As importações de grãos da China estouraram nas últimas duas décadas, como resultado da abertura econômica do país asiático iniciada 35 anos atrás. Esse processo redefiniu o perfil do consumo na República Popular da China, que completa 64 anos dia 1º de outubro. E o Brasil tem aproveitado largamente esse bonde histórico, mostram os números de Pequim. O país domina com folga os negócios globais de soja com a China em 2013, embora ainda possa ter sua vantagem sobre os Estados Unidos reduzida.

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A China, maior importador global de soja, registrou desembarques de 6,4 milhões de toneladas do grão em agosto, crescimento de 44% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Do total, a oleaginosa brasileira respondeu por 5,1 milhões de toneladas, com crescimento de 82,2% sobre agosto de 2012. Já a soja dos EUA caiu 99,6% em agosto, ainda em decorrência da seca do ano passado. No acumulado do ano, as importações totais de soja da China aumentaram 4,4%, para pouco mais de 41 milhões de toneladas. O Brasil responde por 23,9 milhões (t), com aumento de 20,1%, e os EUA por 12,5 milhões (t), com queda de 18,6% sobre o mesmo período do ano passado.

Suprimento

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3,5 milhões de toneladas de soja ainda devem ser exportados pelo Brasil em 2013. Ainda neste ano, China passará a importar mais dos EUA, que estão colhendo nova safra.