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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/03/15 3:44:31 PM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/03/15 1:57:37 PM

RichaO governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista à RPC na manhã desta segunda-feira que as declarações de Marcelo Caramori sobre uma suposta participação de Luiz Abi Antoun na arrecadação de recursos para suas campanhas eleitorais não são críveis.

Segundo o governador, que deu a entrevista a Ana Zimmerman na saída da posse de Orlando Pessuti (PMDB) no BRDE, Caramori está preso por estupro de vulnerável, o que já faria pensar sobre a credibilidade que tem para fazer acusações.

Depois, negou que Abi tenha tido qualquer participação na arrecadação de dinheiro para suas campanhas. “Minhas prestações de contas foram todas aprovadas pelo TRE”, disse.

Richa pode ter se esquecido, na pressa da entrevista “quebra-queixo” (quando os repórteres cercam o entrevistado em um evento), de um argumento que seria importante em sua defesa: poderia ter dito que Marcelo Caramori, o denunciador, não tinha como saber do que estava falando. Mas não disse.

Afinal, esse é um ponto importante para se averiguar a veracidade (ou, pelo menos, a verossimilhança) do que Caramori anda falando por aí, inclusive ao Ministério Público: ele, afinal, tinha acesso ao centro do poder, como nove entre dez pessoas dizem em rumores? Ou era um mero fotógrafo sem qualquer amizade com o governador e seus secretários, como diz a versão oficial?

A versão oficial seria mais bem defendida se Caramori realmente não tiver qualquer ligação maior com os outros atores da trama. Caso as ligações fiquem mais claras ao longo do tempo (como está acontecendo no caso Abi), a denúncia ganha corpo. A ver.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/03/15 12:34:23 PM

JoseteA Câmara de Curitiba marcou para o próximo dia 16 uma audiência pública para debater o tema do passe livre nos ônibus da cidade. A audiência foi marcada a pedido da vereadora Professora Josete (PT), e quer discutir a possibilidade de estudantes e desempregados terem entrada gratuita no transporte coletivo da cidade.

A discussão sobre o passe livre é antiga e vem ganhando corpo na cidade. Em parte, ficou mais importante à medida que a tarifa foi ficando mais cara e se tornando um peso maior para quem tem dificuldades em pagar R$ 3,30 duas (ou quatro) vezes por dia.

O debate também ganhou apoio depois das denúncias de que a licitação pode ter tido problemas e de que a tarifa pode estar superfaturada. O cálculo, aqui, parece ser o seguinte: as empresas de ônibus estão explorando o usuário e bem merecem receber menos. E não seria justo que a população (especialmente alguns mais necessitados) pague a conta dos erros da prefeitura na época da licitação.

Do ponto de vista de justiça social, pode ter lá seu sentido. É claro que esfolar alguém em nome do lucro de empresas que podem estar recebendo acima do que devia é revoltante. Mas também é preciso ver quais são as consequências do passe livre. E a audiência pode ajudar nisso.

Hoje, independente de planilha inchada ou de outros fatores, o transporte coletivo de Curitiba e região está orçado em R$ 1 bilhão ao ano. Isso significa um em cada sete reais do orçamento público, só para dar uma noção.

Caso sejam oferecidas novas gratuidades, isso não quer dizer que as empresas irão receber menos. Significa unicamente que o preço pago a elas será dividido entre menos passageiros. Ou seja: quem continuar pagando, pagará ainda mais. A outra solução é aumentar o subsídio do transporte. E, nesse caso, a conta fica para quem paga IPTU, ISS, etc.

Não existe mágica. O que parece mais razoável, nesse caso, é tentar que a tarifa técnica, que é o que as empresas recebem, seja mais justa. Se todos pudessem pagar menos, seria o ideal. Claro que não custa discutir gratuidades. Principalmente para os mais pobre s(e aqui seria o caso de pensar se “estudante” seria o melhor critério, já que há estudantes de faculdades particulares gastando milhares de reais com mensalidade).

A audiência pública é uma bela novidade. O passe livre não necessariamente seria.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/03/15 11:51:29 AM

O secretário de Comunicação do governo Beto Richa (PSDB), Marcelo Cattani, pediu demissão do cargo na manhã desta segunda-feira. Segundo pessoas próximas a Cattani, a decisão vinha sendo maturada havia algum tempo. Os motivos são vários, e incluem uma discordância em relação ao modo como o governo lidou com o caso Luiz Abi.

Cattani estava com Beto Richa desde a prefeitura. Assumiu a Secretaria de Comunicação do governo do estado no primeiro dia de Beto no Palácio Iguaçu.No final do primeiro governo, surgiram boatos de que ele seria substituído, ou de que a secretaria seria extinta, mas seu nome acabou sendo mantido na lista de primeiro escalão.

Agora, ninguém sabe quem será o substituto de Cattani. Uma das apostas é que Deonilson Roldo, chefe de Gabinete de Richa, poderá acumular a Comunicação temporariamente. Jornalista de profissão, Deonilson já respondeu pela Comunicação Social nos tempos de prefeitura de Curitiba.

Entre as três insatisfações mais importantes de Cattani, segundo consta, estão:

– O fato de que o governador ouviria muitos “corneteiros” ao invés de gerir a comunicação com base nos conselhos dos técnicos da área.

– O modo como algumas crises foram conduzidas recentemente, incluindo a tendência a dizer que Luiz Abi era distante do governador, quando há centenas de indícios em contrário.

– Uma dívida milionária da Comunicação com os veículos de imprensa do estado.

Segundo quem acompanha as movimentações no governo, esta é, por enquanto, a única mudança no primeiro escalão. Mas já se fala em uma reforma para as próximas semanas. nesse caso, porém, as saídas não seriam, por vontade dos titulares. Muito pelo contrário.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/03/15 3:44:24 PM

richa-waO governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista ao site da revista Veja, publicada nesta sexta-feira, que a mudança no indexador das dívidas do Paraná é importante porque a União “age como agiota” (frase que já tinha dito anteriormente e porque, no caso do Paraná, isso implica uma cobrança abusiva da dívida da época da privatização do Banestado. “É uma dívida impagável”, disse.

Segundo o governador, que citou os dados de cabeça, o saneamento do Banestado, ocorrido na época do governo Jaime Lerner, custou cerca de R$ 5 bilhões. “Já pagamos R$ 10 bilhões e ainda continuamos devendo outros R$ 10 bilhões”, disse. Na época, o Banestado consumiu o dinheiro na preparação para a venda. O banco foi vendido para o Itaú por R$ 1,6 bilhão, em valores da época – ou R$ 4,7 em valores atualizados pela inflação.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/03/15 2:44:17 PM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/03/15 1:33:34 PM

cordao1

Com informações de Euclides Lucas Garcia:

“Já que estamos no inferno, o negócio é beijar o Capeta.” A frase é de um deputado estadual paranaense que, por motivos óbvios, não deseja ser identificado. O significado da frase é o seguinte:> para quem já andou até no ônibus do choque, o negócio é aprovar de uma vez por todas o tal pacote de ajuste fiscal do governo Beto Richa (PSDB). Pode ser o melhor jeito de sair do buraco em que os deputados se meteram.

Como se sabe, o tal pacotaço, na versão 1.0, levou os professores da rede estadual de ensino a ocuparem a Assembleia e a quase tomarem de assalto o restaurante que os deputados tinham improvisado como plenário. Levou a uma greve de um mês na educação do Paraná. E, principalmente, do ponto de vista dos deputados, causou um cerco a todos os que tinham se predisposto a votar favoravelmente ao projeto.

Na versão 2.0, quase inteiramente já encaminhada à Assembleia, o bicho é menos feio do que já foi. Mas o pacotaço, mesmo em seu novo formato, causa seus descontentes. Como a OAB, que se queixa do novo valor para transformar dívidas em precatórios – os advogados argumentam que a já intragável fila ficará ainda maior. E isso que o plano da previdência ainda não seguiu para discussão. Embora haja consenso entre os sindicalistas de que a coisa melhorou, não quer dizer que não haverá contestações.

Ir ao inferno, do ponto de vista dos deputados, foi entrar no ônibus do choque para não apanhar na entrada da Assembleia (aliás, ideia vencedora do troféu de pior do ano, até aqui). Beijar o Capeta é aprovar o projeto, mesmo sabendo que arrocho é impopular. Mas por que aprovar, então? É que a expectativa dos deputados é que isso ajude o governo a sanear as contas e a, quem sabe, investir algo daqui até a próxima eleição.

Só assim, calculam, o eleitor esquecerá o vexame da bancada do ônibus do choque.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/03/15 11:01:04 AM

A gravação da conversa do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Artagão de Mattos Leão registrada na reportagem de Amanda Audi e Diego Ribeiro, na Gazeta desta sexta-feira, não chega a mostrar qualquer envolvimento direto do conselheiro com a propina que estaria sendo paga no mesmo dia para o diretor-geral do tribunal.

Não há nada que diga que Artagão, por exemplo, tenha mandado Luiz Bernardo Costa à Sial para receber a mala de dinheiro que acabou sendo apreendida. Não há nenhuma declaração, na verdade, que mostre que de fato, com certeza, cabalmente, ele sabia que Luiz Bernardo estava recebendo, naquele dia, a propina que daria à Sial o contrato com o Tribunal de Contas.

Mas a gravação revela, em três momentos, que Artagão estava preocupado especificamente com Luiz Bernardo, com a construção do prédio e com a possibilidade de alguma atividade ilegal estar ocorrendo. Juntando os três elementos, trata-se exatamente daquilo que estava ocorrendo naquele dia – aquilo de que, segundo o próprio Artagão diria mais tarde, ele sequer desconfiava.

A primeira preocupação é com a construção do prédio. Logo no início da conversa, Artagão diz que acha que o motivo da investigação que estaria ocorrendo dentro do tribunal tem a ver com a licitação do prédio – o que se confirmou pouco depois. Por que ele teria esse palpite? Não fica claro.

A preocupação com Luiz Bernardo é a que aparece em segundo lugar.. Assim que sabe que alguém está na sede do TC vasculhando papéis, o então presidente pergunta pelo funcionário. Onde está? Não voltou de onde? E, mais curiosamente: será que foi preso? Mas por que, afinal, Artagão desconfiaria que um funcionário do TC, num dia qualquer de trabalho, num dia normal, como outro qualquer, seria preso?

A terceira preocupação é relativa às atividades que estariam ocorrendo. Artagão dá ordem para que, caso Luiz Bernardo possa ser contatado, pare tudo que está fazendo. Qualquer ação. Imediatamente. Mas por que o presidente daria ordem para que alguém parasse o que está fazendo assim que sabe de uma investigação em curso?

Essas parecem ser as perguntas relevantes sobre o caso. Artagão, repita-se, até o momento não foi implicado no caso. Mas seria importante ouvi-lo para saber claramente o que exatamente aconteceu naquele dia.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/03/15 5:53:19 PM

Texto de Chico Marés

Foi por pouco. Não fosse por uma espécie de “voto de minerva” do presidente Aílton Araújo, todo o processo de eleição do ouvidor poderia voltar para a estaca zero – o que acarretaria um sério risco de a ouvidoria jamais sair do papel. Mesmo assim, o simples fato de termos um ouvidor eleito foi uma vitória para a sociedade curitibana. Na pior das hipóteses, é uma tentativa válida de criar uma nova ferramenta de fiscalização do poder público, a um custo extremamente baixo.

A bancada “independente” da Câmara decidiu usar, de forma totalmente equivocada, a questão da ouvidoria como um cavalo de batalha na sua briga com a atual administração da Câmara. Os vereadores, encabeçados por Jorge Bernardi (PDT) e Valdemir Soares (PRB), argumentavam que estavam tentando “evitar novos gastos” para os cofres públicos.

É uma demagogia absurda e irresponsável. O custo real da ouvidoria é mínimo, irrelevante para a prefeitura e para a Câmara. Um novo cargo – o de ouvidor – e uma nova função gratificada – o chefe de gabinete – foram criados. Este último, aliás, cargo privativo para servidores efetivos municipais. No total, eles custarão R$ 320 mil ao ano. O custo de cada vereador e seu gabinete é de R$ 916 mil. O orçamento global da Câmara, R$ 140 milhões.

Por outro lado, a ouvidoria pode ser um canal importante para que os cidadãos de Curitiba façam denúncias de irregularidades no poder público. Ao contrário do vereador, o ouvidor tem a obrigação de realizar diligências e apresentar respostas a todas as denúncias feitas pelos cidadãos da cidade, além de encaminhar suas conclusões aos órgãos competentes – quando for o caso. Com isso, ao invés de “custar” aos cofres públicos, poderá ser um instrumento para evitar desvios e desperdícios.

É verdade, não há nenhuma garantia que a ouvidoria vai funcionar. Da forma como foi desenhada, ela é um instrumento novo na política brasileira, e pode redundar em um tremendo fracasso. Mas, se esse for o caso, será um fracasso barato, com peso irrelevante no orçamento. Tentar eliminá-la antes mesmo de testar seu funcionamento seria uma agressão dos vereadores aos cidadãos.

Assim, Clóvis Costa terá uma responsabilidade imensa à sua frente. Precisará, antes de tudo, provar que a ouvidoria pode ser uma ferramenta positiva para a cidade. Se tiver sucesso, Curitiba poderá se beneficiar de uma inovadora ferramenta de controle, cujo modelo é copiado das melhores democracias do mundo. E boas ferramentas de controle dos gastos públicos são o primeiro passo para uma administração mais transparente – que é, afinal, o que todos nós queremos.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/03/15 4:22:56 PM

Confrontados pelas autoridades, funcionários sob suspeita de terem atuado como “fantasmas” costumam seguir dois caminho. Negam ou se atrapalham. No caso dos funcionários ligados ao gabinete da presidência da Assembleia na época de Nelson Justus (DEM), vários têm se atrapalhado. Dizem que compareciam, mas não sabem nem dizer o que supostamente faziam.

Carlos Alberto Pessoa foi por um terceiro caminho, mais raro. Questionado, disse que não ia mesmo à Assembleia, ou pelo menos não passava o dia lá, apesar de estar nomeado. A explicação é de que, se fosse para ficar sem fazer nada, o melhor era mesmo ficar em casa. O trecho do depoimento de Pessoa foi revelado em reportagem da RPC.

“Se for à repartição, local de trabalho, para não fazer absolutamente nada você está tomando água mineral, tá tomando cafezinho, aquelas coisas né… aquela ‘mordô’ que sempre roda nas repartições públicas, eu prefiro ficar em casa. Para não fazer nada eu fico em casa, e não precisa nem bater ponto.”

Pessoa esteve nomeado no gabinete de Justus entre 2007 a 2010.De acordo com ele próprio, exercia a função de “assessor cultural e livresco” do deputado. O que significa que indicava livros para leitura e trechos para serem usados em citações, nos discursos.

Segundo o Ministério Público, dos 184 funcionários mantidos por Justus na presidência, a maior parte ocupava “funções incompatíveis com a natureza do cargo em comissão”. Havia fonoaudiólogo, dentista, assistente social. E, claro, assessor cultural e livresco.

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