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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 7:34:39 PM

O governo do estado se comprometeu a não votar os projetos do ajuste fiscal na pressa. Os deputados acabaram com a comissão geral. Tudo isso, claro, depois de professores e outros manifestantes terem tomado a Assembleia em fevereiro, repudiando as votações ultrarrápidas de assuntos importantes.

Isso não quer dizer que os deputados e o governo não vão continuar usando todos os artifícios que restaram para tentar aprovar os projetos do governo o mais rápido que der. Ficou claro nesta segunda-feira que o discurso do “diálogo exaustivo” não se aplica a todas as situações.

Com receio de deixar o tempo correr e de os professores do interior chegarem para as manifestações no Centro Cívico, os deputados conseguiram nesta segunda:

– Fazer uma CCJ no início da tarde;

– Fazer uma sessão ordinária logo em seguida;

– Fazer uma sessão extraordinária logo em seguida para receber emendas ao projeto da Paranáprevidência;

– Marcar uma CCJ para o fim de noite para analisar essas emendas.

Tudo isso sabendo que a oposição vai pedir vistas ao projeto e terá 24 horas para devolver o projeto. Com isso, a ideia dos governistas é fazer uma outra sessão da CCJ na terça à noite e uma nova sessão plenária ainda na terça, madrugada adentro, para garantir aquilo que o governo quer.

Tudo isso, de preferência, antes que os professores se articulem a ponto de conseguirem impedir as votações.

Se isso é diálogo exaustivo e fim do tratoraço? Você decide.

Com informações de Euclides Lucas Garcia.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 4:43:21 PM

O jornalista curitibano Osny Tavares fez um comentário no Facebook sobre o cerco policial à Assembleia Legislativa. “É a inauguração da UPS Centro Cívico”, disse. A brincadeira tem lá seu sentido, principalmente por revelar, a um só tempo, dois problemas graves da atual gestão do estado.

De um lado, o problema da segurança pública. O próprio secretário da Segurança, Fernando Francischini, vem admitindo neste início de segundo mandato que a menina dos olhos de seus antecessores, a UPS, não apresentou os resultados esperados. A ideia, lembrando, era ter policiais fixos “congelando” uma região e depois combatendo o crime localmente.

Cada UPS tem normalmente uma dupla de policiais trabalhando ao mesmo tempo. Muitas vezes, são eles e uma viatura, além de um contêiner. Isso para tentar conter a criminalidade nos locais mais violentos da capital, como certas regiões da Cidade Industrial de Curitiba. Ao inaugurar a 12.º UPS, por exemplo, o governo falava em reduzir os crimes em uma área de 170 mil habitantes, em que ocorrem 17% dos assassinatos de Curitiba.

O segundo ponto é a ineficiência em aprovar os projetos de ajuste fiscal com um mínimo de consenso. Os projetos, apesar de suavizados, continuam sendo levados adiante a toque de caixa apesar do repúdio dos professores e do funcionalismo. Aprovar um projeto sendo forçado a cercar a Assembleia e a expulsar as pessoas da galeria é, em si, uma admissão de derrota.

Fica parecendo que os professores são 100 vezes mais perigosos do que os piores assassinos da Cidade Industrial. E que admitir as manifestações seria impedir a aprovação de projetos bons para a própria população. Não faz sentido tentar proteger os representantes da população com força policia contra va própria população. Não em uma democracia.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 1:31:32 PM

richa_061214O governador Beto Richa (PSDB) se reuniu no final da manhã com a bancada do PSC, partido com maior representação na Assembleia Legislativa do Paraná. Estavam presentes 11 dos 12 deputados estaduais – o único ausente foi Leonaldo Paranhos, líder da bancada, afastado pro problemas de saúde. Interinamente, Paranhos é substituído por Hussein Bakri na liderança

Horas antes de iniciar a nova batalha para aprovar seu pacote fiscal, Richa pediu aos deputados que lhes deem “um voto de confiança”. Disse que precisa desse voto de confiança e que a aprovação do projeto é necessária para a recomposição do caixa do governo. Em resumo: fez um apelo para que as propostas sejam aprovadas.

Por outro lado, prometeu um futuro melhor caso o dinheiro entre no caixa. Disse que vai atender a bancada governista no interior “com muitas obras”, mais do que fez no primeiro mandato. Sem a aprovação do pacote, porém, nada feito.

O resultado é que a maior parte da bancada parece ter saído convencida. Mas há algumas “defecções”. Evandro Araújo e Palozi seriam os deputados do partido com maior probabilidade de não votar com o governo. Outros ainda estariam “analisando” a situação. A ver.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 12:35:42 PM

assembleia invasao“Eles não têm a menor ideia do que estão fazendo com a própria carreira política.” A frase é de um político paranaense experiente, falando sobre os deputados estaduais de primeiro mandato que parecem dispostos a, novamente, seguir o roteiro desenhado pelo Palácio Iguaçu para aprovar o pacote de ajuste fiscal.

Na primeira tentativa, em fevereiro, os deputados terminaram tendo de andar de camburão. Mais do que isso, foram encurralados em diversas situações no interior. Tiveram a casa cercada, foram alvo de protesto nas ruas, tiverem de prestar explicações a cada vez que tiravam o nariz para fora da porta para ir à padaria.

Mesmo assim, muitos parlamentares parecem que continuam apostando que a fidelidade ao governo de Beto Richa (PSDB) é a melhor opção para sua sobrevivência – imaginam que o governo, aprovando os projetos, fará obras que vão garantir votos para os governistas mais adiante. E se o governo continuar sem dinheiro, todos afundam juntos.

Mas nem tudo é pacífico como pode parecer. Deputados governistas dizem que analisam a situação e, dependendo do tamanho dos protestos e dos riscos que corram, podem muito bem se recusar a fazer as votações desta semana.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 11:38:53 AM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 9:54:37 AM

Radar consiluxA Finlândia é conhecida como um dos países mais igualitários do mundo. Os governos realmente se esforçam para diminuir a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres. No caso dos impostos, quem tem mais dinheiro paga muito mais. E isso se estende também às multas de trânsito.

Reportagem do New York Times deste fim de semana mostra que passar do limite de velocidade pode custar uma fortuna ao sujeito, caso ele seja um milionário. Para ilustrar o jornal mostrou a história de Reina Kuisla, que passou a cerca de 100 km/h em um radar onde só poderia passar a 80 km/h. A multa foi de aproximadamente R$ 174 mil.

As multas lá são calculadas com base na renda diária da pessoa. No caso de Kuisla, o juiz decidiu que ele deveria perder o equivalente a oito dias de sua renda. Como se trata de um milionário (que ganha dinheiro apostando em corridas de cavalo), a multa foi lá em cima.

Além da renda diária, o cálculo leva em consideração outras variantes, como o fato de a pessoa ter ou não filhos para criar. E, no caso dos mais pobres, entra na conta também um redutor, para que ninguém passe problemas por causa de uma multa de trânsito. Um finlandês remediado, por exemplo, poderia pagar menos de R$ 1 mil pela mesma infração.

Claro que nem todo mundo fica feliz com o sistema. Kuisla, o personagem da história, disse ao Times que já está até pensando em sair da Finlândia…

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/04/15 7:50:31 AM

FruetO prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), pode encerrar seu mandato sem ter conseguido cumprir uma das promessas centrais de sua campanha: elevar a parcela de gastos em educação para 30% da receita corrente líquida.

A última LDO da gestão está sendo preparada e deve ser enviada para a Câmara nos próximos dias. Os técnicos ainda tentam chegar perto dos 30%, mas parece que o número não será atingido. “É provável que o número fique perto disso”, diz o secretário de Governo, Ricardo Macdonald.

Nos três primeiros anos de mandato, Fruet não atingiu a meta da campanha. No primeiro ano, herdou o orçamento de Luciano Ducci. Nos dois outros, dizia que chegaria À meta até o fim do mandato.

Segundo Macdonald, um dos “problemas” para chegar aos 30% é o fato de que o orçamento cresceu bastante nos últimos anos. “Investir 30% de 6 bilhões é uma coisa. Mas investir 30% com um orçamento de mais de R8 bilhões é bem diferente”.

De acordo com o secretário, mesmo que a prefeitura não atinja os 30% previstos inicialmente, Fruet terá discurso para explicar isso em uma possível campanha de reeleição. “na saúde, onde é obrigatório colocar 15%, temos 20%. E somando educação e saúde, dá metade do orçamento”, diz.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/04/15 11:10:59 AM

invasao assembleiaO cenário que se arma para os próximos dias no Centro Cívico é o de uma batalha campal. Política sempre foi confronto, claro, entre lados opostos. Mas há modos e modos de lidar com isso. No Paraná, o modo clássico é fazer acordos entre os políticos profissionais, formando maiorias e esperando que o povão não ligue. Dessa vez, não deu certo.

Outro modo de lidar com a falta de consenso, na política, é a negociação. O governo evitou isso ao máximo. Tendo deteriorado suas contas a ponto de ter de passar o chapéu para pagar os servidores, o governo arriscou tudo em fevereiro. A ideia: aprovar tudo o mais rápido possível e esperar que o carnaval viesse para deixar tudo para trás. De novo, não funcionou.

Os projetos do governo eram tão esdrúxulos – cortando direitos básicos, colocando em risco a aposentadoria dos funcionários, obrigando o sujeito a passar por um calvário para conseguir um simples atestado – que provocaram a fúria de milhares. O resultado, sabe-se, foi a mais ridícula cena da política paranaense nas últimas décadas: deputados tendo de entrar na Assembleia em um camburão, só para terem de pedir clemência e permissão para sair horas depois. Sem votar nada.

Dessa vez, o governo até negociou. Os projetos foram suavizados – o que não quer dizer que sejam bons. Mas é tarde demais. Beto Richa criou uma situação em que, pela primeira vez desde a tentativa de venda da Copel, um governante local tem oposição. Como sempre, quando isso acontece, a oposição não vem dos deputados – fechar acordo com 54 pessoas é fácil, ainda mais quando se tem o caixa do estado na mão. Não, a oposição vem das ruas.

O governo dirá que os professores e os funcionários, que já anunciaram manifestações para os próximos dias e a retomada de uma greve, estão radicalizando. É verdade. Dirá que houve negociações. Não é mentira. Dirá que os professores têm ligações partidárias. Novamente, verdade. Mas nada disso tira deles o direito de serem contra os projetos e de se manifestarem para evitar a aprovação.

Sabe-se que, se depender apenas da oposição formal no plenário, nunca o governo perderá. Não se pode contar que políticos profissionais, que dependem de emendas e de obras no interior ´para sua reeleição, vão enfrentar o governo. Se os trabalhadores acham que estão sendo esbulhados, o mínimo direito que se pode garantir a eles é o de espernear.

Se isso está sendo comandado por partidos, é bom que fique claro. E faz todo o sentido: sabe-se das ligações da APP com o petismo. Mas em nenhum momento isso tira a legitimidade de um movimento. Os professores escolheram a diretoria que representa sua classe, e isso precisa ser tão respeitado quanto a eleição dos deputados pela população.

O ponto é: governo nenhum no Paraná se acostumou com a ideia de que às vezes terá oposição. Alguns, por não terem metido tanto os pés pelas mãos, conseguiram conviver apenas com a pacífica e domesticável oposição profissional. Outros, ao irem longe demais em seus projetos tiveram de se ver com a população. Richa entrou para esse time. Só tem a si mesmo para culpar.

Tivesse o governador evitado o buraco, tivesse gastado menos, dado reajustes dentro das possibilidades, admitido o problema antes da reeleição, tivesse cuidado melhor da receita (e da Receita) não precisaria agora enfrentar a fúria popular para salvar seu caixa.

A essa altura, só o que um governante pode fazer é tomar cuidado para não se afundar ainda mais: o risco de um confronto existe e colocaria o atual governo em situação ainda mais delicada. E, nesse caso, nem se aprova o pacote do desespero, nem se mantém a base parlamentar. Que os deputados podem ser muita coisa, mas estão longe de ser bobos.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 25/04/15 11:11:08 AM

cordao1A ideia do governo do estado de cercar a Assembleia Legislativa para garantir a votação de seu pacote de ajuste fiscal não desagrada só os funcionários públicos. Desagrada aos próprios deputados estaduais aliados a Beto Richa.

“Se eu fosse ouvido pelo governo eu diria para não fazer isso. Só vai atiçar o pessoal”, disse um deputado ouvido nesta sexta-feira, quando começaram a surgir os boatos de que os policias cercariam a Assembleia já no sábado.

Os deputados sabem do que estão falando. Graças ao primeiro pacotaço do governo, em fevereiro, tiveram de sair correndo de um plenário invadido por manifestantes; precisaram entrar na Assembleia em um “camburão” do Choque; e precisaram negociar sua saída de uma Assembleia sitiada na segunda tentativa de votação.

Agora, o governo, vendo que as medidas que programou, ainda que “suavizadas” continuam despertando a fúria de boa parte da população, e que a oposição e os sindicatos se mobilizam para novamente protestar, decidiu tentar se antecipar ao confronto.

Mas essa parece uma situação em que o governo dificilmente tem como sair ganhando. Se não usar de um esquema de proteção desse tipo, os manifestantes podem muito bem repetir o que já fizeram da outra vez. Armando o cerco, porém, dá margem a várias outras coisas. A primeira é a interpretação de que sabe que está agindo contra o interesse de boa parte da população.

O discurso será o de sempre: as medidas são necessárias, e os manifestantes são teleguiados pela oposição. Quanto à necessidade das medidas, o debate é mais longo. Mas não há como negar  culpa do governo em deixar a situação chegar até o fundo do poço antes de agir. Isso, sim, levou à necessidade de medidas drásticas.

Também não há como negar que os sindicatos têm tendências partidárias e vão surfar na desgraça do governo. A APP tem fortes ligações com o petismo. Mas isso não é proibido. E, em política, é preciso saber lidar com as oposições, construir consensos e conviver com protestos. A obrigação da moderação é de todos. Mas o ônus, caso haja confronto, ficará para o governo.

Richa arrisca muito com essa jogada. Todos precisam torcer para não haver confrontos, obviamente. Mas o governador acima de todos. E colocar a tropa na rua não parece o melhor movimento para evitar que eles ocorram.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 24/04/15 4:12:33 PM

abuso_ok_A prefeitura de Curitiba está comemorando, e com razão, o aumento do número de denúncias de abuso e assédio sexual nos ônibus da cidade. Em 2014 inteiro tinha havido 28 denúncias do gênero na cidade. Agora, em quatro meses, foram 20 – ou seja, setenta por cento em apenas quatro meses. No ano passado, houve cinco detenções de abusadores. Neste ano, já foram duas.

Isso tem a ver com a campanha que a prefeitura botou na rua incentivando as mulheres a denunciar os casos de abuso. Esse é o tipo de coisa que normalmente passa despercebido e, mesmo com o aumento, é seguro dizer que a maior parte dos abusadores passa impune.

No horário em que o ônibus vai mais cheio, principalmente, o ambiente é um prato cheio para que o sujeito ache que pode fazer tudo sem que lhe aconteça nada. Até porque pode ficar difícil identificar o agressor, que fica invisível no meio da multidão.

E aqui fica o principal desafio da Urbs. Ao invés de simplesmente investir em cartazes incentivando as denúncias (que já são uma boa coisa), o ideal seria reduzir a superlotação dos carros, colocando mais opções de transporte e garantindo que eles fiquem mais seguros.

A campanha é um modo de reduzir a impunidade. Mas para dar conforto e segurança, é preciso ir muito além. Claro que isso envolve custos (às vezes pesados) e não é simples. Mas é o real objetivo que deve ser perseguido.

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