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Maria José Campos Herrera, adida agrícola do Chile no Brasil, destacou a importância dos acordos bilaterais. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Maria José Campos Herrera, adida agrícola do Chile no Brasil, destacou a importância dos acordos bilaterais.| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

A partir de 2016, o comércio internacional irá sofrer uma transformação. O acordo transpacífico, anunciado no dia 5 de outubro e que reúne 12 países do Pacífico, terá impacto direto no agronegócio mundial. Essa é a avaliação dos palestrantes da conferência “Negociações internacionais sob a perspectiva do comércio agrícola”, nesta sexta-feira, segundo dia de trabalhos do 3° Fórum de Agricultura da América do Sul, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

O acordo será assinado no início do próximo ano pelos presidentes dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Malásia, Cingapura, Brunei, Vietnã, México, Peru e Chile. Em seguida, precisa passar pelo congresso de cada país, para então entrar em vigência. Esse grupo reúne 40% do PIB mundial e 25% do comércio internacional.

“O acordo é visto com entusiasmo, principalmente no setor de produtos agrícolas. É uma referência mundial”, destaca Maria José Campos Herrera, adida agrícola do Chile no Brasil e uma das participantes da conferência.

A executiva destaca o esforço do Chile para fazer parte do acordo. O país da América do Sul enxerga nas parcerias bilaterais e multilaterais oportunidades para alavancar a economia local. “O ideal é entender que essa política de abertura sustentada dos últimos 25 anos tem impactos concretos e tem ajudado a desenvolver uma economia relativamente pequena como a do Chile. A abertura internacional é um dos pilares da nossa estratégica econômica”, ressalta Maria.

Para Leslie Glick, sócio do escritório de advocacia Porter, Wright, Morris & Arthur, especializado nas áreas de comércio exterior e aduana, os diversos acordos que estão sendo estudados ao redor do mundo para o livre comércio – sem impostos – entre países exigirá esforços, inclusive de países da América do Sul.

“Diversos estão em fase de implantação. A abertura de mercado é a forma de estreitar os acordos econômicos”, diz o palestrante norte-americano.

Esse é o caminho traçado pelo Chile, que já negocia com outros países da África, Rússia, República Dominicana, entre outros, futuras negociações nas áreas de interesse como serviços e eletrônicos.

Brasil

O Brasil não faz parte do acordo transpacífico, fato que gera preocupação de diversos setores, inclusive do agronegócio. Apesar de não estar na região do Pacifico, o país poderia entar fazer parte do grupo, mas não demostrou interesse.

“[O acordo transpacífico] não está na pauta das negociações internacionais do Brasil. Na minha opinião, isso é um grande equivoco”, comenta Fábio Carneiro Cunha, doutor em comércio internacional da Legex.

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