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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 30/07/14 7:20:26 AM

tio_patinhas3

“Com um salário desses, nem o Tio Patinhas entraria em uma fraude para ganhar algumas notas de mil”, acusou o editorial do diário Gefle Dagblad, de Estocolmo. O texto tratava do deputado sueco Hakan Juholt, um liberal que em 2011 esteve prestes a virar primeiro-ministro. Não chegou em razão justamente da tal fraude. O escândalo surgiu quando se descobriu que Juholt vivia com a namorada em um apartamento em Estocolmo. Nada proibido, claro. Mas o deputado, segundo as regras, tinha de ter pedido reembolso de apenas metade do aluguel do Parlamento – e a namorada devia pagar a outra metade.

Juholt caiu em desgraça. Um repórter perguntou a ele como aquilo podia ter ocorrido. O deputado afirmou que não sabia da regra. A próxima pergunta veio praticamente na forma de um sermão. “Você não acha lógico ter que dividir o valor do aluguel do apartamento funcional com sua companheira, uma vez que ela também mora lá?” O deputado, sem saída, capitula. “Certamente.”

A história está contada em um interessante livro da repórter Cláudia Wallin (“Um país sem excelências e mordomias”, da editora Geração), em que ela conta como funciona o serviço público sueco. O caso dos apartamentos funcionais é um dos que mais chocam o leitor brasileiro. Até os anos 1990, os parlamentares de fora de Estocolmo dormiam em seus gabinetes (a não ser que quisessem alugar algo por conta). Hoje, têm direito a apartamentos funcionais de pouco mais de quarenta metros quadrados. Pouco maiores que as casas da Cohab curitibana.

Neles não há máquina de lavar ou qualquer luxo. Boa parte não tem quarto: há sofá-cama. A explicação é que eles moram em suas cidades de origem, e na capital só ficam durante a semana. Os que são de Estocolmo não ganham qualquer ajuda (só em um sistema muito estranho as pessoas receberiam auxílio-moradia para morar onde já moram, certo?) e os que vêm de fora normalmente ficam em quitinetes.

Os que não ficam em apartamentos funcionais recebem até R$ 2,6 mil de reembolso (os aluguéis em Estocolmo não são os mesmos de Capitão Leônidas Marques, e a verba dá para um apartamento modesto). No caso de Juholt, ele conseguia pagar um apartamento no subúrbio. Mas nem uma “turnê do perdão” de dois meses livrou-o de ser considerado culpado pela opinião pública. O salário de um deputado, líquido, é de R$ 21 mil – cerca de 50% acima do que ganha um professor primário. Juholt ganhava mais ou menos o dobro por ser líder de seu partido.

Cláudia Wallin também fala sobre o Judiciário. Os integrantes da Suprema Corte, por exemplo, não têm direito a secretários particulares. Cuidam de sua própria agenda. E, claro, não têm direito a auxílio-moradia. Göran Lambertz, um dos ministros, deu entrevista sobre o tema. A pergunta era: “O que pensa sobre sistemas de países como o Brasil, em que políticos e juízes têm privilégios como gratificações extras e aviões à sua disposição?”

Vale transcrever a resposta:

“Não consigo entender por que algum ser humano gostaria de ter tais privilégios. Só vivemos uma vez e, portanto, penso que a vida deve ser vivida com bons padrões éticos. Não posso compreender um ser humano que tenta obter privilégios com o dinheiro público. Luxo pago com o dinheiro do contribuinte é imoral e antiético. Porque significa usar recursos públicos apenas para o próprio bem.”

Um juiz paranaense interessado em utilizar bem seu primeiro auxílio-moradia de R$ 3,2 mil poderia comprar cem cópias do livro, encontrado a R$ 31,90, e entregar a seus colegas de classe. Faria bom proveito do nosso dinheiro.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 29/07/14 4:29:15 PM

dilma

A resposta da presidente Dilma Rousseff para a pergunta de Josias de Souza, durante a sabatina da Folha, Uol e SBT nesta semana tem tudo para se tornar um clássico. Josias pergunta a ela, com base na declaração de renda ao TSE, qual seria a explicação para que a presidente tivesse R$ 152 mil em casa.

Dilma atribuiu o comportamento a um “costume” herdado da época em que estava fugindo da ditadura militar. Precisava, portanto, manter dinheiro vivo com ela. Não faz mais sentido, claro. Mas seria algo atávico.

“Sete anos eu vivi fugida. São as coisas que você incorpora. Teve muito tempo na vida em que eu dormia de sapato. É muito forte a experiência que você passa em determinados momentos.”

Vá lá. Mas a explicação só piora: ela diz que só fica com esse dinheiro temporariamente. “Uma parte disso a gente deposita ao longo do ano.” Como assim? De onde vem esse dinheiro que, posteriormente, ela deposita? A presidente tem como fonte de renda, até onde se saiba, seu salário.

Imagino que a presidente da República não receba seu salário mensal em dinheiro vivo. Pense na imagem: Dilma na boca do caixa do Alvorada pegando uma notinha em cima da outra. Depois, põe no colchão. E, finalmente, quando o receio da ditadura passa, coletando parte do dinheiro e depositando, pouco a pouco, no banco.

Recentemente, o deputado Caíto Quintana, num acesso de sinceridade, admitiu que o dinheiro que alegou ter em casa (R$ 500 mil) era ficcional. E que servia para justificar doações de empresas que aparecessem durante a campanha. Mas no caso de Dilma isso nem faria sentido: as doações para a disputa presidencial são de milhões de reais, e os R$ 150 mil não dariam nem para o começo.

Em todo caso, a explicação de Dilma é dura de roer.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 29/07/14 3:10:08 PM

TC-FR

O Tribunal de Contas do Estado deve firmar contrato nos próximos dias com uma empresa para fazer serviços de engenharia em seu anexo do Centro Cívico. Será a primeira contratação do gênero por parte do tribunal depois do escândalo que levou à prisão do ex-diretor-geral do órgão por fraude em licitação.

A licitação que levou ao escândalo foi a da construção do anexo novo do TC. Uma concorrência de R4 36 milhões. A licitação nova é bem mais modesta. A vencedora, a Antuérpia Arquitetura e Engenharia, cobrou pouco mais de R$ 949 mil pelo serviço. A empresa foi nomeada vencedora em junho, e o TC espera apenas que se esgote o prazo recursal para assinar o contrato.

A obra envolve obras de exaustão e condicionamento de ar de até R$ 270 mil e até R$ 135 mil de redes lógicas de informática.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/07/14 2:25:32 PM

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

João Ubaldo Ribeiro tinha uma capacidade incrível para criar histórias e diálogos. Como no seguinte caso: o sujeito entra no banco e pede uma quantidade de dólares. Desiste da compra e pede para trocar pelo mesmo valor em marcos alemães. Quando o caixa traz o valor, o sujeito agradece e vai se levantando para ir embora. “Mas como assim: e o pagamento?” “Eu troquei pelos dólares.” O caixa reclama: “Mas o senhor não pagou os dólares”. “Francamente, meu amigo. O senhor vai querer que eu pague uma coisa que não vou levar?”

Quando falava de política, os diálogos eram igualmente deliciosos. Em Viva o Povo Brasileiro, essa grande epopeia de nossa civilização, dois personagens conversam. O ano é 1897. Eis a conversa:

“É preciso ver as coisas com clareza! No mundo, alguns foram feitos para mandar, a maioria para obedecer, esta é que é a realidade!”

“Mas mandar pode querer dizer governar honestamente e não oprimir.”

“Que é que você chama de opressão? Que se pode fazer mais por esse povo? Dar-lhe banheiros? Continuarão a fazer suas necessidades nos matos! Dar-lhe dinheiro? Gastarão tudo com cachaça e farras! É preciso ver a realidade, é preciso conter a ação de progressistas delirantes como você, para que o país não caia na anarquia e no desgoverno! As poucas conquistas que conseguimos não serão tomadas! Vocês não tomarão nada de nós!”

Há coisas suficientes nesse pequeno trecho para escrever mais de uma tese sobre nossa origem social (e política). Nele, João Ubaldo está nos dizendo:

1. Que há um pequeno grupo que tem o poder político e que tem a capacidade de decidir o que será “dado” ao povo.

2. Que esse grupo acredita que algumas coisas não é prudente dar ao povo. Ou que é desnecessário que a população em geral tenha acesso a algo, já que nem vão saber o que fazer com aquilo (para que banheiros?).

3. Em parcelas desse grupo há quem acredite que os que governam são superiores, talhados para a função. Ao mesmo tempo, o povo em geral seria fadado ao fracasso (só serve para a cachaça e para as farras).

É claro que se trata de ficção, e de uma ficção sobre o final do século 19, mais de cem anos antes do dia em que João Ubaldo nos deixou. Seria insanidade querer dizer que nada mudou. Ou mesmo querer dizer que as coisas são assim tão simples e tão claras. Mas é preciso reconhecer que há mais do que simples caricatura nessa tentativa de compreender nosso povo.

Gente como João Ubaldo, independentemente de ideologia, que usa seu talento para nos explicar, faz falta. Ele fará, certamente.

Suassuna e o abacaxi

Quis o destino que Ariano Suassuna tivesse problemas graves de saúde na semana após a morte de João Ubaldo. Outro nordestino, outro pensador do “povo brasileiro”, Suassuna contou em uma entrevista aquilo que, segundo ele, seria o resumo de sua literatura. Diz ele que a história era real e que simbolizava mais do que qualquer outra a vitória do mais fraco.

Um coronelzão, dono do pedaço, proibia que se fizesse barulho em frente a sua casa. O vendedor de frutas ficava quietinho até terminar de passar por ali, receoso de incomodar a soneca do chefe político da cidade. Até que um dia o coronel se viu à frente de um valentão recém-chegado ao local que se recusou a obedecê-lo. O vendedor vê o coronel passar pela humilhação e, logo em seguida, passando pela casa, estica o pescoço e grita como pode: “Olha o abacaxiiii!”

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/07/14 2:48:16 PM
Facebook/Divulgação

Facebook/Divulgação

Se Beto Richa tem um grande truque para ganhar eleições (e ganhou as últimas três com sobras), parece ser a capacidade de juntar a seu lado uma quantidade enorme de grupos políticos. A foto que ilustra esse post, por exemplo, mostra Richa em reunião com os presidentes dos partidos aliados. Só de olhar você reconhece algumas figuras importantes: Sciarra, do PSD; Ratinho, do PSC; Giacobo, do PR; Francischini, do Solidariedade.

Isso não garante só tempo de tevê, como se costuma dizer. Garante também que os outros ´partidos não terão esses apoios. E garante que o candidato tenha presença em todos os rincões, nas “bases eleitorais” de muito mais gente. O governador já mostrou o mesmo recentemente numa reunião com 24 vereadores de Curitiba (ver abaixo). E no interior dizem que tem 300 prefeitos com ele…

Na hora de ir à feira dos partidos, Richa tem uma competência inegável. Não há muito critério, nem muito pudor: quem tem votos é chamado. E, depois, invariavelmente, ganha cargos no governo. Richa conseguiu impedir inclusive que o PT de Gleisi Hoffmann (que havia acabado de sair da Casa Civil!) tivesse apoio dos partidos que fazem parte da base de Dilma. Se vai dar resultado, difícil saber. Mas em 2004, 2008 e 2010 funcionou.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/07/14 4:13:32 PM

Caito

A Gazeta publicou nesta segunda uma matéria importante para tentar entender como funciona o financiamento das campanhas de candidatos ao Legislativo. A manchete do jornal revela que os candidatos declararam ter R$ 22 milhões em casa. Debaixo do colchão. Estranho, não?

E a mesma reportagem revela o que pode estar acontecendo. Um deputado estadual, Caíto Quintana, explica que não tem o dinheiro de fato e que a rubrica serve para justificar doações à sua campanha. E especialistas avisam que isso pode ser usado para maquiar as contas de campanha.

Ou seja: o sujeito declara que tem R$ 500 mil em casa (como não está no banco, ninguém tem como fiscalizar se é verdade). Na hora que uma empresa faz a doação mas não quer (ou não pode aparecer), ele diz que o dinheiro veio do próprio bolso. Isso pode configurar caixa dois. E pode envolver doações de empresas que não podem financiar campanhas por lei (como concessionárias de pedágio ou de outros serviços públicos).

Ninguém está dizendo que esse ou aquele deputado realmente fez isso, mas sim que essa é uma porta aberta para ilícitos. E ninguém, exceto pela imprensa, parece estar fiscalizando isso.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/07/14 11:54:39 AM

cartao

 

Muita gente disse nas redes sociais que a reclamação do blog sobre o tempo que as pessoas precisam gastar para fazer o cartão (e tendo somente duas semanas de aviso prévio) é bobagem. Afinal, você faz um cartão uma vez só e pode usá-lo a vida toda. Perfeito: o problema é que as pessoas estão enfrentando problemas com as filas e podem não conseguir fazer o cartão a tempo.

A prefeitura deu como prazo final para que todo mundo tenha cartão o dia 1.° de agosto. Quem não conseguir estará a pé. E as filas são longas. Cada cartão demora cerca de cinco minutos para fazer. Ou seja: uma fila de 12 pessoas significa que o sujeito terá de esperar uma hora em pé na fila. Nada contra: filas existem. Mas e quem nessas duas semanas estiver com a vida corrida e não conseguir?

Pior: esse é o tempo quando o sistema funciona. E o blog descobriu que ele tem deixado de funcionar várias vezes. Na sexta-feira, por exemplo, o posto volante da foto, na Nestor de Castro, ficou sete horas fora do ar. Isso mesmo: sete horas sem funcionar. E no sábado, todos os postos ficaram duas horas sem sistema, das quatro horas previstas para atendimento.

Por isso, o blog insiste: é preciso aumentar o prazo, ou vai ter gente a pé.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 3:38:46 PM
Foto de deputado condenado na Pensilvânia. Divulgação/Washington Post.

Foto de deputado condenado na Pensilvânia. Divulgação/Washington Post.

O Legislativo da Pensilvânia, um dos 50 estados norte-americanos, decidiu expor nos retratos oficiais dos seus parlamentares as condenações judiciais que eles sofreram. A dúvida, de acordo com o Washington Post, era se os retratos dos deputados condenados deviam ser retirados ou se alguma outra ação seria tomada.

Os atuais parlamentares decidiram que seria errado tentar “mudar a história” e excluir do rol os que haviam sido condenados judicialmente. A solução adotada foi colocar placas debaixo dos rostos explicando qual foi o problema de cada um.

O retrato acima, por exemplo, é de Robert Mellow. A plaquetinha abaixo do rosto dele informa que o “Sr. Mellow não tentou a reeleição” e diz o motivo: foi condenado por corrupção e sonegação de impostos. Outros três parlamentares já têm suas plaquinhas devidamente informando que são ficha-suja.

Bem que a moda podia pegar por aqui, não?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 9:22:02 AM

cartao

Os curitibanos que dependem das linhas de micro-ônibus estão com (mais) um problema. Só têm duas semanas para fazer um cartão transporte, que a partir do dia 1.° de agosto será o único modo de pagar a passagem. No entanto, as filas para fazer o cartão são grandes.

O blog foi ao “posto volante” da Nestor de Castro ontem à tarde e fez a foto que ilustra este post. Além de haver bastante gente na fila, o processo não é rápido, e é preciso ter um bom tempo para esperar na fila. E quem não tem o tempo? Vai ter que arranjar, ou a partir de agosto estará a pé…

A medida prudente, evidentemente, seria adiar a entrada em operação do sistema. Será que a prefeitura fará isso?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 7:39:15 AM

Richa Columbia

O governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista coletiva em Londrina que pensa em se afastar temporariamente do cargo para fazer campanha. Seria bom que isso ocorresse. O problema não é exatamente de Richa, mas da legislação brasileira, que inventou um sistema tosco de reeleição em que o candidato pode se beneficiar (e muito) do cargo que ocupa.

A reeleição, na verdade, não estava prevista na lei brasileira. Quando chegou, graças ao personalismo de Fernando Henrique Cardoso, que deu a si mesmo a chance de mais um mandato, bagunçou tudo. Quando o governador, no cargo e disputando a reeleição, age, não se sabe se está fazendo algo como governante ou como postulante ao cargo. Vai a um evento: é candidato ou governador?

A prática é dizer que durante o expediente (de dia) o sujeito governa e à noite e em fins de semana faz campanha. Balela! Claro que ao ir a um evento público, falar de obras, visitar cidades, ainda que seja segunda de manhã, está também angariando votos. O eleitor não deixa de ver o sujeito como candidato só porque ainda não são seis da tarde.

Está mais do que na hora de rever essa regra. Enquanto isso, seria prudente que os candidatos se afastassem, até para evitar saias-justas.

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