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Gigante do agronegócio mostra que há dinheiro a se ganhar na guerra comercial

Norte-americana ADM, com forte presença no Brasil, anunciou que operações nos EUA tiveram lucro acima do esperado pelo quarto trimestre consecutivo

Daniel Acker/Bloomberg Colheita de soja no meio oeste americano | Daniel Acker/Bloomberg

Colheita de soja no meio oeste americano

  • The Washington Post

A Archer-Daniels Midland (ADM), gigante do agronegócio fundada há 116 anos, vem se destacando entre as poucas traders de grãos a fazer dinheiro em função da guerra comercial aberta pelo presidente Donald Trump contra a China.

Nesta terça-feira (06), a empresa com sede em Chicago divulgou lucro maior do que o previsto pelo quarto trimestre consecutivo, tendo como carro-chefe o esmagamento de soja. A ADM também informou ter encontrado clientes para substituir a China, especialmente na venda de milho, depois que o país asiático aplicou sobretaxa de 25% nos embarques americanos de soja.

A ADM, assim, navega com sucesso em mares agitados tanto pela guerra comercial quanto pelas estiagens que assolaram a Argentina e a Rússia. Na semana passada, a rival Bunge diminuiu sua previsão de faturamento para este ano, enquanto a Louis Dreyfus Company também reajustou para baixo suas projeções, culpando um estreitamento de US$ 65 milhões nas margens de lucro do esmagamento de soja.

Operadores de grãos menores também estão enfrentando dificuldades. Na segunda (05), a companhia The Andersons anunciou um prejuízo imprevisto no terceiro trimestre, culpando a guerra comercial EUA-China pela queda das cotações de soja e milho. Na semana passada, o grupo Gavilon informou que suspendeu a negociação de commodities agrícolas devido “à falta de oportunidades de mercado”.

“Nesse ambiente, a ADM tem feito um trabalho melhor de gestão”, afirmou Seth Goldstein, analista da agência Morningstar, de Chicago, ainda antes da divulgação dos ganhos da empresa.

A Cargill é outra gigante do agronegócio que tem se beneficiado da volatilidade do mercado de commodities agrícolas, registrando um rápido crescimento no volume de negócios no trimestre findado em agosto.

Quanto à ADM, a valorização das ações pelo terceiro trimestre consecutivo superou as projeções mais otimistas. As ações já subiram 20% neste ano, a maior alta entre as traders do agronegócio, segundo dados da Bloomberg.

“Na América do Norte, a empresa gerenciou bem os riscos em um ambiente volátil de preços e capitalizou sua base de ativos para entregar volumes e margens maiores, incluindo fortes vendas de exportação para mercados fora da China”, diz um relatório da Bloomberg divulgado nesta terça-feira (06).

Segundo a ADM, sua unidade de esmagamento de soja bateu recorde de volume nos últimos 12 meses, enquanto o setor de transporte duplicou os números no mesmo período. Numa entrevista em agosto deste ano, o diretor-executivo da ADM, Juan Luciano, brincou dizendo que suas armas na guerra comercial são a extensa rede de barcaças, vagões, caminhões e navios.

As ações da empresa, contudo, recuaram 3,4% nesta terça-feira (06) depois de seus executivos, numa coletiva de imprensa, emitirem uma nota prevendo lucro mais tímido para o quarto trimestre. Logo depois, as ações voltaram a subir 0,6% e estavam cotadas a US$ 48,41, às 11h38, horário de Nova York.

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