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Invasão do Royal

Beagle que estava à venda na internet é recuperado por instituto

Animal estaria à venda em site de leilões por R$ 2.700 e foi resgatado pelo Instituto Royal após autorização judicial

 
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O Instituto Royal comunicou, em nota, que recuperou no município de Valinhos, a 85 km da capital paulista, um dos 178 beagles levados durante a invasão do laboratório em São Roque. O animal foi resgatado na sexta-feira (25), após autorização judicial.

Segundo o instituto, o beagle estava à venda na internet por R$ 2.700. Ele vai passa por exames veterinários para verificar as condições de saúde em um local secreto para garantir a segurança do animal e dos tratadores.

O anúncio foi colocado no ar na sexta-feira. O site Mercado Livre informou que o anúncio foi removido horas depois de ter sido inserido na plataforma. A remoção foi feita porque usuários do site denunciaram que aquele anúncio poderia conter algo de ilegal. O departamento de Segurança do Mercado Livre analisou a denúncia e decidiu retirá-lo do ar.

No mesmo dia, a Prefeitura de São Roque suspendeu o alvará de funcionamento do Instituto Royal, de onde foram retirados os beagles usados em pesquisas. O prefeito Daniel de Oliveira Costa determinou a suspensão por 60 dias depois de receber documentos da comissão de deputados federais formada para investigar as denúncias de maus-tratos a animais. Na quinta-feira, Costa havia vistoriado o local e considerado que as instalações estavam apta para funcionamento.

O instituto Royal confirmou a suspensão "de todas as atividades de pesquisas científica", mas deu como razão "os danos físicos causados" pelos ativistas que invadiram o local no sábado passado.

Na sexta-feira passada, parlamentares da comissão especial da Câmara de Deputados criada para apurar denúncias de maus-tratos de animais no Instituto Royal foram a São Roque (SP) e coletaram uma série de documentos sobre o laboratório. Os deputados vão analisar papéis sobre a instalação da empresa na cidade, e também sobre como ela fazia o controle de seus resíduos e tratava a questão sanitária. Os parlamentares solicitaram documentos ao Ministério Público sobre as investigações feitas no Royal. A direção e funcionários do instituto foram convidados a participar de uma audiência pública que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara realizará na terça-feira, em Brasília.

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