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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/05/15 1:59:06 PM
Protesto em frente à Fazenda

Protesto em frente à Fazenda. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O governo do estado diz que o protesto dos servidores em frente à Secretaria de Estado da Fazenda começa a colocar em risco a folha de pagamento de maio. Desde o início da semana, professores grevistas acampam em frente à secretaria, como forma de protesto por o governo estar oferecendo um reajuste de 5% para o funcionalismo – menor do que a inflação do período, de 8,17%.

Os salários do funcionalismo são pagos sempre no último dia útil de cada mês. Neste caso, seriam pagos na próxima sexta-feira, dia 28. No entanto, segundo o governo, os técnicos da Fazenda responsáveis por rodar a folha não estão tendo acesso a seus computadores para fazer esse trabalho.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/05/15 12:30:40 PM

A 4.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba condenou o governador Beto Richa, o dono da empresa Helisul e o chefe da Casa Militar, Adilson Casitas, a indenizar o governo em R$ 2 milhões em função de uma contratação emergencial de aeronaves em 2011. A sentença foi dada nesta quinta-feira pelo juiz Guilherme de Paula Rezende. Cabe recurso.

A sentença do juiz foi dada em resposta a uma ação popular movida por Roberto Rocha contestando a decisão do governo de contratar aviões sem licitação no início do mandato de Richa. Na época, a Helisul recebeu R$ 2 milhões pelo contrato. A argumentação da acusação dizia que a Helisul, tendo prestado serviços para a campanha de Richa, teria sido beneficiada pelo governo.

Na sentença, o juiz diz que o governo tinha três aviões em condições de uso – embora fossem considerados inservíveis pelo governo, tinham registro e autorização da Anac para voar. Uma das aeronaves, posteriormente, foi inclusive leiloada e vendida para o próprio Eloy Biezus, dono da Helisul.

A contratação de um avião a jato e de um helicóptero sem licitação ocorreu por três meses, entre março e junho de 2011. Depois, a Helisul venceu também a licitação e continua prestando serviços para o governo do Paraná.

O governo do estado diz que o contrato “foi assinado respaldado em parecer jurídico garantindo a legalidade da contratação. Foi amparado ainda na avaliação técnica de membros da Casa Militar, que atestaram a necessidade da contratação. Cabe ressaltar também que não houve prejuízo algum aos cofres públicos. E, por último, o governador Beto Richa irá recorrer da decisão”.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/05/15 11:05:45 AM

O site O Antagonista, de Diogo Mainardi e Mário Sabino, conseguiu uma cópia da certidão de óbito de José Janene. Isso, claro, na esteira da boataria de que o ex-deputado, visto como um dos cabeças do mensalão, não teria de fato morrido.

A certidão, publicada no site, traz a informação de que Janene morreu no Instituto do Coração do HC de São Paulo. As causas da morte, segundo o documento, foram choque séptico, urosepse, insuficiência renal e choque cardiogênico.

Mas o dado mais curioso do documento é o nome do declarante da morte, registrada num cartório de São Paulo: Alberto Youssef.

“Alberto Youssef não se dedicou apenas a lavar o dinheiro roubado por José Janene – ele se dedicou até mesmo a enterrar seu cadáver”, diz o texto do site.

Para quem perdeu o bafafá, a repórter Katna Baran entrevistou nesta semana a ex de Janene, Stael Fernanda, e ouviu dela que o boato, que teria se iniciado com uma dúvida da própria viúva, não procederia.

Mesmo assim, tem gente na CPI da Petrobras querendo exumar o corpo.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/05/15 10:31:48 AM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 7:40:14 PM

Fernanda_Richa_2Texto da repórter Amanda Audi:

Apesar de Fernanda Richa sempre ter ocupado posições importantes nos mandatos do marido Beto Richa (PSDB) – hoje é secretária da Família e Desenvolvimento Social do Paraná – ela não sabe o que é um auditor fiscal.

A declaração foi dada pelo governador em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do UOL. Richa tentava defender a esposa da acusação de envolvimento no escândalo de corrupção da Receita Estadual em Londrina – que, segundo o governador, ela nem mesmo sabe onde fica.

Esse tipo de defesa é no mínimo dúbia. Ao dizer que a esposa desconhece o que é um auditor, Richa passa uma imagem péssima dela. De falta de competência para baixo.

A declaração pode ser interpretada como um rebaixamento da mulher. Para ficar mais claro, é difícil imaginar o governador falando a mesma coisa de algum homem importante de seu governo – como qualquer outro secretário estadual, mesmo posto ocupado por Fernanda.

Richa poderia ter dito que Fernanda não tem nada a ver com a corrupção, que ela tem outras preocupações, que não conhece os envolvidos ou qualquer coisa do tipo. Mas chamar a esposa de mal informada (no mínimo) foi a maneira escolhida para a defesa dela.

Adoraria ouvir a resposta da Fernanda sobre a declaração do marido. Será que ela diria que realmente não sabe o que é um auditor? Ou será que poderia se defender de uma maneira que não se rebaixasse?

Além disso, na mesma entrevista Richa também diz que Fernanda é “uma valor de valor, trabalhadora. Uma mulher muito religiosa, vem de um bom berço, uma boa família”.

Para ele, mulher “de berço” – de família rica – e “religiosa” é mulher “de valor”. A esse tipo de mulher não caberiam alegações de corrupção. Mas sim às outras mulheres, as que não são de berço, que não são tão religiosas, que não mostraram seu valor.

Com isso, o governador presta um desserviço a todas as mulheres. Não é só um certo tipo de mulher que merece respeito. Todas merecem. Independente de origem ou qualquer outra coisa.

Em tempo: Fernanda deve ter no mínimo uma noção do que é um auditor. Afinal, ela foi citada em um jornal do sindicato da categoria por ter se empenhado para promoções de auditores.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 5:50:58 PM

O Ministério Público Estadual afirma que o governo do estado não enviou no prazo determinado as informações solicitadas sobre a repressão aos manifestantes ocorrida no dia 29 de abril, no Centro Cívico. Por isso, os promotores reforçaram o pedido formal para que o governo se explique.

O MP fez o pedido ao governo, ao comando da PM e ao ex-secretário de Segurança, Fernando Francischini. A ação da PM em frente à Assembleia, durante a votação do projeto de reforma da previdência, deixou 213 feridos. Houve uso de bombas de gás lacrimogêneo e de balas de borracha.

O governo do estado afirma que não prestou as informações porque pediu mais dez dias de prazo em função da troca de comando da PM.

Entre as informações pedidas pelo MP estão “os detalhes do planejamento (plano de operação) e execução das ações policiais desencadeadas no Centro Cívico”, diz a nota oficial.

O Ministério Público abriu uma investigação para saber se houve abusos por parte da polícia na operação. Até agora, foram ouvidas 190 pessoas. Os promotores também receberam 274 mensagens pelo e-mail denuncias29deabril@mppr.mp.br.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 4:59:12 PM

chico_uberaba_0205trezeO vereador Chico do Uberaba emitiu uma nota nesta quinta-feira pedindo desculpas por “ter se expressado mal” na Câmara. Ele havia dito que os vereadores estão “pagando para trabalhar”. Agora, diz ter se expressado mal e que só queria ajudar a evitar mais um gasto da Câmara.

Veja a nota:

“Em primeiro lugar, peço desculpas à população por ter me expressado mal, no momento em que estava lutando contra mais um gasto de verba pública. Há um mês votei contra o aumento do meu próprio salário. Não quis reclamar do salário líquido de R$ 11.400,00 que recebo mensalmente. Eu reconheço que é um salário muito bom.

Recentemente, eu levei à Câmara uma proposta de convênio com o Instituto Federal Paraná, para permitir a qualificação dos funcionários da Casa. O material não foi levado a diante. Agora, alguns vereadores querem gastar mais de R$ 200 mil reais por ano em cursos para os funcionários da Câmara.

Indignado e protestando, me expressei mal. O que eu pretendia era chamar a atenção dos outros vereadores para o fato de que, se sobra dinheiro, que seja investido em atendimento à população. Eu fui eleito pelo voto do povo, em resposta ao trabalho que venho fazendo no Uberaba, bairro onde resido há mais de 50 anos. Não fui eleito por ser filho de político famoso. Não fui eleito por ser filho de apresentador de programa de tv. Lamento profundamente que poucos vereadores tiveram a coragem de se posicionar contra mais esse gasto desnecessário.

Tenho confiança no trabalho que desenvolvo no bairro, na constante luta contra o descaso da prefeitura com algumas regiões da cidade e sei que tenho apoio dos moradores que sofrem com os problemas que temos aqui nos postos de saúde, ruas esburacadas, alagamentos constantes, escolas com condições mínimas e a falta de segurança.”

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 4:35:34 PM

RatinhoMaior partido no plenário da Assembleia Legislativa, o PSC deixou claro nesta semana que não vota com o governo caso o projeto de reposição fique nos atuais 5%. O líder da bancada, Hussein Bakri, foi à tribuna e fez um discurso afirmando a posição do partido.

Mas, afinal, como fica Ratinho Jr. nessa história? Deputado estadual eleito, principal figura do PSC no Paraná, Ratinho está no governo, na Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Teria ele orientado seus 12 colegas a tomar esse posicionamento?

Segundo os deputados do PSC, Ratinho não incitou ninguém a votar contra o governo. Mas teria aprovado o posicionamento da bancada. Nos bastidores, teria dito aos deputados que a postura do PSC “fez a diferença” para não deixar que a reposição abaixo da inflação fosse aprovada.

Apesar disso, os deputados dizem que o PSC nem pensa em deixar a base do governo. “Não seria inteligente para ninguém”, diz um deles. “O governo perderia 12 deputados e nós perderíamos a secretaria”.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 3:31:34 PM

educacaoQuatro semanas da atual paralisação. Quase dois meses de greve no total. Férias de julho praticamente canceladas. Previsão de aulas aos sábados. Possibilidade mais do que real de que o calendário se estenda até janeiro do ano que vem. Um milhão de alunos sem aula. Vestibular chegando e os alunos sem estudar.

A todas essas, como anda a negociação para encerrar a greve? Devagar, quase parando. Ou melhor, emperrada. Nenhum dos dois lados cede. Pior: cada num diz que a obrigação de ceder é do oponente. Nesta semana, a chance de qualquer coisa ser resolvida, parece mínima, ainda mais com os deputados já tendo voltado para o interior.

As propostas que surgiram até agora foram descartadas imediatamente ou quase isso. Nada de tirar dinheiro do Tribunal de Justiça (aparentemente, os desembargadores precisam mais do dinheiro do que os professores). Nada de adiar o pagamento de outras dívidas. Nada de parcelar em mais vezes, Nada de adiantar a database do ano que vem. Nada de nada.

O governo continua insistindo numa proposta que obviamente não levou a nada. Os próprios deputados se recusam a votar os 5%. Por que o sindicato aceitaria? Com que cara explicaria a seus filiados? Por que não tentar alguma coisa – qualquer coisa?

A essa altura, parece mesmo que a greve vai se estender indefinidamente. Por inflexibilidade das duas partes e por incompetência do governo de conseguir fazer qualquer proposta que ultrapasse um patamar considerado inaceitável pelos trabalhadores.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/05/15 12:18:58 PM

tribunal_de_justica_220513O governo do estado deixou claro: se os deputados estaduais quiserem levar adiante a ideia de votar a retirada de verbas de outros Poderes para dar ao funcionalismo, problema deles. O governo não vai assumir a paternidade da ideia.

Afinal, da parte do governo, a ideia continua sendo a de conceder 5% de reajuste. O discurso, portanto, é que se os deputados sentem a pressão dos eleitores e dos sindicatos e querem chegar a 8,17%, eles é que precisam passar pelo aperto de ficar “de mal” com o Judiciário.

Assim, fica mais difícil que os deputados aceitem levar o plano adiante. Até porque, muitos deputados temem que isso faça com que eles passem a ter um tratamento diferente em casos de processos judiciais. Não há nada que eles temam mais do que juízes, como mostrou a reportagem desta quinta de Euclides Lucas Garcia e Felippe Aníbal.

Tudo indica que a coisa vai continuar como está. De um lado, o impasse de um governo que diz não ter de onde tirar dinheiro para reajustar o salário de seus funcionários pela inflação. De outro, dinheiro correndo desnecessariamente para instituições que nadam em recursos.

O Tribunal de Justiça anuncia obras em fóruns todo mês – várias por mês. A Assembleia mantém gabinetes inchadíssimos, e mesmo assim devolve dinheiro para o governo. O Tribunal de Contas, nem se fala. E, mesmo assim, não devolverão nada do que recebem.

Fica claro que o governo e os deputados preferem enfrentar os professores a enfrentar os desembargadores. Uma pena.

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