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Rodrigo Constantino

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Ben Shapiro responde pergunta sobre “identidade de gênero”

Quando o assunto é “identidade de gênero”, a sociedade está dividida basicamente em dois grupos: a imensa maioria de quem entende que homem é homem e mulher é mulher, e uma minoria barulhenta que pensa que o sexo depende totalmente da subjetividade e não passa de uma “construção social”; a enorme maioria de quem sabe que biologia é ciência e ideologia não é, e uma minúscula turma que coloca a ideologia à frente da ciência; a acachapante maioria que coloca a verdade acima da “ofensa às minorias”, e o grupelho de uma elite afetada e alienada que pretende “proteger” cada “minoria” de qualquer sofrimento no contato com a realidade.

O “Fantástico”, da Rede Globo, preferiu dar voz a essa insignificante minoria organizada e barulhenta com seu programa sobre “identidade de gênero”, que já comentei aqui. Para dar voz ao outro grupo, àquela ofuscante maioria ignorada pelo programa, segue uma fala de Ben Shapiro sobre o assunto, uma resposta a uma aluna que se recusava a aceitar o império da biologia sobre seus desejos “moderninhos”:

O mais relevante, em minha opinião, é a crença tola de que se ao menos a sociedade aceitar o transtorno, então tudo ficará uma maravilha para quem sofre dele. Essa postura acovardada diz muito sobre nossa sociedade moderna, que não aceita sofrimento algum, que não está preparada para a vida como ela é. Estamos diante de uma forma avançada de solipsismo, em que jovens acham que basta criar mundos fantásticos em suas mentes para que eles se tornem verdadeiros. A geração “Mertholate que não arde” quer abolir todo tipo de dor, e está disposta a inverter tudo, a destruir o mundo em busca desse “paraíso”.

Chamar de transtorno a confusão mental de quem nasceu com um sexo, mas jura pertencer a outro, não é desumano ou preconceituoso. Ao contrário! Desumano é fingir que se trata da coisa mais normal do mundo só para não “ofender” quem sofre com tal transtorno. Mesmo que a sociedade toda passe a adotar a visão “politicamente correta” dessa menina, isso não vai mudar a angústia de quem se sente no corpo biologicamente errado. É da natureza, e se corpo e mente estão em conflito, não basta fingir que só existe a mente.

Não somos fantasmas, e também não somos apenas carcaça. Somos corpo e mente, formando uma só entidade, um indivíduo. E os “tolerantes” precisam parar de sonhar com um mundo impossível, onde a biologia não tem vez alguma, não vale nada, pois não somos tábula rasa para a impressão arbitrária de nossos anseios. Até porque essa visão, além de cientificamente absurda, é ideologicamente incoerente: se sexualidade é “construção social”, então ser gay ou transgênero seria algo passível de “cura”, pois bastaria reprogramar a coisa, não é mesmo?

Tenhamos mais respeito pelo sofrimento e a angústia de quem não se sente bem no corpo que a natureza lhe deu. Não é banalizando algo claramente estranho, um desvio desses, que vamos suavizar a dor de quem precisa enfrentar tal destino. Essas pessoas precisam de ajuda profissional, não de gente mimada e incapaz de suportar qualquer dor no mundo imperfeito lhes dizendo como são o máximo e que ser homem ou mulher é uma simples questão de escolha ou preferência, tal como a cor preferida de cada um. Amadureçam!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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