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Vosso blog de comida

Enviado por Jussara Voss, 22/03/17 6:57:45 PM

A imagem do Licancabur descortinando o dia fica gravada para sempre, pelo menos é o que eu gostaria. Conhecido como “vulcão do povo” tem aquela forma perfeita do nosso imaginário e ainda uma lenda de disputa amorosa.

A história inclui uma punição, um castigo pela ambição humana. Quem sabe apenas uma maneira de os antigos colocarem ordem na casa, até hoje as festas são proibidas em San Pedro de Atacama, pequeno oásis no deserto. Fui conhecer.

Vai entender porque alguém pode proibir dançar. A explicação está em que o alvará para abrir um “cabaré” na cidade é muito caro, nenhum bar tem, o jeitinho são as festas clandestinas, que já ganharam fama. Outra lenda do povo Inca no território chileno é da entrega de oferendas em seu pico acreditando que deixaria o vulcão quieto. Mas Atacama não é apenas isso.

Desfiladeiros, esculturas de pedras, planícies de sal, vales, crateras, lagos, gêiseres, dunas e vulcões, claro, fazem do Atacama um lugar que é preciso conhecer. Não existe nada igual.

O local com o céu mais estrelado do mundo por ser um dos menos iluminados e estava na minha lista há muito tempo, porém sempre trocado pelas necessidades do ofício e por um certo comodismo. As viagens de aventura são sempre postergadas.

Desta vez, uma das poucas nesse espaço, a comida ficou em segundo plano, mesmo que tenha destaques.

Desta vez, uma das poucas nesse espaço, a comida ficou em segundo plano, mesmo com boas surpresas.

As sobremesas muitas vezes brilhavam além dos pratos principais

As sobremesas muitas vezes brilhavam além dos pratos principais

O clima do imenso deserto é de oscilações térmicas entre o dia e a noite, mas está longe de ser um problema. O visitante nem lembrará disso. O silêncio do local inspira reflexões, como se depois de subir ao cume de uma montanha, e isso é possível aos mais aventureiros, você mergulhasse no seu interior.

Viagem de conhecimento em todos os sentidos, o deserto acumula superlativos – é mais árido do mundo – e abriga o Observatório Internacional Alma, com 66 antenas móveis, e seus vulcões ativos, Lascar é o principal, no seu topo pode ser vista a nuvem que não é nuvem e sim fumaça, o sinal de que está vivo.

O Atacama é a casa dessas delicadas aves.

Foram apenas quatro passeios, existem muito mais, que pode incluir acordar de madrugada, desaconselhável para os notívagos, e passar muito frio para ver o nascer do sol, ou banhos em águas termais. De bicicleta ou a cavalo, a pé ou de carro, você escolhe como ir.

Tierra Atacama SPA e Resort

Tierra Atacama SPA e Resort

Se hospedado em uma das grandes redes, como Tierra Atacama e Explora, alguns passeios estão incluídos na diária, alimentação e bebidas também. O viajante terá ainda guias superexperientes e conforto. Se a escolha for por um hotel menor ou hostel a pequena vila irá lhe socorrer no agendamento.

Na principal rua de San Pedro de Atacama, a Caracoles, o comércio é de bares, restaurantes, agências de turismo e lojas de artesanato – vá com lugar sobrando na mala.

O povoado parece estacionado em um tempo remoto com suas ruelas de terra.

Algumas regras, alguns sacrifícios e você está apto a testemunhar a emoção, por exemplo, de encontrar flamingos, ou andar 40 quilômetros sem estrada dentro da cratera de um vulcão extinto, nada além de pedras, terra, esculturas do tempo e do vento. Se não estiver tocando Pink Floyd durante a viagem, peça ao motorista. Puro êxtase.

No hotel tudo está em sintonia com o lugar, desde a arquitetura e ambientação, até a comida e o atendimento. Carinho e atenção também por conta da Nomad Roots/Teresa Perez que organizam a viagem para você não ter nenhuma preocupação.

Por conta dos horários dos voos, o ideal é passar uma noite em Santiago, que é uma cidade que merece ser visitada de vez em quando e nem precisa ser por conta das inúmeras vinícolas. Da moderna capital do Chile você pega um voo até Calama, de pouco mais de uma hora. Depois mais uma hora de carro até San Pedro de Atacama. Dependendo de como organizou sua viagem, uma taça de champanhe estará lhe esperando.

O Salar de Tara fica a 140 quilômetros de San Pedro  de Atacama perto da fronteira com a Argentina e a Bolívia – prepare-se para um rally – vale o esforço.

O majestoso Licancabur

O majestoso Licancabur

O Licancabur é parte da Cordilheira dos Andes e fica a mais de 4.800 metros do nível do mar. É a vista da janela de todos os quartos do Tierra Atacama. Está próximo ao povoado de San Pedro de Atacama, cerca de 30 quilômetros.

O Tierra Atacama Hotel & SPA surpreende o hóspede já na chegada com seus muros de adobe. A entrada é pelo antigo curral de toros, passagem dos tropeiros que passavam com o gado da Argentina até o porto de Antofagasta.

Piscina do hotel com os vulcões ao fundo propiciando o descanso necessário depois dos passeios. 

O Vale da Morte pertence à Cordilheira do Sal que surgiu de um antigo lago, foi esculpido pela chuva, vento e sol. Nas terras áridas é difícil saber o que mais impressiona

Salar do Atacama, com mais de 100 quilômetros, é o maior depósito de sal. Turistas em peregrinação para ver o pôr do sol.

Salar de Tara – um dos lugares mais incríveis do deserto, as lágrimas aos mais sensíveis será inevitável

Vale da Lua: o local escolhido pela Nasa para testar seus robôs interplanetários

 

O contato com a natureza e a energia do deserto parecem nocautear o visitante com sua força bruta. Fica o desejo e a certeza de querer voltar.

Enviado por Jussara Voss, 20/03/17 9:39:38 AM

Foz do Iguaçu saiu na frente e deu um importante passo ao trazer uma das mais renomadas escolas de gastronomia, a Le Cordon Bleu, para a cidade.

18 alunos na primeira turma Le Cordon Bleu em Foz do Iguaçu. Foto Thiago Barudi.

Uma parceria entre o Centro de Capacitação Sindhotéis e a Uniamérica viabilizou a proposta para capacitar profissionais da área. Com certeza é uma iniciativa que irá melhorar o padrão da gastronomia local, o que é preciso.

O curso ofertado é do Cozinhas do Mundo em módulos, facilitando a vida de quem não mora em Foz. Os alunos aprenderão pratos da culinária francesa, italiana, mediterrânea, oriental e peruana.

As aulas começam no próximo final de semana, 25 e 26 de março, com o módulo de Cozinha Asiática. O custo é de R$ 3.000,00.

A Le Cordon Bleu foi fundada em Paris em 1985 e é reconhecida como uma das mais renomadas instituições de ensino na área de gastronomia. Está presente em diversos países, oferecendo a profissionalização de práticas gastronômicas para profissionais da área e cozinheiros amadores. A escola do Peru é a maior fora da França, tem chefs franceses, mas a maioria dos que ministram as aulas em Foz do Iguaçu vem do país vizinho.

A parceria entre a Le Cordon Bleu, o Sindhotéis e a Uniamérica foi firmada em dezembro de 2016, a primeira turma do curso de cinco meses teve alunos brasileiros, argentinos e paraguaios. O curso tem certificado da Le Cordon Bleu e possibilita ao aluno conhecer normas nacionais e internacionais para manipulação de alimentos, receitas de cada cozinha e domínio de técnicas de produção.

Inscrições/contato pelo site: www.capacitacaosindhoteisfoz.com.br / E-mail: ccs@uniamerica.br / Telefone: (45) 3028-9444​. O sindicato oferece outros cursos também.

Enviado por Jussara Voss, 14/03/17 6:58:04 PM

Bio é o novo e maior restaurante do chef Alex Atala, no Itaim Bibi, em São Paulo. Em menos de um ano ele vem com outra novidade – o Açougue Central foi aberto em abril de 2016.

A proposta é uma casa informal, com comida brasileira e saudável, quase “tudo orgânico”, e sem desperdícios, para servir muita gente. Ele segue surfando na boa onda, tem tarimba.

De acordo com as informações da assessoria de imprensa do chef, queijos, farinhas, mandioca e seus derivados, açaí e outros sabores das diversas regiões do país serão destaques do cardápio, que contará ainda com uma oferta ampla de frutas, verduras e legumes.

Foi planejado  para realizar por volta de 500 atendimentos por dia (entre refeições, take-away e delivery) e será mais acessível do que as outras casas do Grupo D.O.M. (D.O.M., Dalva e Dito e Açougue Central).

Não é o único. Pelo mundo, David Chang, com Fuku; José Andrés, com Beefsteak; Daniel Humm e Will Guidara, com o Made Nice, entre outros, vão pelo mesmo caminho.

Agora falta o chef abrir uma casa em Nova Iorque ou Londres, como os seus colegas latino-americanos, para divulgar nossa gastronomia lá fora. Leia mais aqui.

Foto da obra do facebook do chef

Foto de plantas no meio da obra postada no facebook do chef

 

 

Enviado por Jussara Voss, 12/03/17 6:54:12 PM

Sem desculpas para não aderir a alimentação saudável, as verduras, frutas e legumes estão até nos shoppings da cidade. Em breve até no mais luxuoso. O pioneiro, se não me engano, foi o Pollo Shop.

Agora é o Shopping São José que inaugura um espaço para produtores comercializarem seus produtos. A proposta de produtos frescos e preços acessíveis “direto do produtor para o consumidor” foi lançada nesta semana.

O espaço será permanente e está entre as lojas, foi criado em parceria com a Cooperativa dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de São José dos Pinhais.

Pátio Batel: proposta mais ousada

Na quinta-feira (9/3), foi a vez do Pátio Batel anunciar o Pátio Gastronômico, uma proposta em sintonia com tendências do mercado. Gastronomia é hoje uma das apostas para movimentar qualquer espaço, não se pode negar.

O coletivo de criação carioca Be.Bo., dos arquitetos Bel Lobo e Bob Neri, será o responsável pelo projeto arquitetônico.

Mas qual é a proposta? De tudo um pouco.

O L4 será dividido em cinco diferentes setores: Mercado Gastronômico; restaurante Pop-up, que mudará a cada quatro meses – você deve ter visto em algum lugar a foto dos chefs Claude e Thomas Troisgros no shopping na semana passada, porém, nada de concreto sobre isso foi anunciado; Laboratório de Inovações Gastronômicas, Pátio ExternoHappy Hour.

Sei também, informalmente, que o projeto do Good Truck, da Gabrielle Mahamud blogueira do Flor de Sal que aproveita ingredientes que seriam descartados e viram comida para pessoas carentes, em situação de vulnerabilidade social, como se diz hoje, deve funcionar numa cozinha dentro do shopping.

A ideia do estabelecimento é audaciosa, além das novas lojas com vários produtos, como carne, pães, temperos etc., uma delas terá produtos paranaenses para valorizar a produção regional. É bacana, falamos muito sobre a importância disso no Gastronomia Paraná, mas é difícil imaginar dentro de um shopping do segmento luxo.

O Laboratório de Inovações Gastronômicas será um espaço para eventos, ativações de marca e degustações. A novidade da proposta é ter dois espaços para incubação de projetos, são as “start ups” de gastronomia, escolhidas por meio de uma seleção. Mais ou menos o que faz hoje o Coletivo Alimentar. O aluguel será subsidiado e o tempo máximo de permanência de um ano. O Pátio Externo será projetado para o lazer e entretenimento de adultos e crianças.

No L3 estarão novos restaurantes. La Pasta Gialla e Bull Prime entre as novidades. Todas essas informações foram dadas no anúncio da iniciativa para imprensa e convidados. O lançamento está previsto para o segundo semestre.

Traços e ecos do Gastronomia Paraná estão por toda parte. Como coordenadora do projeto lançado há quase quatro anos pelo governo estadual vejo que o discurso tímido lançado na época começa a entrar por outras portas, o que eu espero seja promissor.

Aproveito o post para registrar a consultoria do Flávio Frenkel, do Anis Gastronomia, ao café do Museu Oscar Niemeyer. O chef assina a transformação do espaço, com a intenção de valorizar receitas tradicionais, ingredientes e produtores locais, novamente ressonância do Gastronomia Paraná. O café já havia trocado o mobiliário e agora dá outro passo acertado.

Enviado por Jussara Voss, 09/03/17 10:21:30 PM

Acabei de ver uma foto do chef  empreendedor David Hertz em uma das muitas reuniões que fizemos para trazer a Gastronomia para Curitiba. Incrível, na época, parecia impossível. Desistir foi o verbo que tentou encobrir a vontade de fazer acontecer. Ainda bem que a dúvida não passou de poucos segundos. E a Gastromotiva está aí.

Segunda turma da Gastromotiva Curitiba. No meio dos alunos, de vestido estampado azul, a coordenadora da Gastromotiva, a professora Ana Paula

Segunda turma da Gastromotiva Curitiba. No meio dos alunos, de vestido estampado azul, a coordenadora da Gastromotiva na Universidade Positivo, a professora Ana Paula.

Por isso, fazer o registro do começo das aulas da segunda turma na Universidade Positivo é como dia de festa.

David, que é curitibano, ganhou o mundo faz tempo com a ideia de fazer inclusão social pela gastronomia e pela educação. E nós ganhamos o projeto aqui. Trinta e oito alunos formados no ano passado que começam a escrever outra história de vida.

Neste ano, foram 620 inscrições e 50 alunos selecionados. Além de curitibanos, alguns do interior do Paraná, duas haitianas, dois venezuelanos e uma aluna da República do Congo.

Tamires, da primeira turma, foi lá dar um depoimento e fotografar – já está trabalhando na área. “É preciso se dedicar, seguir os professores e aproveitar as oportunidades que surgem”. Para ela, a Gastromotiva significa “portas abertas”.

Em Curitiba, a viabilização da Gastromotiva foi possível com o apoio do casal Tâ e Gui Barthel e da Universidade Positivo. Voluntários, empresas e conselheiros fazem parte da equipe que acreditou na iniciativa.

Rede de restaurantes

Aqui, a rede de restaurantes que contribui mensalmente e tem a possibilidade de empregar ex-alunos é formada por 14 estabelecimentos: restaurantes La Varenne; Manu; Girassol, em Palmeira; Quintana; Babilônia Batel; Limoeiro; Bistrô do Victor; Velho Oriente; Copacabana Iguaçu; Barolo, Cantina do Délio; Cantina Vermelho Jacaré (UP); o Buffet Nova Curitiba; e Bon Vivant. Gostaríamos de aumentar essa lista. Novas adesões são muito bem-vindas.

A chef Gabriela Carvalho, do Quintana, falou sobre a necessidade de os restaurantes apoiarem a iniciativa mesmo na crise econômica que o país atravessa. Ela emprega uma ex-aluna que se identificou com os valores do restaurante. “É preciso que cada faça a sua parte”, lembrou.

Ernani Gouvêa, que é Gestor de Ensino e o co-fundador da Gastromotiva, lembrou do início com cinco alunos, hoje são mais de três mil estão formados e unidades até no exterior. “Os alunos serão testados e precisam ser aprovados. O resultado vem com humildade, paixão pelo trabalho e persistência. Não se pode ter a ilusão que tudo vai mudar de uma hora para outra”, ressaltou. 

Enviado por Jussara Voss, 24/02/17 6:39:55 PM

Sirha, o Salão Internacional de Restaurantes, Hotelaria e Alimentação, será realizado em São Paulo pela primeira vez. A feira é palco também da maior competição de cozinheiros, o Bocuse d’Or,  considerado a copa do mundo da gastronomia, que acontece a cada dois anos.

As duas edições do evento aqui foram no Rio de Janeiro. Em 2017, acontecerá de 7 a 9 de novembro no centro de convenções São Paulo Expo.

Foto divulgação

Foto divulgação

Prêmio

Quem criou o certame foi Paul Bocuse em 1987. O concurso tem etapas nacionais e regionais e a final é em Lyon, claro, a cidade do chef.

Thomas Troisgros é o chef presidente do Comitê Bocuse d'Or do Brasil

Thomas Troisgros é o chef presidente do Comitê Bocuse d’Or do Brasil. Foto divulgação.

No ano passado, o cobiçado prêmio foi para o EUA.  Tudo porque houve esforço e determinação. Thomas Keller, chef do Per Se, disse que seria deles em 10 anos. Alcançaram a meta em nove.

Comento aqui o resultado mesmo com atraso – saiu no final de janeiro – porque deve servir de exemplo para nós. Dedicação e persistência é o que precisamos para vencer.

No certame eles tiveram que preparar um prato vegano. Não tem jeito, é a vez deles, a alimentação saudável veio para ficar.

Façanha

E pela primeira vez, uma brasileira chegou ao 15º lugar do Bocuse d’Or. A façanha é da alagoana Giovanna Grossi, 25 anos, que venceu a etapa nacional em 2015, no Rio de Janeiro, e a etapa continental no México, em 2016.

Ela recebeu aqui a orientação do chef francês radicado no Brasil Laurent Suaudeau e disputou a final em Lyon, na França. O treinamento com Suaudeau foi intenso e chegamos perto. Estamos no caminho.

Giovanna se formou no Brasil e depois fez um curso no Institut Paul Bocuse. Ficou dois anos lá trabalhando, depois passou uma temporada na Espanha também. Voltou ao Brasil para participar do concurso.

O primeiro lugar ficou com o chef Mathew Peters, dos Estados Unidos, seguido do norueguês Christopher William Davidsen e do islandês Viktor Andrésson.

A vinda do Sirha, do Bocuse d’Or, World’s 50 Best Restaurants e do Michelin para o Brasil marcam o início do fortalecimento da nossa gastronomia. Com esses eventos e prêmios o padrão melhora e o profissionalismo toma corpo. Sediar a premiação do World’s 50 Best Restaurants aqui, como quer Claude Troisgros, ouvi dizer, então, será um grande impulso para o turismo. Precisamos nos preparar.

Enviado por Jussara Voss, 23/02/17 6:43:02 PM

Eu nem fiquei sabendo que tinha, não conheci e agora fico sabendo que está indo embora. Falo do “combão” – a promoção das segundas-feiras do restaurante Lagundri.

Ceviche de polvo com maracujá. Foto divulgação.

 

Faz tempo que não frequento a casa. Tirando a estranheza do nome, a proposta de servir o tradicional cardápio tailandês do restaurante (entrada, prato principal e sobremesa) por R$ 45 por pessoa é muito bacana.

A despedida da promoção será excepcionalmente na quinta-feira após o Carnaval, com a possibilidade de reserva para dois horários distintos: das 19h20 às 21h20 e a partir das 21h30.

Não frequento o lugar desde que o chef e proprietário da casa, Marcelo Amaral, foi morar em Florianópolis. Ainda bem que vira e mexe ele aparece aqui. Para Marcelo a proposta atraiu um público jovem e conseguiu aproximá-lo da gastronomia tailandesa. Ficou satisfeito com o resultado.

Serviço: “Despedida Segunda do Combão”

Data: Dia 02 de março, quinta-feira

Horários: das 19h20 às 21h20 e a partir das 21h30

Local: Lagundri – Rua Saldanha Marinho, 1061, Centro

Informações e reservas: (41) 3232-7758

Enviado por Jussara Voss, 15/02/17 5:45:25 PM

Tempo de compota de figo. Já colhi os meus e fiz as minhas compotas. A receita está aqui, com o devido crédito para a Neide Rigo, que deu as dicas de como preparar. Agora, descobri uma maneira de como enriquecer qualquer doce com a ajuda das receitas do livro Jerusalém, dos ótimos Yotam Ottolenghi e Sami Tamimi.

Acho que já falei sobre os dois aqui, nem lembro. A minha paixão começou quando conheci a delicatéssen deles em Londres. Pra quê. O livro publicado pelo selo Panelinha também é cheio de receitas inspiradoras, com fotos incríveis. Amo. Aqui muçulmanos e judeus somam e agradam sem distinção. Eles moraram nas mesmas cidades quando crianças, mas se conheceram em Londres. Viraram amigos e parceiros de negócios na deli Ottolenghi. Sinto falta de um lugar como esse aqui.

O creme de leite fresco (150ml), como nunca pensei nisso antes, é batido com iogurte grego (50g), queijo mascarpone (100g) e essência de baunilha (1/2 colher de chá). Especiarias, como cardamomo e anis-estrelado (em pó, ½ colher de chá; eu coloquei uma flor de anis mesmo) dão um toque exótico. Um pouquinho de açúcar (uma colher) quando for bater a nata e pronto.

O crocante ou farofa não tem segredo. É aquela bem caseira que usamos para fazer com banana ou maçã. O diferente aqui é que eles usam duas farinhas, açúcar mascavo e castanhas. Fica mais refinado e tem mais sabor, claro. Usei amêndoas em lascas, mas pode fazer com nozes ou qualquer castanha. Na receita eles usaram dois tipos de farinha, integral e comum. Usei apenas a comum, manteiga, açúcar mascavo. Sonho com esse creme e a farofa. Uma maravilha.

Farofa (para quatro pessoas)

40g de cada farinha de trigo (integral e branca)

50g de manteiga sem sal cortadas em cubos e amolecida

50g de açúcar mascavo

1 pitada de sal

100g de nozes ou castanha trituradas grosseiramente

Misture as farinhas, o açúcar, o sal e a manteiga e trabalhe a mistura com os dedos até ficar com a textura de farelos de pão, depois acrescente as nozes. Espalhe sobre uma assadeira forrada com papel-manteiga e coloque no forno por 15 a 20 minutos até secar e assar. Retire e deixe esfriar.

Enviado por Jussara Voss, 13/02/17 5:45:36 PM

Foi receber o press-release da assessoria de imprensa sobre as massas novas do Terra Madre e bater aquela vontade incontrolável de experimentar novamente a comida do chef Simone Brunelli.

Nunca fico aqui no fim de semana e estranho a cidade e os lugares cheios. Parece outra Curitiba. Sutis nuances. Restaurante lotado, quase todos os clientes chegando no mesmo horário. O jantar tinha tudo para dar errado. Ainda conseguimos fazer do pedido da bebida, culpa nossa, não foi indicação da casa, um equívoco.

Único porém da noite: a entrada oferecida. Não sei se o prato tem saída, mas o carpaccio de polvo que muitas casas servem poderia ser riscado do cardápio. Aliás, confesso que não gosto nem de ler o cardápio, gosto de perguntar qual a inspiração para o dia e o que está mais fresco e saboroso. E o pedido foi assim.

Contrariando as previsões iniciais, o que veio à mesa deixou todo mundo de boca aberta depois da primeira garfada. Satisfação garantida até o prato ser limpo. Brunelli sabe o que faz. Impressionante o ponto e o sabor dos frutos do mar.

Ponto perfeito dos frutos do mar, um crocante de polenta e sabor marcante do caldo

Ponto perfeito dos frutos do mar e sabor marcante do caldo. O crocante é de polenta.

O “brodetto” tira o fôlego, assim como o spaghetto, uma das novidades da casa que destaca as “massas clássicas de diversas regiões”. Algumas pensadas para agradar um público mais conservador.

Brunelli, que já trabalhou em diferentes países antes de aportar aqui, inclusive no premiado, três estrelas Guia Michelin, o Azurmendi, na Espanha, buscou suas raízes. Revirou o baú das receitas familiares para definir os oito novos pratos, imagino. A comida da sua “nonna”, com quem diz ter aprendido o ofício, fala alto. E o chef preza a simplicidade, bato palmas.

Voltei para provar os novos pratos, porém, vou confessar, o que me atrai no Terra Madre são as criações do chef. Gostei da lasanha, mas como temos o costume de prepará-la, não é por ela que sairei de casa. Segue a relação das novidades, com as devidas apresentações recebidas.

Lasagna tradizionale con ragut alla bolognese – Um prato preparado por toda a Itália, mas emblemático da cidade de Bolonha. – R$ 47

Rigatoni all’amatriciana – Pasta di grano duro ao molho matriciana: sugo, cebola roxa, pancetta e pimenta calabresa. Originário da pequena cidade de Amatrice, na região do Lacio. – R$ 39.

Spaghetti di grano duro alla carbonara – Pasta di grano duro com molho carbonara: gema de ovo, pancetta, parmigiano e pimenta. O nome vem da palavra italiana “carbone”, que significa carvão. Acredita-se que era uma receita comum nos preparadores de carvão vegetal dos montes apeninos, na Úmbria. – R$ 44

Fusilli all arrabbiata – Pasta di grano duro com molho “arrabbiata”: sugo, alho, salsinha e pimenta calabresa. Chamado de arrabbiata, em italiano irritado, por causa da pimenta forte. – R$ 39

Spaghetti di grano duro aglio, olio, peperoncino e gamberoni – Pasta di grano duro com molho típico da costa mediterrânea da Itália, com ervas finas, alho, pimenta calabresa e camarões. – R$ 44

Fettuccine Alfredo – Pasta fresca com molho à base de parmigiano, creme de leite, cogumelos e peito defumado de galeto. Uma das mais antigas maneiras de preparar massa na Itália. O nome vem de Alfredo Di Lelio, um restaurateur que abriu e operou restaurantes em Roma durante o século XX e ficou famoso por servir sua massa para autoridades e celebridades de todo mundo. – R$ 49

Massas gratinadas

Conchiglioni saltati con ragu di ossobuco piselli e zafferano – Pasta di grano duro gratinada com molho ao ragu de ossobuco, ervilhas e açafrão. – R$ 59

Trecce trafilata al bronzo gratinate con pomodorini confettati, mozzarella e basilica – Pasta rugosa, estirada em fieiras de bronze, gratinada com molho sugo, mozarella, parmigiano e pesto do chef. – R$ 54

Terra Madre Ristorante

Aberto de terça a sexta-feira das 19h à meia-noite, sábado das 12h às 15h30 e das 20h à meia-noite e domingo das 12h às 15h30

Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515 – Bigorrilho

Informações: (41) 3335-6070

Enviado por Jussara Voss, 08/02/17 5:40:11 PM

Não perderia essa aula por nada. Falo do curso de cortes bovinos e dry age na Bull Prime, que acontece na próxima quarta-feira (15). Infelizmente, não estarei aqui.

A carne fica preta, quanto mais dias na câmara fria melhor. É assim mesmo. Acredite.

O açougue tem um bistrô ao lado e serve desde o ano passado carnes com processo de maturação a seco, o chamado dry age.

A primeira vez que provei dry age foi no Peru, que nem tradição de produção de gado tem. Mas lá encontrei o Renzo Garibaldi, um chef especializado no assunto. Não esqueço. Tanto que vira e mexe eu quero repetir a experiência. O menu – uma simples folhinha – virou quadro na parede.

A melhor definição para o açougueiro peruano é a que li no caderno Paladar, do Estadão, “é o Francis Mallmann em versão jovem e moderna e peruana”. Se estiver pela capital peruana não deixe de ir no Osso.

Tive a oportunidade de ser uma das primeiras pessoas a comer lá, bem por acaso. Era apenas um açougue, com uma mesa improvisada para convidados que não eram nem esperados. Hoje, está tudo muito diferente e a casa está até na lista do Worlds 50 Best Restaurants.

Curso

Mas o assunto do post é o curso. A Bull Prime investiu em câmaras frias para obter o processo de maturação, que tem um rígido controle de temperatura e umidade e ventilação especial.

O proprietário do local, Marcos Canan, entende do assunto e escolhe as peças pelo grau de marmoreio e o padrão de gordura do animal. O resultado é incrível. Conheço. A carne é muito macia e tem um sabor mais concentrado.

Ele conta que trabalha com carnes boas para o resultado sair excepcional. E sai. Custa mais, claro, mas vale todos os centavos, como se diz.

Canan e o chef da casa, Xandão Schoemberger vão explicar os tipos de cortes e o processo de maturação. A aula termina com a degustação das carnes. Vagas limitadas – 25 participantes.

O jantar e as bebidas (água, refrigerante e chopp Stella Artois) estão incluídos no valor do curso, que começa às 19h.

Curso de cortes bovinos e dry aged

Local: Bull Prime Carnes Nobres

Endereço: Av. Silva Jardim, 3813 – Batel

Investimento: R$290

Inscrições: 3030-4446 / contato@bullprime.com.br

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