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Geocook: um novo olhar para Curitiba

Aplicativo Geocook divide a cidade em regiões vocacionadas para ajudar o leitor a conhecer cada vez melhor nossa cidade e seus sabores

por Gazeta do Povo Publicado em 11/12/2013 às 15h
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Um novo projeto de revista pede uma nova forma de entender a cidade. É isso que faremos a partir deste mês na seção Geocook: em cada edição vamos destacar detalhes únicos sobre restaurantes e bares de oito regiões de Curitiba.

Para nos ajudar a delimitar o perímetro destas áreas, o Bureau de Inteligência Corporativa Brain fez um levantamento minucioso em cada rua, considerando dados oficiais e pesquisa própria, para demarcar os trechos que concentram serviços e lojas de gastronomia, ou seja, que têm vocação para alimentação dentro e fora do lar.

O resultado levou em conta a população que mora e/ou frequenta esses bairros, sua localização e intensidade de tráfego, o comportamento  e potencial de consumo de quem está lá.

Todas as regiões são zonas com múltiplas vocações – um espaço onde é possível cortar o cabelo, ir ao dentista ou fazer compras, por exemplo, andando poucas quadras. E, claro, uma pausa para uma refeição entre eles. Com o Geocook, queremos fortalecer a identidade de cada uma destas regiões e incentivar o leitor a contribuir com descobertas, do botequim ao restaurante estrelado.

Para isso, além das dicas que daremos todo mês na revista, as informações estarão no aplicativo Geocook, que poderá ser consultado pelo site do Bom Gourmet e nos smartphones e tablets.

No aplicativo, o leitor pode visualizar por mecanismo de geolocalização, nesta primeira etapa do projeto, informações e o serviço completo de restaurantes nas oito áreas pesquisas e nas demais regiões da cidade.

Nesta edição, trouxemos uma pitadinha de cada uma das oito regiões, mas lá no aplicativo tem muito mais.

Nomes

Para demarcar cada região, tivemos que batizá-las, mas os nomes apresentados não são definitivos. Como na maioria das áreas a concentração de estabelecimentos vocacionados à gastronomia não se limita a um único bairro, levamos em conta o perfil geral de cada uma para nomeá-las. Num primeiro momento, ouvimos empresários de cada região, mas também queremos sua participação neste projeto. Envie sua opinião para bomgourmet@gazetadopovo.com.br.

 

Conheça as regiões:

 

Arte Cívico

A área residencial é próxima ao Museu Oscar Niemeyer. Com a abertura de pequenos negócios em casas e prédios menores, a região ganhou nova vida e uma mistura de estilos: do boteco à bier house, da cantina ao bistrô. Tudo com um toque cool e sofisticado.

 

Arte-Civico

Conheça: no interior do Museu Oscar Nie­meyer, O Café do MON tem decoração inspirada em arte, jornal do dia e wi-fi. O Caffè Latte – expresso com leite vaporizado – é uma das opções para começar bem uma visita às exposições. Para matar a fome após o passeio, vale a pena experimentar um dos lanches do cardápio: sanduíche natural, com três camadas de pão integral, maionese, uvas passas, cenoura ralada, pepino japonês, alface e peito de peru. Quanto: R$ 10, sanduíche natural. R$ 5,80, caffé latte.

 

Santa Felicidade

A imigração italiana e sua agricultura formaram a base desta região que hoje é conhecida pela sua via gastronômica, nas avenidas Manoel Ribas e Via Vêneto. O deslocamento de famílias para o almoço nos fins de semana é tão forte que outros setores se instalaram nas ruas antes que se chegue à concentração de restaurantes. É o caso das lojas de móveis e decoração.

Santa Felicidade

Conheça: aberto em 1963, o Velho Madalosso é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. No cardápio estão os pratos como frango à passarinho, risoto, polenta frita, além de saladas, todos servidos na mesas. Há ainda o rodízio de carnes com as opções de fraldinha, tender agridoce, linguicinha, alcatra grelhada e medalhão de lombinho com bacon.  Onde: Restaurante Madalosso. Quanto: R$39 o rodízio, por pessoa.

Batel Clássico

As opções são tantas no Batel que o bairro foi dividido em duas áreas: a mais próxima da Av. do Batel é onde tudo começou – daí o “clássico” do nome. As famílias tradicionais estão por ali e é onde os principais restaurantes se fixaram. Construções antigas, como o Castelinho do Batel, dão charme e estilo à região.

Batel-Classico

Conheça: apesar de ser o forte da casa, o cardápio do Taj Bar, que completa dez anos em 2014, não é feito só de pratos indo-asiáticos. Outros sabores, que mesclam o brasileiro com o oriental, também são destaque. Entre eles está o Western Steak (R$ 37,90) – medalhão de filé mignon grelhado, servido com batatas fritas e arroz jasmim e molho tonkatsu suavizado.

 

Batel Soho

É o point dos barzinhos, cujo coração é a Praça da Espanha. O nome foi cunhado pela Associação dos Comerciantes da Região da Praça Espanha, que organiza constantemente eventos e feiras gastronômicas na praça. O fluxo de pessoas não para: dia ou noite, em dias comerciais ou fim de semana, a área está agitada.

Batel-Soho

Conheça: dez pratos quentes, 16 opções de saladas, carnes grelhadas e massas feitas na hora, escolhidas pelo cliente. É assim o almoço no Restaurante Tartine. Dentre opções de massas estão nhoque, penne e ravióli. Depois, o molho entre branco, funghi, bolonhesa, de queijos, e mais acompanhamentos. Nas carnes, os destaques são as de carneiro, filé argentino, picanha e peito de frango. Durante a noite, a casa abre somente para eventos. Quanto: R$ 43,90 – Por pessoa, de segunda a sexta. Nos fins de semana e feriados custa R$ 48,90.

 

Cabral Soho

As redes de fast food que se instalaram nas proximidades da Av. Munhoz da Rocha começaram a criar um fluxo. Outros negócios migraram para a região e o polo ganhou restaurantes e lanchonetes para uma refeição rápida, mas com ingredientes premium e um toque gourmet.

Cabral-Soho

 

Conheça: decoração trazida das cantinas italianas, as camisetas e bandeiras do Mangiare Felice, penduradas no teto passam a sensação de estar comendo em uma casa de família: é como se o almoço estivesse na mesa e as roupas, no varal. Todas as camisetas ( já chegaram a 400) foram presentes da clientela, assim como as bandeiras, mais recentes. O Mangiare foi eleito o melhor da categoria Delivery no Prêmio Bom Gourmet 2013 com a entrega do prato Filet à Oswaldo Aranha. Quanto: R$ 97,40 – Filet à Oswaldo Aranha, duas pessoas.

 

Centro Cultural

O nome é fácil de compreender. Por ali, o Teatro Guaíra, um local para a expressão artística; a UFPR, importante para a formação cultural e educacional; a Capela Santa Maria, um capítulo da construção da cidade. Pequenos teatros, galerias e colégios antigos também estão no perímetro.

Centro-Cultural

Conheça: o restaurante Ile de France completou 60 anos e desde o início mantém o escargot no seu cardápio, como uma entrada quente. A casa é um dos poucos lugares que serve o molusco em Curitiba. A porção é de seis escargots, que são preparados na manteiga com ervas, cebola e alho e vem com uma cesta de pães para aproveitar todo o molho. Para segurar a concha, um talher que se assemelha a um alicate; e para puxar a carne, um garfinho de dois dentes. Quanto: R$ 82, a porção.

 

Centro Histórico

Pequena e boêmia, a região concentra boa parte da história de Curitiba. Foi lá que se construiu a primeira caixa d’água da cidade e onde estão as igrejas mais antigas. A tradicional Feira do Largo da Ordem e o costume dos bares servirem na calçada reforçam: a região é lugar para se gastar sola de sapato.  Quanto: R$ 12,80 – O submarino de 500 ml.  Onde: Bar do Alemão.

Centro-Historico

Conheça: com capacidade para 800 pessoas, o Bar do Alemão está de cara nova. O endereço no Largo da Ordem dobrou o número de lugares com a inauguração da Casa Vermelha, antiga loja de ferragens. O que não mudou foi o cardápio que permanece quase intacto há 30 anos com 12 tipos de chopes. O destaque é o submarino que leva Steinhäger – aguardente típica alemã produzida com cereais. Uma pequena caneca no fundo do copo vira item de coleção. Há ainda a tradicional carne de onça.

 

Jardins

Cercado por “jardins” (Ambiental, Botânico e Social), a região traz no nome uma característica das ruas: arborizadas e com calçadas largas, um convite para passear. A mistura de gastronomia e boemia é uma referência e os restaurantes e bares tomaram os arredores da Rua Itupava.

Jardins

Conheça: dezembro é um dos últimos meses para provar o nhoque de batata recheado de gorgonzola ao molho funghi na Cantina do Délio. A delícia foi desenvolvida especialmente para o Prato da Boa Lembrança: todo cliente que pedir o Gnocchi ripieni al gorgonzola e funghi trifolati, como está escrito no cardápio, ganha um prato de cerâmica pintado à mão como souvenir. Quanto: R$ 59, porção individual e generosa. Onde: Cantina do Délio.

 

Outras regiões

Não esquecemos as outras partes da cidade que também abrigam os melhores endereços para comer ou confraternizar. Em uma segunda etapa, nova pesquisa vai detectar quais as áreas em desenvolvimento e o que encontrar por lá.

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Serviço

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