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A Oficina de Música quer ir para a rua

Novos diretores da fase de MPB da Oficina de Música de Curitiba pretendem fazer com que o evento se aproxime mais da população

  • Rafael Rodrigues Costa
A dupla no Estúdio Astrolábio, de Vadeco: Oficina de Música acontece entre 7 e 27 de janeiro de 2016. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
A dupla no Estúdio Astrolábio, de Vadeco: Oficina de Música acontece entre 7 e 27 de janeiro de 2016. Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
 
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Junto com a confirmação da data da próxima edição da Oficina de Música de Curitiba, os músicos João Egashira e Vadeco Schettini foram anunciados como os novos diretores da segunda fase do evento, voltada para a música popular brasileira.

Poucas semanas depois do anúncio oficial e meses antes da Oficina, que acontece de 7 a 27 de janeiro de 2016, os músicos ainda estão em fase de brainstorming e apresentam ideias mais gerais sobre o que pensam em acrescentar ao que já foi consolidado pelos diretores anteriores – o baixista Glauco Sölter e o clarinetista Sérgio Albach, que estava na curadoria da etapa de MPB desde o início dos anos 2000. Mas estão afinados com o restante da organização quanto a pelo menos um objetivo: aproximar o evento de uma parcela maior da população por meio de apresentações em lugares públicos.

“De certa forma, a Oficina é muito concentrada na sala de aula e nos teatros”, explica Egashira. “Então vamos cuidar de pesquisar lugares em que ela possa aparecer também para um público que, muitas vezes, não está nem sabendo da Oficina, não teria acesso a ela ou não tem o hábito de ir a teatros”, diz o músico, um dos fundadores do Clube do Choro, que criou a tradição de comemorar o Dia Nacional do Choro (23 de abril) na Boca Maldita.

Se o curitibano se apropriar da Oficina, ela vai ter cada dia uma forca maior e se desenvolver de uma forma mais completa, e inclusive ter mais garantias políticas.

Vadeco curador da fase de Música Popular Brasileira da Oficina de Música de Curitiba

Para Vadeco, além de formar plateia, a aproximação com o público fortalece a Oficina – que, apesar de um retrospecto de mais de três décadas, chegou a ter sua realização ameaçada na troca de gestão da prefeitura em 2013, por exemplo.

“Se você faz um show num espaço público, o entorno vai se beneficiar disso e vai se envolver não só financeiramente como emocionalmente com essa ação. E vai se apropriando disso”, teoriza. “Se o curitibano se apropriar da Oficina, ela vai ter cada dia uma força maior, se desenvolver de forma mais completa e inclusive ter mais garantias políticas.”

Outras ideias da dupla de curadores envolvem trazer músicos com uma “visão mais contemporânea” para dar aulas na Oficina, promover mais aulas para crianças e aumentar a presença de cursos de tecnologia da música – área que será o foco de Vadeco, para quem as ferramentas tecnológicas são especialmente importantes num cenário de aumento da produção independente que tomou força na última década. “Em vários momentos teve essa inserção de música e tecnologia na Oficina. Mas, nesse momento, tem uma pessoa que já trabalha com isso há algum tempo e que vai ficar mais focada neste tipo de linguagem”, diz.

Conforme explica o novo presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Marino Júnior, o município firmou, no recém-renovado contrato de gestão da organização, compromisso de subsidiar a Oficina com os mesmos valores da edição passada, que custou em torno de R$ 1,7 milhão.

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