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Rodrigo Constantino

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Target perdeu milhões com sua política “progressista” de uso do banheiro

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Em abril de 2016, a varejista Target divulgou um comunicado de mudança na política de uso dos seus banheiros, afirmando que o cliente deveria usar aquele com o gênero do qual se identificasse, já que a empresa é pela “inclusão” e todos “devem se sentir pertencendo ao lugar”, “aceitos”. Faltou explicar a questão da segurança. A reação do público não foi a esperada. Várias pessoas assinaram uma petição contra a Target e prometeram boicotar a rede.

De acordo com o WSJ, o CEO Brian Cornell disse que nunca aprovou o post no blog, que teria sido feito sem seu conhecimento (deve ser coisa de marqueteiro “descolado”). Ele só descobriu a coisa depois do barulho causado, e alegou que a empresa sairia machucada, por “autoimolação”. Um ano depois, sua previsão se mostrou correta:

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Vendas em queda: o duro encontro da bolha “progressista” com a realidade. Será que os responsáveis pela mudança de política acharam que a maioria de seus clientes era formada por gente moderninha e prafrentex? Esses compram comida na Whole Foods e itens para casa em lojas italianas! O povo não quer saber de colocar a filhinha no mesmo banheiro que um barbudo que “se sente” mulher. Acha isso uma coisa perigosa, além de estranha.

Mesmo assim, a Target não alterou sua política de uso dos banheiros. O CEO mesmo disse recentemente que a “diversidade” é muito importante para a companhia, apesar de colocarem a segurança em primeiro lugar:

“We’re committed…to make sure every one of our stores has that option, because we want to make sure that our guests be welcomed in our stores. But if there’s a question of safety, I can tell you and others, our focus on safety is unwavering, and we want to make sure we provide a welcoming environment for all our guests, one that’s safe, one that’s comfortable”.

Pelo visto, nem todos consideram “confortável” frequentar uma loja cujos banheiros podem ser usados por gente de qualquer sexo, desde que “se sintam” daquele sexo em questão. Fui na Target semana passada. Nem lembrava dessa polêmica. Comprei um produto para casa, e tive que usar o banheiro (por sorte não tinha nenhuma mulher lá dentro). Mas não sei se voltarei. Minha inclinação é aderir ao boicote mesmo.

E algo me diz que as vendas da Target continuarão caindo. É que o mundo real aqui fora não é aquele idealizado nas universidades esquerdistas, na CNN ou no Projaquistão. E até o pessoal “progressista” se dar conta disso, o balanço vai sangrar muito ainda…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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