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Mentoria

Boutique de chás muda após pitacos de executivos da Ambev e Imaginarium

Empreendedores da “boutique de chás” Moncloa revisitaram o negócio depois de passar por mentoria no programa Scale Up, da Endeavor

  • Naiady Piva
Moncloa faz parte do clube de empresas com alto potencial de crescimento | Albari RosaGazeta do Povo
Moncloa faz parte do clube de empresas com alto potencial de crescimento Albari RosaGazeta do Povo
 
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Foram três anos de planejamento para a primeira loja da Moncloa sair do papel. O negócio, uma “boutique de chás”, deu certo. Eram sete lojas, entre próprias e franqueadas, no início de 2017. Mas foi aí que a empresa se viu numa encruzilhada: como continuar crescendo de forma acelerada, e não estagnar? Na busca por respostas, os empresários tiveram ajuda de nomes de peso, que já tinham vivido mil situações semelhantes em corporações como a Ambev, Hering e Imaginarium. 

A Moncloa surgiu em 2013, em Curitiba, como “uma loja de produtos de chá que traga todo o ritual e um conceito contemporâneo do consumo de chá para ser loja de shopping”, explica Eduardo Jardim, um dos sócios. Em doze meses a empresa chegou ao seu primeiro R$ 1 milhão. 

>> LEIA TAMBÉM: Conheça as irmãs mais velhas das startups e criadoras de 46% dos novos empregos no país

Mas, conforme o negócio cresce, expandir de forma acelerada vai ficando mais difícil. Os empreendedores da Moncloa quebravam a cabeça para resolver dois desafios: como abrir mais lojas; e faturar mais naquelas que já existem? 

A gente tinha que ser o mais assertivo possível. 

Os sócios até sabiam de ferramentas que podiam maximizar lucros e resultados. Ações como mudar o layout da loja, o método de treinamento ou o mix de produtos. Mas tudo isso exige tempo e dinheiro. “E uma empresa do porte da nossa não tem uma coisa nem outra”. 

Luiz Timm tem anos de experiência no setor de vendas da multinacional brasileira, e já viveu de tudo um pouco no setor de varejo. No segundo trimestre do ano passado (2017), ele sentou com os curitibanos da Moncloa para ver como poderia ajudar. 

Timm foi o mentor designado pela Endeavor no programa “Scale Up”, que acompanha empresas com alto potencial de crescimento. Além de ter um bom produto, as empresas são selecionadas pelo perfil dos empreendedores.

“[Buscamos] o empreendedor com brilho no olho, sonho grande, que faz as coisas do jeito certo. E a empresa que tenha alto potencial de crescimento”, explica Marco Mazzonetto, coordenador da Endeavor no Paraná. 

O exemplo da Imaginarium 

O mentor encaminhou os empreendedores para outro profissional escolado no varejo. Carlos Zilli foi quem estruturou o modelo de franquias da Hering, em 1995. Hoje, a loja de roupas tem mais de 600 lojas no Brasil e no exterior.

Zilli depois assumiu a Imaginarium quando a rede tinha pouco menos de 50 unidades.  Sob seu comando, a loja de presentes criativos chegou a mais de 250 lojas.

Durante o Scale Up, o empresário recebeu os sócios da Moncloa uma vez por mês, em seu escritório, em Florianópolis.

Uma coisa que está muito ligada ao sucesso da scale up é a dedicação das pessoas. Eles pegavam o carro em Curitiba e desciam todos os sócios para Florianópolis, e a gente ficava a manhã inteira conversando. E quando o empreendedor quer fica fácil para o mentor contribuir. 

Carlos Zilli viu muitas semelhanças entre a Moncloa e a Imaginarium (que ele e os sócios venderam para um fundo de investimentos, em 2013). “É franquia, é varejo e é disruptivo”. 

Mudanças na estrutura 

As mudanças que surgiram desta parceria são pouco visíveis para o consumidor final. O coração do negócio — uma boutique de chás que se expande por meio de franquias — permanece o mesmo. Mas o sentimento dos empreendedores é de que a Moncloa se reinventou.

“A gente cresceu como empresa, estrutural e conceitualmente [de uma forma] absurda”, resume Eduardo Jardim, um dos sócios. Mudou a visão do mix da loja, a categorização, composição de imagem. Até a forma de avaliar se um ponto é bom para abrir novas lojas foi reestruturada.

“Mudamos até nossa composição financeira”. Com a orientação do padrinho, a Moncloa encontrou linhas de financiamento mais adequadas. “Tivemos uma melhoria conceitual. Mas o principal foi aprender a olhar para o negócio de uma forma mais global”, avalia o empresário. 

Scale ups: empresas que fazem a diferença 

Termo ainda pouco conhecido no Brasil, “scale ups” são como uma evolução das startups. As empresas que chegam a este estágio já faturam alto, e provaram que seu modelo de negócio funciona. Além disso, são corporações com alto potencial de crescimento. 

Em média, as empresas que integraram a turma do Scale Up da Endeavor no Paraná, em 2017, cresceram 50% no comparativo com 2016. Valor significativo, se considerado que são empresas que já faturam na casa dos milhões de reais. 

Outras 14 empresas integraram a turma do Scale Up 2017. A rede de alimentação saudável Tasty, por exemplo, saiu da mentoria com uma parceria engatilhada com a BRMalls (uma das principais corporações de shopping centers do país). A Docway (a “Uber dos médicos”) mudou sua operação para São Paulo e participou lá de um programa similar, o Radar Santander (também em parceria com a Endeavor) e revisou completamente seu modelo de negócios.

Nova turma, maior diversidade

Para 2018 — a quarta turma do Scale Up — a seleção manteve o rigor de sempre: empreendedores com “brilho nos olhos” e empresas já consolidadas, com alto potencial de crescimento. Mas houve uma preocupação maior em formar uma turma mais representativa. 

Houve um cuidado em selecionar “mais empresas do interior (são cerca de 25%), empresas com mulheres em cargos de relevância (25% tem mulheres CEO ou cofundadoras) e empresas que não são de tecnologia”, explica Marco Mazzonetto. 

Sem baixar a barra por causa disso [a busca por representatividade] buscamos formar um mix legal de empresas para fugir do status quo. Fomentar, contar mais histórias de mulheres. Porque a gente acredita muito na força do exemplo 

No total, 21 empresas paranaenses participam da turma. Além da troca de figurinhas entre os empreendedores, a Endeavor promove ações da turma com o seu próprio ecossistema e com mentores selecionados de acordo com o perfil de cada negócio. 

Conheça os participantes do Scale Up 2018 da Endeavor:

EadBox: Startup oferece soluções de para melhorar e ampliar o acesso à educação e aos treinamentos profissionais de todos os tipos.

BCMED: Criada em 2012, a BCMED atua no setor de comércio de equipamentos e produtos para o mercado de saúde e estética a nível nacional.

CashAuto: A Cash Auto é uma startup especializada na venda de carros seminovos em 50 minutos. A plataforma conecta proprietários de veículos a uma rede de milhares de compradores.

TROCO Troc é um marketplace de compra e venda de roupas e acessórios femininos, com foco no mercado premium

Veltec: Solução para redução de acidentes e desperdícios nas frotas de veículos 

DocG: A docg. é uma linha de cosméticos para cães e gatos que conta com 12 franqueados e mais de 800 consultores de venda direta cadastrados.

Latinex: A LATINEX é uma industria de alimentos inovadores que transforma tendencias em negócios para varejistas e cria soluções para seus consumidores 

Sistema Vitto: O Vitto é um software de delivery online e gestão para restaurantes que trabalham com entrega.

2im: Empresa focada em Inteligência Médica, focando em integrações de sistemas para desenvolvimento de soluções de business analytics em saúde. Já é comercializado em mais de 40 hospitais no Brasil.

Tecnospeed: A TecnoSpeed é especialista no fornecimento de ferramentas e componentes para outras empresas de software. A maior parte de seu portfólio é dedicada à emissão de documentos fiscais eletrônicos.

Bearings: A Bearings (BRG) é uma startup que conecta alunos e universidades.

Celero: A Celero oferece soluções para gerir finanças para PMEs, transformando imagens e relatórios gerenciais.

Horus: A Horus Solutions fornece serviços na área de banco de dados, sejam eles de gestão preventiva, suporte, monitoramento e projetos pontuais, nas principais tecnologias do mercado, atendendo clientes em todo o Brasil. 

Neomode: A Neomode é uma startup especializada em novos canais de vendas mobile e em assistentes virtuais como o Shopbot e o App Commerce.

Tecnofit: A Tecnofit nasceu com a missão de facilitar a gestão de negócios do segmento Healh & Fitness. Oferece uma solução completa, com interface simples e atendimento eficiente.

Vida Leve: A empresa curitibana Vida Leve nasceu há 14 anos, e tem um crescimento médio de 30% ao ano. Oferece refeições saudáveis e muito saborosas.São dietas completas do café da manhã à ceia, entregues em casa e acompanhamento nutricional com exames biométricos e análise técnica e pessoal dos resultados.

Mestre Cervejeiro: A maior rede de lojas de cervejas artesanais do Brasil. 

Hariken: A Hariken gerar perfis de usuários de sites e os organiza criando um big data personalizado e estratégico para as empresas. A Hariken também permite que os dados sejam utilizados em ferramentas de ativação, como  CRMs, Email Marketing,Yahoo/Oath/Doubleclick, Appnexus, e até Facebook e Instagram. 

Clube do Malte: O Clube do Malte envia mensalmente para os seus assinantes cervejas especiais nacionais e internacionais.

James: O James é o delivery de tudo. Além de comida, o aplicativo entrega produtos diversos (que vão de fralda a sacos de box).

Los Quadros: A Los Quadros desenvolve e fabrica quadros emoldurados, além de comercializar seus produtos no atacado e varejo.

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