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Frases da Semana, Lula e Dino
Lula: “Conseguimos colocar na Suprema Corte um ministro comunista”| Foto: Modificado de EFE/André Borges

“Somos um país razoável, mas nossa paciência agora acabou. Nosso parlamento é soberano, e deve ter o poder de tomar decisões que não podem ser desfeitas nos nossos tribunais” – Rishi Sunak, primeiro-ministro britânico, reclamando de decisão da Suprema Corte do país que derrubou sua determinação de deportar imigrantes de Ruanda. O STF britânico só foi estabelecido em 2009. Vai um torrão de arrependimento neste chá?

“Nem todos os exemplos de plágio em potencial são iguais” – The New York Times, defendendo a reitora de Harvard, Claudine Gay. Depois de uma atuação vergonhosa em audiência no Congresso, em que ela não respondeu diretamente se estudantes pedindo pelo genocídio de judeus violariam as políticas da universidade, revelou-se que o plágio é comum em sua obra acadêmica.

“Caminhão do Exército tomba e pega fogo em rodovia que dá acesso à fronteira com a Guiana” – manchete no G1 Roraima. Detalhe: era parte da força despachada em reação à ameaça do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, de invadir a Guiana. Que vexame.

“Eu estava em uma reunião no G20 e todo mundo fica falando: ‘o que ela fica fazendo lá com o presidente? Nem foi eleita’. Dane-se, eu vou sempre estar lá. Ninguém me deu esse lugar. Eu conquistei” – Janja da Silva, primeira-dama. O que ela fica fazendo lá com o presidente? Nem foi eleita.

“Se tudo der certo, logo Bolsonaro vai estar preso” – Janja, provocando a oposição. Quando um adolescente invadiu seu perfil no X (autenticação em dois fatores existe por um motivo, Janja!) para postar besteiras e curiosamente não colher nenhuma mensagem privada, o STF e a Polícia Federal mais uma vez ignoraram a lei, usurpando a função da primeira instância, e partiram para a ação. A frase é a próxima ordem executiva da rainha do Brasil?

“Vocês não sabem como eu estou feliz hoje. Pela primeira vez na história deste país, nós conseguimos colocar na Suprema Corte deste país um ministro comunista, o companheiro da qualidade do Flávio Dino”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República. Na sabatina de Dino, nenhum senador lembrou que ele apoia explicitamente esta ideologia empobrecedora que matou 100 milhões de pessoas só no século XX.

“Saulo era um e, na estrada de Damasco, se transformou em Paulo. Então, as pessoas mudam” – Flávio Dino, novo ministro do STF e ministro da Justiça de saída. O comunista, mais uma vez, cita a Bíblia.

“Botar a roupa dos Vingadores no armário é difícil” – Flávio Dino. Deve ser porque a roupa é grande.

“Vou manter meu voto secreto, é um instrumento de proteção contra retaliação” – Sérgio Moro, senador, sobre seu voto na questão da candidatura de Dino ao STF. Ele falava por texto com um tal “Mestrão”, que disse que “o couro está comendo aqui nas redes, mas fica frio que já já passa”. Quem é Mestrão? “Só não pode ter vídeo de você falando que votou a favor”, disse o Mestrão. Isso significa que foi este o voto? Muitas perguntas.

Sergio Moro Flávio Dino
Foto da Semana: Sergio Moro e Flávio Dino se trataram muito amistosamente durante a sabatina do ministro da Justiça, indicado ao STF.| Pedro França/Agência Senado

“Quando você tem um facínora qualquer que resolve fazer propaganda contrária [às vacinas] nós temos que processá-lo criminalmente, porque não tem outra saída para lidar com gente desse tipo, negacionista” – Lula, na companhia da ministra da Saúde, Nísia Trindade, que concordou com tudo. Ela incluiu as vacinas para Covid, desnecessárias para crianças saudáveis, entre as obrigatórias (ninguém fez isso no mundo desenvolvido). Comemoração de comunista no STF, defesa de mais autoritarismo contra quem criticar vacina de mRNA... tudo dentro da “absoluta normalidade democrática”, como disse Luís Roberto Barroso, presidente do STF.

“O Word da Microsoft agora te dá bronca se você usar palavras que não são ‘inclusivas’!” – Elon Musk, bilionário, mostrando um texto em que o Word marcou com sublinhado azul a palavra “insano” e alegou que “o termo sugere viés de saúde mental”.

“Tem 30% dos evangélicos que são fascistas. Com esses a gente nem conversa. Agora, tem 40%, 50% que estão em disputa. Então não vamos desistir” – Zé Barbosa Júnior, pastor de Campina Grande que promete criar uma “bolha enorme de evangélicos de esquerda” para o PT, e metralhadora humana de estatísticas falsas.

“Nunca me senti tão insegura na minha cidade” – Tabata Amaral, deputada federal (PSB) que se feriu levemente quando um ladrão estourou o vidro de seu carro em Bela Vista, São Paulo. Nos projetos propostos pela deputada há muita cota, muita “pobreza menstrual”, e pouca segurança.

“Casais negros aderem a relações afrocentradas. Para eles, relacionamento com alguém de mesma cor é ato político que blinda contra o racismo” – Título e chamada de reportagem da Folha de S. Paulo. É isto mesmo: querem te convencer que exaltar que as pessoas façam alarde de namorar só pessoas da mesma raça que elas é “contra o racismo”. Só falta chamar o Apartheid de “antirracista”. Está faltando pauta? Temos muitas sugestões aqui.

“Dilma Rousseff é eleita mulher economista 2023” – Conselho Federal de Economia (Cofecon), no Instagram. Economicamente falando, o nosso país enfrentou duas pandemias na última década: Dilma e Covid.

“Eu achei que fosse piada! Hahahaha” – Marcel van Hattem, deputado federal (Novo), comentando a publicação do Cofecon.

“Eu sou presidente de banco, querida. Ou cê acha que presidente de banco viaja como?” – Dilma Rousseff, voando de primeira classe pela Emirates, se gabando de ser presidente do banco do Brics. Como dizem os americanos sobre amigo de político que sobe na vida apesar da incompetência: “fracassando para cima”.

“Uma fascista, eles estão em todos os lugares” – Lula, difamando a cidadã que filmou Dilma no voo e só fez uma pergunta. Tudo dentro da normalidade democrática. Mencionamos que a sede do trabalho de Dilma fica na ditadura comunista da China?

“É para longe que o dragão da inflação vai no governo do presidente Lula” – Geraldo Alckmin, vice-presidente, tentando atribuir ao governo um crédito que pertence ao Banco Central, com um meme de Game of Thrones que é puro cringe. A política de contenção da inflação com juros do BC foi atacada pelo presidente e pela militância. Mas causa mais surpresa descobrir que não é a Janja o vice-presidente.

“O comunista Evo Morales fala de pobreza a bordo de um avião pago pelos pobres” – Javier Milei, presidente da Argentina, respondendo ao ex-presidente da Bolívia, que se disse preocupado com “os direitos humanos dos mais humildes” na Argentina.

Cantinho dos pelegos e militantes

“Gleisi [Hoffmann] é um bom nome para substituir Dino no Ministério da Justiça” – Reinaldo Azevedo, jornalista que já dispensa adjetivos. Pedimos desculpas por incluir uma frase do Reinaldo aqui.

“Ou muito me engano ou esta é a segunda vez que Angélica reúne amigas para conversar no seu novo quadro no Fantástico — todas brancas” – Ricardo Noblat, jornalista recém-convertido ao identitarismo. Pedimos desculpas por incluir esta frase, também.

“Inacreditável que um país importante como a Argentina deixe de ter a partir de hoje os ministérios da Educação e do Meio Ambiente. Isso não tem nada a ver com ‘liberalismo’” – André Trigueiro, jornalista. Porque os nossos ministérios estão fazendo toda a diferença na nota do Pisa e no fogo da Amazônia, não é mesmo?

“Firmeza de Janja na reação ao ataque misógino ajuda a defender todas as mulheres” – Míriam Leitão, jornalista. Sou do tempo em que havia uma gradação entre “machismo” (atitude discriminatória e preconceituosa contra mulheres) e “misoginia” (ódio a mulheres). Leitão é do tempo em que a hipérbole é a primeira arma a ser sacada para confirmar dogma identitário, especialmente se for de agrado do governo.

“Quem hoje critica prisões do 8/1 antes tinha bordões fascistas contra presos” – Alexandre de Moraes, ministro do STF que ignorou pedidos humanitários para soltar um desses presos, que acabou morrendo na prisão. O que esse preso teria a dizer sobre a enorme ameaça de “bordões” contra ele?

Há 100 anos

“Somos na imprensa brasileira um dos jornais que mais se têm ocupado da personalidade do primeiro-ministro italiano Mussolini, sem regatear elogios à sua ação enérgica e moralizadora, em prol dos legítimos interesses da sua grande pátria, a Itália. Por isso nos sentimos inteiramente à vontade para discordar do seu último ato, inquestionavelmente excessivo, revelando uma tendência perigosa para a violência e o arbítrio” – Jornal do Brasil, 15 de dezembro de 1923. Algo nos diz que este jornal logo iria se arrepender de não ter regateado (dado a contragosto) esses elogios.

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