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Os locais das futuras estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, da linha 4-amarela do metrô de São Paulo, se transformaram em canteiros fantasmas. O cenário é possível ser visto depois da rescisão do contrato do Metrô com o consórcio que construiria as estações.

“Já têm umas ou duas semanas que ninguém aparece aí”, diz Eliseu Cícero, zelador de um prédio em frente às obras da Higienópolis-Mackenzie.

Na Oscar Freire, Reinaldo Caetano, porteiro que trabalha há mais de dez anos em um prédio da rua, diz que não vê nenhuma movimentação na obra há cerca de seis meses.

Porteiro na mesma região, José Gomes diz que, do último andar do prédio, consegue ver pedreiros da obra, mas todos passam o dia deitados, sem trabalhar.

“Parecem que só vêm aqui bater o ponto, porque não fazem nada”. Ele pega dois ônibus para chegar ao trabalho, e, com a nova estação, teria um novo modo de ir para o local.

“Inauguraram a [estação] Fradique Coutinho e aqui, onde passa todo mundo, nada”, reclama o pedreiro Ivan dos Santos. A aposentada e moradora da rua Oscar Freire Helenice Lourenço diz que faz tanto tempo que estão prometendo a inauguração da estação que resolveu não se preocupar mais. “Tem gente que precisa muito e, enquanto isso, fica tudo parado.”

A presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Consolação e Adjacências, Marta Porta afirma que o impacto desses atrasos para a região é grande.

“Estamos precisando mesmo dessa estação. O transporte público da região já está saturado. As pessoas têm que descer na avenida Paulista e caminhar quadras e quadras até chegar em casa”. Segundo ela, a associação está coletando informações para se mobilizar a respeito da paralisação das obras na linha amarela.

A linha 4-amarela do metrô, que já opera com sete estações, é uma das principais de São Paulo.

Segundo o Metrô, a decisão de rescisão de contrato foi tomada porque a empresa não respeitou os prazos estabelecidos em contrato, abandonou as obras, não atendeu normas de qualidade e segurança e deixou de pagar subcontratadas e fornecedores. O consórcio que deveria construir as estações alega que foi ele que rescindiu o contrato com o Metrô por “limitações gerenciais”

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