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Pessimismo e flutuação do câmbio influenciam vendas

Matopiba forte queda no índice de comercialização antecipada

  • PorIgor Castanho, enviado especial
  • 23/03/2015 13:26
Marcos Sandri investe na construção de silo para 50 mil sacas. | Jonathan Campos
Marcos Sandri investe na construção de silo para 50 mil sacas.| Foto: Jonathan Campos

Os produtores do Matopiba iniciaram a safra pessimistas quanto aos preços para venda de soja e milho e o resultado é uma forte queda no índice de comercialização antecipada. Em Luís Eduardo Magalhães o produtor Aristeu Pellenz revela que até agora negociou apenas 15% da produção de soja, ante uma média de 80% para o mesmo período em safras anteriores. Ele diz que os preços mais baixos motivaram essa estratégia mais conservadora.

Os negócios só voltaram a se aquecer nos últimos dias, graças a forte valorização do dólar frente ao real, que garante suporte as cotações para negócios no mercado externo. Nesse contexto as vendas escalonadas continuam sendo a principal recomendação “Se o produtor tem um preço bom, cobrindo os custos e com uma margem positiva é interessante vender aos poucos, para garantir uma boa média”, aponta Vinícius Xavier, da consultoria INTL FC Stone, que acompanhou a Expedição.

A variação é considerada positiva no curto prazo, mas negativa para o futuro. “O custo com o dólar subindo é vantagem agora, mas vai encarecer a próxima safra”, aponta Pedro Schwengber, que cultiva 1,5 mil hectares no Oeste da Bahia.

A variação do câmbio tende a influenciar a estratégia da próxima safra. “Esse foi o ano do susto. Os produtores começaram o ano achando que iam apenas pagar as contas. No ano que vem a tendência é de que o produtor invista menos e tenha custos mais altos”, estima o agrônomo da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), Fernando Coelho. Só com defensivos o técnico prevê uma alta de 23% nos custos do próximo ciclo.

De olho nesse cenário os produtores também apostam na armazenagem dentro da propriedade para tentar buscar preços melhores. Em Balsas (Sul do Maranhão) o produtor Marcos Sandri acaba de terminar a construção de um galpão com capacidade para estocar 50 mil sacas de grãos. Além de poder escolher a hora exata para venda, a unidade deve garantir um bônus extra na comercialização dos grãos, revela. “Minha meta é dar cinco tombos no armazém por safra, e não depender de estruturas de terceiros para estocar a produção”, diz. Neste no ele negociou apenas o volume suficiente para cobrir os custos (25% do volume total). No ano passado 70% da colheita já estava comprometida.

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