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A quebra na produção de grãos do Paraná está consolidada, isso é fato, líquido e certo. Mas assim como o clima e as cotações, o desenvolvimento da safra é um processo muito dinâmico, que pode mudar da noite para o dia, depois de uma chuva. E foi isso que aconteceu. As primeiras avaliações sobre a quebra na safra de grãos do Paraná vieram depois de um longo período de até 40 dias de seca, principalmente na Região Oeste e Sudoeste. As chuvas, no entanto, voltaram a cair, a partir de janeiro, e mudaram novamente o cenário, até então castigado pela estiagem.

Muita coisa se perdeu, sem chance de recuperação, principalmente no milho e no feijão. A soja, porém, plantada no ciclo normal, tem como característica um alto potencial de recuperação. Com exceção das lavouras plantadas no cedo, fora do período ideal recomendado pelo zoneamento (entre setembro e início de outubro). Esta sim foi prejudicada. Mas aí entra a consciência do produtor rural em atender as recomendações técnicas. Ao antecipar a soja para poder plantar o milho safrinha em seguida, ele sabia do risco que estava correndo.

O clima foi adverso, é verdade, mas nesse estrago o agricultor também tem sua parcela de culpa. As condições climáticas foram preponderantes, mas a decisão sobre a hora de plantar agravou a situação desfavorável provocada pela falta de chuva. Em algumas regiões, onde o zoneamento foi respeitado, o resultado da produção será similar ou ainda melhor que o do ano passado, quando o Paraná e o Brasil tiveram uma das melhores safras de todos os tempos.

Perdas, que causam quebra de produção e prejuízo financeiro, são sempre ruins. Importante destacar, porém, que o produtor já passou por isso e sobreviveu. Nas safras 2004/05 e 2005/06, o Paraná perdeu de 4 a 5 milhões milhões de toneladas de grãos em cada ciclo por conta da estiagem. Agora, estima-se uma perda de 5 milhões de toneladas, mas com um diferencial competitivo em relação àquela época: as cotações em alta compensam parte do prejuízo e amenizam o impacto econômico negativo.

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