O Porto de Paranaguá terá de retomar, na entrada do segundo semestre, o ritmo de embarque de soja de maio, que foi recorde, para que o problema das filas de navios não se prolongue além de agosto. É o que mostram os números sobre o volume de grão a ser carregado. Para esta última semana de junho, há previsão de pancadas de chuva, que podem forçar o desligamento dos shiploaders e impedir que a performance do setor de granéis vá além da demanda diária.

Entre os 100 navios que estão esperando para atracar – a fila atingiu essa marca na última sexta-feira –, 15% devem deixar o litoral carregados de soja. Ao se analisar a tarefa programada para cada uma destas embarcações, constata-se que 850 mil toneladas do grão estão vendidas e prontas para serem carregadas, demanda que deve passar de 1 milhão com a chegada regular de novos graneleiros. Em maio, o Paraná exportou 1,26 milhão de toneladas de soja em grão.

Contribuem para a fila gigantesca as exportações de milho e açúcar e a importação de fertilizantes. Num ano de quebra, o Paraná não tem mais tanta soja para exportar. Mais da metade da colheita foi embarcada até maio, com fila e tudo.

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