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Exportação

Setor de carne bovina diz que atenderá novas exigências da UE até setembro

Exportadores de carne bovina dizem que trabalham com governo na elaboração de novos protocolos para atender exigências da UE até setembro
Exportadores de carne bovina dizem que trabalham com governo na elaboração de novos protocolos para atender exigências da UE até setembro (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo/Arquivo)

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) diz trabalhar em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados a atender novas exigências da União Europeia para poder exportar carne bovina aos países do bloco.

Nesta terça-feira (12), a Comissão Europeia divulgou uma atualização da lista de países autorizados a vender carne bovina e outros itens de origem animal para o bloco. O Brasil ficou de fora da relação, que inclui vizinhos como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Segundo autoridades europeias, o Brasil atualmente não atende às novas regras da UE que restringem o uso de antimicrobianos na produção animal. A medida tem como objetivo conter o aumento da resistência de bactérias aos medicamentos.

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Há pouco mais de duas semanas, no dia 24 de abril, o governo brasileiro instituiu norma justamente para proibir o uso de antibióticos que vinham sendo usados como promotores de crescimento na pecuária.

Passaram a ser vetadas as substâncias avoparcina, bacitracina, bacitracina de zinco, bacitracina metileno dissalicilato e virginiamicina, conforme portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida se alinha a exigências sanitárias adotadas pela UE e atende a compromissos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais para redução do problema de resistência antimicrobiana.

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A Abiec esclarece que até setembro o Brasil segue plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu e que não há, neste momento, qualquer proibição das exportações para o bloco.

A entidade representa 46 das maiores empresas do setor, responsáveis por 98% da carne produzida no país e negociada para mercados internacionais.

Segundo a associação, há previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão do processo de certificação.

“O eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida.”

O bloco europeu é um dos principais importadores de carne bovina do Brasil em receita, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nos quatro primeiros meses de 2026, gerou uma receita de US$ 253,5 milhões ao setor, ficando atrás apenas de China (US$ 2,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 814,6 milhões) e Chile (US$ 284,5 milhões).

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