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Investimento livre de IR ganha força

Com o cenário de juros baixos, poupança e LCI, aplicações que não são corroídas pela taxa de imposto, tornam-se mais atraentes

  • Pedro Brodbeck
Ações também são isentas de IR, mas apenas para movimentações inferiores a R$ 20 mil ao mês |
Ações também são isentas de IR, mas apenas para movimentações inferiores a R$ 20 mil ao mês
 
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Em um cenário de juros baixos, o investidor precisa repensar suas aplicações para buscar a maior rentabilidade. Nessa procura, as aplicações isentas de Imposto de Renda ganham força no rol de produtos financeiros. Ao escolher investir na poupança, fundos imobiliários ou Letras de Crédito Imobiliário (LCI), por exemplo, é possível garantir retorno líquido maior, uma vez que maior parte dos investimentos de renda fixa tem seus rendimentos comidos pela taxa.

No entanto, antes de aderir a estes investimentos, é preciso conhecer suas peculiaridades para tirar maior proveito dos produtos.

O mais popular deles é a caderneta de poupança. Além da isenção, o produto não exige valor mínimo e sua liquidez é diária. A desvantagem, no entanto, fica por conta do retorno baixo. “É um bom investimento de entrada. O problema é que, mesmo sem IR, o baixo rendimento já perde para a inflação”, afirma o especialista em finanças pessoais Altemir Farinhas. Em janeiro, o rendimento ficou em 0,41%, enquanto a inflação chegou a 0,86%.

Para quem tem mais familiaridade com as finanças, a dica é procurar as aplicações ligadas ao mercado imobiliário.

Uma das opções são as LCI. Além de serem tão seguras quanto a poupança – têm a garantia do banco e do lastro do título –, o retorno é mais expressivo. No ano passado, o rendimento médio da aplicação ficou em 10,5%. Um dos empecilhos, porém, é o acesso à aplicação. Os bancos cobram um valor mínimo de aplicação que chega a R$ 30 mil.

Outro aspecto a ser avaliado antes de comprar LCI é o prazo. Em geral, os papéis têm vencimentos em um período que varia entre três meses a dois anos. “O ideal não é concentrar os investimentos nas LCI, pois o dinheiro precisa ficar aplicado por alguns meses. O segredo é ter um horizonte das aplicações, mesclando com a poupança”, recomenda Farinhas.

Ações

Além dos fundos de renda fixa, os pequenos investidores em ações também são isentos de imposto de renda, desde que a venda mensal seja inferior a R$ 20 mil, independente se obteve lucro ou prejuízo na operação. Ou seja, se em janeiro a pessoa comprou R$ 10 mil em ações e em outubro irá vender essa carteira por R$ 15 mil, não pagará imposto sobre só R$ 5 mil de lucro.

Drible no leão

Alguns investimentos são isentos das taxas de até 22% do imposto de renda sobre o rendimento líquido. Confira quais são:

Poupança

Aplicação mais básica, a caderneta de poupança não exige depósito mínimo e pode ter o investimento resgatadoa a qualquer hora. Perdeu parte da atratividade quando o Banco Central mudou algumas regras sobre seu funcionamento em cenário de juros baixos. Está rendendo abaixo da inflação.

LCI

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos oferecidos pelos bancos lastreados em créditos imobiliários. Sua rentabilidade é um porcentual do CDI e têm como garantia o banco e o Fundo Garantidor de Crédito em até R$ 70 mil. Exige depósito mínimo.

Fundos imobiliários

Outra aplicação atrelada ao mercado imobiliário, os fundos imobiliários são cotas negociadas na bolsa. Existem desde fundos que captam recursos para obras até aqueles que fazem a administração de prédios. Em função da variedade de opções, é preciso ter um cuidado na seleção. Fundos de imóveis inacabados, por exemplo, podem ser mais arriscados. O ganho se dá pelo rendimento mensal na bolsa. Quando há valorização de cota, o IR cobrado é de 20%.

Ações

Vendas de até R$ 20 mil em ações são isentas do Imposto de Renda também. O investimento, no entanto, é indicado apenas para aqueles que conhecem bem o mercado e têm experiência em aplicações.

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