

Na nova decisão, de julho, Lerner venceu novamente e Requião foi condenado a pagar R$ 30 mil. Lukiz Fernando Delazari, assessor jurídico de Requião, informa que o senador vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

José Cid Campêlo Filho, advogado de Lerner, diz que dificilmente os tribunais mudarão a decisão, já que não costumam entrar em questão de mérito, limitando-se normalmente a avaliar o valor a ser pago.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/08/14 3:39:04 PM

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A coligação de Beto Richa (PSDB) desistiu de usar fotos de banco de imagem no site da campanha. O blog havia revelado que a eleitora que aparecia com uma placa dizendo “Eu acredito”, por exemplo, era uma modelo e que a foto era comprada de um banco de fotos internacional.

Nesta terça-feira, o governador foi questionado pelo repórter Carlos Guimarães Filho, da Gazeta, sobre o uso de imagens de “falsos eleitores” e teria se mostrado contra a prática. Disse que ia cobrar o fato de sua equipe.

No Facebook de Gleisi Hoffmann, por outro lado, os “eleitores” de banco de imagem continuam votando 13…

Colaborou Paulo Galvez da Silva.

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