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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/07/15 3:54:13 PM

Alguns deputados que votaram contra o governo nas questões polêmicas do primeiro semestre (pacotaço, reforma da previdência, reajuste do funcionalismo) agora estão começando a sentir na pele os problemas de não fazer parte da base de apoio de Beto Richa (PSDB).

A distribuição das ambulâncias para os municípios foi só uma amostra do que vem por aí. Os parlamentares “independentes” foram excluídos do apadrinhamento e agora não podem dizer em suas bases que conseguiram levar algo para os municípios.

Com isso, alguns querem voltar para o reduto governista. E o governo até poderia ter interesse também, inclusive para não ficar refém dos 33 que lhe sobraram – e para não ficar exposto à criação de CPIs, por exemplo, que só precisam de 18 assinaturas. Mas não dá.

“A cada vez que alguém quer voltar, esbarra em outro deputado da mesma região que não quer concorrência”, diz um deputado governista. Assim, se Chico Brasileiro (PSD), de Foz, quiser voltar, Cláudia Pereria (PSC), que também é da cidade, esperneia. Quando Márcio Pauliki (PDT) quis voltar, Plauto Miró (DEM), que divide votos com ele em Ponta Grossa, chiou. E assim por diante.

Quem teria mais chance de voltar seriam os que têm votos espalhados pelo estado, e não tomam uma cidade inteira de ninguém. Caso, por exemplo, dos pastores Edson Praczyk (PRB) e Gilson de Souza (PSC).

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/07/15 11:19:45 AM

Propaganda de Scanavaca no Facebook.

Com colaboração de Euclides Lucas Garcia:

Os deputados estaduais paranaenses que ganharam o direito de “apadrinhar” a distribuição de ambulâncias destinadas pelo governo a municípios agora estão “ostentando” nas redes sociais. Ao lado de prefeitos e de lideranças locais, comemoram o fruto de terem ficado ao lado do governo nas votações difíceis, como a da reforma da previdência.

A reportagem da Gazeta do Povo tinha tido acesso a uma lista que mostrava, ao lado dos nomes dos 33 deputados que votaram na reforma previdenciária, os nomes de três municípios. Cada um receberia uma ambulância.

O governo nega que tenha havido distribuição por critérios políticos. Em nota enviada à imprensa, a Secretaria da Saúde disse que “as 137 ambulâncias distribuídas na quarta-feira (1) atenderam 111 municípios de todas as regiões do Paraná, independente do partido político a que seu prefeito pertence”.

O critério para escolha dos municípios pode ser técnico. No entanto, o apadrinhamento das ambulâncias depois da escolha da cidade fica evidente no Facebook, por exemplo. Vários deputados puseram fotos distribuindo exatamente as três ambulâncias que apareciam ao lado de seu nome na lista. Como regra, são três para cada um dos 33 deputados fiéis ao governo.

Assim, por exemplo, Fernando Scanavaca (PDT), fez uma fotomontagem explicando exatamente quais os três municípios que lhe cabiam. Cobra Repórter (PSC), que havia dito durante as confusas votações do início do ano que era preciso ficar ao lado do governo, sob pena de não ganhar “nem papel de bala”, aparece entregando ambulâncias para Rolândia, Cambé e Tamarana.

O critério para apadrinhamento causou ciúmes e tumulto na Assembleia. Deputados governistas, mas que pularam para o outro lado na hora da votação da previdência, ficaram sem nada para mostrar em seus municípios. Como protesto, saíram do plenário nesta semana em uma espécie de “flash mob” contra a decisão do governo.

Para o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que também ostenta agora suas ambulâncias novas no Facebook, o critério da distribuição é técnico. Mas é normal que quem fica ao lado do governo tenha “condições de interferir nas políticas públicas”.

Quem pulou fora do barco agora paga o preço. E, claro, muita gente quer voltar. Mas será que ainda tem espaço? Ou Beto Richa (PSDB) pode pagar o preço de ficar só com 33 votos daqui até 2018? Claro que as negociações andarão. E na próxima distribuição de benfeitorias aos municípios já talvez se note alguma diferença.

Mas os que ficaram ao lado do governo o tempo todo insistem que, agora, têm que ser mesmo privilegiados. Tiveram o ônus, agora querem o bônus.

Presidente da Assembleia, Traiano entrega ambulâncias.

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli.

Cobra Repórter entrega ambulâncias para Tamarana…

… para sua principal base eleitoral, Rolândia…

… e para o município vizinho de Cambé.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 03/07/15 10:47:01 AM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/07/15 3:30:35 PM

FrancischiniNenhum estado norte-americano tem uma polícia que mate tanto quanto a paranaense. Graças ao repórter Diego Ribeiro e ao jornal britânico The Guardian é possível fazer a comparação com dados do primeiro semestre de 2015.

No Paraná, até maio, foram 90 mortes em confronto. Até junho, mesmo contando um mês a mais, nenhuma polícia dos Estados Unidos chegou a esse número. Quem estava mais perto era a Califórnia, com 86 casos (lembrando que a Califórnia tem 38 milhões de habitantes, quase quatro vezes o total do Paraná).

O estado que teve mais mortes per capita nos EUA no período foi o Oklahoma, com uma morte a cada 154 mil habitantes. O Paraná teve uma morte em confronto a cada 124 mil habitantes, também ficando acima de qualquer estado norte-americano.

Reportagem da Gazeta do Povo de junho deste ano mostrou que o número de mortes causadas pela PM no Paraná cresceu 24% em 2014 e, em 2015, vinha batendo novos recordes.

Na época em que os números foram revelados, o ex-secretário Fernando Francischini (SD) afirmou que era melhor que morressem bandidos do que suas vítimas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/07/15 2:11:04 PM

Giacobo com o pastor Marco Feliciano.

Vários deputados federais paranaenses que votaram pela redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos se manifestaram nas últimas horas nas redes sociais, ou para explicar seu voto ou para comemorar o resultado.

Ex-secretário da Segurança Pública, Fernando Francischini (SD) publicou um meme dizendo que, se reclamarem, o Congresso reduz a maioridade para 10 anos. Depois, abaixo, disse que era uma brincadeira. “Vai ter dimenor na cadeia sim!!! 10 anos: Brincadeiras à parte!!! Rsrs”

Antes, já tinha comemorado a aprovação, lembrando que a presidente Dilma era contrária à proposta.  “RISADA PARA DILMA. O plenário estava recheado de assessores do Palácio do Planalto e mesmo assim aprovamos a redução da maioridade!”

O deputado Alfredo Kaefer (PSDB) classificou a votação como “uma importante vitória. “Conseguimos uma importante vitória, mas a luta por mais justiça ainda continua”, disse no Facebook.

Marcelo Belinati (PP) fez um vídeo explicando seu voto. “Votei a favor por entender que um rapaz de 16 anos que comete crimes graves, como assassinato, estupro, mata um pai de família, sabe o que está fazendo”, disse.

Valdir Rossoni (PSDB), postou uma foto da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que foi contra a aprovação, com o seguinte comentário: “Nossos filhos não poderão mais dar uma cheiradinha, defendendo a não aprovação da diminuição da maior idade. Barbaridade.”

O deputado Fernando Giacobo, do PR, publicou um vídeo defendendo a aprovação da proposta e uma foto em que segura um cartaz pedindo a aprovação, ao lado do pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) disse que não aprovaria uma redução para todos os crimes. Mas que votou sim por se tratar exclusivamente de crimes hediondos. “Quero deixar claro que sou favorável a reduzir a idade penal apenas para crimes hediondos(homicídio, latrocínio e estupro).”

Sérgio Souza (PMDB), também publicou um vídeo. “Não podemos permitir que aqueles que estupram, que matam, que cometem esses crimes que violentam a sociedade, não podemos permitir que continuem no convívio com a sociedade”, afirmou.

Veja os deputados paranaenses que votaram pela redução em casos de crimes hediondos:

Alfredo Kaefer (PSDB)
Dilceu Sperafico (PP)
Edmar Arruda (PSC)
Evandro Roman (PSD)
Fernando Francischini (SD)
Giacobo (PR)
Hermes Parcianello (PMDB)
Leandre (PV)
Luciano Ducci (PR)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Marcelo Belinati (PP)
Nelson Meurer (PP)
Osmar Serraglio (PMDB)
Rossoni (PSDB)
Sandro Alex (PPS)
Sergio Souza (PMDB)
Takayama (PSC)

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/07/15 12:51:21 PM

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/07/15 11:41:12 AM

Gustavo_FruetOs vereadores de Curitiba autorizaram nesta quinta-feira a prefeitura a mandar para protesto todo contribuinte com dívida de impostos acima de R$ 1 mil. A votação ocorreu em sessão especialmente convocada para tratar do tema.

No final, a prefeitura levou fácil, por 23 votos a cinco, com uma abstenção. Mas a discussão foi acalorada. Vereadores acusaram a prefeitura de ser insensível com empresas e contribuintes que passem por dificuldades. Professor Galdino (PSDB) chegou a acusar a prefeitura de apenas tentar beneficiar os cartórios.

O projeto também teve defensores. Líder do prefeito na Câmara, Paulo Salamuni (PV) diz que não teria como “compartimentalizar” a lei, para que se mandasse a protesto apenas os contribuintes com maior renda. E Pedro Paulo (PT) disse que outras capitais já fazem o mesmo, sem que tenha havido problemas de constitucionalidade.

Com a aprovação, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) deve sancionar a lei nos próximos dias.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/07/15 10:53:21 AM
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Colaboração de Rafael Moro Martins, do blog Curitiba Baixa Gastronomia:

Tribunal de Contas e prefeitura de Curitiba trocaram chumbo, nos últimos dias, sobre o preço da passagem de ônibus na capital. O TC diz que dá pra reduzir. A prefeitura responde que, pra fazer isso, vão pro beleléu a gratuidade e os ônibus híbridos.

Não foi exatamente uma novidade. Prefeitura e governo do estado também estrelaram uma série de bangue-bangues sobre a integração da rede de transporte na região metropolitana. Acabou como se sabe – uma barbeiragem que complicou a já dura vida de quem mora mais longe e precisa vir a Curitiba de ônibus.

Enquanto suas excelências trocam munição desde seus gabinetes (aos quais chegam de carro de luxo e motorista particular, que ninguém é de ferro), pesquisa desta Gazeta do Povo mostra que a falta de conforto é o principal problema do sistema de transporte de Curitiba. E aí é que está o busílis.

Pois os ônibus híbridos, que a prefeitura ameaça encostar, são os mais confortáveis da rede de transporte da cidade – e, curiosamente, rodam apenas em linhas que servem bairros nobres da cidade).

Curitiba não tem ônibus com piso baixo, em que não é preciso galgar degraus para subir ou descer. (A Urbs pode replicar que o embarque é em nível nas estações tubo, mas poucas linhas as usam. Noves fora que, para subir no tubo, há degraus – ou elevadores para deficientes frequentemente quebrados). Em São Paulo e Rio de Janeiro, esses ônibus são parte considerável das frotas (veja bem, não falo de Amsterdam ou Londres). As duas maiores cidades brasileiras também têm centenas de veículos com ar condicionado e wi-fi. Traduzindo – conforto.

Tem mais – nossos pontos de ônibus estão abandonados (alô, Clear Channel!), não têm bancos nem tabelas de horários, a sinalização é pobre (quando está lá), os painéis eletrônicos das estações-tubo frequentemente não funcionam, as linhas expressas deixaram de merecer o nome há muito tempo (um biarticulado leva 15 minutos para percorrer o trecho entre as praças do Japão e Santos Andrade, mesmo rodando em pista exclusiva), os ônibus estão sujos de dar dó – ainda ontem matei uma barata no busão; não foi a primeira nem a segunda vez.

Moro em Curitiba há quase 25 anos, e uso ônibus quase diariamente desde então. A decadência do transporte salta aos olhos. Enquanto isso, cidades que sempre tiveram sistemas piores nos deixam para trás. São Paulo adotou um sistema eficaz de bilhetagem eletrônica, que traz vantagens ao usuário, não apenas ao poder público (que, nesse caso, vale lembrar, embolsa com antecedência o dinheiro da passagem). Por aqui, foi um tormento conseguir algo tão simples quanto descentralizar a venda de créditos.

A população abandona o ônibus em resposta a tudo isso. Quem pode compra um carro, uma moto. É melhor ficar sentado que em pé no congestionamento, afinal. A prefeitura parece ter perdido a capacidade de planejar e renovar o sistema. Não consegue, sequer, fazer as concessionárias renovarem as frotas (parte dela tem vida útil já vencida). E, premida pela evidência de que a tarifa é injusta, ameaça cortar o pouco conforto que oferece ao passageiro.

Nosso problema não é só ter mais ônibus. É também ter ônibus melhores, mais confortáveis, um sistema de bilhetagem moderno e coerente, que atraia o usuário, em vez de lhe ser imposto goela abaixo. Se o atual modelo não dá conta disso, é sinal de algo errado na licitação do transporte, uma cortesia do atual governador aos curitibanos. Não é culpa do usuário. Por que, então, ele é o único a ser punido, prefeito?

Quem pega ônibus não é cidadão de segunda classe. Mas hoje paga caro para ser maltratado. E segue a ouvir a ladainha do “transporte modelo”. Vamos mal.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 6:07:45 PM

Sempre surgem teorias conspiratórias sobre governos e meios de comunicação fazerem o que se chama de propaganda subliminar: usar meios sutis de inculcar uma ideia na tua cabeça sem fazer isso abertamente.

Normalmente não vale a pena prestar atenção a coisas do gênero: um nome de novela que “lembra um 45″ no ano da eleição, por exemplo. Mas, às vezes, mesmo que seja sem querer, a coisa fica estranha.

Caso deste anúncio da Copel de redução de preço para produtos de eficiência energética. O desconto, na verdade, nem é de 45%. Mas o governo do PSDB preferiu fazer a propaganda com o número 45. E ainda sobre um fundo azul e amarelo. O número e as cores do partido.

Pode não ser proposital. Assim como a prefeitura negou ser proposital a pintura dos terminais de ônibus de azul e amarelo à beira de eleição de prefeito em 2012. Mas fica estranho. E, como não basta ser honesto, é preciso parecer honesto, tudo que fica estranho devia ser evitado pelo governo. Inclusive isso.

Atualização

A Copel afirmou, por meio de sua assessoria, disse que o anúncio foi feito pelas Lojas Colombo, que ganharam a licitação para vender os equipamentos com desconto subsidiado.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/07/15 4:34:44 PM

Paulino Viapiana foi escolhido como novo secretário de Estado da Comunicação Social. A pasta vinha sendo acumulada pelo chefe de Gabinete de Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, desde a saída de Marcelo Cattani do cargo em fevereiro.

Viapiana ainda não foi anunciado formalmente no cargo. Até porque ainda não se sabe quem ficará no seu lugar na Secretaria de Cultura.

Cattani ocupou a chefia da Comunicação de Richa na prefeitura e durante todo o primeiro mandato do governador. Saiu no começo deste ano, supostamente porque não teria concordado com o modo como o governo reagiu à prisão de Luiz Abi – tentando demonstrar que Richa não tinha proximidade com seu primo.

Na Comunicação, a principal tarefa de Viapiana deverá ser a de recuperar a imagem de Richa. Como mostrou a Gazeta do Povo nesta semana, após a repressão no Centro Cívico e a greve dos professores, dentre outras medidas impopulares, o governador tem 84% de reprovação hoje no estado.

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