• Carregando...
José Maria Marin, ex-presidente e atual vice da CBF, foi um dos detidos na Suíça. | MARCUS BRANDT/EFE
José Maria Marin, ex-presidente e atual vice da CBF, foi um dos detidos na Suíça.| Foto: MARCUS BRANDT/EFE

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (27) que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é acusada de corrupção em acordos comerciais. A investigação é a mesma que levou a detenção de sete dirigentes do futebol, incluindo o ex-presidente e atual vice da confederação nacional, José Maria Marin. Segundo nota das autoridades americanas, as investigações incluem acusações sobre pagamento de suborno em relações ao contrato da CBF com uma grande marca esportiva americana e também pagamentos em relação a contratos da Copa do Brasil. A principal patrocinadora da CBF é a Nike, que é a fornecedora da entidade desde a década de 1990.

Contratos secretos mostram como a CBF “vendeu” a seleção brasileira

Entenda como eram os contratos da CBF que “venderam” a seleção

Na nota, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos cita também outras competições que estão envolvidas no esquema de corrupção envolvendo a comercialização de direitos de mídia e marketing, como as eliminatórias da Copa do Mundo na região da Concacaf, a Copa de Ouro e a Liga dos Campeões, organizada pela Concacaf, além da Copa América e da Copa Libertadores, que é organizada pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Nesta quarta-feira, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos pela polícia suíça em uma operação surpresa, realizada a pedido das autoridades dos EUA. Os cartolas são investigados pela justiça americana em um suposto esquema de corrupção.

Dez perguntas e respostas sobre o escândalo de corrupção no futebol

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, foram detidos, além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel.

CONFIRA A NOTA DIVULGADA PELO DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA

“Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, frequentemente através de aliança com executivos de marketing inescrupulosos que barraram competidores e mantiveram contratos lucrativos para si mesmos através do pagamento sistemático de propinas. Os dirigentes são acusados de conspiração para solicitar e receber mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 400 milhões) em subornos em troca do apoio oficial dos executivos de marketing que concordaram com pagamentos ilegais.

A maior parte dos esquemas alegados no indiciamento se relacionam à solicitação e recebimento de subornos por dirigentes de futebol pagos por executivos de marketing esportivo em conexão com a comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas partidas e torneios -incluídas aí eliminatórias da Copa do Mundo na região da Concacaf, a Copa de Ouro da Concacaf, a Liga dos Campões da Concacaf, a Copa América Centenário, a Copa América (organizada pela Conmebol), a Copa Libertadores (organizada pela Conmebol) e a Copa do Brasil (organizada pela CBF). Outros esquemas alegados se relacionam com o pagamento de suborno em relação ao patrocínio da CBF por uma grande marca esportiva americana, a escolha da sede da Copa de 2010 e a eleição presidencial da FIFA em 2011.”

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]