O desgaste da pastilha de freio numa corrida de 50 minutos na Stock equivale ao desgaste de 25 mil km de um carro de rua| Foto: Divulgação

Temporada

Curitiba define o campeão

A Stock Car deixou para a última etapa a definição de quem será o campeão da temporada 2010. Apenas quatro pilotos chegam a Curitiba em condições de levantar o troféu. São eles: o líder Max Wilson (Eurofarma RC – Chevrolet), com 267 pontos, seis a mais que o segundo colocado Cacá Bueno (Red Bull Racing – Peugeot), que tem 261. Allam Khodair (Blau Full Time – Peugeot) aparece em terceiro, 252, seguido de Ricardo Maurício (Eurofarma RC – Chevrolet), 251. A programação da Stock terá ainda a disputa da Copa Montana e da Mini Challenge. Confira os detalhes no caderno Esportes da Gazeta do Povo e no site stockcar.globo.com.

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Acelerar é mais do que preciso na categoria mais com­­petiti­­va do Brasil, mas igual­­men­te importante para conseguir um bom desempenho nas pistas é a ação oposta: frear. Neste ano, em que os carros da Stock Car estrea­ram um novo pacote técnico (com mo­­tor mais potente, gerando 520 ca­­valos de potência e velocidade máxima acima dos 260 km/h), este compromisso ganhou ainda maior destaque e será colocado à prova neste do­­mingo em um dos circuitos mais rá­­pidos do país, o Autódromo Inter­na­­cional de Curitiba, em Pinhais.

Nesta temporada, novos freios foram desenvolvidos para trabalhar em condições bem extremas, suportando incríveis pressões em temperaturas que variam de 350 a 700 graus Celsius. Para se ter ideia, uma pastilha de freio para competição gasta em torno de 4 mm em uma etapa de 50 minutos. O que equivale ao desgaste de 25 mil km acumulados em um carro normal de rua.

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Isso só é possível porque a pastilha conta com maior resistência térmica e mecânica. As convencionais usadas em veículos de rua trabalham em regime de temperaturas inferiores a 400 °C, já que, neste caso, é mais importante o fator conforto de frenagem e nível de ruído – e não a alta performance em um curto espaço de tempo.

"É por isso que uma pastilha de competição não é recomendada para um carro de rua, já que, no dia a dia, as prioridades são outras. Mas o intercâmbio de tecnologias é evidente, já que o aprendizado nas pistas proporciona melhores materiais e produtos para um carro comum, sobretudo no longo prazo", explica Davi Latorre, diretor de desenvolvimento da Ecopads, empresa que fornece freios para a Stock.

"O motorista de um carro de rua pode ficar tranquilo: nós usamos e abusamos do freio em condições extremas. O melhor laboratório para um produto automotivo é mesmo o autódromo", diz o piloto paulista Pedro Gomes, que, em algumas pistas, reduz a velocidade de seu carro de 260 km/h para 70 km/h em uma freada de apenas 70 metros. Ele está na categoria desde 2002 e já venceu uma corrida e fez duas poles no circuito de Curitiba.

Outro diferencial da atual pastilha é que ela não utiliza amianto, um componente bastante tóxico. "Com isso, temos um produto ecologicamente correto, que não agride o meio ambiente e que consegue proporcionar alto desempenho nas pistas", afirma Latorre.

Então, o melhor mesmo é deixar que os 34 pilotos da Stock Car continuem testando em condições extremas o freio de seus carros. Para os veículos de rua fica a certeza de que, no futuro, eles vão se beneficiar com o desenvolvimento dos avanços tecnológicos vindo das pistas.

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Serviço:

Horários: Sexta-feira – das 8h30 às 18 horas. Sábado – das 8 às 14 horas. Domingo – das 8 às 15h15 (a largada da 11ª etapa da Stock Car será às 10h15). Ingressos: Arquibancada – R$ 30 (R$ 15 meia-entrada). Passe de visitação dos boxes – R$ 60. Paddock – R$ 200 (c/ serviço de buffet). À venda no posto de combustíveis Esso, concessionárias GM, revendedores Goodyear e autorizadas Bosch da Grande Curitiba. Confiras os locais no endereço stockcar.globo.com.