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Sanguessuga

Bispo Rodrigues se entrega à polícia

Ex-deputado é acusado de fraude em compra de ambulâncias. Mais cedo, operação da PF prendeu outro ex-parlamentar

  • O Globo/Agência Brasil/Globo Online
 
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Atualizado em 04/05/2006 às 19h25

O ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), conhecido como Bispo Rodrigues, apresentou-se à Polícia Federal no fim da manhã desta quinta-feira na companhia de um advogado. A PF tem um mandado de prisão contra o ex-deputado por suposto envolvimento num esquema de fraude em licitações para compra de ambulâncias em municípios pobres do interior do país. A operação Sanguessuga já prendeu nesta quinta 46 pessoas acusadas de ligação com o esquema. Outro ex-deputado federal, Ronivon Santiago (PP-AC), também está entre os presos. A quadrilha teria movimentado R$ 110 milhões entre 2000 e 2005.

Além dos ex-deputados, há vários assessores de parlamentares e ministérios na lista dos presos. Só em Brasília foram detidas 20 pessoas. Entre eles, Marcelo Carvalho Cardoso, assessor de imprensa do líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), e Maria da Penha Lino, funcionária do Ministério da Saúde e ex-funcionária da Planam, empresa envolvida no esquema cujo dono Darci José Vedoin também foi preso. Marcelo, que já trabalhavahá dois ou três anos prestando atendimento aos prefeitos no gabinete do Senador, foi demitido nesta quinta-feira.

Rodrigues renunciou ao mandato no ano passado para escapar da cassação por envolvimento no valerioduto. O ex-deputado ficará preso na sede da PF em Brasília caso seu advogado não consiga um hábeas-corpus ainda nesta quinta. O presidente do PL, Alfredo Nascimento, disse que Carlos Rodrigues será expulso do partido. Ele também anunciou uma intervenção no diretório do partido no Rio de Janeiro, nomeando Sérgio Tamer como interventor.

Ronivon Santiago foi preso em Rio Branco, no Acre, e levado para Cuiabá, base da operação da PF. Esta é a segunda vez que o ex-deputado é preso pela PF. Ele foi cassado em julho de 2004 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre sob acusação de compra de votos na eleição de 2002. Graças a diversos recursos judiciais, ele conseguiu esticar sua permanência na Câmara até dezembro de 2005, quando teve a perda do mandato declarada pela Mesa. Em seu lugar, assumiu o deputado Chicão Brígido (PMDB-AC).

A PF prendeu também o funcionário do Senado Marcelo Cardoso Carvalho, que trabalha no gabinete do líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB); e os funcionários da Câmara Marcos Antônio Lopes e Nívea Martins de Oliveira, que trabalham no gabinete da deputada Elaine Costa (PTB-RJ); Otávio José Bezerra S. Fernandes, do gabinete da deputada Edna Macedo (PTB-SP); Pedro Braga de Souza Junior e Wilber Correa da Costa; Regis de Moraes Galheno, do gabinete do deputado João Mendes (RJ); Ricardo Augusto França da Silva, que trabalhou no gabinete de Ronivon Santiago até dezembro; Adarildes M. M. Costa, funcionário do deputado Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE); Cristiano de Souza Bernardo, do gabinete do deputado Vieira Reis (PRB-RJ); Francisco Machado Filho, do gabinete do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO); e Luiz Carlos Moreira, do gabinete do deputado Maurício Rabelo (PL-TO).

Roberto Arruda de Miranda, funcionário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Jairo Langoni de Carvalho, do Ministério da Saúde, também figuram entre os presos.

A operação Sanguessuga teve início às 6h, para cumprir 70 mandados de prisão, busca e apreensão em quatro estados (Acre, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Amapá) e no Distrito Federal. Segundo a PF o esquema começava no Congresso, durante a votação de emendas parlamentares ao Orçamento da União. O então deputado Ronivon Santiago, do Acre, apresentava uma emenda para a liberação de recursos para a compra de ambulâncias no Mato Grosso.

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