O centro de meteorologista dos Estados Unidos projetou nesta quinta-feira (04) uma chance de 65% de que as condições do fenômeno climático El Niño estarão presentes durante o inverno no hemisfério norte (verão no sul), com a possibilidade de durarem até a primavera no norte (outono no sul).

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O Centro de Previsão do Clima, uma agência do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, elevou sua projeção para a probabilidade do fenômeno meteorológico na comparação com o relatório mensal anterior, que apontava para uma chance de 58%. A previsão veio após agência australiana de meteorologia BOM apresentar na terça-feira (02) modelos que sugerem a ocorrência do El Niño durante os próximos três meses, embora os padrões de tempo relacionados ao fenômeno já estejam sendo registrados.

O El Niño consiste numa desaceleração dos ventos equatoriais, que provoca um aquecimento do Pacífico na região do Equador e fortes chuvas em grande parte da Argentina, Uruguai e Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, além secas em outras partes do mundo. Dependendo da intensidade do fenômeno, a produção agrícola Brasil, mais concentrada no Centro-Sul, pode ser beneficiada por chuvas.

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No contraponto as previsões internacionais, meteorologistas têm alertado para a ocorrência de um El Niño fraco, que não diminui o risco de estiagem no Sul do Brasil. Enquanto isso, no Centro-Oeste e no Sudeste, o fenômeno fraco pode resultar em maior risco de "invernadas" -- período caracterizado por vários dias de tempo nublado e chuvoso e temperaturas não tão altas --, o que aumenta a chance de proliferação do fungo da ferrugem asiática da soja e de a planta não fazer a fotossíntese adequadamente. Havendo um caso tradicional do fenômeno ocorreriam mais pancadas de chuva, com períodos de sol, fato que tende a gerar efeito positivo sobre as produtividades.