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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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As Olim-Piadas na Cidade Mara Velhosa

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Por Mario Guerreiro, publicado pelo Instituto Liberal

Somente pessimistas de plantão andam dizendo por aí que as Olimpíadas no Rio serão um fracasso colossal. Que despautério! E ainda ficam fazendo ilações despropositadas. Por exemplo: quantos hospitais, escolas, investimentos em segurança pública poderiam ter sido feitos com o dinheiro o montante de R$ 80.000.000.000 gasto para a festa do esporte? Essa turma que ao ver um copo cheio pela metade costuma dizer: “Está quase vazio”. Mas, por que não dizer: “Está quase cheio”?

As Olimpíadas custaram muito dinheiro e têm tudo para ser uma grande efeméride. Como é possível, em são consciência, alguém pôr isto em dúvida? É verdade que há algumas obras não acabadas e outras mal-acabadas, mas isto faz parte. A perfeição é um atributo divino. Só porque desabou uma pequena parte da Ciclovia Tim Maia, uma onda de pessimismo conseguiu ser maior do que a onda assassina que matou os incautos ciclistas. Ora bolas, ninguém tem culpa pela desgraça provocada por vagas colossais, tsunamis estupendos, terremotos devastadores, etc. São coisas da natureza! A Ciclovia é segura e a parte destruída será reconstruída com padrões internacionais de segurança esportiva, assim nos assegurou nosso Ilustre alcaide.

E para dar maior prova de que não há perigo em pedalar nela, que tal o nosso prefeito está com vontade de convidar a “Presidenta” afastada para, junto com ele, dar umas pedaladas na Tim Maia? Isto mesmo: homens públicos e mulheres públicas têm que dar o exemplo! No entanto, creio que a “Presidenta” declinará do amável convite, uma vez que hoje ela não quer nem ouvir falar em pedaladas. Ela só anda de bicicleta às margens do Guaíba em Porto Alegre. Algo muito sábio, eu diria, lá não tem ciclovia à beira do abismo e as maiores ondas do Guaíba nunca ultrapassaram meio metro.

É verdade que o Rio está sofrendo um assustador índice de assaltos e homicídios, mas com as Olimpíadas, isto vai se arrefecer, graças à presença de tanques e metralhadoras das Forças Armadas. Só fuzileiros navais, serão 14.000. Contudo, dizem os pessimistas de plantão que as Forças Armadas não são polícia, estão apenas reforçando o aparato policial. Findas as Olimpíadas, tudo ficará “como dantes no quartel de Abrantes”. Que negativismo, chega mesmo às raias do absurdo. Outros dizem que, na realidade, essa efeméride é um período de férias para a criminalidade. Acabando o jejum das férias, os manos vão voltar com um apetite de leão. Freud diria que é o retorno do reprimido. Nonsense!

Os maiores pessimistas não se cansam de profetizar mazelas e desgraças. Já estão falando até em atentados muçulmanos, como pode? Não que o Rio tenha qualquer importância geopolítica, mas, sim, pela grande concentração da mídia internacional na Cidade Maravilhosa. Holofotes são tudo que os jihadistas querem. Eu advirto, porém, isto é um despropósito! Estas não são as Olimpíadas de Munique em que terroristas muçulmanos mataram quase toda a equipe de Israel. Por que não são? O que Munique tem que o Rio não tem? OEnglishgarten? Ora, o Rio tem a Quinta da Boa Vista. A Oktoberfest? Ora, o Rio tem a Academia da Cachaça.

Todavia, para responder essa pergunta do que Munique tem que o Rio não tem, temos que levar em consideração que os terroristas muçulmanos podem ser bárbaros e cruéis, mas estão longe de serem burros. Seus atentados não são coisas de amadores, são planos urdidos com as melhores estratégias militares e regados a petrodólares. Eles estudam minuciosamente sua ação, examinando o cenário, suas vantagens e desvantagens e nunca executam um atentado sem ter um plano B e uma rota de fuga.

Dito isto, passamos a dizer o que Munique tem que o Rio não tem. Em primeiro lugar, um excelente sistema de transportes que torna muito fácil o deslocamento pela cidade. Por sua vez,  o Rio tem um sistema de transportes caótico. Imagine só como ele vai ficar com cerca de 500.000 turistas, fora cerca de 20.000 desistentes que não virão mais aterrorizados com o Zyka e Chicungunya. Desse modo, como os muçulmanos planejarão uma rota de fuga? Que raio de plano B irão traçar?

Em segundo lugar, Munique é uma das cidades mais pacíficas do mundo. Crimes violentos são coisas raras por lá, mas no Rio os muçulmanos correm os sérios riscos de serem sequestrados por táxis-fantasmas, logo no Aeroporto Tom Jobim e, quando passarem pela Linha Vermelha, serem atingidos por balas perdidas. Como estou certo de que eles são muito bem informados, eles já levaram em conta tudo isso na sua estratégia e chegaram à conclusão de que um atentado nas Olimpíadas no Rio não satisfaz a relação custo/benefício.

Por fim, apesar de já mencionado, ninguém pode excluir a atuação de um lobo solitário, como aquele que “deletou muitos homoafetivos” naquela balada gay em Orlando (Fl). Ora, caso isto venha a ocorrer, para a classe política carioca, não passará de mero acidente de percurso.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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