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Safra recorde intensifica transporte de grãos sobre trilhos no Brasil

Somente em Paranaguá, o volume de soja transportado por ferrovia aumentou 67% nos últimos três meses

HUGO HARADA/HUGO HARADA A expectativa é ampliar a participação do modal ferroviário no país nos próximos anos. Mas a expansão só será viável se a estrutura for ampliada e melhorada. | HUGO HARADA/HUGO HARADA

A expectativa é ampliar a participação do modal ferroviário no país nos próximos anos. Mas a expansão só será viável se a estrutura for ampliada e melhorada.

  • Andrea Côrtes

Texto publicado na edição impressa de 19 de abril de 2016

O Brasil está voltando a andar nos trilhos. De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), 25% dos grãos produzidos no país são transportados por ferrovias, isso representa 53,7 milhões de toneladas, um recorde para o setor. Ao todo, conforme números da Expedição Safra, o Brasil deve colher 215 milhões de toneladas de grãos na safra 2015/16.

No Porto de Paranaguá, a descarga de vagões de soja saltou 67% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2015, e atingiu cerca de 60 mil toneladas. Somente em fevereiro, foram 23,4 mil toneladas, três vezes mais do que no mesmo mês do ano passado. “Estou muito otimista com o segmento de ferrovias. É o futuro”, explica o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino.

A Rumo ALL, maior empresa de logística ferroviária do país, com 13 mil quilômetros de malha, informa que em 2015, o volume de grãos nas linhas administradas pela companhia foi de 25 milhões toneladas, pouco mais da metade de tudo o que foi transportado: 46,9 milhões. De acordo com a empresa, 15 mi de t foram para o Porto de Santos, maior corredor de exportação do país, e 7 mi de t foram para Paranaguá. A empresa envia diariamente, de Mato Grosso para Santos, nove comboios ferroviários de cerca de 80 vagões carregados com 50 mil toneladas de soja, volume equivalente a um navio carregado de grãos ou 1,4 mil caminhões.

O crescimento do transporte ferroviário de grãos é resultado do incremento da produtividade no campo, do aumento nas exportações e do baixo custo em comparação ao transporte rodoviário. Os produtos mais embarcados são a soja, o farelo e o milho.

Na Valor Logística Integrada (VLI), o transporte de soja e milho representou um terço da movimentação da companhia em 2015. Aproximadamente 15 milhões de toneladas de grãos foram embarcados no 7,2 mil quilômetros de ferrovias da empresa. “A VLI tem um plano de investimento com o objetivo de ampliar a capacidade de transporte das ferrovias de sua concessão e também tornar o sistema mais eficiente, reduzindo gargalos. Com a construção de terminais integradores de carga, melhorias na malha férrea, ampliação de portos e aquisição de locomotivas e vagões, a companhia pretende atingir uma capacidade anual de 22,5 milhões de toneladas de soja, farelo e milho”, afirma o diretor comercial, Fabiano Lorenzi.

Percalços

Segundo o diretor-executivo da ANTF, Fernando Simões Paes, a expectativa é ampliar a participação do modal ferroviário no país nos próximos anos. Mas a expansão só será viável, explica, se a estrutura for ampliada e melhorada. “A quantidade da malha brasileira é baixa e perde para vários países, inclusive para a Argentina. Apesar disso, o Brasil tem grande potencial no setor”, afirma Paes.

Para o gerente operacional dos terminais da Seara Agronegócio, Vitor Goltz, existe uma pressão muito grande sobre as ferrovias por ser um modal mais barato, mas os problemas ainda são grandes. “Claro que é uma demanda crescente, mas esbarra na questão da infraestrutura deficitária. Faltam vagões, faltam linhas e outros pontos de trasbordo. A demanda crescente, mas não consegue atender na velocidade que gostaríamos”, afirma Goltz.

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