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PSDB foi destaque no segundo turno, mas trunfo do PMDB para 2018 é maior

O partido do presidente Michel Temer manteve o predomínio e elegeu mais mil prefeitos e 7,5 mil vereadores, que serão os grandes cabos eleitorais para a eleição presidencial

  • Rosana Felix
O PMDB de Michel Temer elegeu mais prefeitos e vereadores, o que lhe garante um trunfo maior que o PSDB de Aécio Neves para a eleição presidencial de 2018 | Fabio Rodrigues Pozzebom/
Agência Brasil
O PMDB de Michel Temer elegeu mais prefeitos e vereadores, o que lhe garante um trunfo maior que o PSDB de Aécio Neves para a eleição presidencial de 2018 Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
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O PSDB foi o partido mais vitorioso no segundo turno, mas o trunfo do PMDB para as eleições de 2018 é maior. O partido do presidente Michel Temer manteve o predomínio e saiu das urnas com uma força de 1.038 prefeitos eleitos e 7.536 vereadores. Serão eles os grandes cabos eleitorais na disputa pela presidência e por uma cadeira no Congresso daqui a dois anos.

O PSDB já era a segunda força eleitoral em 2012 e manteve a posição. Os tucanos somam agora 803 prefeitos eleitos – dos quais sete em capitais – e 5.346 vereadores. O PT, que quatro anos atrás tinha força semelhante ao PSDB, foi dizimado. Perdeu metade das prefeituras e metade das cadeiras nas câmaras.

INFOGRÁFICO: Veja o desempenho dos maiores partidos nas eleições municipais

“O PMDB segue sendo central na política nacional. Ainda que não tenha protagonismo – basta lembrar que o último candidato a presidente foi Orestes Quércia, em 1994 – o partido é crucial para qualquer um que queira ser governante”, observa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, diretor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

“O desempenho dos candidatos todos em 2018 dependerá da capacidade dos vereadores e prefeitos agora eleitos em buscarem votos. E a melhor forma para isso é estar espalhado pelo Brasil o máximo possível”, explica o cientista político Adriano Codato, da UFPR. O PMDB conquistou quatro capitais, dobrando a participação que tinha em 2012.

Leia mais: Em lados opostos, PRB e PCdoB crescem

Ainda que o resultado cause impacto para os partidos políticos, Codato ressalta que, para o eleitor, o efeito não é tão forte. “O Brasil é muito grande, não é uma referência automática. Em grandes centros, o eleitor parece ter dado voto a outsiders, pessoas de fora da política tradicional”, diz. Para ele, o comportamento do eleitor vai depender ainda dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor do curso de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maurício Santoro destacou a fragmentação política. “É um fenômeno dessa década de 2010. A gente pode inferir que isso é uma consequência da crise política, uma bagunça maior nos partidos políticos majoritários na mira da Operação Lava Jato, que estão sofrendo o impacto das investigações. Isso abre espaço para outras legendas”, disse Santoro.

Nomes fortes

A derrota do PSDB em Belo Horizonte reforçou as pretensões políticas do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que elegeu no primeiro turno o empresário João Dória e, no segundo turno, 11 cidades na Grande São Paulo. “Alckmin tirou um candidato do nada e venceu no primeiro turno. Conquistou espaço no cinturão do ABC. O problema é que há excesso de lideranças no partido, e a disputa interna pode desgastar o partido”, observa Monteiro.

Os resultados do segundo turno deram ao PSDB o comando de 24% da população brasileira. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, é o maior índice desde 2000. Além de São Paulo, governará em Porto Alegre, Belém, Maceió, Teresina, Porto Velho e Manaus.

No campo da oposição, um nome que se fortaleceu foi o de Ciro Gomes, que conseguiu eleger o candidato do PDT na prefeitura de Fortaleza. Com a derrocada do PT, o ex-governador e ex-ministro pode aglutinar as forças da esquerda, observa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro.

Em lados opostos, PRB e PCdoB crescem

O PCdoB foi o partido que mais cresceu em 2016, em termos proporcionais. Passou de 54 prefeituras conquistadas em 2012 para 81, alta de 50%. O bom desempenho se deve principalmente às conquistas no Maranhão, governado pelo comunista Flávio Dino. A sigla também conquistou a prefeitura de Aracaju (SE).

O PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, também teve crescimento expressivo, de 31% no número de prefeitos eleitos e de 33% no número de vereadores – o maior índice entre as siglas com mais representatividade.

A maior conquista eleitoral foi a prefeitura do Rio de Janeiro, com o senador Marcelo Crivella. Segundo a Folha de S. Paulo, porém, ele pode migrar para o PSB, com o qual já flertou no passado.

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