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O chef Virgilio Martinez, que comanda o Central, em Lima, Peru. Pela segunda vez considerado o melhor da América Latina. Foto: Reprodução
O chef Virgilio Martinez, que comanda o Central, em Lima, Peru. Pela segunda vez considerado o melhor da América Latina. Foto: Reprodução| Foto:

Sabores verdadeiros

Ele usa técnicas modernas, tem outros empreendimentos no Peru e na Inglaterra, o que poderia desaboná–lo, mas a cozinha do chef Virgílio Martinez (foto) é impecável e saborosa. Desconfio que a paixão do casal (sua esposa é a chef Pía León – que tem uma vasta experiência no Japão e na Espanha, apesar da pouca idade), a devoção à pacha mama, mãe terra em quíchua, a incansável e real pesquisa por novos ingredientes e sabores da floresta amazônica fazem do restaurante Central, em Lima, um oásis para foodies e gourmets em geral. O lugar também é acolhedor, a cozinha aberta para o salão, a biblioteca, o décor criado pela mãe dele e uma horta orgânica instalada ali comprovam. Seus pães artesanais estão entre os melhores que eu já provei. A influência oriental aparece nos pratos e também no estilo de vida: praticante de ioga, o casal tem conquistado fãs mundo afora.

ClassificaçãoThe World’s 50 Best Restaurants: 50ºThe World’s 50 Best Restaurants/América Latina: 4º

Onde: Santa Isabel 376, Miraflores Lima, Peru/ reservas@centralrestaurante.com.pe
Preço:345 nuevos soles (cerca de R$ 290)

O chef Virgilio Martinez, que comanda o Central, em Lima, Peru. Pela segunda vez considerado o melhor da América Latina. Foto: Reprodução
O chef Virgilio Martinez, que comanda o Central, em Lima, Peru. Pela segunda vez considerado o melhor da América Latina. Foto: Reprodução

O mito

Não dá para ir a Lima e não comer no restaurante Chez Wong. É cult, mas não por isso, tem o que mais nos interessa: comida saborosa. Não tem placa indicando o lugar, funciona na garagem da casa do chef, se ele viaja, o restaurante não abre, e no cardápio estão apenas dois pratos: um frio – ceviche, é claro, – e um quente – peixe e verduras frescas preparadas por Javier Wong na panela wok, com um molho criado na hora. O peixe é sempre linguado, fresquíssimo, que Wong prepara na frente dos clientes. Poucas mesas, por isso, reserve.

Onde: Rua Enrique León García, 114 Santa Catalina, La Victoria, Lima, Peru.
Telefone: (51) 1 470-6217
Preço: R$ 150, em média.

França, Peru e uma dose de punk rock em Paris

Punk rock e boa comida em Paris

Fujo à regra da coluna e falo logo de dois restaurantes, de um só chef, localizados na mesma rua, quase grudados. Imperdíveis. O punk rock do título vai para o chef, o basco-francês Iñaki Aizpitarte. No despretensioso Le Chateubriand o menu curto é único, relativamente barato, com ingredientes frescos do dia, uma sacada inteligente. Comi bem, mas já ouvi críticas desastrosas. No Le Dauphin são as tapas, pequenas porções, atmosfera, bebidas e a decoração que brilham – o projeto é do Rem Koolhaas. Informalidade, bom gosto e criatividade. Sem erro.

Onde: Le Chateubriand – 129 Avenue Parmentier, 75011 Paris, França.
Telefone: +33 1 43 57 45 95
Preço: R$ 260, em média. É preciso reservar.
Classificação The World’s 50 Best Restaurants: 18º

Onde: Le Dauphin – 131 Avenida Parmentier, 131, Telefone: +33 1 55 28 78 88
Preço: R$ 80, em média.

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Jussara Voss é uma jornalista em busca de sabores originais
jussaravoss@gmail.com/www.gazetadopovo.com.br/blog/vosso-blog-de-comida

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