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Indústria automotiva

Renault terá novo ciclo de investimento para consolidar a quarta força no Brasil

  • PorRenyere Trovão
  • 24/05/2019 19:58
O  Kwid é o principal produto da Renault, respondendo por 1/3 de todas as vendas da marca. Foto: Renault/ Divulgação
O Kwid é o principal produto da Renault, respondendo por 1/3 de todas as vendas da marca. Foto: Renault/ Divulgação| Foto:

A Renault ainda não fala em números, mas já anunciou que fará um novo ciclo de investimentos no Brasil ainda neste ano. A intenção é dar continuidade aos R$ 3,2 bilhões injetados entre 2014 e 2018, que permitiu à marca subir de 7,1% para 8,7% de participação no mercado brasileiro em quatro anos.

A meta agora é chegar aos 10% da fatia nacional até 2022, justamente o período que envolve o novo aporte financeiro. Caso obtenha êxito, a Renault pode se consolidar como a quarta força da indústria nacional, atrás apenas de Chevrolet, Volkswagen e Fiat.

A montadora já ocupa esse posto em 2019, com 8,8%, mas é seguida de perto por Ford (8,4%) e Toyota (8,3%). Neste ano só perdeu a posição uma vez, em janeiro, para a rival norte-americana.

A definição sobre um novo ciclo de investimento na fábrica de São de José dos Pinhais (PR) estava amarrada ao Rota 2030, novo programa que define as regras para a fabricação dos automóveis produzidos e comercializados no país.

"O Rota 2030 é importante, pois nos fornece um direcionamento para os investimentos. Com as diretrizes definidas podemos ser mais assertivos", ressaltou Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil.

Segundo ele, a indústria automotiva necessita de um volume elevado de aporte de capital, portanto a definição do regime automotivo era fundamental para a análise do potencial do mercado brasileiro nos próximos anos.

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A Anfavea (associação que reúne as fabricantes de veículos) projeta um crescimento de 11% em relação ao ano passado, cenário também vislumbrado por Gondo, mesmo com a economia brasileira dando sinais de que pode viver um período de recessão em breve, com a queda expressiva da atividade em diversos setores.

"Pensamos sempre no médio e longo prazo. Acredito no potencial de crescimento do mercado de veículos, por isso os investimentos continuarão", observou Gondo durante o evento de apresentação do Kwid Outsider, há uma semana.

<br /> Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, durante a apresentação do Kwid Outsider. Foto: Rodolfo Buhrer/ Divulgação Renault

Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, durante a apresentação do Kwid Outsider. Foto: Rodolfo Buhrer/ Divulgação Renault

No primeiro quadrimestre de 2019, a empresa do losango já emplacou 70,5 mil veículos, o que significa um salto de 18% em relação aos quatro primeiros meses de 2018. Só o subcompacto Kwid foi responsável por 1/3 deste volume ou 24 mil unidades - é o quinto carro mais vendido no país.

A ideia da Renault é anunciar em breve o novo ciclo de investimentos para manter o ritmo de crescimento atual, acima do próprio mercado, que foi de 8,7% de janeiro a abril.

"Para atingir nosso objetivo de 10% de participação até 2022, faremos o lançamento de novos produtos", resumiu o presidente, sem adiantar quais seriam as novidades.

Mas os futuros carros já deixaram de ser segredo. Ainda neste ano, a dupla Sandero e Logan ganhará uma atualização visual e de componentes para mantê-los competitivos até a vinda da nova geração, entre 2021 e 2022, desta vez inspirada no estilo do novo Clio europeu.

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É aguardada ainda a nova geração do Duster, vendida na Europa desde o ano passado, e a chegada de modelos inéditos, como o SUV-cupê Arkana, recém-apresentado na Rússia e que teria produção no Paraná, e a picape Alaskan, que teve a estreia adiada.

Renault Arkana deve ser feito em São José dos Pinhais. Foto: Renault/ Divulgação
Renault Arkana deve ser feito em São José dos Pinhais. Foto: Renault/ Divulgação

"A Alaskan é importante para ampliar a nossa gama de produtos e participará de um segmento extremamente competitivo. Com o cenário atual do mercado na Argentina é difícil prever uma data para iniciar as vendas no Brasil", explicou Gondo. "Ainda é muito cedo para falarmos sobre o Arkana", emendou, sem dar mais detalhes.

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Queda na exportação compensada por mercado interno

Operando em três turnos em São José dos Pinhais e próximo da capacidade máxima de produção, os investimentos futuros poderiam ser direcionados à ampliação da linha de montagem e do quadro de funcionários.

Algo descartado por Gondo, no momento. A capacidade produtiva no Paraná é de 320 mil carros, 60 mil utilitários, 600 mil motores e 500 mil blocos e cabeçotes de alumínio fundidos.

As vendas externas representam de 30% a 40% do que é feito na planta paranaense, tanto de carros quanto de motores. A marca teria diminuído o ritmo de produção com a queda na exportação, principalmente para a Argentina, que absorve uma grande parte desta produção.

A queda dos embarques ao país vizinho chegou a 50% comparado a 2018. "Felizmente, conseguimos compensar essa perda de exportação crescendo no mercado interno", salientou Gondo.

Uma solução para não mexer na estrutura da fábrica paranaense, mesmo com a evolução das vendas da Renault e os novos produtos, seria aproveitar a ociosidade das unidades da Argentina e da Colômbia.

Caso seja necessário, elas poderiam aumentar a produção para abastecer outros mercados latino-americanos, liberando a planta brasileira para concentrar o atendimento ao consumo doméstico.

Área de pintura na fábrica de São José dos Pinhais. Foto: Renault/ Divulgação
Área de pintura na fábrica de São José dos Pinhais. Foto: Renault/ Divulgação| Rodolfo BUHRER

O Complexo Industrial Ayrton Senna, formado por quatro fábricas, emprega diretamente 7,3 mil pessoas, além de 25 mil que trabalham em fornecedores e prestadores de serviços na região da grande Curitiba. No local são feitos Kwid, Sandero, Logan, Duster e Oroch.

Nissan discute novo ciclo de investimentos

Parceira da Renault no mercado mundial, a Nissan também está disposta a emplacar um novo ciclo de investimentos no Brasil. O novo chefe da Nissan para a América Latina, o argentino Guy Rodrigues, disse que está discutindo com a matriz uma injeção financeira no futuro. Mas o aporte ocorreria só em 2023 ou 2024

Segundo ele, o Brasil é o principal mercado para a Nissan na América Latina. A marca registrou uma alta de 23% na vendas em 2018, comparado ao ano anterior. O Kicks, um dos carros mais vendidos no Brasil, representou quase metade do total licenciado no país pela empresa japonesa.

Foto: Nissan/ Divulgação
Foto: Nissan/ Divulgação

>> Nissan aposta em Kicks híbrido para ‘popularizar’ eletrificação no Brasil

Hoje, a Nissan responde por 3,6% da fatia de mercado no Brasil, sendo a 10ª montadora que mais emplaca. O executivo afirmou que a fábrica de Resende (RJ) poderá abrir um terceiro turno em até dois anos, mas que no momento a unidade trabalha de maneira ociosa.

A capacidade de produção é de 150 mil veículos ao ano, porém 106 mil saíram da linha de montagem no ano passado. De qualquer forma, o volume foi recorde para a Nissan em solo nacional.

Nissan Leaf 100% elétrico. Foto: Renyere Trovão/ Gazeta do Povo
Nissan Leaf 100% elétrico. Foto: Renyere Trovão/ Gazeta do Povo

Sobre os futuros lançamentos, por enquanto apenas as primeiras entregas do elétrico Leaf a partir de julho, e quem sabe a estreia do SUV X-Trail em algum momento de 2020.

No futuro o Kicks irá receber a motorização e-Power para torná-lo ainda mais competitivo. A tecnologia usa o motor a combustão como gerador para o elétrico.

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NISSAN FRONTIER RENOVADO Nissan Frontier vendido no Brasil mudou de endereço no fim do ano passado. O modelo deixou de vir do México e passou a sair da fábrica da Argentina. A nova casa veio acompanhada de alterações na linha, apesar de o visual ter sido mantido. A picape dobrou o número de versões oferecidas, com duas novidades no catálogo. A configuração de entrada S, ao preço de R$ 137.990. Vem equipada com motor 2.3 turbo, de 160 cv e 41,0 kgfm de torque, associado ao câmbio manual de 6 marchas. A proposta é atender o público que precisa de uma picape forte e robusta para o trabalho. Quem está de volta é a versão Attack, que tem como destaque o visual ousado. Ganhou faixa preta no capô, o nome nas laterais e o santantônio na cor preto. O motor é o 2.3 biturbo, de 190 cv e 45,9 kgfm, gerenciado pela transmissão automática de 7 velocidades. A antiga LE passou a ser XE e a LE ganhou um pacote de opcionais premium. Vem com teto solar, multimídia de 8 polegadas, seis airbag e câmera 360 graus. No geral, as versões tiveram 20 alterações se comparadas com a Frontier produzida no México. Houve ajuste na direção, nos freios, na suspensão e diminuição nos ruídos na cabine. #nissanfrontier #picape #utilitario #frontierattack #nissanbrasil #automoveis #carros #instcar #cargram #gazetadopovo 📷#abilinerodrigues

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Comentários [ 4 ]

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  • N

    Neto

    ± 3 horas

    Renault, Toyota e Hyundai vão fazer uma briga boa pelo quarto lugar. Ford está em declínio. Nessa briga, garantia, preço de revisão e bom atendimento nas concessionárias conta muito.

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    • F

      FERNANDO LUIZ POZZOBON

      ± 4 horas

      Lá pelo anos 2000 a Renault também iniciou um ciclo de investimentos com a intenção de passar dos 3% do mercado para 8% em 2008. Infelizmente isto só aconteceu em anos recentes a este atual. Espera-se mais competência desta vez.

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      • M

        Marcello Sellmer

        ± 5 horas

        O principal mercado da Nissan na América Latina é o México e não o Brasil.

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        • R

          Ren Wysocki

          ± 6 horas

          Tudo bem o Kwid é um custo benefício bom. Mais R$38 está fora da realidade do brasileiro. Precisamos carros R$30, justamente o cliente que hoje compra semi novo, mercado que vende 4 vezes mais que carro 0km.

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