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Manga que não deixa fiapos é a fruta que mais rende dólares ao Brasil

Além de aumento no consumo, manga brasileira de variedades menos fibrosas “pegou preço” no mercado europeu, ao mesmo tempo em que ficou mais popular

  • PorDa redação
  • 23/11/2017 11:43
Variedades palmer, kent e keitt são preferidas por ter menos fibras, ao contrário da variedade tommy | Arquivo/Gazeta do Povo
Variedades palmer, kent e keitt são preferidas por ter menos fibras, ao contrário da variedade tommy| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Considerada fruta exótica no mercado internacional até há pouco tempo, a manga ganha cada vez mais popularidade nas frutarias da Europa e isso significa mais dólares no bolso dos produtores brasileiros.

Estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostra que nos últimos três anos, entre as frutas exportadas pelo Brasil, a manga foi tricampeã na geração de receitas. Em 2016, os europeus gastaram US$ 169 milhões em mangas tupiniquins, produzidas principalmente no Vale do São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco.

Chama a atenção o fato de que, além de registrar aumento de consumo, a manga “pegou preço” no mercado europeu, passando a ser encontrada no pequeno varejo e não apenas nas grandes redes de supermercados. De 2011 a 2016, o volume importado pela União Europeia subiu apenas 32,5%, enquanto, em valor, a elevação foi de 90,52% - indicando que o preço médio da fruta aumentou consideravelmente.

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de manga – estave no 6º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 2014 (último ano com dados disponíveis). Entre 20% e 25% do volume produzido pelo Vale do São Francisco é vendido ao mercado internacional e, desta quantidade, 74% foram destinados para a União Europeia na média dos últimos cinco anos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A União Europeia tem preferência por variedades menos fibrosas – entre elas, palmer, kent e keitt, produzidas no Brasil. Para atender ao gosto dos fregueses, o cultivo da variedade tommy foi reduzido. No Norte de Minas, praticamente só se cultiva manga palmer e, no Vale do São Francisco, essa variedade já equivale a praticamente metade da área plantada.

Apesar dos números positivos, o Brasil perdeu participação nas importações europeias. Enquanto o volume total comprado pelo bloco entre 2006 e 2016 subiu 58%, as importações do Brasil subiram apenas 34,9%. O país cedeu mercado ao Peru e à Costa do Marfim, que aumentaram em 113,9% e 109,7% seus envios no mesmo período, respectivamente. Conta a favor dos concorrentes a isenção da tarifa de importação, enquanto o Brasil paga tarifas comuns que, no caso da Holanda, principal porto de entrada, é de 6%.

Os analistas do Cepea/USP Rogério Bosqueiro Junior e Fernanda Palmieri dizem que, para ampliar a competitividade da manga brasileira no exterior, “é imprescindível que produtores e exportadores da fruta se mantenham informados sobre as características desses mercados, sobretudo no que se refere à estrutura de distribuição, níveis de exigência e hábitos de consumo”.

Além de ser o principal fornecedor de manga à União Europeia há mais de uma década, o Brasil se destacou em 2016 no envio de melão para o bloco europeu (47% das compras externas da fruta). A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) acredita que em 2019 as exportações de frutas brasileiras atingirão a marca histórica de US$ 1 bilhão, contra uma receita atual de US$ 662 milhões/ano. A estratégia é aumentar as vendas para os países compradores já consolidados, sem descuidar da abertura de novos mercados.

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