i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
disputa pela terra

Guerra entre agricultores e pecuaristas mata mais de 1300 pessoas

Conflitos por terra e água na Nigéria têm mortalidade seis vezes maior do que os ataques do grupo terrorista Boko Haram

    • The Washington Post
    • 27/07/2018 09:42
     | Divulgação/Governo da Nigéria
    | Foto: Divulgação/Governo da Nigéria

    Um conflito entre agricultores e pecuaristas na Nigéria tirou seis vezes mais vidas em 2018 do que conflitos envolvendo grupos terroristas islâmicos. Cerca de 1.300 pessoas morreram em confrontos nos primeiros seis meses do ano, em comparação com cerca de 200 mortes relacionadas ao Boko Haram, disse Nnamdi Obasi, um analista sênior da International Crisis Group (ICG), uma ONG fundada em 1995 voltada à resolução e prevenção de conflitos armados internacionais, com sede em Bruxelas. O conflito entre agricultores e pecuaristas “é claramente o principal desafio para a segurança e estabilidade da Nigéria”, apontou Obasi.

    À medida em que o deserto do Saara avança para o Sul, pecuaristas que tradicionalmente levam o gado para pastar em planícies na zona semi-árida do Sahel estão se mudando para o Centro e Sul da Nigéria em busca de pastagens, onde entram em choque com comunidades agrícolas. A maioria dos pastores são muçulmanos da etnia fulani, enquanto os agricultores são predominantemente cristãos, o que acrescenta uma dimensão étnica e religiosa ao conflito.

    Estima-se que 300 mil pessoas tenham sido forçadas a abandonar suas casas somente neste ano, de acordo com um relatório do ICG publicado na quinta-feira (26).

    A ascensão das milícias locais, com fácil acesso às armas, a persistência da impunidade e a legislação para proibir o pastoreio pelos governos estaduais contribuíram para uma escalada do conflito desde janeiro, disse a organização. A competição por terra e água também se intensificou em outros países da África Ocidental, incluindo o Níger, o Mali e a Costa do Marfim.

    O Burkina Faso e o Níger estabeleceram um comitê conjunto para controlar os movimentos transfronteiriços de pastores, e a Costa do Marfim recentemente aprovou uma lei que regula o pastoreio, exigindo que os pastores obtenham licenças para levar seu gado para outros países.

    O grupo Boko Haram trava uma campanha violenta desde 2009 para impor sua versão da lei islâmica no país mais populoso da África, com quase 200 milhões de pessoas. A Nigéria é quase igualmente dividida entre um norte predominantemente muçulmano e um sul predominantemente cristão.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.