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Distribuição de mudas

Produção de mudas pelo IAP impulsiona recuperação de áreas degradadas

Programa público fornece espécies nativas para restaurar áreas degradadas no Paraná

A bióloga Maria Cecília de Oliveira Bastos (foto à direita) coordena o plantio no viveiro do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Curitiba, com ajuda de mais cinco funcionários |
A bióloga Maria Cecília de Oliveira Bastos (foto à direita) coordena o plantio no viveiro do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Curitiba, com ajuda de mais cinco funcionários
 
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Produção de mudas pelo IAP impulsiona recuperação de áreas degradadas

Para quem tem áreas degradadas para recuperar com espécies nativas, uma opção é procurar um dos 20 viveiros do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). As mudas são fornecidas gratuitamente. Além das estruturas próprias, o IAP mantém parcerias com uma centena de viveiros espalhados pelo estado. No total, a rede pode oferecer cerca de 15 milhões de mudas ao ano, de mais de 80 espécies diferentes.

INFOGRÁFICO: Confira como funciona a coleta das sementes e a preparação das mudas

SLIDESHOW: Veja as fotos da coleta das sementes e da preparação das mudas

VÍDEO: Confira como é a coleta das sementes e a preparação das mudas

Quem trabalha nos viveiros estabelece uma relação mais próxima com a natureza. O coletor de sementes José Vieira de Deus está sujeito a cobras, vespas, aranhas e outros riscos que as árvores ocultam, mas não esconde a satisfação com o resultado do trabalho. "Eu gosto de ver as crianças buscarem as mudas. Fico orgulhoso", conta. Ele lamenta quando chega a uma área para buscar sementes e descobre que a árvore foi cortada. Já Benedito Eugênio Padilha, coordenador do viveiro do Guatupê, nem come mais pinhão. "É uma araucária a menos", justifica.

O ano foi de baixa procura, influenciada pela indecisão sobre as regras para o cumprimento do novo Código Florestal. A bióloga Maria Cecília de Oliveira Bastos, responsável pela manutenção de laboratórios e viveiros do IAP, explica que o produtor rural recebe composições com diversas espécies, que tem desde mudas pioneiras, de desenvolvimento rápido, a outras de crescimento mais lento.

Trazer mudas de outros estados não é viável – além do custo logístico, as plantas não são adequadas para a recuperação no Paraná. E o plantio diretamente com sementes é pouco eficaz.

Na prática, o setor público não terá condições de suprir a necessidade de mudas. Aos governos restará a missão de manter o foco no replantio preocupado com a variabilidade genética pensando na biodiversidade. Enquanto alguns especialistas indicam que a oferta e a qualidade de sementes e mudas serão o grande gargalo estrutural para a recuperação de áreas nativas, outros acreditam que o setor tem capacidade de se adaptar facilmente, atendendo às demandas de mercado.

Em média, as mudas levam seis meses para estarem no ponto ideal de plantio. Já se sabe que 2014 será um ano ruim para a coleta de sementes, uma vez que o frio intenso deste ano, com neve e geada, deve influenciar na produção.

Chega a hora do lucro para quem preservou

Enquanto um hectare pronto para a lavoura tiver mais valor do que a mesma área de floresta em pé, a estratégia de tentar conservar remanescentes nativos esbarrará nas ambições financeiras. Essa sempre foi a luta de ambientalistas que buscavam formas de gerar renda para os proprietários rurais que decidiram investir na natureza. Entre as possibilidades está a compensação ambiental, prevista no novo Código Florestal.

É uma troca. Fazendeiros que não têm os 20% de reserva legal exigidos por lei e que optem por não recuperar a área com espécies nativas podem comprar o direito de uso de proprietários que dispõem de vegetação preservada além da quantidade obrigatória. A fazenda de Lionel Junior de Arruda, em Palmas, no extremo Sul do Paraná, tem quase todos os 477 hectares conservados com campos nativos, um dos tipos de vegetação mais ameaçados.

O empresário recebeu a propriedade numa dívida, chegou a apostar em pecuária, mas decidiu que pode ser mais interessante buscar a compensação ambiental, principalmente porque a área tem restrições para várias atividades econômicas. Ele espera receber ao menos R$ 10 mil por hectare para ceder o direito de uso.

Quem também deposita as esperanças na compensação ambiental é Francisco Brito Filho, um dos donos de 11 mil hectares intactos na divisa de São Paulo com o Paraná, no Vale do Ribeira. "Está tudo do jeitinho que Cabral achou", brinca. A área foi comprada em 1976, para ser usada como garantia em negociações bancárias. "Há 15 anos percebi que chegaria o dia em que premiariam quem preservou. Agora vamos colher os frutos", diz. Em 1996, a terra valia R$ 200 o hectare. Agora, o engenheiro agrimensor e consultor do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais espera receber de R$ 5 mil a R$ 15 mil por hectare, variando de acordo com o período de cessão de direito. "Já tive oferta na faixa de R$ 2,5 mil o hectare e recusei", afirma.

Coleta de sementes e produção de mudas

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