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Gerente regional da C.Vale em Cruz Alta, Luciano Trombetta durante entrevista à emissora local | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Gerente regional da C.Vale em Cruz Alta, Luciano Trombetta durante entrevista à emissora local| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Com o tema ‘Produção e Tecnologia que desafiam Mercado e Produtor’, o terceiro seminário da Expedição Safra 2017/18 foi realizado nesta terça-feira (13), em Cruz Alta, no Noroeste gaúcho. Produtores, agrônomos e analistas do setor assistiram as palestras técnicas promovidas na unidade da cooperativa C.Vale no município. É a terceira vez que a Expedição Safra faz um seminário na cidade, em 12 anos de história do projeto.

O coordenador do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira, diz que o agronegócio, vocação natural do Brasil, é o que está movendo a economia do país. “O setor está sustentando o superávit da balança comercial, tem uma participação extraordinária no PIB, está gerando empregos”, afirma.

Veja fotos do Seminário da Expedição Safra em Cruz Alta (RS)

Aumento na produção

De acordo com Giovani Ferreira, o Brasil deu um salto nas últimas duas décadas. Neste período, o país aumentou em 187% a produção de grãos, com apenas 77,1% de acréscimo de área. “Isso é resultado de investimento em tecnologia, em manejo, o que gera aumento de produtividade”, explica. Para o coordenador da Expedição Safra, a informação é outro componente importantíssimo para o salto.

Para exemplificar as transformações que o agronegócio brasileiro sofreu nos últimos anos, Ferreira apresentou uma série de datas marcantes. Nos últimos 14 anos, por exemplo, o país dobrou a produção de grãos. Na safra 2004/05, o Mato Grosso superou o Paraná em área plantada. Em 2011/12, o milho safrinha supera a produção do cereal de verão. Em 2014/15, o Brasil ultrapassa a barreira das 200 milhões de toneladas de produção. “Isso é resultado do investimento em produtividade”, explica.

A exportação, segundo Ferreira, também foi outro fator que impulsionou a atividade. “Nós estamos produzindo para exportar. Se não fosse o mercado internacional, nós não teríamos esse crescimento”, pontua.

O gerente de Negócios da Caixa Econômica Federal, Dionei Wommer, ressaltou a importância do banco para o desenvolvimento da agricultura nacional. “Nós da Caixa somos parceiros do agronegócio e, principalmente, do produtor. É uma área onde temos uma atuação presencial muito forte”, diz.

O gerente regional da C.Vale em Cruz Alta, Luciano Trombetta, agradeceu à Expedição Safra pelo terceiro seminário consecutivo na unidade e falou sobre a importância da boa informação para o produtor rural. “O produtor precisa de informação séria, com qualidade. Não informação especulativa. E quero parabenizar a Expedição Safra por esse trabalho de campo”, enfatiza.

Logística

Fabrício dos Santos, gerente comercial da Malha Sul/Rumo Logística, fez uma apresentação sobre o trabalho da empresa na região Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. Segundo Santos, a empresa investiu mais R$ 6,2 bilhões desde 2015 em todo o país. “No Sul, nós temos uma rede de 506 locomotivas, 16 mil vagões e 9,2 mil quilômetros de malha”, conta. Atualmente, 60% do que é transportado pela empresa na região é agronegócio: 40% grãos, 15% açúcar e 5% fertilizantes.

Atualmente, 15% da produção nacional de grãos é escoada pela Rumo. No caso do RS, cujo principal porto fica na cidade de Rio Grande, 25% da produção segue por ferrovias. “O potencial do estado é muito grande. Só nos últimos anos, foram investidos R$ 820 milhões na Malha Sul da Rumo. Acreditamos que estamos no caminho certo”, afirma.

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