Bom Gourmet

Futuro da

Hamburgueria nos EUA tem robô que mói carne e fatia queijo na hora

A ideia é "vender o cheeseburger mais fresco do mundo" por US$ 6, cerca de R$ 22

por Infomoney Publicado em 21/06/2018 às 16h
Compartilhe

A startup Creator trabalha há oito anos em um projeto inovador: um robô cozinheiro de cheeseburger. Agora, a empresa lançará seu primeiro restaurante na próxima quarta-feira (27), que ficará em fase de testes antes da abertura ao público, oficialmente em setembro. A ideia é “vender o cheeseburger mais fresco do mundo” por US$ 6, cerca de R$ 22.

Robôs na cozinha e no salão, descubra o futuro dos restaurantes

robo cozinheiro hamburguer

Foto: Divulgação.

Na prática, o restaurante funciona assim: você pede seu hambúrguer em um tablet e em seguida, um tubo de ar comprimido empurra um pão assado naquele dia em um elevador à direita. Ele é moído ao meio por uma faca vibratória antes de ser torrado e amanteigado, e depois é baixado para a correia transportadora. Molhos medidos pelo mililitro e especiarias são automaticamente esguichados no pão. Picles inteiros, tomates, cebolas e queijo são cortados em fatias apenas um segundo antes de caírem sobre o pão.

Flippy, o robô cozinheiro que faz hambúrguer no ponto certo… sempre

Enquanto isso, o robô mói carne na hora para fazer o hambúrguer e assado e colocado sobre o pão. O processo todo leva cerca de cinco minutos e o restaurante, que fica em São Francisco, nos Estados Unidos, serve quatro opções de lanches.

Por enquanto, as opções iniciais de hambúrgueres da startup incluem o Creator vs. The World, com um molho especial Thousand Island, o aioli Tumami Burger da ostra, elaborado pelo Chef Tu do Top Chef, o Smoky com geléia de cebola e o tahine de semente de girassol Dad Burger do Chef Nick Balla do Bar Tartine.

“Pode não ser o melhor hambúrguer que já tive na vida, mas é certamente o melhor a esse preço. Muito disso vem da economia de mão-de-obra e espaço de cozinha oferecida por um robô cozinheiro. Gastamos mais com nossos ingredientes do que com qualquer outro restaurante de hambúrgueres”, afirma o CEO da startup Alex Vardakostas.

A volta da banha de porco nas receitas

O CEO não revelou os investimentos que a companhia recebeu, mas disse que tem apoio do programa de incentivo a startups do Google, da Khosla Ventures, investidora de startups de alimentos, e da Root Ventures, que tem foco em hardware.

O CEO quer crescer mas sabe dos desafios. “O McDonalds é uma empresa de US$ 140 bilhões. É maior que GM e Tesla juntas e tem 40 mil restaurantes. Mas nós temos muitas vantagens. Você entra aqui e se conecta”, afirma.

A Momentum Machines começou em 2009, foi um projeto de garagem em tempo integral até 2010, comprando a empresa Lemnos Labs em 2012, e começou a fazer um progresso sério em 2014.

O CEO conta que a ideia de um restaurante sem funcionários, onde você pede em um computador, soa “distópica”. Na verdade, ele quer dar a seus funcionários oportunidades de carreiras.

“Algo que nos deixou muito entusiasmados é reinventar o trabalho em um lugar como esse, onde a máquina está cuidando do trabalho sujo e perigoso”, explica seu co-fundador Steve Frehn. “Estamos brincando com programas educacionais para a equipe. Cinco por cento do tempo, nossos funcionários são pagos apenas para ler. Estamos pagando US$ 16 por hora”, explica.

Por enquanto, a startup não franqueará seu restaurante, embora isso possa ser lucrativo. “Eu não quero que alguém coloque carne bovina congelada lá ou carregue mais”, diz Vardakostas. Em vez disso, o objetivo é expandir-se metodicamente. “Queremos sair de São Francisco”, conclui Frehn com confiança. “Nosso modelo de negócios é bem simples. Fazemos um bom hambúrguer que as pessoas gostam e vendemos pela metade do preço”, diz.

Compartilhe

8 recomendações para você