EXPEDIÇÃO SAFRA

PR registra primeiro foco de ferrugem asiática em lavoura de soja

Caso ocorreu em Marechal Cândido Rondon, no Oeste; clima e plantio antecipado favoreceram o surgimento da doença

Brunno Covello/Gazeta do Povo Ferrugem asiática na lavoura de soja: chuva frequente é um dos fatores que favorecem o surgimento da doença. | Brunno Covello/Gazeta do Povo

Ferrugem asiática na lavoura de soja: chuva frequente é um dos fatores que favorecem o surgimento da doença.

  • Da Redação, com informações da Embrapa Soja

A ferrugem asiática chegou um pouco mais cedo este ano nas lavouras de soja da região Oeste do Paraná. O primeiro caso da doença confirmado em uma área de plantio comercial foi divulgado pela Embrapa nesta quinta-feira (1º/11). O foco surgiu em uma lavoura de Porto Mendes, distrito de Marechal Cândido Rondom, e foi registrado pela cooperativa Copagril, após a identificação da ferrugem ter sido feita pelo Centro de Pesquisa Agrícola da Copacol em Cafelândia.

O agrônomo da Copacol Tiago Madalasso explica que houve uma antecipação de 15 dias no surgimento da doença na região por metade da semeadura também foi antecipada em 15 dias. “Historicamente, os cultivos de soja na região ocorrem no final de setembro e, nesta safra, houve uma antecipação para o começo do mês, logo após o final do vazio em 10 de setembro”, disse Madalasso, conforme informações da Embrapa.

Segundo o especialista, o favorecimento de molhamento foliar e a temperatura entre 20°C e 25°C favoreceram o surgimento da doença na soja. Os produtores da região, por sua vez, devem ficar atentos à essas condições climáticas favoráveis à ferrugem asiática, de acordo com a pesquisadora da Embrapa Soja Cláudia Godoy.

O fungo que provoca a doença tem sido registrado em outras regiões produtoras em áreas de soja voluntária, conforme mostram dados do Consórcio Antiferrugem, que monitora casos de ferrugem asiática no país. “As chuvas frequentes que favorecem a doença, muitas vezes impedem a aplicação de fungicidas. E é importante manter a lavoura protegida, uma vez que a eficiência curativa dos fungicidas atualmente disponíveis é baixa”, alerta Cláudia Godoy.

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