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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/09/14 7:09:06 AM

Publicado na Coluna Caixa Zero, na Gazeta do Povo, nesta quarta-feira:

Um levantamento feito meio de brincadeira no blog que leva o mesmo nome desta coluna, o Caixa Zero, no site da Gazeta do Povo, coletou vários momentos em que o governador Beto Richa (PSDB) dizia estar surpreso com fatos que aconteceram no estado durante a administração dele. Era um jeito de mostrar que, assim como Lula sempre dizia não saber de nada, o governante local também tinha sua válvula de escape para os momentos em que se via colocado contra a parede. “Fui pego de surpresa” era a frase padrão para esses casos.

O post virou tema de campanha, com direito a piadinhas dos opositores, que tentaram emplacar o apelido de “Kinder Ovo” em Richa – o governador que sempre vem com uma surpresa. Para quem não está disputando nada contra o governador, no entanto, o que importa não é se isso pode trazer dividendos eleitorais, e sim discutir o modo como se governa um estado. Mario Covas (um dos exemplos sempre citados por Richa) morreu de câncer no seu segundo governo em São Paulo. Até o final, porém, pedia que lhe informassem, diariamente, no hospital, a situação do caixa do estado.

Na sabatina da Gazeta do Povo, na semana passada, Richa soltou um turbilhão de dados sobre os quatro anos de seu governo. No entanto, quando confrontado com números diferentes dos que tinha na cabeça sempre tratou de desmerecer os dados. Exemplo? Os repórteres perguntaram sobre violência citando estatísticas do Datasus. Richa reagiu dizendo que não conhecia os números, e que confiava nos da secretaria. Ora, o Datasus é o sistema nacional e oficial de informações sobre saúde e mortalidade.

Num outro momento, falando de educação, Richa tentava explicar o motivo de o Paraná ter perdido cinco posições no Ideb, o índice de monitoramento e avaliação do ensino básico no país. Acabou dizendo que a Secretaria de Educação discordava da metodologia usada. Foi lembrado pela jornalista Bruna Maestri Walter que, quando prefeito de Curitiba, sempre se vangloriou de ter colocado a cidade por três anos como líder do mesmo ranking. Disse que isso ocorreu três vezes seguidas (o que diminuiria a chance de erro, imagina-se). O colunista Celson Nascimento lembrou-o de que a atual avaliação veio igualmente após três anos de governo.

Em outro ponto ainda, falando sobre o eterno calo em seu secretariado – a permanência de Ezequias Moreira, o homem da sogra fantasma, no primeiro escalão – Richa perguntou como poderia saber que ele estava a uma semana da audiência que poderia tê-lo condenado criminalmente no momento em que o nomeou secretário, dando a ele foro privilegiado. Os jornalistas informaram que a data da audiência era pública. “Ah, estava marcada? Está bom”, disse Richa.

Em certo momento, Richa fez algo ainda mais curioso. Grande fã de rankings e números, o governador contestou dados concretos sobre investimento sem citar outros números que lhe favorecessem. Disse que o melhor era esquecer os dados e “ver a realidade” nos municípios do interior.

É claro que a máquina pública de um estado como o Paraná é imensa, e ninguém tem como acompanhar tudo ao mesmo tempo. Mas nem que seja para o debate de ideias, não é possível ficar desqualificando números e informações que sejam negativas para a gestão. Assim, só se empobrece a conversa, que fica reduzida a mera propaganda de todos os lados.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/09/14 5:21:35 PM

Assim como o blog fez com os deputados estaduais, aqui vão os livros favoritos dos deputados federais paranaenses que participaram do Candibook. Assim você pode conhecer melhor os candidatos à reeleição deste ano. (A propósito, alguém consegue identificar esse livro citado pelo Homero?)

Alex Canziani (PTB)Refém na Mesa de Negociações, George Kohlrieser

André Zacharow (PMDB)Bíblia

Angelo Vanhoni (PT)Fortuna Crítica – Porque Aquiles morreu?

Edmar Arruda (PSC)O Monge e o Executivo, James C. Hunter

Fernando Francischini (SD)Autismo: Esperança pela Nutrição, Claudia Marcelino

João Arruda (PMDB) - O povo brasileiro, Darcy Ribeiro

Hermes Parcianello (PMDB)O Senhor Embaixador, de Érico Veríssimo

Osmar Serraglio (PMDB)Rumo à cultura, Louis Riboulet

Rubens Bueno (PPS)Década Perdida – dez anos de PT no Poder, Marco Antonio Villa

Sandro Alex (PPS)A Arte da Prudência, Baltasar Graciá

Takayama (PR)Bíblia

Zeca Dirceu (PT)O Monge e o Executivo, James Hunter e 1808, Laurentino Gomes

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/09/14 4:31:40 PM
Gleisi Hoffmann. foto de André Rodrigues/Gazeta do Povo.

Gleisi Hoffmann. foto de André Rodrigues/Gazeta do Povo.

Todo mundo sabe que o mar não anda muito favorável à candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) a governadora. A petista rema, rema e não parece que consiga aumentar sua rede de apoios. Isso faz levantar a seguinte questão: estaria ela apenas preparando caminho para uma nova candidatura daqui a quatro anos?

Parece fazer sentido. Caso o atual governador, Beto Richa (PSDB), seja reeleito neste ano, ele ficará inelegível daqui a quatro anos. Os demais candidatos óbvios ao governo, como Eoberto Requião (PMDB) e Alvaro  Dias (PSDB) estarão respectivamente com 78 e 74 anos. Quem mais estaria como bola da vez? Gleisi? Ratinho? Osmar?

No entanto, pelo menos por enquanto, o PT diz que não há qualquer manobra do gênero. “Entramos nesse campeonato para ganhar”, diz Jorge Samek. A própria Gleisi disse em entrevista à ÓTV que será exibida nesta terça `noite que não é esse o cálculo. Que quer pensar uma coisa por vez e que esta eleição, pelo menos por enquanto, é o que conta.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/09/14 10:26:32 AM

plenario

Vamos supor que você queira saber um pouco mais sobre a Assembleia Legislativa que nós andamos elegendo aqui no Paraná. Saber o gosto literário dos deputados talvez ajude, não? Pois o Candibook, da Gazeta do Povo, ajuda nisso. E o blog ainda mastigou tudo para você.

No total, 28 dos atuais 54 deputados estaduais entregaram qual é seu livro favorito. Tem de tudo na lista. De Cortazar a autoajuda, passando por ficção menos, digamos, erudita. O único livro que se repete é a Bíblia, com nove citações. Veja os resultados.

Reinhold Stephanes Jr (PMDB) - Endurance: a lendária expedição de Shackleton à Antártida, Caroline Alexander

Jonas Guimarães (PMDB)Bíblia

Luiz Eduardo Cheida (PMDB) - Cachorros de Palha, John Gray

Teruo Kato (PMDB)O Monge e o Executivo, James Hunter

Caíto Quintana (PMDB)Bíblia

Cleiton Kielse (PMDB)Jesus, o maior líder que já existiu, Laurie Beth Jones

Plauto Miró Guimarães Filho (DEM)O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, Olavo de Carvalho

Elio Rusch (DEM) Imigração Alemã no Paraná – 180 anos, vários autores

Osmar Bertoldi (DEM)O Banqueiro dos Pobres, Muhammad Yunus

Nelson Luersen (PDT)Bíblia

André Bueno (PDT)As 48 Leis do Poder, Robert Greene

Douglas Fabrício (PPS) – Livros na área de Administração

Tercílio Turini (PPS) - Linha d’água, Almir Klink

Pastor Edson Praczyk (PRB)Bíblia

Wilson Quinteiro (PSB)Bíblia

Gilson de Souza (PSC)Bíblia

Leonaldo Paranhos (PSC)Bíblia

Ney Leprevost (PSD)A Eminência, Morris West

Marla Tureck (PSD)Deus está no controle, Max Lucado

Valdir Rossoni (PSDB)1889, Laurentino Gomes

Cantora Mara Lima (PSDB)Bíblia

Bernardo Carli (PSDB)Sonho Grande, Cristiane Correa

Adelino Ribeiro (PSL)Bíblia

Péricles de Mello (PT) - O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar

Tadeu Veneri (PT)Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez

Professor Lemos (PT)Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire

Elton Welter (PT)Política para não ser idiota, Janine Ribeiro Cortella

Rasca Rodrigues (PV)Abundância – o futuro é melhor do que você imagina, Peter Diamandis e Steven Kotler

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/09/14 9:01:53 AM

Nos últimos anos, virou uma nova tradição dos políticos paranaenses. O pai se elege deputado federal e logo resolve fazer dobradinha com o filho, que disputa para deputado estadual. Na última eleição, por exemplo, Abelardo Lupion (DEM), por exemplo, correu o risco de perder votos abrindo mão de outras dobradinhas para eleger seu filho, Pedro Lupion (DEM), deputado estadual. Agora, Lupion, o pai, se aposentou, e o filho segue como candidato a deputado estadual.

Veja cinco casos em que a “dobradinha pai-filho” ocorre nessas eleições.

Reinhold Stephanes Jr

Stephanes jr

Filho do deputado federal Reinhold Stephanes, o deputado estadual tenta seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa. Nessa “dobradinha”, os dois foram pioneiros. Em 2000, Reinhold Jr se elegeu vereador, mas Reinhold pai achava que uma dobradinha em 2002 podia prejudicar a sua votação, por isso Junior precisou esperar até 2006 para sua primeira eleição estadual.

Hoje, aos 39 anos, ele continua afirmando que o político que mais admira é: Stephanes.

Maria Victoria Borghetti Barros

Maria Victoria

A candidata de 22 anos é filha da atual deputada federal Cida Borghetti (Pros), que virou candidata a vice na chapa de Beto Richa (PSDB). Mas também é filha de Ricardo Barros (PP), que já foi deputado federal e está tentando voltar ao mandato neste ano.

Maria Victoria, em entrevista ao Candibook, disse que os dois políticos que mais admira são… Adivinhou? Sim, Barros e Cida Borghetti.

Entre as principais propostas dela estão as escolas estaduais bilíngues. “O bilinguismo é um caminho que não tem como a gente desviar dele”, disse. E a candidata também defende a volta dos “estudos sociais”, provavelmente numa referência a disciplinas como Educação Moral e Cívica e OSPB, tiradas das escolas após o fim da ditadura militar.

Luiz Renato Hauly

Renato Hauly

Filho do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), o candidato de 24 anos diz que um deputado precisa saber de todas as áreas. Mas, instado a eleger uma prioridade, diz que será a juventude. “Porque afinal de contas o futuro é nosso”, explica.

Uma pessoa que admira? Luiz Carlos Hauly.

Felipe Francischini

Felipe Francischini

Filho do deputado federal Fernando Francischini, o candidato tem 22 anos e, assim como todos os outros, espera seguir os passos do pai. Diz que aprendeu o que sabe vendo o pai prender bandidos e, depois, fazendo política.

Como os demais, também respondeu que um político que admira é o próprio pai. Mas colocou mais parentes na roda. Citou como as duas pessoas que admira as duas bisavós.

Maurício Thadeu de Mello e Silva

Requião filho

Filho do senador Roberto Requião, Maurício tem 35 anos e nunca havia disputado eleições antes. Agora, entrou na disputa pela Assembleia. Não faz uma dobradinha típica com o pai, que é candidato ao governo, mas faz campanha junto com o primo João Arruda, sobrinho de Requião.

Seu grande diferencial? Num governo do Requião o diferencial seria a liberdade de cobrar o governador, diz o candidato.

Uma curiosidade: embora use o nome de urna “Requião Filho”, Maurício não se chama Requião. Nem filho.

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/09/14 5:32:34 PM

Cassio_Taniguchi_140413

O governador Beto Richa (PSDB) vem dando a entender em entrevistas que a condenação de Cassio Taniguchi à cadeia, em 2010, em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, não é algo tão grave assim. Diz Richa que seu secretário de Planejamento apenas usou dinheiro de um financiamento de transpoorte para desapropriar um imóvel que tinha a ver com a própria obra.

O STF considerou Taniguchi culpado de improbidade administrativa. A história não diz respeito apenas à desapropriação do imóvel, mas àquilo que os ministros consideraram ser um pagamento de precatórios que privilegiou o dono do imóvel. O dinheiro do BID não era para pagar os precatórios, mas foi usado assim de todo jeito.

Reportagem de André Gonçalves da época relatou os fatos. apenas um dos ministros pediu uma condenação de Taniguchi a dois anos e dois meses de cadeia (Carlos Ayres Britto). Os demais oscilaram entre seis meses e nove meses de detenção, e por isso a pena prescreveu. Mas a condenação ocorreu.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/09/14 3:54:41 PM

Richa Francis

A campanha do governador Beto Richa (PSDB) trocou os pés pelas mãos ao falar da Petrobras no Facebook do candidato. Para dar uma noção de que o escândalo na estatal é antigo, a campanha de Richa decidiu usar artigo de Carlos Heitor Cony publicado na Folha de S.Paulo sobre o tema.

No texto, Cony fala que Francis, um jornalista “culto e bem informado”, havia muito tempo vinha batendo na tecla de que havia algo de errado na Petrobras. Quem acompanhou a carreira do colunista sabe: ele denunciou supostos esquemas multimilionários na empresa e foi processado pelos gestores da época. Ameaçado de perder valores altíssimos, entrou em depressão. Pouco depois, morreu.

Cony tem razão em dizer que a coisa na Petrobras parece vir de longe (embora dificilmente, nesse caso, lé tenha a ver com cré). Mas a campanha de Richa se atrapalhou (ou não conhece a história) e usou isso para mostrar que se trata de um antigo esquema petista. Não faz o menor sentido.

Francis morreu em 1997, cinco anos antes de Lula se eleger. E todos os supostos esquemas que ele denunciou na Petrobras eram da época de Fernando Henrique Cardoso, o único presidente do país até hoje eleito pelo PSDB. O mesmo partido de Richa…

Fica mal o governador ficar ligando esquemas da época tucana com Paulo Roberto Costa, não fica?

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/09/14 2:08:49 PM

ACIPG

A proposta da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) deu o que falar nos últimos dias: simplesmente, a associação queria tirar o direito de voto dos cidadãos que recebem benefícios de programas como o Bolsa-Família.

Depois de tomar pancada de tudo quanto é lado, a associação soltou uma notinha, veiculada nos jornais impressos da região de Ponta Grossa.

A nota diz pouco. Apenas informa que os empresários não pretendem acabar com os programas sociais. “Não se quer criar distinção de classes; [a associação] quer que a atual situação, o pagamento a mais de 13 milhões de beneficiários, seja discutida, em função do vínculo que cria entre beneficiado e concedente do benefício, o que pode influenciar no resultado da eleição”.

Ou seja: a associação vai apanhar mais.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/09/14 11:03:12 AM

Mais um do blog do professor José Wille. Gilberto Carvalho, hoje o poderoso ministro de Lula e Dilma, faz campanha como vice de Edésio Passos em 1985, na primeira eleição do PT em Curiitba.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/09/14 10:25:36 AM

richa2

Na sabatina deste ano na Gazeta do Povo o governador Beto Richa (PSDB) voltou a dizer, como em 2010, que seu livro favorito é “Os Quatro Compromissos”, de Miguel Ruiz. Em 2010, quando ele disse o mesmo, fui atrás do livro e li para saber do que se tratava.

É um livro de “filosofia tolteca”, ou seja, um guia de como viver que teria coisas a revelar sobre a sabedoria de índios da região do México, antes da chegada dos espanhóis. O seu autor recebeu a revelação da sabedoria depois de uma experiência mística….

Enfim, quem quiser saber a história toda, clica aqui.

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