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Mudanças

Coletivo Alimentar tem alta cozinha com menu completo a R$ 30

Restaurante do espaço colaborativo agora tem chefs fixos e cardápio de entrada, prato principal e sobremesa

por Bruna Bill, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 15/02/2018 às 16h
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O Coletivo Alimentar é um espaço para experimentações de inovação na área de alimentação. Há mais de três anos, o local abriga diversos projetos relacionados à comida, como oficinas de pães, palestras sobre cafés, eventos sobre cozinha vegetariana, entre tantos outros movimentos relacionados à cultura alimentar. No início deste ano, mais uma novidade foi implantada no espaço: o almoço, que antes era alternado entre diferentes chefs e propostas, agora dá espaço aos chefs fixos: Lucas Correia e Deibd Rodrigues, do Paladar Musical.

O Coletivo Alimentar reúne loja com produtos locais, café e almoço. Foto: Daniel Caron/Gazeta do Povo

Um dos focos principais dessa mudança é ter pratos com ingredientes exclusivamente sazonais, que estejam disponíveis na época. Dessa forma é possível inovar os preparos com os mesmos ingredientes, trazendo mais criatividade ao cardápio. “Não precisamos correr todas as semanas para fazer pratos novos, então podemos trabalhar tudo com mais calma. Além disso podemos utilizar os ingredientes de maneira integral, reduzindo perdas e desperdícios”, afirma Deibd.

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Todos os meses o menu será renovado, dando lugar a novos pratos que buscam explorar essas diversas possibilidades dos alimentos. Em fevereiro, por exemplo, os preparos levam abóbora, endívia, abacaxi, maxixe, chuchu, quiabo e jabuticaba, entre outros. O almoço conta sempre com uma entrada, prato principal e sobremesa no valor de R$ 30 e também tem opções vegetarianas e veganas. O espaço também oferece sucos, mate batido, cafés, vinhos, pães, geleias e outros acompanhamentos.

Nas fotos, da esquerda para a direita: endívia, abacaxi, beterraba e tapioca; quibe de berinjela, vegetais na brasa, salsa de pimentão e brotos da horta; miolo de acém braseado com molho de acerola, quibebe, quiabo, farofa de cambuci. Fotos: Divulgação.

“O Coletivo Alimentar é um laboratório vivo, onde podemos criar um cardápio autoral mais duradouro e assim ter mais tempo para trazer preparos mais elaborados, como caldas, conservas e molhos. Além disso, temos a possibilidade de trabalhar outras técnicas e aprimorar cada prato ao longo das semanas”, aponta Lucas. Para ele, o ambiente colaborativo do espaço permite essa liberdade de experimentações e o público está bastante receptivo, permitindo a evolução dos pratos e do projeto.

O menu servido é temático, variando ao longo da semana. A segunda-feira é o dia sem carne e o menu de fevereiro traz como entrada ravióli de abóbora, tomate e ervas frescas e como prato principal cogumelos, grão-de-bico e carambola. No dia seguinte, na “terça pelo mundo” é servido fatouch, uma salada árabe, de entrada e frango recheado, tahine e uvas frescas no prato principal. Quarta é dia de “bistrô de feira”, com entrada de endívia, abacaxi e tapioca, e o prato de barriga de porco, cuscuz de milho e pimentão defumado.

Os chefs apresentam na “quinta pelo Brasil” a salada de maxixe, chuchu e manga e a carne braseada com quiabo e acerola. A sexta-feira é um dia reservado à culinária “bicho do Paraná” com entrada de tomates, queijo colonial e vinagrete de melado e o prato principal é mignon suíno, jabuticaba e farinha de Potinga. Para as sobremesas, a ideia principal é resgatar doces tradicionais, como o pudim de leite condensado com calda de laranja e cardamomo, o doce de abóbora com côco, bananada com queijo colonial e o doce de mamão verde são alguns exemplos.

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Para Luiz Mileck, idealizador do coletivo, o início do ano é a época ideal para inovar e experimentar ainda mais. “Isso não significa mudar sempre, mas entender como funciona nosso fluxo e aprimorar o que já está consolidado, como essa parceria com o Paladar Musical na cozinha”, aponta. Segundo Mileck, a valorização da troca de experiências de cada pessoa que passa pelo espaço é o que permite a constante evolução, fortalecendo a cultura alimentar e o processo de inovação coletiva.

Coletivo Alimentar é um espaço alternativo no centro de Curitiba que reúne uma padaria, bar, bistrô e café. O espaço conta com os chefs Lucas Correia (esq.) e Deibd Rodrigues (centro). A idealização do local é de Luiz Mileck (dir). Foto: Daniel Caron/Gazeta do Povo

Mentoria em gastronomia

Além de comandar a cozinha, outro projeto da dupla do Paladar Musical é manter dentro do Coletivo Alimentar um programa de aprendizes a cada três meses, com turmas alternadas para aprender na prática as diversas funções de um cozinheiro, valorizando o lugar social do chef. “Desde o início eles estarão envolvidos no processo de elaboração do cardápio e do planejamento de compras, além, é claro, dos preparos na cozinha e também da parte de gestão e atendimento aos clientes”, explica Lucas.


Serviço

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