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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 23/07/14 2:25:32 PM

Da coluna Caixa Zero, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta do Povo:

João Ubaldo Ribeiro tinha uma capacidade incrível para criar histórias e diálogos. Como no seguinte caso: o sujeito entra no banco e pede uma quantidade de dólares. Desiste da compra e pede para trocar pelo mesmo valor em marcos alemães. Quando o caixa traz o valor, o sujeito agradece e vai se levantando para ir embora. “Mas como assim: e o pagamento?” “Eu troquei pelos dólares.” O caixa reclama: “Mas o senhor não pagou os dólares”. “Francamente, meu amigo. O senhor vai querer que eu pague uma coisa que não vou levar?”

Quando falava de política, os diálogos eram igualmente deliciosos. Em Viva o Povo Brasileiro, essa grande epopeia de nossa civilização, dois personagens conversam. O ano é 1897. Eis a conversa:

“É preciso ver as coisas com clareza! No mundo, alguns foram feitos para mandar, a maioria para obedecer, esta é que é a realidade!”

“Mas mandar pode querer dizer governar honestamente e não oprimir.”

“Que é que você chama de opressão? Que se pode fazer mais por esse povo? Dar-lhe banheiros? Continuarão a fazer suas necessidades nos matos! Dar-lhe dinheiro? Gastarão tudo com cachaça e farras! É preciso ver a realidade, é preciso conter a ação de progressistas delirantes como você, para que o país não caia na anarquia e no desgoverno! As poucas conquistas que conseguimos não serão tomadas! Vocês não tomarão nada de nós!”

Há coisas suficientes nesse pequeno trecho para escrever mais de uma tese sobre nossa origem social (e política). Nele, João Ubaldo está nos dizendo:

1. Que há um pequeno grupo que tem o poder político e que tem a capacidade de decidir o que será “dado” ao povo.

2. Que esse grupo acredita que algumas coisas não é prudente dar ao povo. Ou que é desnecessário que a população em geral tenha acesso a algo, já que nem vão saber o que fazer com aquilo (para que banheiros?).

3. Em parcelas desse grupo há quem acredite que os que governam são superiores, talhados para a função. Ao mesmo tempo, o povo em geral seria fadado ao fracasso (só serve para a cachaça e para as farras).

É claro que se trata de ficção, e de uma ficção sobre o final do século 19, mais de cem anos antes do dia em que João Ubaldo nos deixou. Seria insanidade querer dizer que nada mudou. Ou mesmo querer dizer que as coisas são assim tão simples e tão claras. Mas é preciso reconhecer que há mais do que simples caricatura nessa tentativa de compreender nosso povo.

Gente como João Ubaldo, independentemente de ideologia, que usa seu talento para nos explicar, faz falta. Ele fará, certamente.

Suassuna e o abacaxi

Quis o destino que Ariano Suassuna tivesse problemas graves de saúde na semana após a morte de João Ubaldo. Outro nordestino, outro pensador do “povo brasileiro”, Suassuna contou em uma entrevista aquilo que, segundo ele, seria o resumo de sua literatura. Diz ele que a história era real e que simbolizava mais do que qualquer outra a vitória do mais fraco.

Um coronelzão, dono do pedaço, proibia que se fizesse barulho em frente a sua casa. O vendedor de frutas ficava quietinho até terminar de passar por ali, receoso de incomodar a soneca do chefe político da cidade. Até que um dia o coronel se viu à frente de um valentão recém-chegado ao local que se recusou a obedecê-lo. O vendedor vê o coronel passar pela humilhação e, logo em seguida, passando pela casa, estica o pescoço e grita como pode: “Olha o abacaxiiii!”

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 22/07/14 2:48:16 PM
Facebook/Divulgação

Facebook/Divulgação

Se Beto Richa tem um grande truque para ganhar eleições (e ganhou as últimas três com sobras), parece ser a capacidade de juntar a seu lado uma quantidade enorme de grupos políticos. A foto que ilustra esse post, por exemplo, mostra Richa em reunião com os presidentes dos partidos aliados. Só de olhar você reconhece algumas figuras importantes: Sciarra, do PSD; Ratinho, do PSC; Giacobo, do PR; Francischini, do Solidariedade.

Isso não garante só tempo de tevê, como se costuma dizer. Garante também que os outros ´partidos não terão esses apoios. E garante que o candidato tenha presença em todos os rincões, nas “bases eleitorais” de muito mais gente. O governador já mostrou o mesmo recentemente numa reunião com 24 vereadores de Curitiba (ver abaixo). E no interior dizem que tem 300 prefeitos com ele…

Na hora de ir à feira dos partidos, Richa tem uma competência inegável. Não há muito critério, nem muito pudor: quem tem votos é chamado. E, depois, invariavelmente, ganha cargos no governo. Richa conseguiu impedir inclusive que o PT de Gleisi Hoffmann (que havia acabado de sair da Casa Civil!) tivesse apoio dos partidos que fazem parte da base de Dilma. Se vai dar resultado, difícil saber. Mas em 2004, 2008 e 2010 funcionou.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/07/14 4:13:32 PM

Caito

A Gazeta publicou nesta segunda uma matéria importante para tentar entender como funciona o financiamento das campanhas de candidatos ao Legislativo. A manchete do jornal revela que os candidatos declararam ter R$ 22 milhões em casa. Debaixo do colchão. Estranho, não?

E a mesma reportagem revela o que pode estar acontecendo. Um deputado estadual, Caíto Quintana, explica que não tem o dinheiro de fato e que a rubrica serve para justificar doações à sua campanha. E especialistas avisam que isso pode ser usado para maquiar as contas de campanha.

Ou seja: o sujeito declara que tem R$ 500 mil em casa (como não está no banco, ninguém tem como fiscalizar se é verdade). Na hora que uma empresa faz a doação mas não quer (ou não pode aparecer), ele diz que o dinheiro veio do próprio bolso. Isso pode configurar caixa dois. E pode envolver doações de empresas que não podem financiar campanhas por lei (como concessionárias de pedágio ou de outros serviços públicos).

Ninguém está dizendo que esse ou aquele deputado realmente fez isso, mas sim que essa é uma porta aberta para ilícitos. E ninguém, exceto pela imprensa, parece estar fiscalizando isso.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/07/14 11:54:39 AM

cartao

 

Muita gente disse nas redes sociais que a reclamação do blog sobre o tempo que as pessoas precisam gastar para fazer o cartão (e tendo somente duas semanas de aviso prévio) é bobagem. Afinal, você faz um cartão uma vez só e pode usá-lo a vida toda. Perfeito: o problema é que as pessoas estão enfrentando problemas com as filas e podem não conseguir fazer o cartão a tempo.

A prefeitura deu como prazo final para que todo mundo tenha cartão o dia 1.° de agosto. Quem não conseguir estará a pé. E as filas são longas. Cada cartão demora cerca de cinco minutos para fazer. Ou seja: uma fila de 12 pessoas significa que o sujeito terá de esperar uma hora em pé na fila. Nada contra: filas existem. Mas e quem nessas duas semanas estiver com a vida corrida e não conseguir?

Pior: esse é o tempo quando o sistema funciona. E o blog descobriu que ele tem deixado de funcionar várias vezes. Na sexta-feira, por exemplo, o posto volante da foto, na Nestor de Castro, ficou sete horas fora do ar. Isso mesmo: sete horas sem funcionar. E no sábado, todos os postos ficaram duas horas sem sistema, das quatro horas previstas para atendimento.

Por isso, o blog insiste: é preciso aumentar o prazo, ou vai ter gente a pé.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 3:38:46 PM
Foto de deputado condenado na Pensilvânia. Divulgação/Washington Post.

Foto de deputado condenado na Pensilvânia. Divulgação/Washington Post.

O Legislativo da Pensilvânia, um dos 50 estados norte-americanos, decidiu expor nos retratos oficiais dos seus parlamentares as condenações judiciais que eles sofreram. A dúvida, de acordo com o Washington Post, era se os retratos dos deputados condenados deviam ser retirados ou se alguma outra ação seria tomada.

Os atuais parlamentares decidiram que seria errado tentar “mudar a história” e excluir do rol os que haviam sido condenados judicialmente. A solução adotada foi colocar placas debaixo dos rostos explicando qual foi o problema de cada um.

O retrato acima, por exemplo, é de Robert Mellow. A plaquetinha abaixo do rosto dele informa que o “Sr. Mellow não tentou a reeleição” e diz o motivo: foi condenado por corrupção e sonegação de impostos. Outros três parlamentares já têm suas plaquinhas devidamente informando que são ficha-suja.

Bem que a moda podia pegar por aqui, não?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 9:22:02 AM

cartao

Os curitibanos que dependem das linhas de micro-ônibus estão com (mais) um problema. Só têm duas semanas para fazer um cartão transporte, que a partir do dia 1.° de agosto será o único modo de pagar a passagem. No entanto, as filas para fazer o cartão são grandes.

O blog foi ao “posto volante” da Nestor de Castro ontem à tarde e fez a foto que ilustra este post. Além de haver bastante gente na fila, o processo não é rápido, e é preciso ter um bom tempo para esperar na fila. E quem não tem o tempo? Vai ter que arranjar, ou a partir de agosto estará a pé…

A medida prudente, evidentemente, seria adiar a entrada em operação do sistema. Será que a prefeitura fará isso?

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 18/07/14 7:39:15 AM

Richa Columbia

O governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista coletiva em Londrina que pensa em se afastar temporariamente do cargo para fazer campanha. Seria bom que isso ocorresse. O problema não é exatamente de Richa, mas da legislação brasileira, que inventou um sistema tosco de reeleição em que o candidato pode se beneficiar (e muito) do cargo que ocupa.

A reeleição, na verdade, não estava prevista na lei brasileira. Quando chegou, graças ao personalismo de Fernando Henrique Cardoso, que deu a si mesmo a chance de mais um mandato, bagunçou tudo. Quando o governador, no cargo e disputando a reeleição, age, não se sabe se está fazendo algo como governante ou como postulante ao cargo. Vai a um evento: é candidato ou governador?

A prática é dizer que durante o expediente (de dia) o sujeito governa e à noite e em fins de semana faz campanha. Balela! Claro que ao ir a um evento público, falar de obras, visitar cidades, ainda que seja segunda de manhã, está também angariando votos. O eleitor não deixa de ver o sujeito como candidato só porque ainda não são seis da tarde.

Está mais do que na hora de rever essa regra. Enquanto isso, seria prudente que os candidatos se afastassem, até para evitar saias-justas.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/07/14 3:31:02 PM
Richa com 22 vereadores. Foto: Divulgação/Facebook.

Richa com 22 vereadores. Foto: Divulgação/Facebook.

Tem sido uma tradição: a disputa pelo governo do Paraná começa por Curitiba. Desde a redemocratização, no início dos anos 1980, quase todos os governadores foram primeiro prefeitos da capital. As exceções são os dois primeiros: José Richa e Alvaro Dias. Depois de 1990, há quase um quarto de século, só prefeitos da capital chegaram ao Iguaçu: Roberto Requião, Jaime Lerner e Beto Richa primeiro ganharam Curitiba para depois ganhar o estado.

Nessa eleição, os três candidatos principais têm base histórica na capital. Richa foi prefeito duas vezes, Requião uma e Gleisi Hoffmann foi candidata também na capital em 2008. Mas tudo isso é história. Para ganhar os votos da cidade, que representa quase 20% do total do Paraná, sem contar a região metropolitana, é preciso ter acesso aos “intermediários da vez”.

Beto Richa deixou clara qual é a sua estratégia ao se reunir na noite desta quarta-feira com 22 vereadores da cidade. Mostrou assim que tem apoio de praticamente dois terços da Câmara (dois outros vereadores não compareceram mas mandaram representantes). Tem ainda o apoio de Ratinho Jr., que chegou a vencer o primeiro turno da eleição de 2012, e de Luciano Ducci, terceiro lugar na disputa.

Gleisi Hoffmann tem o apoio do atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT). O arrastão de Richa deixou poucos vereadores para o grupo, e aparentemente Fruet não conseguiu garantir que os integrantes da Câmara ficassem neutros. Assim, apenas vereadores de PT e PDT estão realmente garantidos. Mas a força estaria mesmo na prefeitura.

Requião, nesse ponto, parece ser o que tem menos apoios. O PMDB só tem uma vereadora, e o outro partido da coligação com alguma base (pequena) é o PV. De resto, o candidato foi prefeito há muitos anos e, em seus governos, não teve particularmente um bom relacionamento com a cidade (na birra com Richa, negou dinheiro à cidade e mostrou que não conseguiu transferir votos ao lançar o ex-reitor Carlos Moreira como candidato).

Se apoios forem o mais importante, Richa sai na frente, com Gleisi em segundo lugar. Requião talvez tenha de apostar mais no interior. Mas essa, nas últimas eleições, não tem se mostrado uma estratégia vencedora.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/07/14 11:52:33 AM
Bosque Gomm. Foto de Antônio More/Gazeta do Povo.

Bosque Gomm. Foto de Antônio More/Gazeta do Povo.

O Bosque Gomm será preservado. Maravilha: a boa notícia é que haverá uma (pequena) área verde numa área que vem sendo cada vez mais ocupada pelo concreto e por interesses comerciais. Em pouco mais de uma década, a região do Batel foi invadida por vários shoppings e outras edificações de grande porte, que significam também grande fluxo de carros. Que as arvorezinhas da região, ainda que poucas, sejam um sinal de que pararemos de querer construir um espigão em cada metro quadrado disponível.

A preservação do bosque também é um bom sinal em outro sentido, político: a prefeitura está demonstrando que quer ouvir a população. Já ocorreu no caso da Praça do Japão (que não foi cortada), na facilitação do cartão-transporte (para que os usuários diminuam seu périplo para poder usar os micro-ônibus), e agora no bosque. Mas em todos esses casos, a conversa ocorreu por pressão da sociedade. E principalmente em áreas de classe média da cidade.

Repita-se: trata-se de avanço. Mas é preciso que esse avanço se reproduza em outras áreas. Mesmo no caso do transporte e da mobilidade, a prefeitura nem sempre tem ouvido a população. Foi avisada por várias fontes que reduzir o EstaR às lotéricas era uma má ideia. Teimosamente, insiste no erro, em a tal “conversa com a população”. Mas isso é uma questão pontual.

O que será preciso, caso a prefeitura queira de fato mudar o modo como a gestão da cidade vinha sendo feita, não é fazer melhorias apenas no Centro, nem apenas em bairros de classe média e alta. É preciso ter esse tipo de interesse, esse tipo de cuidado, principalmente nas áreas mais degradadas, na periferia. E eis um problema: lá, o pessoal tem menos canais para fazer pressão e menos voz para a tal “conversa”. A prefeitura, aqui, teria de ser menos passiva, esperando as reclamações, e procurar ativamente saber quais são os incômodos dos habitantes.

O equivalente a preservar o Bosque Gomm, na periferia, seria impedir que as construções de todo tipo (inclusive as ilegais, as ocupações) continuem sendo um problema ambiental e um mecanismo de destruição de áreas verdes. Não é só no Batel que é preciso ter árvores,nem só no Bigorrilho, onde fica o bosque da Copel. É preciso ter áreas do mesmo gênero em toda parte.

É claro que não se está acusando a gestão atual de se esconder desses problemas nem de fazer nada para retirar as pessoas de áreas de invasão. Sabe-se que, aos poucos, isso vem ocorrendo. O que resta saber é se a gestão terá condições de, ao fim do mandato, poder dizer que, pela primeira vez em décadas, dizer que a principal atuação não ficou restrita ao Centro estendido e aos bairros de classe média.

O Osternack, o Bairro Novo, a Terra Santa, o Pantanal, a Vila Lorena, o Sabará, a Vila Sandra, o Caiuá: todos eles merecem o seu Bosque Gomm e a sua Praça do Japão.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/07/14 3:46:21 PM

onibus

Os usuários das linhas de micro-ônibus que operam em Curitiba começaram a receber nesta semana um panfleto avisando que eles têm duas semanas para fazer um cartão-usuário ou providenciar um cartão avulso para pagar suas passagens. Sem isso, não terão mais como andar de ônibus nesses trajetos.

A mudança para o cartão não é necessariamente ruim, como já se falou aqui no blog. Na verdade, a automatização da cobrança é um excelente negócio, desde que funcione bem. A prefeitura fez uma mudança importante ao providenciar modos mais simples de os passageiros poderem ter o cartão. Mas pisa na bola ao fazer a mudança tão rapidamente.

Com as duas semanas de aviso prévio, é certeza que muita gente não ficará sabendo da mudança a tempo – ou não terá como comprar o cartão ou fazer o definitivo. Essas coisas precisam ser feitas com mais prazo para que o cidadão possa se adaptar. A informação precisa correr e isso às vezes leva tempo. Imagine um cidadão que está de férias e voltará já com a mudança implantada, só para ficar no exemplo básico.

O usuário de ônibus nunca é tratado com a mesma deferência dada ao motorista ou (nem se fale!) ao passageiro de avião, por exemplo. Quando houve demora excessiva nos aeroportos, anos atrás, o governo criou rapidamente um gabinete de gestão de crise. Para que prestassem atenção aos ônibus, foi preciso que quase tacassem fogo no país…

Fica a dica para a prefeitura: a ideia do cartão é boa. Se puderem adiar a entrada em funcionamento, evitarão dor de cabeça de usuários que reclamarão – e com razão – de terem sido avisados em cima da hora.

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