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Caixa Zero

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 11:59:39 AM

O prefeito vem insistindo ao longo de seus três anos de mandato em uma mesma tecla: trânsito. Ou, para ser mais preciso: tentativas de resolver os problemas de trânsito por meio de incentivo a outros modos de se locomover pela cidade. O discurso é excelente – os resultados ainda são poucos.

Dessa vez, a novidade é a substituição de uma vaga de EstaR na Cândido de Abreu, pertinho da sede da prefeitura, por um “parklet”. Uma espécie de local para descanso público, com bancos para quem quiser ler ou simplesmente dar um tempo no meio da correria. Tem também lugar para prender bicicletas. Por enquanto, é uma vaga só. Serve como símbolo, talvez. E também para discussão.

A prefeitura chamou o projeto de “vaga viva”. Em seu perfil no Facebook, Fruet postou a foto acima do “parklet” e perguntou o que os dignos internautas achavam. Claro que esse tipo de enquete em rede social não é nada confiável: começando pela seleção de quem vê (precisa ter acesso a computador, internet, seguir o perfil do prefeito…) e chegando ao fato de que é possível pedir para pessoas escreverem ou bloquear quem for contra. Mas, em resumo, houve elogios.

O aspecto simbólico parece ser o que conta mais: dizer que Curitiba, assim como várias outras cidades do mundo, estaria caminhando para deixar o carro para trás e se dedicando a encontrar alternativas mais ecológicas e que diminuam os engarrafamentos. A lista de outras medidas que vão no mesmo sentido inclui:

– A Via Calma na Sete de Setembro.

– As faixas exclusivas para ônibus no centro.

– Ciclofaixas.

– Agora também se diz que a prefeitura, novamente seguindo os passos de São Paulo, vai reduzir a velocidade máxima dos carros no anel central.

As medidas são positivas, não há dúvida. Há muito tempo se sabe que os carros, por mais práticos que sejam são um problema para as cidades. E a solução mais comum, de cada vez abrir mais espaço para o automóvel, é uma faca de dois gumes. Os urbanistas sabem que quanto mais espaço se dá para o carro, mais gente passa a preferir usá-lo. Jaime Lener costumava dizer que carro é como certos parentes: você não pode dar espaço demais, senão toma conta.

No entanto, todas as medidas são tímidas. Ainda há poucas ciclofaixas, por exemplo. A Via Calma só existe em um local. As faixas exclusivas existem na Rua XV, na Westphalen e na Marechal Deodoro. A prefeitura comemorou que o tempo dentro de ônibus na XV reduziu 45% depois da inovação. Mas é muito pouco: outras vias importantes, com muitos ônibus, como Alferes Poli, Getulio Vargas e Iguaçu já poderiam ter sido beneficiadas, por exemplo.

Claro, tudo é recente e falta dinheiro. Mas em um ano de gestão, por exemplo, Fernando Haddad (PT), fez mais em São Paulo, de faixas exclusivas, do que Curitiba fez em dois anos e meio.

Recentemente, a prefeitura também comemorou os resultados da integração temporal na linha Interbairros I. Excelente iniciativa – permite que os passageiros desçam da linha e peguem outro ônibus sem pagar. Mas, de novo, em outras cidades isso existe em todas as linhas. Aqui, em uma. Um amigo brincou que a prefeitura estaria comemorando a menor integração temporal do mundo. Pode ser.

Os caminhos adotados pela gestão, no fim das contas, parecem interessantes. Não são uma solução para os problemas de mobilidade, mas pelo menos algo está sendo discutido. A demora na discussão e na implantação das soluções, porém, faz com que o otimismo seja, no mínimo, diminuído.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 11:00:27 AM

Maurício Requião, irmão do senador Roberto Requião (PMDB), entrou com uma reclamação formal no Tribunal de Justiça pedindo que um processo seu seja julgado. Trata-se da ação que pede sua volta ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.

O relatório feito pelos advogados de Maurício mostra que a ação está tramitando no TJ desde 2011. E que está pronta para julgamento, na mão do atual relator, o desembargador Antônio Loyola Vieira, há quase 11 meses.

Segundo a conta de Maurício, são 325 dias com o relator. Além de estar acima do prazo legal, o texto enviado ao presidente do TJ, desembargador Paulo Roberto Vasconcellos, diz que o julgamento está demorando muito mais do que a média para casos do gênero.

Neste ano, o caso já foi incluído na pauta do Órgão Especial do Tribunal de Justiça várias vezes, mas sempre foi retirado. Na última vez, em junho, foi retirado, segundo Maurício Requião, sem qualquer explicação.

Maurício Requião teve sua nomeação contestada por ser irmão do governador da época em que chegou ao cargo, o que configuraria nepotismo. O governador Beto Richa (PSDB) nomeou o próximo conselheiro escolhido pela Assembleia Legislativa, Ivan Bonilha – que foi advogado e secretário de Richa. Bonilha é o atual presidente do TC.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 02/09/15 10:31:32 AM

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

Por que alguém decide virar homem-bomba, cometer um ataque suicida. Muita gente diria que só um impulso religioso (com a promessa de virgens no Paraíso, por exemplo) permitiria uma barbaridade dessas. A historiadora britânica Karen Armstrong (e não só ela) acha que não é bem assim. As pessoas tomam atitudes atrozes e desesperadas, entre outras coisas, porque acham que estão sendo alvo de uma campanha que pretende exterminá-las.

O caos no Oriente Médio, nessa explicação, teria muito a ver com a invasão que os europeus, e mais tarde os americanos, promoveram na região nos últimos duzentos anos, desde Napoleão. O Ocidente tentou impor seu secularismo, ainda que na marra. A cada investida para “ocidentalizar” a região, mais se gerava gente renitente, desconfiada e disposta a enfrentar o que fosse para não permitir que sua cultura, sua religião e seu povo fossem aniquilados. E a cada reação, aumentava a sensação no Ocidente que se tratava de bárbaros que precisavam ser civilizados.

Mas o que isso tem a ver com a política nacional? Muito pouco, claro. Afinal, não há por aqui gente se explodindo para mostrar que o PT é isso ou aquilo, ou jogando caminhões-bomba contra a sede da Polícia Federal. Mas talvez a psicologia que os especialistas tentam encontrar na crise do Oriente Médio ajude a pensar sobre o momento delicado da vida por esses cantos. Talvez não seja absurdo pensar que os dois lados envolvidos atuem sob a impressão de estarem sendo vítimas de uma campanha de aniquilação.

Não é segredo para ninguém que uma parcela da população brasileira sempre teve medo do PT. O medo dos vermelhos vinha desde bem antes. Com o fim da ditadura, a primeira campanha de Lula foi marcada por boatos de que os petistas fariam um governo socialista, tirariam carros e quartos das casas das pessoas para dar aos pobres etc. Só com a guinada para o centro de 2002, Lula conseguiu chegar ao poder.

De início, a convivência entre governo petista e inimigos do PT foi amenizada por dois fatores. Primeiro, porque ninguém imaginava que seriam quatro governos consecutivos. Segundo, porque a economia ia bem e isso sempre ajuda. Depois, somando a longevidade no cargo com as denúncias de corrupção, voltou a rivalidade. E o discurso de muitos antipetistas assumiu o caráter da guerra de aniquilação. O PT quer acabar com o país. Quer acabar com a cultura tradicional, com a religião, com a família. É preciso acabar com eles antes que eles acabem com a gente.

A reação do PT, e da esquerda em geral, foi de ver nesse discurso a campanha pela própria aniquilação. O discurso que surgiu disso foi o de que uma elite que sempre esteve acostumada a governar sozinha – e em nome dos próprios interesses – não aceitava as regras do jogo democrático e a decisão da maior parte da população. As elites, dizem os petistas, querem acabar com a esquerda, aniquilar o PT e subjugar a vontade do povo.

A cada gesto de um lado para conter a ameaça que se vê vindo do outro lado, vem uma reação. Os discursos sobem de tom e o medo da aniquilação, da campanha de destruição, no “ou nós ou eles” deixa de parecer paranoia e fica cada vez mais convincente. Se for isso mesmo, há duas alternativas. Ou paramos para tentar entender o que realmente está acontecendo (entender aqui como oposto de agir com base em impulso); ou arriscamos chegar a graus cada vez mais malucos de paranoia. Correndo o risco de virarmos um país de homens-bomba.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 01/09/15 3:57:52 PM

A pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens 2015 mostrou que a empreiteira Odebrecht é a terceira mais desejada pelos jovens brasileiros. Primeiro, antes de qualquer conclusão precipitada: a coleta dos dados foi feita entre janeiro e abril. Marcelo Odebrecht foi preso em maio.

Não foi a primeira vez que a Odebrecht se saiu bem na pesquisa. No ano anterior, já tinha ficado em terceiro lugar. A Petrobras, outra ponta do esquema investigado pela Lava Jato, aparece agora em segundo lugar. Foram entrevistados 68 mil jovens brasileiros.

Mais do que a posição de empresas específicas, talvez seja interessante ver os critérios dos jovens para escolher suas “empresas dos sonhos”. Duas perguntas feitas a eles diziam respeito especificamente a corrupção e a questões éticas.

1) A corrupção é vista como algo cultural, que está presente em nosso dia a dia.
2) É fortemente relacionada a instituições públicas e aos políticos (independente de partido).
3) Empresas que prestam serviço para o governo têm maior probabilidade de praticar atos corruptos.
4) A corrupção é uma escolha do profissional e não necessariamente uma decisão corporativa.

A segunda pergunta era se os jovens aceitariam trabalhar em empresas que tiveram sua ética questionada. A pesquisa diz que não há resposta única.

“Alguns jovens disseram que sim, desde que não fosse em cargos de gestão, pois estes profissionais respondem pelas ações da empresa (sendo ou não os responsáveis diretos pelos erros cometidos). Os jovens que disseram que não trabalhariam apontaram o medo de “mancharem” seu currículo e, consequentemente, prejudicarem seu desenvolvimento profissional como principais motivadores.”

Mas e se já atuassem na empresa e então ficassem sabendo sobre os problemas éticos?

“Grande parte dos jovens tentaria ajudar a organização a tomar decisões corretas, dentro do que é esperado pelo mercado de trabalho. Apenas sairiam da empresa se os problemas éticos envolvessem todos os processos do dia a dia e não percebessem a intenção dos executivos em mudar a forma de atuar.”

Curiosamente, pelo resumo da pesquisa, as respostas têm muito mais relação com o medo de serem pegos e com o currículo – e não se menciona a possibilidade de trabalhar nessas empresas porque se estaria sendo conivente com algo errado.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 31/08/15 3:41:37 PM

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo se meteu em mais uma polêmica relativa a dinheiro – e à situação financeira dos magistrados. Recentemente, José Roberto Nalini deu uma declaração famosa defendendo que os juízes precisavam do auxílio-moradia porque não dava para ir a Miami toda hora comprar ternos (veja o post sobre o caso clicando aqui).

Na época, ele disse que “hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem que pagar plano de saúde, ele tem que comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem que usar um terno diferente, ele tem que usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem que ter um carro”.

Agora, segundo a Folha de S.Paulo, Nalini entrou com uma ação mas pediu para não pagar as custas imediatamente porque não tinha como arcar com o valor, de R$ 5 mil. Advogados ouvidos pelo jornal dizem que normalmente esse benefício, de adiar o pagamento, é concedido apenas a quem ganha até três salários mínimos, ou R$ 2,3 mil. Curiosidade: em junho, os rendimentos de Nalini foram de R$ 96 mil.

Nalini, assim como outros presidentes de tribunal, recebe perto do teto do Supremo Tribunal Federal. O salário dele é de R$ 30,1 mil.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 28/08/15 11:07:27 AM

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O senador Alvaro Dias tem cogitado entrar para o PSB, segundo se diz. A ideia seria estar em um partido grande para poder concorrer ao que quisesse, mas sair do PSDB, onde tem suas intenções barradas pelo atual governador, Beto Richa.

O que algumas pessoas têm se perguntado é: quando ocorreria essa mudança? Porque se ela vier antes da eleição do ano que vem, pode mudar os rumos da disputa na capital. Afinal de contas, o PSB é peça importante no processo eleitoral da cidade.

Hoje, o PSB é um “puxadinho” dos tucanos. Lá habita Luciano Ducci, último prefeito da cidade ligado ao grupo e que não esconde a pretensão de disputar o cargo novamente em 2016. Para isso, contaria com o apoio do governador.

Em 2012, Ducci perdeu a vaga no segundo turno para Fruet por menos de cinco mil votos. E agora a situação se inverte: quem enfrentaria o desgaste natural de estar no cargo é o pedetista. Ducci poderia tentar jogar a carta de que “no tempo dele” tais e tais coisas não aconteciam. Se vai colar, é outra coisa…

Mas com Alvaro no PSB, a coisa pode mudar de figura. Irritado com Richa, ele poderia melar os planos de Ducci. E, pelo contrário, poderia colocar mais um partido de tamanho médio na coligação de Fruet.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/08/15 3:39:31 PM
Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Gustavo Fruet. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) pode usar na eleição do ano que vem uma estratégia semelhante à de seu ex-aliado, o governador Beto Richa (PSDB). A ideia de algumas pessoas próximas a Fruet é montar uma megachapa com muitos partidos para garantir tempo d tevê e capilaridade nos bairros.

Há quem fale em dez partidos. Richa já chegou a ter chapa com 17 legendas: mais da metade das que estão atualmente inscritas no TSE. Na primeira campanha para a prefeitura, em 2012, Fruet teve apenas três partidos com ele: o dele próprio, o PDT; o PT de sua vice, Mírian Gonçalves; e o PV.

Para o ano que vem, não há nada garantido. O PT pode sair da chapa e lançar candidato próprio. Por outro lado, várias outras legendas poderiam entrar. No PDT de Fruet, a única porta vista como absolutamente fechada é a do Solidariedade, do deputado federal Fernando Francischini.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 27/08/15 10:52:51 AM

taxi-dc

O vereador Chico do Uberaba (PMN) fez mais um ataque ao aplicativo de transporte alternativo Uber. Considerando que o sistema do Uber é clandestino e que faz concorrência ilegal aos taxistas da cidade, Chico do Uberaba apresentou nova proposta prevendo multa de R$ 1,7 mil para o motorista que for pego oferecendo carona pelo sistema.

Recentemente, o projeto de Chico do Uberaba contra o Uber já foi devolvido a ele pela Comissão de Legislação e Justiça. A comissão entendeu que o projeto está em desacordo com a legislação da cidade e que, além de tudo, é inócuo, já que a lei já prevê que o sistema é ilegal. Pela legislação, o único sistema de transporte individual pago que pode ser oferecido na cidade é o de táxis.

Com o projeto devolvido, Chico do Uberaba aproveitou para revisá-lo. Já que, segundo o departamento jurídico da Câmara, a única coisa que caberia aos vereadores fazer seria cuidar da fiscalização da irregularidade, ele apresentou a proposta da multa. Agora, o projeto deverá ser analisado de novo pela Comissão de Legislação e Justiça. Se passar no novo formato, vai a plenário.

O Uber é um sistema que já existe em vários países e que permite a motoristas não credenciados como taxistas receber pedidos de “caronas” pagas por meio de um aplicativo de internet. No mundo todo o sistema vem causando protestos de taxistas, embora agrade a muitos usuários.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/08/15 6:11:28 PM

Se a cota de 16% para mulheres na Câmara dos Deputados estivesse valendo já na eleição passada, de 2014, o Paraná teria enviado cinco deputadas a Brasília, e não duas, como ocorreu. O estado tem direito a 30 cadeiras.

Pela cota estabelecida no projeto aprovado em primeiro turno no Senado, os estados aumentarão a cota a partir da próxima eleição, subindo para 10%, 12% e finalmente 16% das cadeiras. No caso do Paraná, isso significa 3, 4 e 5 vagas.

Na eleição de 2014, só se elegeram no Paraná as deputadas Christiane Yared (PTN), que foi a mais votada do estado, e Leandre, do PV.

Pelo projeto, as três vagas restantes (caso já estivéssemos em 16%), seriam ocupadas pelas candidatas com maior quantidade nominal de votos pertencentes a partidos que cumpriram com o quociente eleitoral.

Assim, seriam eleitas duas candidatas do PT e uma do PSC. A primeira petista a entrar seria Professora Marlei, a ex-presidente da APP-Sindicato que foi uma das principais articuladoras da greve de professores estaduais desse ano. Também do PT estaria eleita Professora Rosa Maria.

Do PSC, seria eleita a Psicóloga Cristã Marisa Lobo, que ficou famosa recentemente por polêmicas posições, como a defesa da “cura gay”. Ela teve 14,902 votos em 2014. O menos votado dos paranaenses eleitos teve 59,9 mil votos.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/08/15 5:09:07 PM

mauro ricardo

Na reunião com seus secretários nesta quarta-feira, o governo de Beto Richa (PSDB) contou vantagem sobre o bom desempenho fiscal do Paraná neste tumultuado 2016. O aumento da receita foi anunciado pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.

Segundo ele, o Paraná foi o único a aumentar a receita corrente líquida em 5% no ano. Outros estados e o distrito Federal tiveram aumentos pequenos, e a maior parte ou estagnou ou caiu. De acordo com o governo, isso permitirá que o Paraná comece 2016 fazendo investimentos enquanto outros estados continuarão enfrentando a crise.

Não há como brigar com os números. O que pode ser discutido, aqui, é se o modo como esse aumento de receita foi obtido compensa os prejuízos trazidos. Principalmente a perda gradativa do patrimônio de R$ 8 bilhões da Paranaprevidência, que passou a bancar o alívio de caixa ao pagar 33 mil aposentados mensalmente.

Nestes oito primeiros meses do ano, as novas regras, que permitem o uso do dinheiro da “poupança” da previdência, já tomaram cerca de R$ 1 bilhão do fundo do funcionalismo. E isso mais para frente vai cobrar seu preço, já que será preciso repor esse dinheiro ou arranjar outros modos de pagar os futuros aposentados que já estão na ativa.

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