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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/03/15 3:37:35 PM

alvaro_090814Durou pouco a aproximação entre o senador Alvaro Dias e o governador Beto Richa. Os dois principais nomes do PSDB no Paraná tinham passado quatro anos às turras, desde que disputaram a indicação para ser candidato ao governo em 2010.

Em 2014, depois de muita briga e de muitos desentendimentos, ambos se reconciliaram às vésperas de montar a chapa do partido. A dupla funcionou às maravilhas: Alvaro foi campeão de votos e Richa se reelegeu em segundo turno.

Agora, atingido o objetivo eleitoral, as coisas voltaram a esfriar. embora, dessa vez, sem rusgas.

Como está a sua relação com o governador?
Voltou à situação anterior. Ele aí, e eu aqui. Não tenho indicados no governo. Até porque eu não procurei o governador, nem ele me procurou.

O senhor tem conversado com o governador?
Não. Depois da eleição não temos mais mantido contato. Falo mais com o Sciarra para me informar da situação. Mas, claro, se precisarem da minha ajuda aqui no Senado, não me nego.

O que o sr. achou do pacote de ajuste fiscal do governador?
Não seria o caso de comentar. Até porque não estou totalmente a par dos detalhes das finanças do estado. Não caberia a mim jogar mais gasolina na situação.

Se o sr. elogiar não vai estar jogando gasolina.
Mas acho que isso também não caberia, até porque tenho criticado medidas semelhantes da presidente.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/03/15 12:19:57 PM

bernardiOs vereadores de Curitiba finalmente vão retomar o trabalho da CPI do transporte coletivo, que apontou diversos problemas na licitação dos ônibus da cidade e no cálculo da tarifa aplicada até hoje na cidade.

Desde que os trabalhos foram encerrados, em 2014, a ideia era criar uma comissão de acompanhamento da tarifa, para ver o que está sendo feito pela prefeitura e pelas demais autoridades em relação às denúncias apresentadas.

Sabe-se, aliás, que muito pouca coisa foi levada adiante. E a tarifa continua alta, e com risco de subir ainda mais.

Nesta semana, depois de a Gazeta do Povo ter revelado mais uma denúncia, de que os donos das empresas podem estar maquiando a contabilidade para desviar recursos para outras empresas de seus grupos, os vereadores decidiram apressar o processo.

Na Câmara, serão indicados cinco vereadores para formar a comissão. Jorge Bernardi, que comandou os trabalhos da CPI, diz que até hoje apenas o Tribunal de Contas “comprou a briga dos vereadores”. Ou seja: não poupa nem o correligionário, o prefeito Gustavo Fruet (PDT), com quem está brigado.

Bernardi diz que a suspeita de “drenagem” de lucros já apareceu na CPI, com uma das empresas tendo comprado aviões e helicópteros com dinheiro do transporte.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/03/15 4:05:48 PM

Onibus021127-624x415Deve-se ao repórter Raphael Marchiori a possibilidade de acompanhar um passeio por sedes de empresas da família Gulin que funcionam nos mais curiosos lugares. Em cima de concessionárias de carros. Em salas que não têm sequer placa informando quem ocupa o lugar. Ou dentro de garagens de ônibus.

Não seria nada demais, não fosse por dois pontos.

1- Essas empresas pertencem aos mesmos sócios que tocam o bilionário negócio dos ônibus de Curitiba.

2- Essas empresas receberam, de um jeito ou de outro, R$ 56 milhões das concessionárias que recebem quase R$ 1 bilhão ao ano de dinheiro do transporte público.

Marchiori percorreu os endereços com uma câmera escondida e o resultado é impressionante. Nos endereços onde deveriam estar as empresas (algumas com capital social de dezenas de milhões de reais) ninguém nem sabe de sua existência.

E, no entanto, essas sedes curiosíssimas de negócios receberam, por meio de empréstimos, aportes e outros métodos, dinheiro das concessionárias dos Gulin. Lembrando: trata-se da família que cuida da maior parte das empresas de ônibus da capital. São os donos de seis das onze empresas que formam os consórcios vencedores da licitação de 2010.

Claro, os Gulin dizem que não há qualquer irregularidade. Seria fundamental, porém, que as autoridades vissem o que está acontecendo. Até porque as empresas de ônibus dizem sempre que operam no limite, ou no prejuízo. E então como têm todo esse dinheiro para repassar a outras empresas da holding? E ainda mais empresas que nem parecem ter importância social.

Para que são feitos os repasses? O que fazem essas empresas? O lucro, afinal, é maior do que se imaginava?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/03/15 11:57:45 AM

richa - dcO governo do estado aumentou sua dívida de curto prazo para R$ 1,3 bilhão, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira no Diário Oficial do Executivo. O resultado consta do relatório sob a rubrica “Inscrição em restos a pagar processados”. É aí que aparecem, principalmente, os débitos do governo com fornecedores. Compras de produtos e serviços que ainda estão pendentes.

A primeira vez em que esse número chamou a atenção na gestão de Beto Richa (PSDB) foi no início de 2014, quando a então secretária de Fazenda, Jozélia Nogueira, afirmou que o estado devia R$ 1,1 bilhão a fornecedores.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/02/15 5:57:02 PM

greve090217O governo do estado entrou com um pedido de liminar judicial para que a greve dos professores da rede pública do Paraná seja decretada ilegal. A ideia do Executivo é conseguir a liminar durante o fim de semana e tentar forçar o início das aulas já na próxima segunda-feira.

Extraoficialmente, o governo do estado diz que acredita ter resolvido toda a pauta de reivindicações dos professores e imagina que não há motivo para que a greve prossiga. As negociações ocorreram durante toda a semana. Os professores agendaram a assembleia para discutir o fim da greve na quarta-feira.

Oficialmente, o governo não confirma que tenha entrado com o pedido de liminar. No entanto, duas pessoas ligadas ao Palácio Iguaçu confirmaram ao blog a existência da ação, sob a exigência de confidencialidade da fonte.

Até o momento, o Tribunal de Justiça não analisou o pedido de liminar. Mesmo que a decisão não saia nesta sexta-feira, ela poderá sair durante o fim de semana, já que o tribunal sempre mantém desembargadores trabalhando em regime de plantão.

A greve dos professores já dura três semanas e foi deflagrada depois que o governo do estado atrasou o terço de férias da categoria. O movimento se acirrou depois que chegou à Assembleia um pacote de medidas de ajuste fiscal.

De início, o pacote tinha medidas que retiravam direitos dos professores. Depois de manifestantes ocuparem o plenário da Assembleia e fazerem quatro dias de protesto em frente à Assembleia, o governo recuou e retirou os projetos de pauta.

Nos últimos dias, a categoria negociou uma extensa pauta com o governo, que incluía o retorno ao antigo número de alunos por sala e a reabertura de turmas fechadas pelo governo. Alguns pontos, no entanto, ainda continuariam desagradando aos professores, principalmente na parte da reforma previdenciária imaginada pelo governo.

Em off, o governo diz temer que o comando de greve tenha perdido o controle da situação e crê que por via de votação em assembleia pode ser difícil encerrar o movimento.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/02/15 2:09:44 PM

richa - previdênciaO governador Beto Richa (PSDB) afirmou à Folha de S.Paulo, em entrevista publicada nesta sexta-feira, que não cometeu “estelionato eleitoral”. Ele acusava a presidente Dilma Rousseff de enganar os eleitores ao dizer que não mexeria em direitos trabalhista.

A repórter Estelita Hass Carazzai anotou assim a declaração. “No caso da presidente, é diferente. Ela disse que não ia mexer em conquistas de servidores. E mexeu. Ela disse: ‘Nem que a vaca tussa’.” Em seguida, a repórter lembra ao governador que ele é acusado da mesma coisa. E vem a nova resposta:

“Mas ninguém me perguntou se eu ia mexer na previdência. Não falei que não ia mexer. Ao contrário. Chegou um momento que, com a queda de receitas e a economia se deteriorando, não dá mais para sustentar dessa forma.”

Richa pode não se lembrar. Mas sua campanha foi sim questionada pela Gazeta do Povo sobre o que faria com a previdência do funcionalismo. E a resposta não falava em nenhum momento em reformas bruscas. Pelo contrário: garantia-se que nem seria necessário cobrar os inativos, coisa que já foi feita assim que a eleição acabou.

Para o governador Beto Richa (PSDB), a Lei Estadual 17.435/12, aprovada em 2012, trouxe avanços para a Paranaprevidência. “Pagamos muitas contas. Avançamos muito. Tínhamos um problema seríssimo deixado por gestões anteriores.”

Veja trecho da reportagem de Guilherme Voitch, publicada em 29 de julho de 2014.

“De acordo com o governador, candidato à reeleição, não haveria inicialmente necessidade de aumentar o porcentual de cobrança sobre os servidores ativos ou de cobrar os inativos. Segundo Richa, porém, a previdência exige estudos constantes de entradas e saídas de caixa. “Estamos acompanhando permanentemente. Organizamos a Paranaprevidência e vamos manter essa organização para o futuro”, disse Richa.”

E sobre a reforma de 2012, que hoje Richa diz ter sido uma das causadoras do atual problema de caixa do governo? Eis o que ele dizia, menos de um ano atrás.

“Para o governador Beto Richa (PSDB), a Lei Estadual 17.435/12, aprovada em 2012, trouxe avanços para a Paranaprevidência. ‘Pagamos muitas contas. Avançamos muito. Tínhamos um problema seríssimo deixado por gestões anteriores.’”

Colaborou: Fernando Martins.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/02/15 12:15:41 PM

ScatolinO secretário de Planejamento da prefeitura de Curitiba, Fábio Scatolin, defendeu nesta sexta-feira a proposta da Câmara da cidade de construir uma nova sede própria. Há uma discussão em curso entre os vereadores. Parte acha que o fundo de reserva da Câmara deve ser usado na construção da nova sede, e parte acha que o dinheiro deve ser repassado para a prefeitura, especialmente para reduzir a tarifa do ônibus.

Na audiência de prestação de contas do município, Scatolin deu a entender que é favorável à construção do prédio. “Se a Câmara tem recursos p/ investir em uma nova sede, poderá ajudar a cidade, na medida que irá gerar empregos”, disse o secretário.

De acordo com ele, há uma tendência a achar que, em tempos de dificuldade financeira, deve-se optar por cortar os investimentos, para manter o pagamento da folha e do custeio em dia. Mas ele diz acreditar que é importante manter o investimento, e não cortá-lo. Disse que isso são medidas anticíclicas, que ajudam a economia a se recuperar em tempos de crise, com criação de empregos, por exemplo.

A teoria das medidas anticíclicas é conhecida e, segundo a maioria dos economistas, faz sentido. Mas, por outro lado, isso não quer dizer que o prédio seja o melhor gasto, ou a melhor forma de gerar empregos. Ou seja: não elimina a discussão, caso se decida pelo investimento, sobre qual o melhor uso da verba: poderia ser usada para construir mais creches, por exemplo, já que milhares de famílias continuam sem vagas para seus filhos.

Scatolin disse que a própria prefeitura não quer desistir de investimentos, e que quer deixar o plano do metrô pronto, por exemplo, para quando a situação do poder público melhorar a cidade começar a pôr dinheiro na obra.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/02/15 3:53:34 PM

richa - dc“Não íamos fazer a retirada do quinquênio. Isso seria caótico, é uma das maiores conquistas dos servidores. Isso foi colocado na pauta de negociações para negociar, para ceder. Jamais ia tirar o quinquênio e o anuênio. Jamais passou isso pela nossa cabeça.”

A frase faz parte da entrevista que o governador Beto Richa concedeu à Gazeta do Povo nesta quarta-feira. Mostra o que poderia estar por trás da movimentação que o Palácio Iguaçu fez nos últimos dias, na tentativa de aprovar o pacote de medidas de ajuste fiscal.

A ideia, a se levar a sério o que disse o governador, era colocar mais coisas do que o necessário em pauta. Sabia-se que haveria chiadeira. Assim, quando houvesse a gritaria, retirava-se o projeto mais polêmico, evitava-se o quadro “caótico” e todos se conformariam com as propostas “menos más”.

É uma estratégia antiga como andar para frente: colocam-se três cartas na mesa sabendo que será preciso retirar uma. Ou, em outro modo: põe-se o bode na sala. Quando o bode sai, fica parecendo que tudo melhorou, embora isso não seja necessariamente verdade.

Mas o cálculo do governo saiu totalmente pela culatra. Foi o fim do quinquênio, junto com as outras propostas usadas como “bode” pelo governo, que levou os professores à fúria. Descontentes, indignados, eles coordenaram o movimento que levou à ocupação da Assembleia e à não aprovação do pacotaço.

Mais que isso: começaram uma greve que atrasou em (pelo menos) duas semanas as aulas e causaram um desgaste inimaginável ao governador. Cenas lamentáveis, de deputados em ônibus de choque, e bombas de efeito moral, levaram o governo a também perder base na Assembleia.

O governo precisou desistir não só do quinquênio e de outras propostas que desde o início pensava em descartar. Teve de desistir de quase tudo, abrir mão da comissão geral e ainda negociar coisas que nem estavam na pauta inicialmente. Tentou ir para um lado e logo se viu empurrado para o outro. Não voltou à estaca zero. Passou aos números negativos.

Como se diz no popular, é isso que dá ir com sede demais ao pote.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/02/15 3:15:59 PM

romanelliNesta quarta-feira, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirmou que o Executivo “não conseguiu encontrar” o relatório sobre a situação financeira do estado. O relatório, que vem sendo chamado de “secreto” foi encomendado dois anos atrás e, segundo mostrou reportagem de André Gonçalves, mostrava já na época os riscos das finanças estaduais.

A reportagem não conseguiu acesso ao relatório porque, segundo a Secretaria da Fazenda, o documento só tem finalidades gerenciais. A recusa não faz sentido. A lei diz que há poucos casos para que um documento seja sigiloso: nenhum deles diz que o segredo incide sobre documentos puramente gerenciais (é preciso que haja risco para alguém, ou algum motivo igualmente grave).

Depois, quando o deputado Péricles de Mello (PT) pediu formalmente o documento na Assembleia Legislativa, o governo se saiu com essa: não achou a papelada. Ora, não é possível que se convoque um grupo de técnicos, desperdicem suas horas de trabalho, invista-se para construir um diagnóstico do restado e, depois, simplesmente, tudo suma.

Fica parecendo aquela desculpa do aluno relapso que chega na aula sem ter feito a lição de casa. Questionado, diz que foi o cachorro que comeu o trabalho.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/02/15 11:49:50 AM
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

A prefeitura de Curitiba tenta evitar uma derrota política na tarde desta quinta-feira. Está marcado o julgamento de um relatório produzido pelo Tribunal de Contas sobre o sistema de transporte coletivo. O relatório encontrou problemas na licitação e diz que a tarifa está superfaturada.

Até aí, a atual gestão pouco teria a ver com isso: foi o antigo prefeito (o atual governador, Beto Richa) quem fez a licitação. A diretoria da Urbs também mudou. E, se a tarifa estiver superfaturada, até seria um ganho político para o prefeito Gustavo Fruet baixar o valor.

Mas a prefeitura acredita que o relatório está cheio de erros, e que os furos da tarifa apontados pelo TC não procedem. Há a possibilidade de o TC inclusive determinar a anulação da licitação – e a prefeitura parece ver risco de uma indenização gigante ou de ver o sistema em colapso até que se encontrem substitutas.

Além disso, a atual gestão acha que as penalidades impostas a quem está hoje no comando do sistema são injustas, já que seriam penas menores do que as pedidas a quem fez a licitação de fato.

Por tudo isso, a Urbs tentou adiar a votação no conselho do TC o quanto pôde. Não conseguiu. O TC disse que o município estava se valendo de “manobras protelatórias” e pôs o tema na pauta. A liminar pedida à Justiça não veio.

Agora, vem o julgamento. Uma curiosidade: quem presidirá a sessão será Ivan Bonilha, que hoje é conselheiro do TC, mas na época da licitação era procurador do município – ou seja, o responsável pela parte jurídica da prefeitura.

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