Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Arquivo

Produtividade invertida no Médio-Norte

Produtores do Médio-Norte mato-grossense que optam pela soja precoce estão satisfeitos com a escolha. Durante passagem pela região, a Expedição Safra Gazeta do Povo conferiu que, em propriedades onde a colheita já está a todo vapor, as máquinas estão retirando do campo até 3,6 mil quilos (60 sacas) de soja por hectare. Segundo os agricultores ouvidos pela equipe, os índices registrados nas primeiras áreas colhidas são similares ou, em alguns casos, até superiores aos obtidos na safra passada.

Eles relatam, entretanto, que a expectativa é que, com o avanço dos trabalhos em lavouras de ciclo médio e longo, o rendimento diminua gradualmente, num movimento inverso ao registrado na temporada anterior. "No ano passado a colheita também começou com produtividades nesses níveis e depois os índices foram aumentando. Mas neste ano deve ser ao contrário. A pressão da ferrugem nas lavouras mais tardias está muito grande", compara Francis Tomaselli, gerente da unidade da C.Vale em Sorriso.

A umidade excessiva dificultou o controle da doença, explica o agrônomo da cooperativa Marcelo Cattapan. "O produtor fazia a aplicação preventiva de fungicida e logo em seguida chovia. Na hora em que percebeu o tamanho do problema, o fungo já tinha tomado conta da lavoura", relata. "Estou indo para a terceira aplicação de fungicida e, nas lavouras mais tardias, com certeza vou precisar da quarta. Por enquanto a ferrugem só tem aumentado o custo, mas se continuar pegando pesado assim deve prejudicar o rendimento", prevê o produtor Luciano Daroit, que planta 16 mil hectares na região.

"Na soja precoce, que comecei a colher nesta semana, deu para escapar da ferrugem com duas aplicações. Mas pelo menos metade da área vai precisar de três e as lavouras de ciclo longo quatro", conta o produtor Alcimar Gardin. Dos 2,4 mil hectares que cultiva no município de Vera, apenas 100 hectares foram colhidos até agora. Outros 800 hectares já foram dessecados e aguardam pausa nas precipitações para receber o maquinário.

Inspecionando essas áreas entre uma chuva e outra, Gardin mostra à equipe da Expedição vagens com quatro grãos. "Só estou mostrando porque tem uma grande quantidade. Senão não conta", justifica. Ele calcula que, "se a ferrugem não atrapalhar muito", pode fechar a temporada com média de 3,8 mil quilos (63 sacas) por hectare, 240 quilos (4 sacas) a menos que no ano passado.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.